Brasil: Brigada No Pará Põe Os Pés Na Estrada Na Construção Do Mutirão Da Esperança Camponesa No Estado

Os camponeses e camponesas do MPA no Pará formaram uma Brigada Estadual com mais de 20 militante para conduzir essa primeira fase do Mutirão da Esperança Camponesa no Estado, com a participação dos companheiros e companheiras das regiões de atuação do Movimento.

O Mutirão da Esperança Camponesa é a frente de luta do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em defesa da produção de alimentos e o rumo para as conquistas da nova fase que se abre na história do Brasil. Portanto, entre as tarefas da Brigada é importante destacar o seguinte, explica o jovem camponês e dirigente do Movimento, Mateus Moises:

Camponeses e camponesa do MPA no Estado puseram os pés na estrada construindo o Mutirão. Foto: MPA

Camponeses e camponesa do MPA no Estado puseram os pés na estrada construindo o Mutirão. Foto: MPA

“Definimos por realizar uma agenda de atividades e diálogos em todos os Assentamentos do MPA no Estado; Organizar e Mobilizar nossas bases para a Grande Jornada de Luta em Agosto; e, Contribuir na processo do Mutirão da Esperança Camponesa que está sendo realizado em todo Brasil”.

Sobre as a importância da Brigada que homenageia o jovem Mártir da Terra, Oziel Alves que aos 17 anos foi assassinado pela Polícia Militar no Estado do Pará no dia 17 de abril de 1996, junto com outros 18 trabalhadores rurais sem terra no município de Eldorado dos Carajás-PA, enquanto participava de uma Marcha pedindo terra e justiça, Mateus destaca:

“A brigada é tida como um espaço de formação constante para nossos militantes e permite que os companheiros e companheiras de outras regiões conheçam uns aos outros e o próprio MPA no Estado.”

Não há idade definida, todos se envolvem na construção do Mutirão. Foto: MPA

Não há idade definida, todos se envolvem na construção do Mutirão. Foto: MPA

Desde o início das atividades da Brigada Oziel Alves Pereira, já forma realizadas atividades no Assentamento Margarida Alves, no município de Acará. No Assentamento Virgílio Serrão Sacramento, no município do Mojú. No Assentamento 13 Zé Agosto, em Santa Izabel do Pará e no município de Santo Antônio do Tauá, passando pelos Assentamento Monte Sião e Vitória do Livramento.

Para o MPA, o mutirão é mais que uma técnica de produção para os camponeses e camponesas. É uma expressão de solidariedade e confiança que surge nas situações mais difíceis da vida da comunidade camponesa. É com esse sentido que o Movimento está realizando em todo país durante o ano de 2017 uma mobilização e formação em todas as suas bases e junto com seus aliados, amigos e parceiros de luta, para analisar o momento histórico do país, debater os desafios que estes novos tempos nos apresentam, dialogar e conversar muito sobre o Brasil

 

Por Comunicação MPA

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Pais Vasco: Agroecología Campesina, “nuestro derecho al futuro” – Ecos de la VII Conferencia LVC n° 12

La Agroecología Campesina como proyecto político capaz de alimentar al planeta y enfriarlo, distribuyendo justamente la riqueza y alcanzando la soberanía alimentaria es el tema central de este nuevo programa realizado en País Vasco. Descargar MP3

Además de definir el actual momento del concepto de agroecología campesina, también nos interesó la experiencia de escuelas de formación en Agroecología llevados adelante por varias regiones de la Vía Campesina Internacional, en especial en América Latina los denominados Institutos Latinoamericanos de Agroecología (IALA), que funcionan en Paraguay, Chile, Brasil, Venezuela, Cuba y Nicaragua.

Participan: Andrea Ferrante (Italia); José Oviedo (Costa Rica), Fátima Gomes Pego (Comisión Político Pedagógica IALA Guaraní, Paraguay) y Viviana Catrileo (Coordinadora IALA Sembradoras de esperanza, Chile).

Conducción y producción: Elsa Sánchez (CLOC, República Dominicana) e Ignacio Cirio (RMR-ATI).

* Este programa es parte de la cobertura conjunta de la VII Conferencia Internacional. Conoce más a través de la web www.viacampesina.org y las cuentas de twiter y Facebook

@radiomundoreal + FB @ehnebizkaia + FB @viacampesinaSP + FB

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Brasil: Sem Terra seguem ocupando área de Eike Batista em São Joaquim de Bicas, Minas Gerais

Como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária que acontece desde segunda-feira (25), em todo país, explicitando a relação do agronegócio com a manutenção do governo golpista, o MST de Minas Gerais reafirma sua disposição de lutar por Reforma Agrária Popular nas terras da empresa falida MMX do empresário Eike Batista. 

Confira a nota oficial:

Na madrugada de ontem dia 26 de julho de 2017, ocupamos o complexo de fazendas da empresa MMX, em situação de falência, no municípios de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após longo dia de luta, repressão da polícia militar e de muita solidariedade da sociedade e de negociações com estado, o MST reafirma a permanência da ocupação que já conta com mais de 200 famílias e exige a solução definitiva para o assentamento das famílias dessa nova área ocupada.

No dia 8 de março, foi realizada uma ocupação de outra fazenda de Eike, que hoje conta com mais de 800 famílias. A área está com mandado de despejo, exigimos a suspensão desse despejo e o assentamento de todas as famílias de Itatiaiuçu e de São Joaquim de Bicas. É impossível que a justiça feche os olhos para os crimes de Eike Batista e siga insistindo na imposição de despejos de famílias que lutam por direitos.  

Seguimos mobilizados em vigília pela democracia, em resistência contra o golpe e a retirada de direitos sociais, em Defesa das Diretas Já!

Nessa jornada demonstramos a força da luta pela Reforma Agrária Popular e convocamos todas as organizações e todo o povo brasileiro para somar-se a essa luta contra o governo golpistas.

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Venezuela: Atacan el Instituto Universitario Latinoamericano de Agroecología Paulo Freire

El viernes por la noche fue atacado el Instituto Universitario Latinoamericano de Agroecología Paulo Freire (Iala) situado en el estado Portuguesa. Un grupo de unas diez personas armadas entró, sometió a los presentes, y se robó materiales, equipos. Por tratarse de época de vacaciones, la mayoría de los 61 estudiantes del Instituto no estaban presentes.

Todavía está en desarrollo el listado de lo que se llevaron, y la investigación acerca de quiénes fueron y cuáles eran sus motivos. ¿Se trato de un robo común, o de un ataque en el marco de los que han venido sucediendo contra territorios comunales y populares en estas semanas? No se descartan, por el momento, ninguna de las opciones.

La segunda posibilidad toma sentido y fuerza en el marco del actual contexto. Para nombre solo algunos casos: en los últimos días fueron atacadas una radio comunitaria en la Comuna Ataroa, la televisora comunitaria Montaña TV, y el territorio donde hace vida la Brigada Internacionalista del Movimiento de Trabajadores Sin Tierra. Ninguno de los ataques fue reivindicado por un grupo específico, pero todos se dieron en el marco del asedio violento que la derecha ha desplegado en el país y golpea al chavismo.

Lo hemos dicho: parte de la lógica del accionar golpista se centra en el anonimato, en atacar y no asumir responsabilidad, en trabajar sobre la confusión. Por esa metodología y por el momento político que vive el país, es que no descartamos que pueda tratarse de una acción direccionada con un fin político.

En cualquiera de los dos casos ratificamos el llamado que venimos haciendo a todo el chavismo, en particular el de a pie: conformar las Brigadas de Defensa Popular Hugo Chávez para resguardar nuestros territorios, nuestras conquistas colectivas. Debemos asumir la tarea de no dejar que nuestros espacios sean blancos de ataques, robos, tomar esa tarea en nuestras manos con organización popular. En el Iala como en cada uno de los territorios populares decimos bien claro: no pasarán.

Prensa Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora

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Brasil: Sem Terra ocupam os trilhos da ferrovia Ferronorte em Rondonópolis, Mato Grosso

A Ferronorte e a Ferrogrão integram uma demanda de quatro ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida no Mato Grosso

O governador Pedro Taques (PSDB) ao debater a expansão da ferrovia Ferronorte afirma ser este um sonho antigo dos Mato-grossenses. Ele apenas se esquece que este é um sonho voltado para a melhoria da qualidade do transporte das pessoas e para gerar mais riquezas apenas ao agronegócio.

O ministro Blairo Maggi ao apresentar a perspectiva da licitação da Ferrogrão (estimado em 10 bilhões de reais) representa o interesse das principais empresas que fazem negócio com a comercialização de grãos, incluindo a própria AMAGGI, além de CARGIL, ADM e BUNGE e outras.

A Ferronorte e a Ferrogrão integram uma demanda de quatro ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida no Mato Grosso, o que não significará aumento da arrecadação do estado, pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase 40 bilhões de reais em isenções. 

Pensando no desenvolvimento do agronegócio o estado fecha os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviário de carga, como os impactos amplamente denunciados pela articulação justiça nos trilhos, em relação ao trem da Vale.

Entendendo ser injusta a relação de promiscuidade entre o agronegócio e o estado – onde as obras  de infraestrutura com objetivo melhorar o desenvolvimento do agronegócio tem prioridade de investimentos em detrimento dos trabalhadores rurais e do serviço público que vem tendo sistematicamente seus direito negados – que o MST ocupa no desde a manhã de hoje (27), os trilhos da ferrovia Ferronorte.

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VII conferencia Internacional La Via Campesina

DECLARACIONES                         Programas Ecos de la VII Conferencia                             FOTOS

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Pagina La Via Campesina

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Programas Ecos de la VII Conferencia La Via Campesina

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Militarización y represión – Ecos de la VII Conferencia LVC n° 5

Declaración de Derechos de Campesinos y Campesinas – Ecos de la 7° Conferencia LVC n° 4

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Criminalización contra defensores y defensoras de territorios – Ecos de la 7° Conferencia LVC n°2

Jóvenes y luchas campesinas – Ecos de la 7° Conferencia LVC n° 1

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Declaración Política V Asamblea de Mujeres de La Vía Campesina

Nosotras, mujeres de más de 70 países, representantes de nuestros movimientos, reunidas en nuestra V Asamblea de Mujeres, en el marco de la VII Conferencia Internacional de la Vía Campesina, nos dirigimos a las mujeres todas, a los movimientos campesinos, a los movimientos populares en general y a la sociedad en su conjunto, para declarar cuanto sigue:

Somos mujeres del campo que representamos la diversidad del mundo rural: mujeres de pueblos originarios, campesinas, asalariadas del campo, pescadoras, pastoras, artesanas, jóvenes, migrantes, recolectoras, quienes aportamos cotidianamente a las luchas del campo y a la construcción del movimiento internacional de la Vía Campesina, desde la mirada del feminismo y de la soberanía alimentaria.

Iniciamos esta asamblea haciendo un recuento histórico de nuestro caminar, valorando los avances alcanzados, seguras de nuestro accionar y de nuestro pensamiento.

Ratificamos el Manifiesto de las Mujeres del Campo, emanado en la IV Asamblea de Mujeres, del año 2013, el cual es una guía para nuestra práctica y una propuesta de cambio para la sociedad toda.

Ratificamos nuestro compromiso de resistencia en el campo, de participación plena en las organizaciones y de dar batalla a la violencia contra las mujeres hasta su erradicación completa, de repudiar la guerra y contribuir a la construcción de la paz con justicia social, de defender la madre tierra y luchar por la recuperación del buen vivir para toda la humanidad.

Constatamos una vez más:

El sistema capitalista y patriarcal sigue arreciando en el mundo entero, violentando nuestros territorios, nuestros cuerpos y nuestras mentes, acumulando cada vez más capital a costa del futuro del planeta y la humanidad.

En esta fase de crisis profunda del sistema capitalista, su expresión neoliberal y los gobiernos de cortes dictatoriales e imperialistas expanden la guerra, extraen los bienes comunes de la manera más alevosa, invaden naciones, provocan migración forzosa, expulsan pueblos de sus territorios, militarizan los campos, persiguen, asesinan y encarcelan luchadores y luchadoras, y no se detienen.

La naturaleza y la agricultura continúan siendo mercantilizadas y la extracción incontrolada de todo tipo de recursos se resiente en un acelerado proceso de cambio climático cuyas consecuencias para las comunidades y en particular para las mujeres, son catastróficas, exponiendo a situaciones límites la vida y la cultura del campo, generando hambre y pobreza extrema en quienes producen alimentos y riquezas.

En este contexto las mujeres soportamos cada vez más el peso de la producción de bienes y alimentos y sin embargo nuestro trabajo sigue invisibilizado. El trabajo de los cuidados sigue no valorizado, no apoyado, ni asumido colectiva y socialmente, lo que aumenta nuestra sobrecarga de trabajo y restringe nuestra participación plena.

Las formas de violencia estructural se han multiplicado. Sufrimos violencia económica, laboral, ambiental, física, sexual, sicológica. Los feminicidios siguen y aumentan. La criminalización de las mujeres y sus organizaciones se ha incrementado en los últimos tiempos y junto con la impunidad y asesinatos políticos, se han convertido en obstáculos importantes para el avance de las luchas de las mujeres. El acaparamiento de tierras por parte de grandes capitales transnacionales nos está expulsando de nuestras tierras y hogares, muchas veces arrasando con fuego nuestros cultivos y casas con la ayuda de los ejércitos. La migración forzada que hemos sufrido hace décadas se ha convertido más y más en el campo de crecimiento del crimen organizado a través del tráfico de personas. La guerra nos alcanza con especial brutalidad, profundizando la violencia económica, generalizando la violencia sexual, sumiéndonos en la pobreza y haciendo nuestra vida infinitamente más difícil. La muerte, el encarcelamiento y la persecución de nuestros familiares hombres nos deja aún más vulnerables, sobrecargándonos con las tareas de la sobreviviencia y la protección de niñas y niños, quienes cada vez más son expuestas a la violencia sexual, la muerte y el desarraigo, en las acciones de guerra. Las fumigaciones con agrotóxicos de los grandes monocultivos repercuten directamente en nuestros cuerpos, en el medio ambiente y en nuestro trabajo. Las semillas nativas y criollas se contaminan con transgénicos y ponen en riesgo nuestra soberanía alimentaria.

Sobre nuestro derecho y deber de participar en los procesos políticos y de toma de decisiones

Reconocemos los avances ideológicos, políticos y legislativos en torno a la participación política. Sin embargo, estos avances muchas veces no trascienden en las prácticas políticas ni en la cotidianidad de nuestras vidas; ni de los Estados, ni de nuestras organizaciones.

Continuaremos trabajando y luchando para que nuestras organizaciones estén al frente de los cambios necesarios para asegurar nuestra plena participación política, especialmente en la toma de decisiones, en la definición de estrategias y en las responsabilidades de representación.

Seguiremos exigiendo que se reconozca nuestro trabajo productivo; se valore, se asuma colectivamente y se comparta el trabajo reproductivo y de cuidado, condición fundamental para hacer realidad nuestra participación plena

Construyendo un feminismo campesino y popular

Estamos construyendo un feminismo que surge de nuestra identidad campesina y popular como un aporte a nuestras organizaciones y a los procesos de emancipación social de hombres y mujeres.

El feminismo que planteamos reconoce nuestra diversidad cultural y las muy diferentes condiciones que enfrentamos en cada región, país y localidad; lo construimos desde las luchas cotidianas que desarrollamos las mujeres en todo el planeta, por nuestra autonomía, por transformaciones sociales, por la defensa y protección de la agricultura campesina, por la soberanía alimentaria. Y es allí donde emergerán la mujer y el hombre nuevos en nuevas relaciones de género basadas en la igualdad, el respeto, cooperación y reconocimiento mutuos.

Este feminismo es transformador, insumiso y autónomo, lo construimos colectivamente en la reflexión y en las acciones concretas contra el capital y el patriarcado, es solidario con las luchas de todas las mujeres y los pueblos que luchan.

Este feminismo debe también alimentarse con procesos de formación feminista para nosotras y para todas nuestras organizaciones, Nuestros movimientos deben garantizar espacios propios de mujeres donde podamos fortalecer nuestra autonomía solidariamente.

Campaña Basta de Violencia hacia las mujeres

Nuestra campaña Basta de Violencia contra las Mujeres ha sido de gran importancia para visibilizar la violencia contra nosotras y para avanzar en la sensibilización de nuestras organizaciones. Es necesario ampliar el compromiso de todos los hombres y las mujeres que componemos la Vía Campesina, incluida la juventud, para asumir acciones concretas de la campaña en la cotidianeidad y revertir el freno fundamental que implica la violencia para nuestras vidas.

Nuestros medios de comunicación populares deben potenciar la campaña mediante la difusión, promoción y visibilización de la problemática que afrontamos, las luchas que desarrollamos y las propuestas que desarrollamos.

Las mujeres del campo seguiremos organizadas, luchando por el derecho a vivir con dignidad, justicia e igualdad.

Construimos movimiento para cambiar el mundo con Feminismo y Soberanía Alimentaria.

Euskal Herria, Derio, 18 de julio de 2017

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Brasil: Dia Dos Camponeses É Celebrado Com Formação E Partilha De Sementes E Mudas Em Santa Catarina

O Dia das Camponesas e Camponeses, 25 de julho, em Palmitos no estremo oeste catarinense, foi celebrado com formação e partilha de sementes, raças e mudas. O evento foi realizado no Salão da Comunidade da Linha do Meio e contou com a participação de em média de 400 pessoas da região, entre camponeses e camponesas, representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Palmitos (STR-Palmitos), Cooper A1, Poder Público, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Movimento de Mulheres Camponesas (MMC).

Sementes crioulas. Foto: MPA

Sementes crioulas. Foto: MPA

Organizado pelo STR-Palmitos, MMC e MPA, “a programação do dia contemplou uma palestra contando um pouco das transformações que estão acontecendo com as gerações, as mudanças estão acontecendo com muita rapidez nos últimos anos, o surgimento de novas tecnologias, as relações entre as pessoas, à relação entre as famílias etc. Assim como, da forma como era a relação entre os membros das famílias e entre as pessoas há cinquenta anos e como estão se dando estas relações hoje”, explica o Biólogo e militante do MPA, Valdevan Honorato dos Anjos. Que ainda completa, “a palestra contou com apresentação de vídeos, músicas, participação do público, apresentações de cantores e cantoras”.

Momento de debates. Foto: MPA

Momento de debates. Foto: MPA

Foram realizadas apresentações culturais com músicas locais e regionais, por membros de algumas comunidades. O sorteio de uma rifa que tinha por objetivo arrecadar recursos para contribuir nos custos da comemoração, com o sorteio de brindes e que servirão para os sorteados utilizarem nas atividades camponesas. E, uma Mateada, onde as pessoas levaram suas cuias e térmicas para tomar mate e partilhar com os demais presentes, momento importante de fortalecimento entre as relações de partilha e fortalecimento da relação de amizade entre as pessoas conhecidas e desconhecidas.

Na oportunidade também foi realizada uma feira de troca, com produtos, artesanato, doces, vinhos, farinhas de trigo e milho, sementes crioulas, mudas de plantas medicinais e flores, artesanato, entre outros produtos da Agricultura Camponesa.

Mudas de plantas medicinais e ornamentais. Foto: MPA

Mudas de plantas medicinais e ornamentais. Foto: MPA

Organizada pelos camponeses e camponesa do MPA, a feira de troca teve o objetivo de fortalecer as relações entre as famílias, além de partilhar biodiversidade. Momento onde as famílias tiveram a oportunidade de apresentar as sementes, raças e plantas que cultivam, assim como, trocar e multiplicar o conhecimento entre eles e elas, explicando época de plantio, tempo de desenvolvimento, sabor, utilização na alimentação, etc. Ocorrendo também a distribuição de sementes crioulas de milho, milho pipoca, melancia comum, gergelim, feijão, gergelim, soja, couve, chuchu, tomates, amendoim, forrageira, adubação verde, entre muitas outras, conclui Valdevan.

Por Comunicação MPA

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