V Escuela de Comunicación de la CLOC invita a “𝐆𝐥𝐨𝐛𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐥𝐚 𝐬𝐨𝐥𝐢𝐝𝐚𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝, 𝐥𝐨𝐜𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐥𝐚 𝐚𝐠𝐫𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚”

Español

El 10 de septiembre del 2003 mientras se realizaba en la Ciudad de Cancún-México una reunión ministerial de la Organización Mundial del Comercio, el campesinado sur Lee Kyung Hae sacrificó su vida para denunciar que mata campesinos y campesinas con sus OMCs comerciales que capacidad a los grandes capitales y de la vida de los pequeños y las empresas pequeñas, por razón esta La Campesina asume esta fecha

Desde la V Escuela de Comunicación de la CLOC-VC se prepare una serie de micros radiales que sumó diversidad de voces e idiomas para homenaje a la vida de luchan por los alimentos producir alimentos de soberana, los comunes comunes y defiende al medioático al latifundio, la violencia y el agronegocio.

Ingles

On September 10th, 2003, during a World Trade Organization ministerial meeting in the city of Cancun, Mexico, South Korean farmer Lee Kyung Hae sacrificed his life, denouncing that the WTO kills farmers through its trade agreements that benefit big capital and destroy the lives of small farmers. For this reason, La Via Campesina takes on this date as the International Day Against the WTO and free trade agreements.

In the CLOC-VC’s 5th Continental School of Communication, we prepared a series of short radio messages that add to the diversity of voices and languages that pay tribute to the lives of those who struggle to grow food in a sovereign way, defend territory and common goods, and confront big landowners, violence and agribusiness daily.

Portugues

A 10 de Setembro de 2003, enquanto decorria uma reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio na cidade de Cancun, México, o camponês sul-coreano Lee Kyung Hae sacrificou a sua vida para denunciar que a OMC mata camponeses com os seus acordos comerciais que beneficiam o grande capital e destroem a vida dos pequenos agricultores. Por esta razão, a Via Campesina adoptou esta data como o Dia Internacional Contra a OMC e os ACL.

Da V Escola de Comunicação da CLOC-VC foi preparada uma série de microfones de rádio, acrescentando uma diversidade de vozes e línguas para prestar homenagem à vida daqueles que lutam para produzir alimentos de uma forma soberana, defender o território, os bens comuns e enfrentar diariamente o latifúndio, a violência e o agronegócio.

Krey-l ayisyeniC

10 septanm 2003, pandan yon reyinyon ministeryèl Òganizasyon Mondyal Komès t ap fè nan vil Cancun, Meksik, kiltivatè Kore di sid Lee Kyung Hae te sakrifye lavi li pou denonse Òganizasyon Mondyal Komès la ki te touye kiltivatè yo ak akò komès li yo ki benefisye gwo kapital ak detwi lavi ti kiltivatè ak kiltivatèz yo. Pou rezon sa a, La Via Campesina konsidere dat sa a kòm Jounen Entènasyonal kont Òganizasyon Mondyal Komès ak TLCS la.

Soti nan V lekòl kominikasyon CLOC-VC a, ki prepare yon seri emisyon radyo nan divèsifye vwa ak lang pou rann omaj ak lavi moun ki fè efò pou pwodwi manje yon fason souveren, defann teritwa a, byen komen epi afwonte chak jou gran pwopriyete yo , vyolans ak agro-endistri yo.

Frances

Le 10 septembre 2003, alors qu’une réunion ministérielle de l’Organisation mondiale du commerce se tenait dans la ville de Cancun au Mexique, le fermier sud-coréen Lee Kyung Hae a sacrifié sa vie pour dénoncer que l’OMC tue des agriculteurs avec ses accords commerciaux qui profitent aux grands capitaux et détruisent la vie des petits agriculteurs et petites agricultrices, pour cette raison, La Via Campesina considère cette date comme la Journée internationale contre l’OMC et les TLCS .

De la V École de Communication de la CLOC-VC, une série de micros radio a été préparée qui a ajouté une diversité de voix et de langues pour rendre hommage à la vie de ceux qui se battent pour produire de la nourriture de manière souveraine, défendre le territoire, les biens communs et affronter au quotidien dans les grandes propriétés, la violence et l’agro-industrie.

EM DEFESA DA AMAZÔNIA, FORTALECEMOS AGRICULTURA FAMILIAR CAMPONESA

A Amazônia, também chamada de Pan-Amazônia, é um extenso território com uma população estimada em 33.600.000 habitantes, dos quais 2 a 2,5 milhões são indígenas. Esta área composta pela bacia do Rio Amazonas e todos os seus afluentes estende-se por 9 países (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa e o Brasil).

A região Amazônica é essencial para a distribuição das chuvas nas regiões da América do Sul e contribui para os grandes movimentos de ar ao redor do Planeta. A água e a terra desta região alimentam e sustentam a natureza, a vida e as culturas de inúmeras comunidades indígenas, camponesas, afrodescendentes, caboclas, assentadas e ribeirinhas. Atualmente é a segunda área mais vulnerável do mundo em relação às mudanças climáticas, devido a ação destruidora do Capital.  

A Amazônia hoje é de uma beleza ferida e deformada, um lugar de muita dor, exploração e violência, permanentes ameaças contra a vida: apropriação e privatização dos bens da natureza, como a própria água, concessões florestais, megaprojetos insustentáveis (hidrelétricas), exploração massiva de madeira, monoculturas, hidrovias, ferrovias, e projetos de mineração e petróleo, além da contaminação causada pela indústria extrativista. As consequências sociais são: doenças por contaminação, narcotráfico, grupos paramilitares, violência contra as mulheres, exploração sexual (inclusive infantil), tráfico humano, perda da cultura e da identidade, criminalização e assassinatos. Por trás de tudo isso estão os interesses das classes dominantes que avançam sobre esse território destruindo todos os tipos de vida.  

Essa intervenção do Capital é uma atitude voraz e predatória que espreme a realidade até o esgotamento dos recursos naturais disponíveis e tende a exercer seu domínio também sobre a economia e a política.   

Ações dos camponeses em defesa de seus territórios, abusos de mineradoras, a parcialidade e a ignorância da mídia sobre as complexidades que envolvem as disputas pela terra na região e os recursos nela existentes; as violências protagonizadas por fazendeiros, madeireiros, jagunços, pistoleiros e órgãos de segurança, a parcialidade do judiciário – célere em expedir medidas de reintegração de posse e sempre moroso em apurar chacinas e execuções de camponeses -, e afins dão forma ao cenário de exploração socioambiental, fruto do sistema capitalista, vivido pelas populações neste chão conhecido como Amazônia. 

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre conflitos no campo de 2019 registraram 1254 conflitos de terra na região Amazônica e 27 assassinatos. Além de o desmatamento atingir em abril deste ano o maior índice dos últimos dez anos, aumento de 171% em relação a abril de 2019, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento do IMAZON.  

As questões ambientais envolvem decisões políticas, o Estado omisso ou que incentiva esse modelo está indo contra a vida de milhões de pessoas e comprometendo ainda mais o futuro da própria humanidade.   

Muitas organizações sociais que atuam na região denunciam essas agressões há anos, especialmente com a intensificação da exploração predatória da região implementada junto com o Golpe Militar de 64, que tinha o discurso de “integrar para não entregar”. Muitas lideranças e comunidades inteiras foram assassinadas para garantir esse “desenvolvimento”.  Percebemos que o olhar sobre a Amazônia não mudou no presente, a integração desejada é via eixos. Comunicação, transporte e energia são as colunas fundamentais. São diversos projetos já implantados, alguns em andamento e outros ainda em desenvolvimento que geram inúmeros conflitos, pois afetam diretamente o modo de ser e de viver em sintonia com a floresta das populações amazônicas.  

Entre várias ações do governo Bolsonaro, a Medida Provisória nº 910/19 (MP 910) referente a Regularização Fundiária, que virou Projeto de Lei nº 2633, pode privatizar quase 20 milhões de hectares de terras públicas na região Amazônica, à custa de expulsar povos indígenas, quilombolas e até famílias camponesas posseiras ou assentadas de Reforma Agrária.   

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) resiste e defende a vida e a Soberania dos Povos e seus territórios como garantia da Soberania Alimentar do país. O MPA está presente hoje em dois estados desta grande região, Pará e Rondônia, e se soma àqueles e aquelas que fazem lutas e trabalham para preservar e recuperar a vida nesta região. Defendemos o modelo de agricultura brasileiro baseado na agricultura familiar e camponesa, desta forma, temos produção de alimentos equilibrada com a natureza, desenvolvendo a transição para a Agroecologia, recuperação de nascentes e reservas, defesa de territórios, é a terra para quem trabalha nela e garante a reprodução ampliada da vida.  

Temos que ter ações significativas para reverter esta possibilidade de fim da humanidade, Leonardo Boff diz que a natureza, o planeta Terra, é um organismo vivo, que ao ter ameaçada sua existência busca se refazer, manter sua temperatura e se para isso for preciso expulsar seu “câncer”, o que a ameaça, no caso, os seres humanos podemos ser extintos e a terra se refazer.   

Cuidar do Meio ambiente, preservar os biomas, como a Amazônia é, portanto, preservar e garantir a espécie humana.