Nota de solidariedade do MPA ao MST. Por que lutar não é crime

O Movimento dos Pequenos Agricultores-MPA, manifesta seu repudio  à ação violenta da polícia civil e militar  que invadiram nesta manhã (4) a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) em Guararema, São Paulo, o   comportamento  vil e truculento  da polícia em adentrar a uma escola sem mandado judicial é mais uma prova de que vivemos hoje um estado de exceção, onde quem luta pela terra,  e pelos direitos dos povos são criminalizados. 

O Movimento também recorda que no mesmo 4 de novembro, em 69 o lutador Carlos Marghella é assassinando pelas forças da ditadura civil-militar,  47 anos depois a polícia segue servindo aos interesses da burguesia e o do capital, punindo os que lutam pela liberdade, manchando a história do país com o sangue do seu povo.  

O MPA exige que o governo tome as medidas necessárias, que a a ação truculenta da polícia seja julgada e os responsáveis pelos atos sejam punidos. Mais uma vez o MPA reafirma o seu  compromisso com a recuperação da  democracia e contra a criminalização da luta popular. A luta por direitos não é um delito, não pode ser punida, tão pouco silenciada. Lutar não é crime.

Brasília, 04 de novembro de 2016

Movimento dos Pequenos Agricultores- MPA

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