Rechazamos amenazas contra la vida de defensores y defensoras de DD.HH integrantes del Pacto Nacional Por la Salud y la Vida

Preparado por el Pacto Nacional Por la Salud y la Vida de los Colombianos y las Colombianas y firmado por la CLOC-Vía Campesina

Desde hace tres décadas, las instituciones de salud y los trabajadores del sector vivimos un proceso sistemático de privatización y deterioro de las condiciones laborales, en un contexto de la violencia social y política. A lo que sumamos hoy la equivocada gestión de la pandemia y el recrudecimiento de las masacres y los asesinatos selectivos de los líderes sociales en todo el país.

En días pasados, varios compañeros han sido víctimas de amenazas, entre ellos nuestros amigos y colegas ROMAN RAFAEL VEGA ROMERO, profesor universitario, activista en favor del derecho a la salud y médico de profesión, fundador  del Movimiento por la Salud de los pueblos MSP y miembro de la Red Salud Paz, de ALAMES y de la Asociación Colombiana de Salud Pública;

ELSA NURY MARTINEZ SILVA, presidenta de la Federación Nacional Sindical Unitaria Agropecuaria FENSUAGRO,  EMMA VELEZ TORO, presidenta de la Veeduría en Salud, Pública y DDHH, además de los  compañeros miembros de Alianza Colombia Libre de Fracking  LUIS ALBERTO GONZALES, OSCAR SAMPAYO, YESID BLANCO, RAUL BARBA RUEDA, LEONARDO GRANADOS Y ALEXANDER MATEUS RODRIGUEZ. También figuran tres mujeres: Graciela Rojas, Mayra Galván y Yasmin Urueta; quienes recibieron amenazas de muerte, junto con otras personas que trabajan por un país más justo. Esas amenazas se producen en medio de las masacres y asesinatos del liderazgo social en todo el país, en medio de absoluta impunidad.

Detrás de las amenazas, presuntamente, están las llamadas “Águilas Negras” (bloques Capital y Magdalena Medio), un grupo que parece actuar en todo el territorio nacional, pero sobre el cual no se han producido detenciones. Es significativo que tales amenazas repiten el patrón de prácticas paramilitares: difamar y calumniar a los líderes sociales, vincularlos con grupos armados, y darles un plazo para abandonar la ciudad.

El sector salud ya ha puesto numerosos muertos y heridos en medio del conflicto donde, como Misión Médica, ha sufrido los horrores de la guerra. De igual manera, las organizaciones sociales y ambientales, ha sufrido la violación sistemática de derechos humanos: a la vida, al trabajo digno, a la libertad de expresión y de organización, pero eso no nos alejará de nuestra defensa del Derecho Fundamental a la Salud y la Vida.

La protección de todos los ciudadanos así como del personal del sector  salud y la garantía de la atención en salud a la sociedad colombiana son deberes del Estado. Urge que el Gobierno, la comunidad y las organizaciones internacionales nos acompañen, en la medida de sus deberes y posibilidades, en la defensa de los y las trabajadoras de salud en Colombia.

Por eso exigimos:

Al Presidente IVÁN DUQUE MARQUEZ, al Ministro de Defensa, CARLOS HOLMES TRUJILLO, al Fiscal General FRANCISCO BARBOSA, al Procurador General  FERNANDO CARRILLO FLOREZ, al Defensor del Pueblo CARLOS ERNESTO CAMARGO, que investiguen y judicialicen a los responsables de estas amenazas.

También solicitamos a:

A la Oficina del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (OACNUDH), vigile la protección de los derechos humanos de las y los defensores que están amenazados por su labor en Colombia.

Llamamos a la sociedad Colombiana a que se solidarice y se una en la defensa de la vida, para exigir al Gobierno Nacional que proteja a las y los defensores de derechos humanos en el territorio Nacional.

Suscribimos como Pacto Nacional Por la salud y la vida de los Colombianos y las Colombianas, la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo – CLOC-Vía Campesina, y las organizaciones que allí se recogen.

MANIFESTO POPULAR: Contra a fome e pelo direito de se alimentar bem

Metade da humanidade não come;
e a outra metade não dorme, com medo da que não come”. CASTRO, Josué de.
Geografia da fome.

A pandemia escancarou as consequências da crise do capital sobre a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Essa crise, política, econômica, social e ambiental, não é provocada por nós, mas pelas empresas do capital e por um estado empresarial, repressor. Mas somos nós que pagamos a conta e sofremos as consequências.

Somos mais de 13 milhões de desempregados e cerca de 40 milhões de pessoas que vivem do trabalho informal ou trabalho precário. O Brasil voltou para o Mapa da Fome, em decorrência de gestões que ignoram as necessidades reais do povo e para garantir os lucros exorbitantes do capital que não tem pátria e menos ainda senso de humanidade. As exportações dos produtos brasileiros nada têm a ver com a solidariedade aos povos de outros países, senão a ganância, mesmo que falte o que comer ao povo brasileiro.

Esse é o quadro que coloca os mais pobres de volta à fome e também traz problemas para os setores médios, pois o preço dos alimentos tem aumentado de forma assustadora, já que o agronegócio produz commodities, os supermercados especulam com a fome e as empresas promovem o uso de comidas artificiais que só deixam a população adoecida.

Em 2018 – dois anos pós o golpe ao governo Dilma Rousseff – o Brasil já contabilizava 10,3 milhões de brasileiros e de brasileiras em situação de pobreza ou de extrema pobreza (segundo dados do IBGE), e esta fome não esta somente na cidade. Esses números já são infinitamente maiores e imaginemos como estará o povo pobre no próximo período sujeito à alta no preço dos alimentos.

A falta de controle de estoque de alimentos regulado pelo Estado, a existência de um Plano Safra exclusivo para o agronegócio, bem como os vetos às medidas de apoio e fortalecimento da Agricultura Familiar e Camponesa, que é responsável em produzir comida de verdade, é o que tem piorado a situação de fome no Brasil

A crueldade das empresas e indústrias de alimentos está presente em todos os lugares, do campo, das águas, florestas e da cidade. Seja na introdução dos agrotóxicos dentro do modelo produtivo, seja na forma como se apresentam os alimentos ultraprocessados que não possuem capacidade de nutrir dos corpos e mentes humanos. Descarta-se o lixo das indústrias na boca de nossas crianças, e a classe trabalhadora tem sido a mais afetada nisso com menos tempo para o preparo dos alimentos nos grandes centros urbanos.

Nesse quadro, as mulheres têm sido as mais atingidas, elas são historicamente responsáveis pela alimentação das famílias e por isso têm que lidar com o combate à fome, buscando formas de colocar comida na mesa, lidando com a falta de emprego, pois foram as que mais perderam o emprego com as crises e, ainda, enfrentam uma grave ampliação da violência. A juventude, em especial a negra, segue morrendo nas periferias das cidades e sem oportunidades de produzir nos seus territórios. Os povos e comunidades tradicionais têm seus territórios atacados ainda mais, como forma do capital retomar suas taxas de lucro.

A natureza também tem sido duramente ameaçada e com ela a vida humana. Imagens de animais selvagens morrendo pelo fogo chocam o mundo inteiro, nossas florestas estão sendo destruídas com a única função de manter a acumulação capitalista materializada em sua forma atrasada no agronegócio brasileiro. A resistência é necessária e deve se dar entre todos que acreditam numa sociedade mais justa, onde todos possam comer e viver com dignidade.

Seguimos afirmando que a agricultura familiar e camponesa é o alicerce para a soberania alimentar de uma nação. Por isso lutamos no campo e na cidade pela defesa dos territórios indígenas, quilombolas, camponeses, pesqueiros, dos Fundos e Fecho de Pasto, pela construção de políticas que contemplem desde a produção ao consumo. Rechaçamos a expansão agrícola e mineral que avança sobre áreas de produção de alimentos e sobre as florestas e biomas.

PARA COMBATER A FOME NO BRASIL, NOS COMPROMETEMOS:

1. Seguir com todas as ações de solidariedade humana que têm ajudado a salvar vidas, através da partilha do pouco que temos, amenizando a situação de fome de muitas famílias, principalmente as crianças. Nossa solidariedade é de classe, ativa e orgânica para que os povos se organizem a mudar sua realidade de vida.

2. Lutar pela derrubada dos Vetos de Bolsonaro à Lei de Assis de Carvalho, proposta no PL 735/2020 –como passo fundamental para ampliar a produção de alimentos saudáveis pela Agricultura Familiar e camponesa e poder disponibilizar esse alimento para quem mais precisa, garantindo renda aos povos, especialmente as mulheres e a juventude.

3. Lutar pela retomada da construção dos estoques públicos de alimento URGENTE, para que o Estado regule preços e não deixe faltar os itens básicos para o povo do seu país a exemplo do feijão, do arroz, dentre outros. Construir um sistema de abastecimento alimentar. Sabemos que os estoques públicos que regulam os preços nas entressafras e nas situações de problemas climáticos são decisivos para manter a alimentação do povo.

4- Enfrentar este governo que tem abertamente decretado a fome para o país. FORA BOLSONARO! A liberação do Auxílio Emergencial, que até agora fez a diferença na vida das pessoas, não foi por vontade do governo federal que, na primeira oportunidade que teve, negou o apoio para os agricultores/as seguirem produzindo alimentos (veto ao PL 735). Reafirmar o direito ao pleno emprego e a uma renda digna é materializar o direito de se alimentar bem, com segurança e soberania alimentar.

5 – Lutar para que todas as políticas públicas voltadas à construção da soberania alimentar tenham a capacidade de atender as demandas diferenciadas dos povos e comunidades tradicionais, da juventude e das mulheres, como forma de garantir um desenvolvimento econômico, social e ambiental baseado na agroecologia e na igualdade de condições para todos. É necessário retomar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fortalecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ampliar o acesso à água para abastecimento humano e para a produção de alimentos com cisternas e expandir a rede de restaurantes populares.

Nós, Movimentos Populares, Entidades e Sindicatos do campo e da cidade vamos continuar lutando e alimentando a esperança. Defendemos um Programa de Renda Básica Permanente, Programa de Produção de Alimentos Saudáveis, a derrubada dos Vetos à Lei Assis Carvalho, Programas de Compra de Alimentos com doação a quem precisa, Programa de Geração de Empregos, Abastecimento de Água e Valorização do Salário Mínimo.

Por isso, neste DIA MUNDIAL EM DEFESA DA ALIMENTAÇÃO, temos a responsabilidade de nos dirigir à sociedade brasileira para manifestar nossa grande preocupação com a fome que se agrava em nosso país.

A produção de alimentos depende da preservação ambiental e da biodiversidade dos biomas. Para manter as florestas em pé, precisamos dos povos do campo, das águas e das florestas, VIVOS e em seus TERRITÓRIOS. Não é só fogo, é capitalismo e destruição. Tirem as mãos das nossas riquezas! Soberania nacional e popular já!! Fora Imperialismo!

Alimentar a esperança para alimentar as pessoas!

Brasil, 16 de outubro de 2020.

Familias Campesinas Q’eqchi’s Desalojadas Violentamente

El día de ayer, 15 de agosto, en horas de la noche, 40 familias campesinas q’eqchi’s asentadas en la Finca Cubilgüitz, municipio de Cobán en Alta Verapaz, fueron violentamente y extrajudicialmente desalojadas y sus casas quemadas por un grupo de personas armadas que actuaron en contubernio con los terratenientes del lugar.


Las familias desalojadas son extrabajadores de la finca que fueron despedidos hace más de 15 años, sin el pago de sus prestaciones laborales y que para reclamar sus derechos se asentaron en la finca y demandan que se les dé tierra para cancelar sus prestaciones no pagadas. Se tuvieron mesas de diálogo con el Ministerio de Trabajo, pero la dueña de la finca, Dorothee Anne Diesseldorff Neal de Glimderse, perteneciente a la familia de terratenientes que más tierra tiene en la región, se ha negado a responder a estas demandas y ha ofrecido compensaciones que no cubren las demandas laborales de los extrabajadores y además ha recurrido a diversas maniobras para evadir las justas demandas.


Hace poco más de un año, un grupo de personas se asentaron en el lugar y desde un inicio comenzaron a intimidar a las familias de los extrabajadores, amenazándolas y haciendo disparos al aire. Este grupo armado pertenece a la agrupación dirigida por César Montes y en otros lugares han actuado como grupo de choque, en contubernio con los finqueros ya que se asientan donde ya hay ocupaciones y posteriormente actúan en contra de las y los campesinos que legítimamente luchan por la tierra. Las actuaciones de este grupo son permitidas por los finqueros porque les sirve para justificar la represión en contra de las y los campesinos. Posteriormente, cuando logran su cometido de desalojar a las familias que luchan por la tierra, los atacantes se retiran del lugar.


Anoche, las 40 familias fueron obligadas a salir de sus casas, sus pertenencias y viviendas fueran saqueadas y quemadas, a la usanza de los años 80 cuando se reprimía y masacraba a las familias indígenas y campesinas. Cuando se llamó a la Policía Nacional Civil, se negaron a acudir al lugar, a pesar de que de las anteriores agresiones tanto la policía como las autoridades del lugar tienen conocimiento desde hace varios meses. En estos momentos las familias desalojadas se encuentran en la intemperie, huyendo de los agresores.


Solicitamos la solidaridad con las familias desalojadas y la atención de los organismos nacionales e internacionales que velan por los Derechos Humanos.


Cabeza Clara, Corazón Solidario y Puño Combativo
de las y los Trabajadores del Campo
Comité de Unidad Campesina

CUC


Miembro de Waqib’ Kej, la Asamblea Social y Popular, el Frente Campesino Ixmuleu
CLOC-Via Campesina, ALBAMOVIMIENTOS y la Asamblea Internacional de los Pueblos


16 de agosto de 2020

Partida de Casaldáliga

En Homenaje al Padre Casaldáliga

“Malditas sean todas las cercas!

¡Malditas todas las propiedades privadas, que nos impiden vivir y amar!

Malditas sean todas las leyes, amañadas por unas pocas manos…que hacen esclava a la tierra y los hombres.”

-Pedro Casaldáliga

La Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo, CLOC-Vía Campesina, articulación internacional de las y los campesinos de Nuestra América, brinda un abrazo a todas las organizaciones campesinas  y a trabajadores/as e indígenas de Brasil, ante la partida del Padre Casaldáliga, profeta cristiano que asumió nuestra causa y levantó nuestros derechos, poeta que expresó con acierto y belleza los sufrimientos, luchas, resistencias, derechos y conquistas de las comunidades indígenas, campesinas, quilombolas, … de todos los negados, postergados e invisibilizados por el sistema capitalista especulador.

Para nosotros en toda América, la profecía, la palabra iluminadora pedagógicamente sembrada,  el disparo de liberación y de redención para los pobres, que realizó Casaldáliga, tiene su raíz en la mejor tradición inspirada en los profetas bíblicos, y en una maravillosa obra del autentico cristianismo, enseñar con el ejemplo. El Padre Casaldáliga da continuidad al ejemplo del Obispo ecuatoriano Mons. Leónidas Proaño, quien además de predicar las exigencias de Justicia proclamadas en las conclusiones de Medellín, tomó las tierras de su diócesis, y las distribuyó entre comunidades indígenas  y campesinos empobrecidos, así, a partir del trabajo productivo y práctica educativa unidos,  desarrolla cauces concretos de vida comunitaria, para contribuir a realizar el reino de Dios en la historia,  sembrando la semilla de la conciencia, con pan compartido y multiplicado, de trabajo compartido y organización. Así va generando comunidades, con mujeres y hombres libremente asociados para satisfacer sus necesidades personales y comunitarias.

En otro contexto, pero en esa misma dirección Casaldáliga, desarrolló experiencias de educación popular, alimentadas por el pensamiento de educadores populares como Paulo Freire, en las que fue incorporando, el análisis de la práctica, la música y teatro popular, desarrollando procesos  educación popular, donde la concientización a partir de las realidades concretas, lleva a la organización, para alcanzar la radical fraternidad que propone el evangelio de Jesús.  El profeta Casaldáliga consiguió introducir esta práctica al interior de amplios sectores de la Iglesia en Brasil, impulsando la pastoral de la tierra y un cuidado respetuoso de los pueblos indígenas, siendo uno de los fundadores de la Comisión Pastoral de la Tierra  (CPT) y del Consejo Indigenista Misionero (CIMI), organismos adscritos a la Conferencia de los Obispos del Brasil.

El trabajo de la Comisión Pastoral de la Tierra ha contribuido al desarrollo de la organización campesina en diversas regiones de Brasil, motivando y apoyando la organización de procesos productivos que se han orientado a fortalecer la nutrición y salud de las familias y la soberanía alimentaria de los pueblos.

Estos procesos productivos/educativos han transformado para mejor la vida de millones de campesinos e indígenas. De tal manera que aunque el agronegocio cuenta con mayores recursos en tierras, tecnología y financiamiento. La economía familiar, asociativa/ comunitaria con mucho menos recursos, asegura el abastecimiento de alimentos sanos a gran parte de la población brasileña. Esta economía llamada alternativa, es la que provee la mayor parte de alimentos sanos para la humanidad y ofrecen un futuro para la humanidad. En cambio, la producción del agro negocio ha contaminado gran parte las tierras, aguas, aire de los espacios donde se impone, generando la destrucción de la biodiversidad, enfermedades y desempleo para la población campesina. Además de cambios climáticos que hacen inviables en el futuro la producción de alimentos y de la misma humanidad.

Por todo lo expuesto, es claro que el Padre Casaldáliga, por su legado ofrece luz para la humanidad por los valores que ha sustentado con su ejemplo y sus enseñanzas liberadoras de los pueblos, frente al imperio agresor, y frente a las transnacionales.

En Centroamérica no olvidamos que mientras la administración Reagan/Bush en los años 80s impulsaba su guerra mercenaria contra los pueblos, el Obispo Casaldáliga decidió salir de Brasil  en 1985 (de donde no salía desde 1969), para sumarse al Ayuno por la paz, la vida y contra el terrorismo de estado de los Estados Unidos, organizado en Managua por el Padre Miguel D’Escoto, quien en ese tiempo era canciller de Nicaragua. En los tres años subsiguientes, Pedro Casaldáliga el realizó visitas a comunidades cristianas de Guatemala, El Salvador, Honduras y Nicaragua, llevando el consuelo de la palabra profética del Jesús libertador, a las víctimas de la agresión del gobierno norteamericano.

Por eso nuestro homenaje y reconocimiento a este gran profeta de la redención cristiana de los pueblos.

Pedro Casaldáliga, vive en los esfuerzos de producción de alimentos, en el fortalecimiento de la soberanía alimentaria.

Secretaría Operativa, CLOC-Vía Campesina

Managua, 8 de agosto de 2020

COMUNICADO: PÉSAME POR EL FALLECIMIENTO DE SILVIA LAZARTE FLORES

MIEMBRO DE LA CONFEDERACIÓN BARTOLINA SISA ORGANIZACIÓN DE LA CLOC – LVC Y EXPRESIDENTA DE LA ASAMBLEA CONSTITUYENTE DURANTE EL 2006 Y 2008 EN EL ESTADO PLURINACIONAL DE BOLIVIA.


29 de junio del 2020

Expresamos desde La Vía campesina Internacional y la Coordinadora de organizaciones del campo CLOC – LVC, nuestro más sentido pésame y dolor por la partida de Silvia Lazarte, mujer indígena campesina, hermana, dirigente social y luchadora por los derechos campesinos e indígenas en Bolivia.  

La labor de Silvia la recordaremos y la reconoceremos en todo nuestro que hacer de lucha y resistencia campesina, fue una de las mujeres que alentó con su espíritu revolucionario la construcción de una Bolivia diversa y justa tal cual como lo menciona Evo morales en uno de sus comunicados, puesto que  al ser la primera mujer indígena presidenta de la asamblea constituyente y entre otras cosas liderar la redacción del texto de la nueva constitución, contribuyó en una gran victoria para el pueblo boliviano, el cual fortaleció  el   reconocimiento de la producción comunitaria agropecuaria y a su vez el respeto hacia la madre tierra y cultura indígena en el país.

Sin lugar a duda nos deja un vacío al movimiento y organización indígena campesina, pero seguramente muchas y muchos más seguiremos su legado; a su familia, a  nuestras compañeras de la confederación Bartolina sisa y en general a todo el pueblo boliviano todas nuestra condolencias y resistencias.

¡Construir Solidaridad, Resistencia y Esperanza entre los pueblos!

Tareas productivas y agrícolas de la Región Caribe

República Dominicana

Pese a la situación de abandono y la falta de políticas públicas a favor de incentivar y apoyar al campesinado dominicano de cara a garantizar seguridad, soberanía alimentaria y nutricional en medio de esta pandemia mundial por parte del gobierno dominicano, los aportes de los pequeños y medianos productores agropecuarios a la economía nacional siguen siendo muy importantes para garantizar el abastecimiento de los mercados en los campos y las ciudades.

En la actualidad los/as agricultores/as están pasando por una prolongada sequía que está afectando varias regiones del país, destruyendo grandes plantaciones de banano, vegetales, arroz y otros cultivos, mientras miles de pequeños y medianos productores pecuarios vieron morir también sus crianzas bovinas, porcinas, avícolas y caprinas por escasez de agua y alimentos. Problemáticas que se suman a esta pandemia disminuyendo también la mano de obra agrícola en los predios.

Las organizaciones campesinas están promoviendo e incentivando la siembra de productos de ciclo corto, de consumo masivo en las comunidades rurales y de exigencia en los mercados nacionales, principalmente en zonas con sistema de regadíos (huertos familiares entre otros). En este marco, el objetivo está en llegar alos mercados locales e intercambiar productos entre provincias de manera asociativa, disminuyendo así el intermediario.

Con la presencia del COVID-19, los intermediaros aprovechan la situación de cierre de los mercados para especular con los precios y comprar  los productos de los agricultores por debajo del coste de producción. Esta situación ha provocado que muchos productores y productoras  no tengan los recursos suficientes para preparar su tierra, adquirir la semillas e iniciar su siembra de primavera.

Las organizaciones campesinas que forman parte de la CLOC y Vía Campesina en la República Dominicana, han estado en un proceso de lucha y resistencia demandando el cese de los desalojos a los campesinos/as que no  han parado a pesar de la pandemia, además exigen al gobierno dominicano asumir un plan de emergencia agropecuaria para dar apoyo específico a pequeños y medianos productores y campesinos afectados por la  sequía de años recientes, situación empeorada tras la crisis provocada  por la pandemia de Coronavirus y  la  cuarentena, esto se realizó a través de un documento entregado al Ministerio de Agricultura, además de las  iniciativas de cadena de mercado campo-ciudad y a través del uso de redes.

Cuba

El proceso productivo en el campo cubano no se ha detenido, desde mediados de marzo y hasta la fecha se visitaron en conjunto a  la Asociación Nacional de Agricultores Pequeños (ANAP) con el sistema de la agricultura todos los tenientes de tierra de la organización en un proceso político para sensibilizar al campesinado sobre la necesidad de incrementar las producciones y determinar los recursos mínimos indispensables que se necesitaban para lograr el incremento deseado. Se recontrató en todos los casos por renglones la siembra, producción y comercialización de la gran mayoría de los campesinos para los meses que restan del 2020.

Actualmente se trabaja en el incremento de la siembra, fundamentalmente de cultivos de ciclo corto,  policultivos, siembra en patios y parcelas de la comunidad, y se continúa impulsando el Movimiento Agroecológico de Campesino a Campesino y el uso de las prácticas agroecológicas con énfasis en la producción de abonos orgánicos  y la utilización de la tracción animal para preparar las tierras y la comercialización de las producciones.

Se trabaja en el rescate de los módulos pecuarios para el autoconsumo de las Cooperativas de Producción Agropecuarias (CPA) y en las fincas de los campesinos, se incrementa la cría de aves con doble propósito (huevo y carnes), se incrementa la siembra de alimento animal y se realiza levantamiento en todo el país de aquellos residuos de otras industrias que puedan servir para alimento de los animales, se elaboran piensos criollos con materias primas locales. Se estimula el ahorro y el reciclaje de los recursos, se abren centros de acopio de mercancías cercanos a las cooperativas, se incrementa la producción de semillas y se destinan por el Estado recursos de otros sectores para la producción de alimentos.

Se continúa promoviendo el autoabastecimiento local y familiar, la producción de conservas de frutas y vegetales en mini-industria, la producción de harinas de yuca y boniato para la elaboración de pan y dulces con el objetivo de sustituir la harina de trigo.

Contamos con el apoyo y el acompañamiento del Gobierno Cubano y el Partido Comunista de Cuba.   

Haití

De manera general, la crisis climática da muchos problemas en todas las regiones de Haití y afecta la intervención agrícola y pecuaria de las organizaciones que acompañan a las familias campesinas. El campesino, que su economía depende de la agricultura y el ganado se encuentra con muchas dificultades.

En la mayoría de las provincias de Haití apenas empieza a llover. Las y los campesinos están haciendo la preparación de suelos y otros están sembrando semillas como maíz, fríjoles, yuca, etc. Las actividades de pecuaria que están realizando son: cría de cabras, ovejas, cerdos, vacas y aves.

En el contexto de la pandemia están haciendo un trabajo de sensibilización para la prevención y con los pocos recursos financieros que tienen, intentan proveer algunos materiales de protección a la población con propósito de disminuir la propagación, sobre todo en el medio rural.

 

Siguen trabajando en la capacitación de las y los campesinos para que entren en la producción agrícola y pecuaria aprovechando al máximo la época de lluvia. Aconsejarlos de utilizar las semillas precoces sobre todo las hortalizas y maíz de ciclo corto. Las iniciativas en las que continúan trabajando son el aumento de parcelas colectivas dentro de las organizaciones, para promover el consumo local y facilitar respuestas a las exigencias del momento.

Las organizaciones trabajan siempre en la promoción y la sensibilización para el consumo de los productos locales y hoy en día en el contexto actual el trabajo sigue siendo el mismo, aunque el poder de compra de los consumidores  disminuye considerablemente, el precio de los productos  aumenta y la reserva de productos locales casi se agotan. La población compra lo que se encuentra en el mercado para responder a las necesidades familiares.

El COVID-19 trajo más problemas de los existentes, pero eso debe ser una oportunidad para planear mejor las respuestas sostenibles después de la pandemia, una oportunidad para fortalecer las organizaciones. En este panorama, hay que seguir practicando la agroecología para resistir contra la sequía y tener reservas necesarias para no pasar hambre. La solidaridad entre las organizaciones debe ser una respuesta sostenible frente a un estado débil que no tiene ninguna política pública para invertir y responder al fenómeno climático y alimentario.

Puerto Rico

La repuesta del Gobierno a la pandemia de COVID-19 ha sido inconsistente y represiva en el peor de los casos, colocando el mayor sacrificio en la espalda de un pueblo ya golpeado por huracanes, escasez de energía y terremotos. Mientras tanto en su intento desesperado de hacer algo, el gobierno impuso un toque de queda que muestra su falta de conciencia y respeto por los pequeños agricultores locales. La implementación del toque de queda depende de una fuerza policial represiva en Puerto Rico con múltiples investigaciones sobre  abuso de poder y un foco documentado de infección.

Ese toque de queda evita que las y los productores salgan a sus fincas o puntos de ventas, los mercados locales se cerraron cortando una fuente primaria de ingresos y agrupando aún más personas en los supermercados, convirtiéndose así en una fuente de infección.

Cómo una forma de reducir el acoso policial y evitar el tiempo en la cárcel o las multas resultantes de la implementación de las órdenes ejecutivas, la Organización Boricuá de Agricultura Ecológica utilizó certificaciones  modelos y conectó su red de agricultores para que las granjas certificadas oficialmente  (dentro de la estructura estatal) adoptaran a otros agricultores dentro de la red que utilizan métodos de intercambio más tradicionales,  que el estado se niega a reconocer, ignora o malinterpreta, un ejemplo, es la tradición del arado de bueyes.

Las y los agricultores están en el campo o en las calles, cuidando la tierra o vendiendo, intercambiando productos agrícolas todos los días de la semana. Reconociendo el mayor riesgo y la exposición de los pequeños productores Boricuá se propuso proporcionar material de protección para sus miembros (máscaras, guantes, desinfectantes).

De igual forma, se realizó talleres con el objetivo de promover la educación sobre la protección del sector agrícola frente al COVID-19. También generó una infografía educativa para compartir medidas implementadas y las estrategias sugeridas por los expertos en la salud pública, así como las medidas efectivas identificadas por los miembros. El gráfico ha sido utilizado por múltiples organizaciones, incluyendo la Vía Campesina.

Asimismo, se crearon campañas interactivas que involucran a los miembros, como «toque de siembra», un juego de palabras «toque de queda» y «toque de bomba» que establece el patrón rítmico de la música. Toque de siembra, utiliza las plataformas en línea para educar, compartir y resaltar diferentes imágenes de  trabajadores y de sus miembros.       

Tres jóvenes de la CLOC nos cuentan por qué es necesario volver al campo y qué proponen para lograrlo

Azul Cordo

Rádio Mundo Real

En la última edición del programa radial Voz Campesina, producido entre la CLOC y Radio Mundo Real, entrevistamos a referentes jóvenes de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo de Sudamérica, Centroamérica y Caribe que nos transmitieron sus experiencias personales sobre el vínculo que tienen con la producción agroecológica, cómo comenzaron a participar en la CLOC y qué luchas dan por la soberanía alimentaria en sus territorios.

Analizamos por qué la agricultura campesina y familiar es una opción económica viable para las y los jóvenes, pero también los desafíos que implica para las nuevas generaciones volver al campo.

Volver al campo es una tarea urgente frente a la escasez de alimentos sanos y esto solo es posible con la promoción de la agricultura familiar campesina e indígena”, afirman en la Secretaría Operativa de la CLOC. Desde Paraguay, en representación de la región Sudamérica, Augusto Isaac Acuña, integrante de la Secretaría de Formación y Educación de la Organización de Lucha por la Tierra (OLT), dijo en Voz Campesina que volver al campo “no es solo hablar de la zona rural; la relación campo-ciudad necesita debatirse más para que haya una estrategia conjunta en este volver al campo de la juventud”.

Entre los desafíos, Acuña señaló que se debe pensar:

“a) cómo actualizar la agricultura campesina teniendo en cuenta los saberes ancestrales y el respeto al medioambiente para la producción de alimentos;

b) la problemática de la migración del campo a la ciudad;

c) difundir los aspectos ecológicos de la agricultura campesina e indígena, que le ha dado interés a los jóvenes para volver y quedarse en el campo; así como mantener la esencia de esta agricultura, sumando nuevas tecnologías y el procesamiento de productos. Es decir, no solo producir la materia prima, sino conservar los alimentos en pequeñas fábricas, que es también una opción de empleo con enfoque agroecológico”. 

El coordinador de la CLOC-Vía Campesina Paraguay, destacó los aprendizajes tomados del modelo cubano, como las minifábricas, que potencian la producción de materia prima, la conservación para el consumo a lo largo del año, y la comercialización de los productos agroecológicos en mercados locales.

Acuña destacó la formación en agroecología que brindan los Institutos Agroecológicos Latinoamericanos (IALAs), siendo él un técnico agroecológico formado por el IALA Guaraní de Paraguay y en la Escuela Florestan Fernandes del MST-Brasil. Esas experiencias fortalecieron y profundizaron los aprendizajes que tuvo en su familia que ha luchado por la tierra desde 1995 y que, mediante la organización, logró obtener tierras para producir y desarrollar proyectos como la producción de yerba mate agroecológica de OLT y CONAMURI, a pesar de que los cultivos de soja transgénica de las grandes corporaciones han destruido yerbales comunitarios. Al norte de Paraguay, otros productores han desarrollado producción y procesamiento de mandioca, sésamo, chía para aceites naturales, leche y producción familiar de conservas, postres, dulces.

En el caso de Centroamérica, Enma Elizabeth Catu Raxjal, maya kaqchikel integrante de la Coordinadora Nacional de Viudas de Guatemala (CONAVIGUA), el Movimiento de Jóvenes Mayas (MOJOMAYAS), y subcoordinadora de la región Centroamérica de la Juventud de CLOC-Vía Campesina, contó que su acercamiento con la agroecología fue a través de los saberes que especialmente le transmitieron las mujeres en la familia (como su abuela y su madre) y cómo su conexión con el campo y la Madre Tierra comenzó desde algunas labores en las que participaba junto a sus abuelos y, estando en la CLOC, fue viendo “que el uso de los químicos no eran necesarios para producir alimentos”.

Catu Raxjal consideró que “recuperar la tierra” es uno de los principales desafíos en una región donde “no existen políticas que favorezcan los derechos de toda la juventud”, lo que se suma a “la falta de garantías para defender derechos campesinos e indígenas” y el cierre de fronteras que limita la seguridad alimentaria.

“El extractivismo de cementeras, mineras, hidroeléctricas nos ha dejado en esta crisis que nos impide el acceso a nuestras tierras, con proyectos que producen deslaves y derrumbes, y dejan a las tierras en tan malas condiciones que hay que recuperarlas en todo sentido. Los jóvenes no somos vulnerables, nos han vulnerado porque nos han aislado de las mejores condiciones para vivir. La juventud no es una población que tenga todavía la atención de los gobiernos y regresar al campo es un gran desafío para la juventud porque muchas veces nuestras familias no tienen tierra. Debemos recuperar las tierras desde la organización, fomentar cooperativas comunitarias, recuperar saberes ancestrales y buenas prácticas como el intercambio de semillas, dejar de aliarnos a grandes corporaciones que nos hacen producir con químicos, exigir políticas públicas como seguros -por si perdemos la producción por las fuertes tormentas, por ejemplo- o tener garantías para volver a cosechar”, dijo la referente guatemalteca.

A esto se suma la lucha contra las prácticas patriarcales y machistas que subsisten en la asignación y recuperación de tierras para las mujeres, así como la búsqueda por verdad y justicia que llevan desde CONAVIGUA por todas las víctimas del conflicto armado interno.

Lieser Inabel Ramírez, de República Dominicana, integrante de la Federación de Caficultores de la región sur (FEDECARES), de la Asociación de Jóvenes Emprendedores «Sembrando para el futuro» (ASOJESF) y responsable de la articulación de jóvenes de la CLOC-Vía Campesina Región Caribe, consideró que en este contexto de crisis “muchas empresas cerrarán sus puertas y los jóvenes volverán al campo” por lo que las articulaciones deben fortalecerse para “garantizar la alianza campo-ciudad, siendo más eficientes en nuestra producción y garantizando la distribución y comercialización”.

“Alimentamos nuestros pueblos y construimos movimiento para cambiar el mundo. Y en estos tiempos de pandemia, la juventud puede asumir un lugar super importante”, agregó el miembro de la Comisión Política CLOC-Via Campesina Caribe.

En marcha la segunda promoción del IALA mesoamericano

Marlen Sánchez

Directora del IALA Ixim Ulew

A finales del año 2019, cuando ya nos preparábamos para graduar la I Cohorte de jóvenes egresados del IALA Ixim Ulew junto a las organizaciones de la CLOC/VC en la región Centroamérica, convocamos una II cohorte que estaría llegando durante los primeros meses del año 2020. Sin embargo, debido a la situación mundial actual se vio retrasada un poco.

En nuestro Instituto de Agroecología, al igual que en el resto de los procesos formativos en agroecología de la CLOC/La Vía Campesina,  nuestro modelo de estudio es la Alternancia: Tiempo Escuela-Tiempo Comunidad, lo cual nos permite orientar un proceso formativo desde la sede principal; pero a la vez desarrollamos un proceso organizativo y de práctica social en sus territorios. Esto significa que nuestra modalidad de estudio también es el acompañamiento mismo tanto de las organizaciones de base, como del Colectivo Pedagógico del IALA el cual a distancia, da seguimiento al tiempo comunidad de cada educando y educanda.

Dado que la pandemia de COVID-19 que vivimos actualmente, no nos ha permitido continuar con los Tiempos-Escuela debido a las medidas de bioseguridad que los países empezaron a implementar , entre ellas el cierre de fronteras y la inmovilidad del transporte terrestre y aéreo internacional, nos desafiamos a desarrollar sesiones formativas de modo virtual a través de la Plataforma Zoom en la cual contamos ya con cuenta propia para interactuar.

Tomando en cuenta que la situación del COVID-19, es de largo plazo, valoramos la necesidad de acelerar la propuesta de una estrategia de educación a distancia que nos permita continuar con los procesos formativos; y es así que estamos impulsando la formación virtual con la plataforma Moodle, la cual es una herramienta más completa y con fines educativos.

El IALA Ixim Ulew, en su modo virtual inició en Abril 15 de este año 2020, desarrollando el programa de estudio enfocado al Sector Agro y Forestal, con el pensum de la carrera Técnico Medio Agropecuario con enfoque en Agroecología. El programa modular de esta especialidad corresponde a 26 módulos formativos que corresponden a la preparación de la juventud en temas agropecuarios: Semillas, Suelos, Cultivos, Ganadería Mayor y Menor, pero también temas de Elaboración de Planes de Producción, Administración Agropecuaria y otros módulos transversales. 

El IALA Ixim Ulew actualmente se encuentra acreditado por el Tecnológico Nacional, lo cual garantiza la validez de los títulos que son extendidos en el resto de los países. El programa de estudio tiene una duración de dos años y la II Cohorte que actualmente estudia finalizará a finales de Noviembre 2021.

El IALA Ixim Ulew cuenta con un Colectivo Pedagógico  integrado por compañeros y compañeras de las organizaciones campesinas articuladas a la CLOC/LVC, pero además es acompañado y consensuado en su modalidad de estudio y revisión de currícula por la Comisión Política Pedagógica-CPP de la Región Centroamérica, la cual también es responsable del acompañamiento de sus participantes en cada país. El equipo docente es un colectivo intergeneracional con amplia experiencia formativa en las bases y de niveles académicos promoviendo en cada sesión la educación popular.

Actualmente tenemos una matrícula de 45 jóvenes de organizaciones de base del movimiento campesino que llegan de México, Guatemala, Honduras, El Salvador, Panamá, República Dominicana y de Nicaragua. Además, participan jóvenes de organizaciones aliadas y colaboradoras de la lucha campesina en la región.

¡Estudio, lucha y organización con agroecología en la revolución!

“Volver al Campo nos ayudaría a recuperar nuestra autonomía”

Entrevistas con educandos/as del II Cohorte del IALA Ixim Ulew

El II Cohorte del Instituto Agroecológico Latinoamericano – IALA Ixim Ulew se aperturó en abril de este año , parte del largo proceso de formación de jóvenes militantes de las organizaciones de la CLOC-Vía Campesina y aliados.

En este artículo compartimos las experiencias de dos jóvenes que hacen parte del II Cohorte.

Arnold Ajtún, Comité de Unidad Campesina (CUC)

Arnold Josué Ajtún Fuentes de 32 años de edad, de la Aldea la Democracia, del departamento de Quetzaltenango en Guatemala, es miembro del Comité de Unidad Campesina (CUC) donde es coordinador de un grupo de jóvenes que hacen batucada. Como joven organizado aprende sobre la defensa de los derechos de las y los  campesinos,  indígenas, mujeres,  y de igual forma sobre la defensa del territorio.

Es originario de una familia campesina que se ha dedicado a la siembra de maíz, frijol y ajonjolí, actualmente es parte de una comunidad de nombre Palmeras que están en resistencia, ubicada en el departamento de Suchitepéquez.

En el 2019 le hicieron la propuesta de ir a Brasil por 6 meses a un curso de formación, el viaje fue cancelado, luego, le ofrecieron la oportunidad de participar en El Instituto Agroecológico Latinoamericano (IALA Ixim Ulew) que tiene sede en Nicaragua y de esa manera se convirtió en uno de los estudiantes que conforman lo que será la segunda promoción de ese instituto.

Del IALA espera poder formarse de manera distinta a como lo hacía antes, recordando que como campesino sus insumos para la producción siempre fueron químicos. Pero ahora, quiere aprender a curar la tierra, a cuidar del medio ambiente, a trabajar con abono orgánico, compartir esos conocimientos con la juventud de su comunidad, aprender a comer sano y tener una mejor  vida, llenarse más de saberes y recuperar todos los conocimientos de sus ancestros.

Para él es importante tener producción campesina porque las y los campesinos son quienes producen los granos básicos, es decir, los alimentos que consume el ser humano y se ha demostrado en esta crisis de pandemia mundial y en otras tantas que han existido. Afirma que  las y los campesinos son quienes abastecen a las grandes empresas ya que no tienen un mercado donde poder colocar su producción. “Si el campesino no existiera como harían  los empresarios para obtener el producto que usan para su negocio, no cabe duda que  si como campesinxs nos uniéramos para hacer una soberanía alimentaria cambiaría bastante el mundo,” subrayó.

Nos comparte que el planteamiento de la CLOC-Vía Campesina de “Volver al Campo” es muy interesante porque el campesino ya cuenta con la tierra para cultivarla y ser sustentable, “solo nos queda, tener actitud para re-enamorarnos del campo y continuar produciendo para seguir alimentando al mundo, de retornar a las prácticas de nuestros padres y nuestros abuelos, quienes a parte de producir su comida, vivian sanos y por muchos años,” puntualizó.

Sandra Isabel Aguilar, Organización Proletaria Emiliano Zapata (OPEZ), México

Sandra Isabel Aguilar, es de México, del Estado de Chiapas y pertenece a la Organización Proletaria Emiliano Zapata (OPEZ) del Frente de Organizaciones Sociales Independientes de Chiapas, que, a su vez, está dentro de la Red de Escuelas Campesinas Chiapas, aliada de la CLOC-Vía Campesina. En la organización lleva militando más de cuatro años donde se ha dedicado a coordinar la Región Centro, desarrollando talleres  de sensibilización sobre educación popular.

Sandra proviene de una familia campesina donde produce sus propios alimentos como hortalizas, café, maíz, frijol, frutales. Ella nos comparte que antes de hacer cualquier tipo de siembra procuran alimentar la tierra a través de las compostas y otras prácticas, luego proceden a la siembra y después se encargan del cuido para tener un buen producto.

Se enteró del Instituto Agroecológico Latinoamericano – IALA Ixim Ulew por medio de la Red de Escuelas Campesinas Técnicas y decidió ser parte de este nuevo grupo por varias razones, especialmente para aprender nuevas técnicas de producción y con este nuevo aprendizaje ayudar a concientizar a más personas para curar a la Madre Tierra.

Para Laura, El planteamiento de la CLOC-Vía Campesina de “Volver al Campo” es de buena voluntad “porque eso ayudaría a recuperar nuestra autonomía no solo como campesina, sino también las plantas y animales, la madre tierra y la vida en general”.

La OPEZ como organización aliada de la CLOC-Vía campesina, considera que los nexos son cada vez más fuertes, partiendo de la participación en encuentros campesinos, talleres, seminarios, intercambios de experiencias,  para finalmente coincidir y trabajar juntxs  en la tarea de la transformación social.

Coyuntura Ecuador

Por: José Agualsaca Guamán

Presidente Nacional de la FEI

El Gobierno del Presidente Lenin Moreno, quien hace tres años asumió su mandato, tenía que continuar con el legado del proceso progresista a fortalecer el Estado, aplicación de políticas sociales de derechos en marco de la Constitución del 2008.

Sin embargo el gobierno dio un giro de cogobernabilidad con los sectores de la banca, empresarios y los grandes medios de comunicación, las decisiones políticas que ha sido para favorecer a estos grupos económicos  y del Fondo Monetario Internacional (FMI), ha reducido el tamaño del estado, reducción de presupuesto para las áreas sociales principalmente la salud, educación, y el sector agrario, a esto se suma el despido de miles de trabajadores de sector público y la pretensión de privatizar sectores de petróleo, empresas eléctricas, telecomunicaciones y el seguro social, entre otros, estas políticas vienen profundizando el aumento de la pobreza  de los ecuatorianos.

La pandemia Covid-19 en nuestro país se presenta en momentos difíciles, una reducción del recorte de 32% presupuesto para la salud durante tres años, lo que debilitó el sistema de salud público. En la actualidad ha colapsado la atención de  la salud, sus consecuencias ha sido de más de 10.000 mil personas fallecidas por el Covid-19. Además, la salud se ha convertido en un negocio de las grandes empresas farmacéuticas, de servicios y alimentación, donde los sectores pudientes han tenido oportunidad de atención de servicios médicos particulares y prevenir sus vidas. La otra  realidad es que los sectores populares han quedado en la indefensión, desnudando claramente la inequidad que vive nuestro país.

Con la promulgación de la Ley de Apoyo Humanitario para combatir la Crisis Sanitaria Covid-19 y Ley Orgánica para el Ordenamiento de la Finanzas Públicas por la Asamblea Nacional rompe el principio regulador del Estado la disputa entre empleadores y trabajadores, anula los principios básicos de la legislación laboral por la figura del “acuerdo” entre empleadores y trabajadores la fijación del salario y las horas de trabajo, se elimina las liquidaciones y reduce el aporte al seguro social. Las medidas del gobierno que reduce en un 25% el sueldo de los trabajadores del sector público, la reducción de la jornada de trabajo, son medidas que cargan todo el peso de la crisis económica a los trabajadores, dando cumplimiento a la Carta de Intención con el Fondo Monetario Internacional.

La situación de los campesinos, pequeños y medianos productores del agro es crítica. Cada día se quiebran las cadenas de distribución de productos. La falta de circulante del dólar en el campo ha producido una crisis económica por lo que los campesinos no pueden pagar las deudas de producción de la tierra. No existen incentivos de créditos preferenciales, e insumos para la producción desde el gobierno nacional.

Frente a esta realidad en mi calidad de Asambleísta, he presentado el Proyecto de Ley de Incentivos a la Asamblea Nacional para enfrentar los efectos de la pandemia COVID-19 que afectan a los productores agrícolas, familiares  pequeños y medianos productores campesinos, pescadores artesanales, y productores acuícolas de la economía popular solidaria.

Finalmente llamo a la unidad de todas las organizaciones y movimientos sociales y fuerzas progresistas, partidos de izquierda a reorganizar nuestras fuerzas para la resistencia y lucha contra el capitalismo neoliberal. 

¡Globalicemos la Solidaridad de los Pueblos!