Escuela de Comunicación Popular de la CLOC-VC llega a su décimo día

Miércoles 26 de Septiembre de 2012

p1090470_-_copia35 comunicadoras e comunicadores de diversas organizações de 13 países da América Latina completam o 10º dia de estudos e trocas de experiências na II Escola de Comunicação Popular da CLOC- VC, que está sendo realizada no Centro de Formação e Produção São Francisco de Assis, espaço do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), localizado no município de Santa cruz do Sul-RS.

Os primeiros dias da escola foram dedicados para análise de conjuntura e debates sobre a popularização dos meios de comunicação historicamente dominados pela classe dominante capitalista. Para Valter Israel da direção nacional do MPA, a sociedade vem atravessando uma crise civilizatória que se manifesta nas bases econômica, alimentar, energética, ambiental e de valores, “a crise é estrutural, o que comprova que o capital é um sistema insustentável, passamos por uma crise prolongada, que tenta se reestruturar buscando saídas na ampliação da exploração, criação de ferramentas como credito de carbono e outros mecanismos da economia verde, precarização do trabalho, e outras… Nesse cenário, nosso continente é uma das bases de sustentação desse gigante em queda e encontramos como nossa tarefa enquanto campesinato, fortalecer os povos, nos aspectos produtivos, culturais e de defesa do território. Por isso a comunicação tem um espaço fundamental, nossa tarefa estratégica tem que ir além dos veículos de comunicação, temos que lutar pelo direito dos povos de se comunicar” afirma Valter.




Manoel Rozetal, da Colômbia, aponta o espaço de disputa em torno da comunicação hoje, segundo Manoel a informação tem uma condição revolucionaria , porque revela as coisas para as pessoas , a tarefa da comunicação nos movimentos camponeses é mostrar o concreto a informação que é negada e transmutada pelos meios de massa dominados pelo capital, “ temos que dominar as ferramentas de comunicação mas sobretudo entender a comunicação como uma base fundamental para dentro e para fora do movimento “ diz Manoel.

Tato, integrante do coletivo de comunicação da Union dos Trabajadores Rurales Sin Tierra -UST- da Argentina, aponta os desafios da comunicação para os movimentos sociais. “Comunicação tem haver com nossas histórias, com os povos camponeses e originários… Essa classe social vem sendo calada há mais de 500 anos, o direito de se comunicar com a sociedade é negado, esse período tão longo de silencio criou um fator limitante para fazer comunicação, o processo de repressão de nossas culturas nos intimidou tanto ao ponto de acharmos que não podemos nos expressar, trabalhar com elementos de comunicação…”. Para ele é importante superar esse processo de distanciamento do povo das ferramentas da comunicação e possibilitar a apropriação desses instrumentos para o fortalecimento da prática comuniticativa dentro dos próprios movimentos. “Participar desse espaço continental é muito importante, aqui estamos trocando experiências, aprendendo muito, nos qualificando na luta … Na UST trabalhamos com ferramentas de comunicação já faz um tempo, produzimos um jornal informativo mensal, uma revista trimestral e temos programas de rádios diários, tudo isso construído pelos camponeses e camponesas, a escola nos possibilita afirmar esses compromisso da construção de uma grande rede de comunicação popular para a classe”, afirma o camponês.

Os últimos três dias foram marcados por oficinas de produção de programas para rádio, filmagem e edição. Uma das tarefas do curso ée produzir materiais sobre as famílias camponesas da região.

A II escola de comunicação popular da ClOC- VC teve inicio no dia 15 de setembro e se encerrará no dia 29 desse mês .

Comunicação MPA



 

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