Jornada Sem Terrinha

12 de octubre de 2013

sinterriñaParaná“Bandeira, Bandeira, Bandeira Vermelhinha, na luta pela terra nós somos Sem terrinha”. A Jornada Nacional dos Sem Terrinha acontece anualmente no mês de outubro nos 24 estados em que o MST está organizado. Os assentamentos e acampamentos tornam-se palco do encontro das crianças que lutam pelo direito de ser reconhecido no campo como sujeito de sua própria história.

Realizadas desde 1996, a Jornada integram as jornadas nacionais de lutas do MST e têm se constituído em um importante espaço de visibilidade à realidade vivenciada pelas crianças acampadas e assentadas, pautando temas que as afetam diretamente.

A Jornada contou com marchas, atos de solidariedade, ocupações, encontros, oficinas e diversos momentos de descontração, tanto nas cidades como nos assentamentos. Entre as diversas ações, destaca-se a distribuição de uma tonelada de alimentos orgânicos produzidos por trabalhadores assentados da Reforma Agrária na Paraíba, o ato de solidariedade dos Sem Terrinha do Maranhão com as crianças da Palestina, vítimas de violência e encarceramento por Israel, que resultou em diversas cartas de apoio aos companheiros do distante país, e a ocupação dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) e a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná (SEED), realizada por mais de 3 mil crianças para exigir melhores condições nas escolas do estado.

Em relação à educação, as crianças colocam em pauta temas como a precariedade da educação no campo, causada pela falta de estrutura nas escolas do campo, pedem por transporte escolar garantido dos assentamentos até as escolas, atendimento apropriado para crianças com deficiências especiais, melhores condições de trabalho aos professores e pelo fim do fechamento das escolas no campo (Nos últimos anos, foram fechadas mais de 37 mil escolas rurais em todo o Brasil).

As crianças também denunciaram a situação de violência no campo, exigindo segurança nas áreas de conflitos, reivindicando os assentamentos das famílias acampadas pelo país e a desapropriação das terras nas mãos de poucos.

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