No âmbito da III Assembleia e do V Congresso da CLOC-VC, se reúne a Comissão Internacional da Juventude da Via Campesina

nota_deo_1A fim de avaliar e monitorar os acordos realizados na Assembleia Internacional da Juventude da Via Campesina, realizada em Aragón, Espanha, uma dúzia de delegados da Via Campesina da Europa, Índia, América Latina e do Caribe, reunidos nas instalações da Coordenadoria Nacional Campesina – Eloy Alfaro (CNC – EA), do Equador.

Os delegados colocaram para a coordenação internacional, o trabalho dos jovens dentro do movimento camponês e compartilharam suas percepções sobre a participação na III Assembleia Continental da Juventude da CLOC-VC.

Irene,  delegada da UNITERRE (Terra Unida), organização membro da Via Campesina na Europa, disse: “para nós foi importante participar da Assembleia, em primeiro lugar, porque na Europa o movimento de jovens campesinos está apenas começando; é interessante ver como é organizado o movimento aqui na América, embora haja diferenças importantes. Além disso, devo dizer que na Europa a população é mais velha que na América Latina, existem muitos jovens aqui. Faz muito bem vê-los unidos, lutando e gritando juntos”, concluiu.  Delegados da Índia sinalizaram que os jovens americanos têm muita energia e que vê esperança para o futuro. “A região América da VC têm um enorme movimento de juventude  e o que mais aprecio são os esforços consistentes para apoiar os processos de formação dos jovens”. Ele indicou, ainda, que este pode ser um modelo para a formação da VC em outras regiões. De fato, no sul e no norte da Índia se está iniciando um esforço para manter um processo de formação de jovens que se materializará no próximo ano, com Escolas de Formação Política e Social  em torno dos objetivos da VC. Além disso, o grupo avaliou, ainda, a importância de tais reuniões e assembleias para fortalecer e apoiar a integração dos jovens na defesa e apoio à agricultura. Por seu lado, a região do Caribe, valorizou o apoio da VC às atividades planejadas e executadas pelos jovens das organizações. Especificamente observou o apoio para o fortalecimento dos sistemas de produção agrícola, processos de formação nas Escolas de Jovens e o impulso à liderança da juventude no âmbito das organizações de luta pela defesa da agricultura, constituindo uma valiosa contribuição para a mudança de gerações, com base na participação ativa dos jovens nas responsabilidades organizacionais.   “Este encontro nos mostrou a diversidade que existe na CLOC-VC, tem sido um trabalho que, através de vários processos nacionais e regionais nos permitiu chegar a esta IV Assembleia com um maior nível de discussão. Vemos que os problemas são comuns, por isso temos que estar treinados e preparados para lidar com eles , puxando eixos de ação comum”, disse um dos delegados da América do Sul.Cynthia, da CONAMURI, organização da VC no Paraguai, disse que ainda há muito a aprender no processo de organização de jovens. Apreciando os resultados alcançados em relação à participação da juventude e a luta pela equidade de gênero no âmbito da Assembleia da Juventude, a delegada do Paraguai foi enfática em apontar os desafios de um novo papel da juventude nas lutas rurais. “Há muito trabalho a fazer como na América do Sul e em cada sub-região e em cada país, há mais organização com a participação da juventude e isso é o sinal que esta luta não para, continua”; disse ela. No que diz respeito aos acordos do Acampamento realizado em Aragón, em 2009, Sayra, da Nicaragua, anunciou que na América Central formou-se uma estrutura organizacional regional na qual participam um homem e uma mulher de diferentes países da região. O Comitê internacional de jovens da Via Campesina é composto de dois delegados ou delegadas por região, que têm a responsabilidade de articular os jovens da mesma área.

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