Brasil: Camponeses Do MPA Recebem Delegação De 9 Países Para Intercâmbio De Sementes Crioulas

Camponeses e camponesas do MPA no Nordeste receberam entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, uma delegação da Via Campesina de nove países – Suíça, Argentina, Peru, Nicarágua, Palestina, Costa Rica, Coreia, Zimbabué e Brasil -, para o I Intercambio Global Adote uma Semente no Brasil. O evento teve por objetivo internacionalizar a nova ação “Adote uma Semente”, que faz parte da Campanha Global da Via Campesina, “Sementes Crioulas Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade”.

“Durante a 7ª Conferência da Via Campesina realizada em julho de 2017 – Derio, na província de Bizkaia, no País Basco -, com a presença de camponeses de 70 países, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a Associação Camponesa da Coreia (KWPA – sigla em coreano) levaram ao evento a proposta da ação “Cada Família adota uma Semente”, como parte da Campanha Internacional da Via Campesina, ‘Sementes, Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade’, e foi aprovada por todos”, explica Gilberto Schneider, membro do Coletivo Internacional da Via Campesina Agroecologia, Sementes e Biodiversidade. A ação afirma o compromisso com a defesa, o resgate, o melhoramento, a multiplicação e a conservação das sementes, mudas e raças crioulas.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Spberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Spberania

Durante os sete dias de intercâmbio os delegados e delegadas vindos de quatro Continentes diferentes, tiveram a oportunidade de conhecer a diversidade do Campesinato brasileiro, bem como as iniciativas que os camponeses e camponesas do MPA tem desenvolvido com as Sementes Crioulas, a convivência com o Semiárido, a arte, artesanato e a cultura popular, bem como as lutas que têm sido travadas e os parceiros de luta do Movimento.

 

 

Delegação no Sergipe

 

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

No Sergipe a delegação participou da III Feira Camponesa, Cultural com o Lançamento Estadual da Campanha “Cada Família adota uma Semente” que busca fortalecer a ação internacional da Via Campesina, realizado no Espaço do MPA no município de Poço Redondo, o “Teatro Raízes Nordestinas”, com a presença de camponeses, lideranças políticas e religiosos, parceiros de luta e simpatizantes do Movimento. Em seguida o grupo participou de um diálogo sobre a Lei de Sementes e a Lei de Agroecologia no Estado com a participação de lideranças locais e a Secretária da Agricultura do Estado do Sergipe (Rose Rodrigues), e do representante do mandato popular do Deputado Federal João Daniel (Gismario Ferreira).

 

Foto: Iva de Jesus | MPA e Rede Soberania

Foto: Iva de Jesus | MPA e Rede Soberania

Em Canindé do São Francisco no sertão sergipano, o grupo visitou as experiências do MPA na Unidade de Produção Camponesa (UPC), espaço que o Movimento tem se proposto a trabalhar a formação e educação tanto política quanto técnica, como aponta Elielma Barros da direção do MPA no Estado, “é um espaço de experiências, práticas agroecológicas, de resistência e também de formação técnica e política. É uma área de 22 hectares que hoje está sob os cuidados do Movimento já foi destinada a produção de frutas para exportação, que com o manejo intensivo e uso de agrotóxicos deixou a área inviável para a produção”.

Outra experiência visitada foi em Porto da Folha, na unidade camponesa da Dona Cida Silva, uma camponesa que tem em sua área uma infinidade de plantas e animais, cada qual com sua finalidade e uso. Cida foi a precursora na implantação de biodigestores no Sergipe, tanto que recebeu o Prêmio Mandacarú e por consequência, conseguiu que fosse implantada mais 86 biodigestores no Estado.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

No mesmo local a delegação visitou o trabalho desenvolvido junto com a Articulação do Semiárido (ASA), a Comunidade apresenta ainda uma série de trabalhos desenvolvidos pela Associação de Mulheres “Resgatando Sua História”. “A Associação nasce de um desejo, uma vontade das mulheres”, explica Cida. Que ainda completa quando o grupo passa pela Casa de Sementes Crioulas, “daqui muitas famílias pegam a semente para multiplicar, cada família adota uma semente para cuidar e depois devolve parte das sementes para a Casa, assim elas permanecem de fato nas mãos dos camponeses e camponesas. Nossa Casa Mãe, lá na UPC, é a nossa grande esperança”, finaliza a camponesa.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Já no último dia de intercâmbio no Sergipe, embora tenha muito caminho e experiências por conhecer, o grupo se despede do Sertão Sergipano com uma visita na Comunidade Bom Jardim, município de Poço Redondo. Entre poesias, músicas e prosas os delgados tiveram a oportunidade de conhecer a Casa de Sementes Crioulas que articula os camponeses e camponesas das demais comunidades a sua volta e hoje conta com mais de 25 variedades de sementes crioulas e mais de 25 famílias estão diretamente envolvidas. A casa faz parte do Plano Estratégico das sementes crioulas, explica Elielma Larros “a proposta é que a cada ano consigamos avançar nos trabalhos dedicados as sementes crioulas e a Campanha Cada Família Adote Uma Semente, a meta é que a cada ano passamos avançar para mais 200 famílias camponesas”, finaliza a jovem camponesa.

 

Na despedia, a juventude camponesa do Teatro Raízes Nordestinas, e que vivem na Comunidade, realizaram uma série de apresentações da cultura popular como música, poesia, a confecção de bonecas de pano e rendas de Bilro. Com agilidade Adicleia, 18 anos, faz as linhas tornarem-se uma extensa renda. “Aprendia a bordar com minha mãe, que aprendeu com minha avó”, explica a jovem que também dedica-se as aulas de violão.

 

 

 

Delegação na Bahia

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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O intercâmbio pelas terras baianas iniciou no com a visita ao Acampamento da Água que fica dentro do Assentamento Terra Nossa, em Ponto Novo, Região Norte da Bahia, onde dialogou-se sobre a luta e a resistência pela terra, sobre a luta pelo acesso a água, assim como, o enfrentamento do Assentamento Terra Nossa ao agronegócio que já duram mais de 10 anos. Referente ao Acampamento da água, são mais de 40 dias de baixo da lona preta, interditando a obra que interliga as Barragens de Pedra Altas/Capim Grosso a barragem de Ponto Novo.

Na ocasião a comunidade fez questão de apresentar os projetos que estão sendo desenvolvidos na área, como: resgate e multiplicação de sementes crioulas; a produção de alimentos por meio da Agroecologia; a construção da Agroindústria de Polpas e a Unidade de Beneficiamento de Sementes Crioulas, que deve suprir, de forma prioritária, a demanda local e regional de sementes crioulas. “No Assentamento formam destinados 80 hectares para a produção e multiplicação das sementes crioulas”, explica Edvagno Rios, que é um dos moradores da área e dirigente do MPA.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Ainda no mesmo dia a delegação visitou o Campo de Produção de Sementes Crioulas em Várzea da Pedra, município de Ponto Novo (BA) na Unidade Camponesa do seu Armando e dona Edinalva. Uma lavoura de 2 hectares que já está em seu segundo plantio com milho e feijão, mas como explica seu Armando, a primeira lavoura foi muito produtiva: “plantamos milho, feijão de corda, melancia e pepino, foi uma boa colheita, chegamos a 30 sacas de milho”, explica o camponês que diz estar aprendendo a trabalhar com as lavouras de sementes irrigadas.

O projeto contempla ainda mais 30 famílias, das quais alguns são os guardiões de sementes crioulas, como seu Armando e dona Edinalva. “Iniciamos com o levantamento das variedades que os camponeses e camponesa já tinham, identificamos as mais cultivadas e passamos a fazer a multiplicação, feita em mutirão”, conta o técnico do projeto e militante do MPA, Romilson Sousa. A sementes frutos do resgate e multiplicação das sementes parte é destinada para a casa de sementes da comunidade, e outra parte é destinada as famílias, inclusive para aquelas que não possuem semente crioula alguma, para que possam fazer a sua própria multiplicação, gerando autonomia dos camponeses”, afirma Romilson.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Os resultados desta iniciativa têm sido bastante positivos, conforme relata o Movimento, tanto que há um novo projeto elaboração que deve dar sequência ao trabalho já realizado com relação ao potencial de cada semente e também, de organização e autonomia das famílias e comunidades envolvidas. Por sua vez, Dona Edinalva, relatou como os campos de sementes crioulas tem modificado a comunidade, “o projeto trouxe resultados positivos, incentivou a comunidade e modificou de forma positiva a vida aqui, acredito que o projeto deve melhor ainda mais, estamos apenas começando”, afirma a camponesa com alegria estampada no rosto.

A programação do intercâmbio ainda contemplou uma visita à Comunicação Micaela, no município de Caém – Bahia, local em que foi realizado o primeiro Acampamento da Água. Além de conhecer o lugar e sua cultura, o grupo este nu campo de sementes irrigadas por gotejamento que tem se dedicado a resgatar, cultivar e multiplicas variedades de mandioca e feijão nesta safra. Isso porque para o Campesinato desta região, a mandica significa muito por ser um alimento essencial na mesa, significa resistência e saberes ancestrais.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Sobre a experiência, o jovem camponês Anderson de Sousa Secundo, destacou a importância que os campos de sementes têm para comunidade, assim como a Agroecologia e o papel da juventude: “Estávamos quase sem sementes e o projeto despertou este cuidado, que despertou a comunidade para o cuidado das sementes, mudas e raças crioulas e também, com a Agroecologia e a produção de alimentos saudáveis. Nos permitiu unir a Comunidade, retomar o trabalho em mutirão, dividir as experiências e adquirir novos conhecimento”, explica ele.

Ainda no mesmo dia, a delegação foi recebida pelo Quilombo de Várzea Queimada, município de Caém, no semiárido baiano. Formado em 1885 por três casais fugidos da escravidão na região de Feira de Santana (BA), durante a ditadura militar o Quilombo sofreu fortes golpes e praticamente foi destruído. Em 2014 foi reconhecido como área quilombola, mas a resistência e luta deste povo têm sido uma constante, somado aos processos de transformação popular.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Depois da roda de conversas e trocas de sementes os quinze delegados visitaram o morador mais velho do lugar, seu Joaquim, que mesmo sem enxergar, contou a história do Quilombo e de seus antepassados. Um momento que prendeu a atenção de todos, inclusive das crianças.

Como parte desta troca de experiências, cada delegado contou sobre a realidade seus países e como tem trabalho com as sementes, mudas e raças crioulas. Em seguida, conheceram a Casa de Farinha e o processamento que a mandioca é submetida até se transformar na farina e ir a mesa para consumo. Da mesma forma o quintal de frutas e hortaliças foi bastante apreciado pelo grupo, assim como a experiência da construção das moradias camponesas. No Quilombo o MPA já realizou onze moradias camponesas iguais a que foi visitada, no município de Caém são mais de 30 e no Estado, esse número se multiplica, somando mais de 490 moradias, que aos camponeses e camponesas do Movimento é símbolo de luta, resistência e vida digna no campo.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Já no último dia de intercâmbio na Bahia, a delegação teve a oportunidade de conhecer os guardiões de Sementes Crioulas, dona Adelice Perreira dos Santos (Dona Nice) e seu Antônio Pereira dos Santos, o casal cuida, mantêm e multiplica mais de 80 variedades de sementes crioulas, entre elas milho, feijão, melancia, hortaliças, árvores, ervas aromáticas, medicinais e ornamentais. Moradores da Comunidade Paraíso, município de Jacobina (BA), o casal mostrou cada variedade que trabalham. Dona Nice conta que desde seus 10 e 12 anos começou a cuidar das sementes crioulas, casou-se e segue até hoje, “via sempre minha tia e minha mãe plantando, cuidando e quando davam as sementes para as outras pessoas, sempre faziam as orientações de como plantar e cuidar, e eu fui aprendendo essas coisas”.

Encerando as atividades do I Intercambio Global “Adote uma Semente” no Brasil, a delegação foi recebida por representantes do Governo do Estado da Bahia e movimentos populares parceiros de lutas do MPA, entre eles o Movimento dos Atingidos por Barragens, Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Desempregados e a Articulação Nacional de Agroecologia, a capital baiana, Salvador.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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A programação do intercâmbio permitiu que o grupo viesse até o Brasil para conhecer as experiências do MPA com sementes crioulas e também para internacionalizar a ação “Cada Família Adote uma Semente”, mas mais que isso foi um momento em que o Campesinato brasileiro teve a oportunidade de conhecer as experiências que outros camponeses e camponesas estão realizando em seus países. Conforme destacou o técnico do projeto e militante do MPA, Rogério Silva: “o intercâmbio nos trouxe mais fortalecimento para seguir produção e multiplicação de sementes crioulas juntos com os camponeses e camponesas do campo e nos fortalece com a campanha cada família a adote uma semente”.

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Brasil: Passado De Geração Em Geração, Último Dia Do I Intercambio “Adote Uma Semente” É Marcado Pelo Conhecimento Ancestral

No último dia do I Intercâmbio Global “Adote uma Semente”, 4/08, a delegação da Via Campesina, foi recebida pelos guardiões de Sementes Crioulas, dona Adelice Perreira dos Santos (Dona Nice) e seu Antônio Pereira dos Santos, o casal cuida, mantêm e multiplica mais de 80 variedades de sementes crioulas, entre elas milho, feijão, melancia, hortaliças, árvores, ervas aromáticas, medicinais e ornamentais.

Moradores da Comunidade Paraíso, município de Jacobina (BA), Dona Nice conta que desde seus 10 e 12 anos começou a cuidar das sementes crioulas, casou-se e segue até hoje, “via sempre minha tia e minha mãe plantando, cuidando e quando davam as sementes para as outras pessoas, sempre faziam as orientações de como plantar e cuidar, e eu fui aprendendo essas coisas”, explica Nice.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Ainda na sala do casal onde tinham amostras de todas as variedades que trabalham, cada delegado e delegada fez uma apresentação sobre o trabalho que sua organização desenvolve com as sementes crioulas. O momento reuniu além da família camponesa, lideranças da comunidade e da Associação local.

De volta à estrada, a delegação composta por quinze delegados vindo de nove países – Suíça, Argentina, Peru, Nicarágua, Palestina, Costa Rica, Coreia, Zimbabué e Brasil -, retorna para a capital, Salvador onde são recebidos por representantes do Governo do Estado da Bahia e movimentos populares parceiros de lutas do MPA, entre eles o Movimento dos Atingidos por Barragens, Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Desempregados e a Articulação Nacional de Agroecologia.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

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Na ocasião a delegação cobrou o Estado para que agilize o acesso a água no Assentamento Terra Nossa, no município de Ponto Novo. “Água, assim como a Terra e as Sementes precisam estar a serviço dos povos, não pode servir aos interesses das empresas, seja aqui no Brasil ou em qualquer outro país”, afirma Sukkyeong Seo, da Associação Camponesa da Coreia (KWPA – sigla em coreano).

O Secretário da Agricultura Familiar do Estado da Bahia, Geandro Ribeiro destacou o que o Governo tem desenvolvido junto aos territórios, povo e comunidades tradicionais. Por sua vez, a representante da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) Agroecologia, Ana Cristina, aponta como tem sido realizado o trabalho com as sementes crioulas junto aos camponeses e as comunidades tradicionais.

Já o coordenador da ONG Sasop e integrante da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Carlos Eduardo Leite (Caê), destacou o quão tem sido difícil de cuidar para que as sementes crioulas não sejam contaminadas pelas sementes geneticamente modificadas e aponta o estudo que a entidade tem desenvolvido junto aos camponeses e camponesas.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

A programação do intercâmbio permitiu que o grupo com representantes de quatro Continentes, viesse até o Brasil para conhecer as experiências do MPA com sementes crioulas e também para internacionalizar a ação “Cada Família Adote uma Semente” que faz parte da Campanha Internacional, “Sementes Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade”, que é organizada pela Campesina.

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Argentina: Declaración de organizaciones agricultura familiar y campesina reunidas en SEMILLAZO – NO a la LEY MONSANTO-BAYER

Las organizaciones agrarias representativas de la agricultura familiar y campesina, reunidas en el SEMILLAZO, para decir NO a la LEY MONSANTO-BAYER, declaramos:

El Ministerio de Agroindustria pretende hacernos creer qué hay un acuerdo de “mayoría” que, casualmente, refleja al pie de la letra las imposiciones de Monsanto en 2004, pretensiones que al no poder plasmar parlamentariamente, en 2005 intentó imponerlas reteniendo barcos con carga argentina en puertos europeos. También en ese intento, la justicia europea le negó la razón. Hoy, la supuesta mayoría con el aval de Agroindustria, revive e impulsa en el Congreso aquellas pretensiones:

1) la eliminación de los derechos de los productores a ejercer el derecho al uso propio de la semilla y cobrar regalías en cada nueva temporada de cultivo

2) dar poderes inadmisibles al Instituto Nacional de Semillas y convertirlo en el custodio de los derechos de patentes sobre genes de las corporaciones, imponiéndose por encima de la justicia y violando los derechos de los productores

3) seguir confundiendo a los usuarios, comercios, profesionales, multiplicadores, criaderos y toda la cadena semillera y del comercio de granos, evitando que quede claro donde empieza y termina el derecho de cada uno de ellos.

4) Imponer el poder de la concentración de unos pocos sobre decenas de miles de actores de la actividad agraria sin que nadie proteja ni equipare el derecho de los más débiles.

5) engañar a toda la sociedad con la mentira de que es necesaria una nueva Ley de Semillas para garantizar la investigación y la recuperación de las inversiones para las empresas biotecnológicas.

Frente a esto, las organizaciones representativas de la agricultura familiar, campesina e indígena, ratificamos el carácter de orden público del régimen legal de semillas y la función indelegable del Estado en materia de protección del derecho de los agricultores y solicitamos que una nueva normativa debe contemplar y garantizar:

WhatsApp Image 2018-09-05 at 15.01.26– La participación decisiva de las organizaciones agrarias de agricultura familiar campesina y pueblos originarios en los órganos estatales y comunitarios que arbitren sobre la producción agrícola en nuestro país;

– mantener el uso propio como derecho del agricultor;
– un marco específico para los agricultores familiares;
– definiciones de semillas nativas y criollas para resguardarlas
– promoción de producciones agroecológicas y la preservación de la biodiversidad de nuestros territorios;
– declarar de orden público las disposiciones de la Ley relativas a derechos y limitaciones;
– el derecho de nuestros pueblos a nutrirse soberanamente: las semillas son fuentes de alimento y de salud; es por esto por lo que debemos decidir qué plantamos, qué sembramos, con qué nos alimentamos
– declarar la invalidez de condiciones abusivas en la compra de semillas.

Por la Reforma Agraria Integral y Popular

ACINA – Asamblea Campesina Indígena del Norte Argentino
AGA – Agrupación Grito de Alcorta
AMRAF – Asociación de Mujeres Rurales Argentinas Federales
APOVE – Asociación de productores orgánicos del Valle Ecológico
Feria Franca Comunitaria de San Marcos Sierras
Asociacón 1610 de Florencio Varela
ATE – Junta Interna Agroindustria
– Coordinación de Organismos Nacionales INTA, SeNaSa, SAF
ASOMA – Asociación de Medieros y Afines
Campesinos organizados de Tulumba -Los Algarrobos- MTE
FAA – Federación Agraria Argentina
FARC – Frente Agropecuario Regional Campesino
FNC – Federación Nacional Campesina
FONAF – Federación de Organizaciones Nacionales de Agricultura Familiar
Frente Agrario Evita CTEP
Frente Rural La Campora
FUNDAPAZ – Fundación para el Desarrollo en Justicia y Paz
INCUPO – Instituto de Cultura Popular
MCL- Movimiento Campesino de Liberación
MNCI – Movimiento Nacional Campesino Indígena-Vía Campesina
MOCASE – Movimiento Campesino de Santiago del Estero
MOPPROFE – Movimiento de pequeños productores de Santa Fe
Movimientos Originarios en Lucha – FNC
MTE Rural CTEP- Movimiento de Trabajadores Excluidos Rama Rural
Red Entrerriana de Permacultura
REDAF – Red Agroforestal Chaco Argentino
SURCANDO desde la MEMORIA CAMPESINA – Organización de agricultores familiares region centro sur de Santa Fe
UCV – Unión Campesina de Varela
UOCB – Unión de Familias Organizadas- Cuña Boscosa y Bajos Meridionales
UTT – Unión Trabajadores de la Tierra
Productores Unidos Ruta 20

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Via Campesina: Día Internacional de Lucha contra la OMC y los Tratados de Libre Comercio – ¡Llamado de Movilización!

La Vía Campesina: La OMC y una serie de Acuerdos de Libre Comercio, bilaterales y multilaterales, han creado niveles criminales de desigualdad.

(Harare, 3 de Septiembre de 218)  Organismos internacionales como la Organización Mundial del Comercio (OMC), el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional (FMI) que promueven directa e indirectamente una serie de acuerdos comerciales bilaterales y multilaterales, han creado un nivel criminal de desigualdad en este mundo, donde según los informes, el 82% de la riqueza mundial está actualmente controlada por el 1% de la población.[1]

El hambre mundial está aumentando de nuevo y la Soberanía Alimentaria de los pueblos está bajo una grave amenaza. Esto es el resultado de una presión persistente, durante siete décadas, para adoptar políticas neoliberales, que promueven regímenes de “libre comercio” en todo el mundo. La privatización y la desregulación que surgieron como consecuencia han enriquecido a los ricos, mientras que la pobreza y el hambre en el mundo continúan a niveles cínicamente altos.

Es un delito imperdonable que pone en tela de juicio la existencia de estas instituciones y los acuerdos de libre comercio que promueven. Todo lo que estos acuerdos han garantizado es la libertad de las Corporaciones Multinacionales para el dumping de alimentos baratos a países económicamente más débiles, después de haber recibido grandes subsidios de sus gobiernos ricos.

Esto, unido a un impulso para un sistema agrícola industrial es la causa de que los granos alimenticios sean vistos como productos con los que hay que especular y comerciar, con campesinxs y agricultorxs familiares que no pueden siquiera cubrir el costo del cultivo. Todo ello ha destruido las comunidades campesinas y ha arrasado con los mercados de los pescadorxs y campesinxs. El aumento de la privatización de los servicios ha aumentado el costo de la vida, mientras que los niveles de ingresos de los hogares campesinos se han desplomado. La deuda resultante ha empujado a millones de hogares campesinos a contraer una deuda profunda.

Este sistema de agricultura industrial promovido por el trío criminal de la OMC, el Banco Mundial y   el FMI, ha llevado a la consolidación y el control de la cadena alimentaria mundial en manos de algunas corporaciones de agronegocio, creando un impacto devastador para el planeta, su gente y todas las especies vivas.

¡Organizar, formar y movilizar!

Fue para resaltar esta violación extrema en la vida en el campo que el 10 de septiembre de 2003, Lee Kyung Hae – un cultivador de arroz de Corea del Sur y líder de nuestro movimiento campesino – se quitó la vida fuera de la reunión ministerial de la OMC en Cancún, México. Mientras sacrificaba su vida para exponer los crímenes de la OMC y los acuerdos de libre comercio, Lee sostenía una pancarta que decía “La OMC mata a los campesinxs”.

Desde ese día, hemos tomado la fecha del 10 de septiembre para conmemorar el Día Internacional de Lucha contra la OMC y los Acuerdos de Libre Comercio, movilizando a nuestros miembros contra el asalto del capitalismo global y los regímenes de mercado libre. Hemos denunciado a la OMC en todas las reuniones ministeriales celebradas desde entonces mediante acciones directas.

Este año también intensificaremos la resistencia. Varios acuerdos bilaterales y multilaterales como RCEP, CPTPP, UE-Mercosur, CETA y otros se están negociando frenéticamente por países y organismos mundiales a puertas cerradas, sin respetar la democracia y la soberanía nacional.

En el período previo al 10 de septiembre, llamamos a todas nuestras organizaciones miembros, aliadxs, partidarixs en las ciudades y los campos, y todos lxs amigxs a organizar marchas, reuniones públicas y acciones que continuarán denunciando la existencia de la OMC, el Banco Mundial y el FMI, además de exponer los detalles de estos acuerdos que amenazan con quitarle la Soberanía Alimentaria a las personas y permitir la expansión de los mercados para los agronegocios multinacionales.

Debemos hacernos eco todxs, en nuestras propias y diversas formas de lucha descentralizadas, del llamamiento que hizo Lee Kyung Hae: “La OMC y los acuerdos de libre comercio matan campesinxs.

El 10 de septiembre, La Vía Campesina también anunciará un esfuerzo de movilización masiva contra el trío criminal del Banco Mundial, el FMI y la OMC. Instamos a todas nuestras organizaciones miembros a permanecer juntxs y mostrar el poder de la resistencia de los pueblos.

¡En marcha, ahora!

¡La OMC mata a campesinxs!

¡La Agricultura fuera de todas las negociaciones de Libre Comercio!

¡Queremos Soberanía Alimentaria, no Libre Comercio!

—————————————————–

¡Visibilizar nuestras luchas!

Envíen la información sobre las acciones planeadas a lvcweb@viacampesina.org o compártanla por Whatsapp y Telegram con Nyoni/Abhilash – < +263 772 441 909 ó +91 9717250202>

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Brasil: Delegação Internacional Da Via Campesina Se Despede Do Sertão Sergipano Com Arte E Cultura Popular

Neste sábado, primeiro de setembro, a delegação da Via Campesina, composta por quinze pessoas, vindas de nove países – Suíça, Argentina, Peru, Nicarágua, Palestina, Costa Rica, Coreia, Zimbabué e Brasil -, completam seu terceiro dia do I Intercambio Global “Adote Uma Semente”, embora tenho muito caminho e experiências por conhecer, o grupo se desde do Sertão Sergipano com uma visita na Comunidade Bom Jardim, município de Poço Redondo – Sergipe.

Entre poesias, músicas e prosas os delgados tiveram a oportunidade de visitar a Casa de Sementes Crioulas que articula os camponeses e camponesas das demais comunidades a sua volta e hoje conta com mais de 25 variedades de sementes crioulas e mais de 25 famílias estão diretamente envolvidas.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Como parte do Plano Estratégico das sementes crioulas, explica Elielma Larros “a proposta é que a cada ano consigamos avanção nos trabalhos dedicados as sementes crioulas e Campanha Cada Família Adote Uma Semente, a meta é avançar a cada ano para mais 200 famílias camponesa”, finaliza a jovem camponesa.

Na ocasião a juventude camponesa do Teatro Raízes Nordestinas, e que vivem na Comunidade, realizaram uma série de apresentações da cultura popular como música, poesia, a confecção de bonecas de pano e rendas de Bilro. Com agilidade Adicleia, 18 anos, faz as linhas tornarem-se uma extensa renda. “Aprendia a bordar com minha mãe, que aprendeu com minha avó”, explica a jovem que também dedica-se as aulas de violão.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Após o almoço, produzido com as frutas e verduras cada da de os delegados e delegadas se despedem de Sergipe rumo a Bahia onde devem seguir com o intercâmbio. O grupo com representantes de quatro Continentes, está no Brasil para conhecer as experiências do MPA com sementes crioulas e também para internacionalizar a ação “Cada Família Adote uma Semente” que faz parte da Campanha Internacional, “Sementes Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade”, que é organizada pela CLOC-Via Campesina.

 

Por Adilvane Spezia – jornalista e militante do MPA

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Brasil: Biodiversidade, Luta E Resistência Marcaram O 2º Dia Do I Intercambio Global Adote Uma Semente

O segundo dia do I Intercâmbio Global “Adote Uma Semente” foi marcado pela biodiversidade, luta e resistência que os camponeses e camponesas do sertão sergipano travam ao longo dos últimos anos, não apenas pelo aceso a terra, mas para manter-se nela como sujeitos do Campesinato.

Pela parte da manhã a delegação da Via Campesina, composta por quinze pessoas, vindas de nove países – Suíça, Argentina, Peru, Nicarágua, Palestina, Costa Rica, Coreia, Zimbabué e Brasil -, visitaram as experiências do MPA na Unidade de Produção Camponesa (UPC) em Canindé do São Francisco no sertão sergipano, espaço que o Movimento tem se proposto a trabalhar a formação e educação tanto política quanto técnica, como aponta Elielma Barros, “um espaço de experiências, práticas agroecológicas, de resistência e também de formação técnica e política.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

A área contempla 22 hectares que hoje está sob os cuidados do Movimento já foi destinada a produção de frutas para exportação, que com o manejo intensivo e uso de agrotóxicos deixou a área inviável para a produção. “O processo de recuperação do solo e cultivo da área completa dois anos, e hoje temos implantado uma série de técnicas sustentáveis e agroecológicas que permitem a recuperação da área, a produção de alimentos, sementes crioulas e também, um espaço de estudo, formação para os camponeses, militantes e simpatizantes da causa”, explica a jovem camponesa.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

No espaço grupo teve a oportunidade de conhecer o pomar, compostagem, espiral de plantas medicinais, a horta e estufas, as lavouras e experimentos dos educandos, a biofábrica de fertilizantes, a casa mãe de Semente Crioulas – que abriga mais de 50 variedades crioulas -, bem como o processo de tratamento solar de água e esgoto, e, o espaço que é preservado como símbolo da conquista da área, um barraco de lona que por muito tempo foi o abrigo e aconchego dos camponeses e camponesas do MPA que se desafiaram a tornar a área um espaço produtivo, diversificado, agroecológico e também de formação constante.

Após o almoço, o grupo se deslocou até Porto da Folha, ainda no Sergipe, onde visitaram a unidade camponesa da Dona Cida Silva, uma camponesa que tem em sua área uma infinidade de plantas e animais, cada qual com sua finalidade e uso. Cida foi a precursora na implantação de biodigestores no Sergipe, tanto que recebeu o Prêmio Mandacarú e por consequência, conseguiu que fosse implantada mais 86 biodigestores no Estado.

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Num trabalho desenvolvido junto com a Articulação do Semiárido (ASA), a Comunidade apresenta ainda uma série de trabalhos desenvolvidos pela Associação de Mulheres “Resgatando Sua História”. “A Associação nasce de um desejo, uma vontade das mulheres”, explica Cida. Que ainda completa quando o grupo passa pela Casa de Sementes Crioulas, “daqui muitas famílias pegam a semente para multiplicar, cada família adota uma semente para cuidar e depois devolve parte das sementes para a Casa, assim elas permanecem de fato nas mãos dos camponeses e camponesas. Nossa Casa Mãe, lá na UPC, é a nossa grande esperança”, finaliza a camponesa.

O grupo com representantes de quatro Continentes, está no Brasil para conhecer as experiências do MPA com sementes crioulas e também para internacionalizar a ação “Cada Família Adote uma Semente” que faz parte da Campanha Internacional, “Sementes Patrimônio dos Povos a Serviço da Humanidade”, que é organizada pela CLOC-Via Campesina.

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Paraguay: Derechos campesinos se debatirán en Asunción

La CLOC-Vía Campesina y FIAN Internacional realizan una serie de actividades bajo el nombre de “Semana por los Derechos Campesinos”.

Un panel-debate sobre derechos campesinos e instrumentos de derechos humanos que garantizan el acceso a la tierra y el territorio, se realizará el próximo jueves 6 de septiembre a las 18:30 horas en la Manzana de la Rivera (Ayolas, 129).

En la ocasión hablarán sobre el tema referentes de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC)-Vía Campesina Paraguay, organizaciones nacionales invitadas y la Dra. Ana María Suárez, representante permanente de FIAN Internacional en Ginebra.

El objetivo del evento es abrir debate público sobre la importancia que tiene la Declaración sobre los Derechos Campesinos que está siendo discutida en el seno de las Naciones Unidas desde el año 2011, así como colocar en la agenda política nacional una de las reivindicaciones de La Vía Campesina a nivel mundial para lograr la aprobación de este instrumento.

Esta es otra acción de incidencia de la articulación paraguaya de organizaciones del campo orientada a instar al Gobierno Nacional para que expida su voto favorable en la próxima Asamblea de la ONU por la Declaración sobre los Derechos Campesinos. La propuesta, además, está vinculada a la Campaña por la Reforma Agraria que impulsa la CLOC-Vía Campesina Paraguay y que está cimentada en la necesidad de que el Estado paraguayo garantice el acceso a las tierras y el territorio a las campesinas, campesinos e indígenas que producen alimentos sanos beneficiosos para el país.

Otras actividades previstas en la semana denominada “por los Derechos Campesinos” son: un espacio de formación para dirigentes (el 5 de septiembre) y una conferencia de prensa para anunciar la audiencia con autoridades parlamentarias que está prevista para el viernes 7.

La Vía Campesina es un movimiento internacional fundado en 1992 y que está presente en 81 países de cuatro continentes con el objetivo fundamental de defender los derechos de alrededor de 200 millones de campesinos y campesinas en todo el mundo. Miembros de Paraguay son: Organización de Mujeres Campesinas e Indígenas Conamuri, Organización de Lucha por la Tierra (OLT), Organización Cultiva Paraguay, Organización Campesina del Norte (OCN), y Federación Nacional Campesina (FNC).

FIAN Internacional es una organización de Derechos Humanos, no gubernamental, sin tendencia política o religiosa, dedicada a la defensa del derecho humano a la alimentación y la nutrición desde 1986; cuenta con 19 secciones alrededor del mundo. Su Secretariado Internacional está asentado en Heidelberg, Alemania, y tiene representaciones en Bruselas, Roma y Ginebra.

Contactos de prensa

Alicia Amarilla: (0982) 537-627

Ramona Acuña: (0982) 263-043

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Brasil: Eleição Sem Lula é Golpe!! Nota do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST manifesta seu repúdio contra mais uma ação política do Poder Judiciário, que desrespeita e viola a Constituição Brasileira. 

No dia em que completam dois anos do golpe, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral – TSE confirma, mais uma vez, a condição de preso político do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, que tem seus direitos políticos cassados. 

O tribunal desrespeitou a Lei Eleitoral, que prevê o direito de candidatos sob julgamento – como é o caso do Lula, que tem recursos no STJ e no STF – participarem da campanha eleitoral. 

Da mesma forma, sem esgotarem os recursos e os julgamentos, o artigo 26-C da Lei da Ficha Limpa também permite sua candidatura. 

O TSE desrespeitou a autoridade do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que determinou que os direitos políticos de Lula sejam respeitados, cuja legitimidade é reconhecida pelo Congresso Nacional.

O Tribunal Superior Eleitoral e o Poder Judiciário, com suporte ideológico da Rede Globo, não querem retirar os direitos políticos e civis apenas do cidadão Luis Inácio Lula da Silva. Querem retirar os direitos políticos de milhares de brasileiros e brasileiras em escolher o seu Presidente da República. Querem substituir o direito do voto popular, pelo interesse de um punhado de juízes, atrelados com as elites para a retirada de direitos trabalhistas e sociais, em troca da manutenção de seus privilégios, em plena crise, como o reajuste salarial de 16% e o assalto do auxílio-moradia.

Não há nenhuma surpresa na decisão deste dia 31 de agosto. Todo o processo contra Lula é marcado por golpe atrás de  golpe, feitos a pressa, no empenho em impedir a sua candidatura e o desejo do povo. Como na Ditadura, o Poder Judiciário governa por Atos Institucionais que cassam os direitos políticos e suspendem a democracia em nome de seus interesses políticos e econômicos.

A candidatura Lula hoje representa a defesa da democracia e o combate ao autoritarismo do Poder Judiciário. Abaixo a ditadura da toga! 

Ao retirar Lula da urna, a classe dominante forja uma eleição que desrespeita a soberania popular e deslegitima definitivamente as instituições, o Estado e a democracia. 

Não admitimos essa decisão do Poder Judiciário que desrespeita a Constituição e acordos internacionais. Defenderemos a candidatura Lula até o fim. Sua campanha será feito pelo povo, nas ruas. Ninguém vai calar nossa voz!

Convocamos a todos e todas para nos mobilizarmos na semana de 7 de setembro em defesa da democracia e da vontade popular. A candidatura Lula significa a defesa da Democracia, da Soberania Nacional e dos Direitos. 

Na semana da Pátria nosso grito, deve ser de luta! Em defesa da democracia, da soberania popular e dos direitos de ter terra, moradia e trabalho. 

Lula Inocente!
Lula Livre!
Lula Presidente!

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