Brasil: Guardiões Da Biodiversidade Do MPA Em Vicente Dutra-RS Recebem Delegação Internacional Para Visita De Campo

No Noroeste do Rio Grande do Sul, Vicente Dutra, a família camponesa e militantes do MPA, seu Ibanez e dona Elizete Gonçalves receberam uma delegação composta por camponeses, indígenas, trabalhadores rurais, representantes da academia e organizações sociais de 13 países para visita de campo nesta quinta-feira, 19 de abril. O grupo que conta ainda com uma representação da FAO e dos governos do Brasil e Equador que estão no Brasil para a Consulta Regional da América Latina e Caribe as Organizações da Sociedade Civil (OSC) referente a Implementação do Artigo 9 do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (TIRFAA/FAO).

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

A visita iniciou com um breve relato de como era a unidade camponesas quando a família a adquiriu em 2002. O antigo proprietário colocou a área a venda e avisou aos novos donos que, não valia a pena adquirir a área, porque nada produzia nela, de fato foi preciso vários anos para a recuperação do solo. Hoje a família vive do cultivo da cana-de-açúcar, da produção de hortaliças, frutíferas, bovinos, agrofloresta, além de toda a auto sustentação da família. “Vivemos da Agroecologia”, como diz dona Elizete.

“Nos últimos 5 anos temos trabalhado com o MPA a Produção Agroecológica e a Certificação, já são 7 anos em que não dependemos em nada da Agropecuária, estamos usando os Bios do MPA e a Agroecologia”, explica seu Ibanez que ainda emenda, “na Agroecologia precisa ter paciência”. Durante toda a visita a troca de experiência foi constante, desde os relatos dos visitantes e suas vivencias, até o histórico da família e a decisão de trabalhar e viver da e com a Agroecologia.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

“Desde que iniciamos com a Agroecologia, decidimos por produzir com a maior diversidade possível de alimentos, sementes, plantas e animais, não só para o auto sustento, mas também para as outras famílias. Ao contrário do Agronegócio, se eu tenho uma boa variedade de cana-de-açúcar é essa que eu vou dar as outras pessoas”, conta seu Ibanez.

Já encerando a visita, ele relata que, “ser produtor de alimentos orgânicos, agroecológicos, não é só produzir sem veneno é cuidar da água, da mata, da biodiversidade, das pessoas e todos o ecossistema”. Por esta razão que a Agroecologia além de um conjunto de técnicas é em sua essência, um modo de ser e de viver no campo.

Por sua vez, a camponesa e integrante da coordenação nacional do MPA, Debora Varoli, explica o porquê da visita de campo:

Foto: Adilvane Spezia | MPA

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– “Além das discussões teóricas políticas é importante que também pudéssemos conhecer as experiências que os camponeses e camponesas tem feito na prática com relação a recuperação e preservação do solo, do meio ambiente, da biodiversidade, da produção de alimentos saudáveis. Daqui vieram os citros, amendoins, bananas, açúcar mascavo e as batatas que consumimos ao longo destes 4 dias da consulta”, conta ela.

Antes da delegação retornar foi realizada uma roda de conversa, regada a garapa de cana, cricri (amendoim torrado e caramelizado com açúcar mascavo), frutas, bolachas e sucos. Margaret Raquel Corrales Badilla da Costa Rica conta, “agora compreendo, por mais que estudamos, não sabemos de tudo é preciso ver no campo, ver na prática”, referindo a visita que a delegação acabara de fazer. Elizete e Ibanez contam que o lugar não tem nenhuma porteira, exatamente para que as pessoas possam vir conhecer a unidade camponesa e suas experiências.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

A vista de campo faz parte da primeira Consulta Regional do TIRFAA/FAO realizada entre os dias 17 a 20 de abril, 2018, no Centro Territorial de Cooperação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Seberi, Rio Grande do Sul – Brasil. O evento é organizado pelo Comitê Internacional de Planejamento (CIP) pela Soberania Alimentar por meio de seu Grupo de Trabalho sobre Biodiversidade Agrícola. Ainda este ano, em julho, serão realizadas outras duas consultas regionais, uma na Indonésia (Ásia) e no Mali (África).

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Nicaragüenses conmemoran el Día de los Trabajadores clamando por el diálogo y la paz

TN8

A las 3:00 pm de este lunes 30 de abril miles de nicaragüenses se concentrarían en la Plaza de las Victorias, en Managua, lugar donde demostrarían el apoyo al diálogo y la paz para seguir construyendo una Nicaragua libre de pobreza, de violencia y con mucho más trabajo y seguridad.

Esta fiesta de todo un pueblo lleno de familias alegres y que quieren más progreso, es también para conmemorar que este primero de mayo es el Día Internacional de los Trabajadores; una fecha muy importante para la nación centroamericana por significar años de luchas sociales por mejores condiciones de vida, logros alcanzados gracias al Gobierno del FSLN.

Con banderas rojinegras así como de ese azul y blanco que cobija a todos los nicaragüenses, se podía apreciar a diferentes caravanas que venían del norte, sur, occidente y hasta del Caribe de nuestra patria; las cuales se suman a ese deseo generalizado de que el país no vuelva a sufrir de actos de violencia y que sea la calma la que sea permanente en Nicaragua

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Familias enteras, trabajadores, estudiantes, comerciantes, vendedores, ex combatientes y muchas personas se unirían a esta conmemoración que se hace en la fecha en que se cumple un aniversario más del tránsito a la inmortalidad del Comandante Tomás Borge, fundador del FSLN y que en toda su vida mostró una conducta ejemplar y de constante lucha, siempre entregado hacia el pueblo que él mismo ayudó a liberar de la tiranía imperialista.

La memoria de Tomás Borge se ve reflejada en los jóvenes que ahora cargan con orgullo ese legado de valor patriótico, ese legado que se ve con los programas sociales que promueve el Gobierno del FSLN para las sectores menos favorecidos, buscando siempre cómo hacer progresar a las familias que más lo necesitan.

En cada rostro de los presentes en este acto se notaba la alegría de apoyar al Presidente Daniel Ortega y a la Compañera Rosario Murillo, vicepresidenta, quienes junto al pueblo han trabajado para el desarrollo económico del país; reflejado por diferentes organismos internacionales que exponen el crecimiento envidiable que tiene nuestra nación en la región. 

Al ritmo de música revolucionaria, recordando la importancia de la historia, ondean las banderas en señal de que lo que necesita Nicaragua es el entendimiento entre todos, alcanzando acuerdos en común que conlleven a un estado lleno de paz, sostenible y siempre apuntando hacia un mejor porvenir.

Las protestas violentas por la reforma al INSS dejaron mucho dolor y luto en Nicaragua, para frenar eso es que se establecerá un diálogo abierto y sincero por parte del Gobierno que involucrará al COSEP y a otros sectores importantes, en donde se abordará además del tema de la seguridad social otros asuntos de carácter nacional, en donde la Iglesia fungirá como mediadora y testigo de que el proceso sea beneficioso para todas las partes.

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Consulta Do TIRFAA/FAO Aponta Que Pouco, Ou Quase Nada, Tem Sido Feito Para Garantir Os Direitos Dos Agricultores Na América Latina E Caribe

Durante a primeira Consulta Regional as Organizações da Sociedade Civil (OSC) referente a Implementação do Artigo 9 do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (TIRFAA/FAO), camponeses, trabalhadores rurais, povos indígenas, organizações de apoio e representantes da academia constatam que pouco, ou quase nada, tem sido feito por parte do poder público para garantir o direito dos agricultores na América Latina e Caribe.

A Consulta foi realizada entre os dias entre os dias 17 a 20 de abril, 2018, no Centro Territorial de Cooperação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Seberi, Rio Grande do Sul – Brasil, organizada pelo Comitê Internacional de Planejamento (CIP) pela Soberania Alimentar por meio de seu Grupo de Trabalho sobre Biodiversidade Agrícola com a participação de entorno de 50 pessoas entre homens, mulheres e jovens vindos de 13 países da América Latina e Caribe.

Antônio Gonzalez durante a consulta. Foto: Adilvane Spezia |MPA

Antônio Gonzalez durante a consulta. Foto: Adilvane Spezia |MPA

“Estivemos discutindo, durante estes 4 dias, como deveriam ser a implementação dos direitos dos agricultores, quais são os obstáculos na América Latina e Caribe para que estes diretos sejam garantidos, para além disso, como as leis, de alguma maneira, têm ou não nos garantido de exercer estes direitos”, relata Antônio Gonzalez, membro do Movimento Agroecológico da América Latina e Caribe (MAELA), da Guatemala e integrante do Grupo de Trabalho sobre Biodiversidade Agrícola do CIP.

Gonzales ainda explica: “ao avaliarmos as políticas nacionais, chegamos à conclusão de que não existem realmente políticas nacionais em nenhum país que impulsem os direitos dos agricultores e agricultoras. Também pudemos fazer uma análise a partir da visão dos territórios de como deveriam ser implementados, listando algumas propostas concretas para a implementação dos mesmos. Entre elas, destaco que se reconheça todos os sistemas tradicional e ancestral do manejo das sementes no campo, que as sementes sejam tratadas como um bem comum a serviço da humanidade, e que, todos os países apliquem os direitos dos agricultores em suas legislações nacionais”.

Gilberto Schneider durante a consulta em Seberi. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Gilberto Schneider durante a consulta em Seberi. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Por sua vez, Gilberto Schneider, do MPA, aponta que: “na maioria dos países ainda não se avançou na criação de leis nacionais para garantir os direitos dos agricultores e agricultoras”. Durante a consulta bastante se debateu sobre o tema e “as conclusões serão levadas ao secretariado do Tratada da FAO, e também, enviadas ao Conselho de Administração gestionado por um grupo de países membros do Tratado”, explica Gilberto, que acompanha o Coletivo Internacional de Sementes Agroecologia e Biodiversidade da Via Campesina.

Para o MPA e a Via Campesina participar desta consulta foi um marco muito importante para trocar conhecimento e experiências, assim como para conhecer as diferentes organizações de camponeses e indígenas que atuam na conservação das sementes nativas e crioulas, e o mais importante, ouvir das organizações, de seus representantes como estão sendo debatidos e desenvolvidos em seus países os processos de implementação dos direitos dos agricultores que trata o Artigo 9 do TIRFAA/FAO em seus países.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Trabalho em grupo foi uma das metodologias adotada durante a consulta. Foto: Adilvane Spezia | MPA

“Para o MPA sediar este evento, num momento de restrição de direitos em âmbito nacional é de extrema importância, possibilita que outras organizações possam conhecer e refletir sobre nossas lutas e os processos de resistência, alguns trabalhos concretos que estamos realizanddo com os camponeses e camponesas. E, a partir desta consulta, apresentar a opinião dos camponeses, dar voz às suas posições, fortalecer as lutas dos povos indígenas e camponeses contra o agronegócio, defendendo a biodiversidade, a agroecologia, as sementes como algo fundamental para garantir a alimentação de qualidade e a diversidade em nossas mesas. As sementes nativas e crioulas são fruto do cuidado e do trabalho dos povos indígenas e dos pequenos agricultores, camponeses e, em especial das mulheres, por isso são patrimônio dos povos a serviço da humanidade”, afirma Gilberto. Que ainda completa, os camponeses, povo indígenas são os responsáveis pela grande diversidade agrícola, há mais de 10 mil anos conservam essa biodiversidade, evoluem com elas no processo de domesticação, seleção e multiplicação, um processo histórico e longo que alimenta o planeta.

Representantes do Secretariado do Tratado RFAA/FAO) e dos governos do Brasil e do Equador. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Representantes do Secretariado do Tratado (TIRFAA/FAO) e dos governos do Brasil e do Equador. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Outro ponto que a consulta levantou é a importância de existir a participação, sempre e de forma direta, das organizações, comunidades indígenas e camponesas em todos os processos de tomada de decisão com relação ao tema, assim como, o direito das comunidades tradicionais dizerem não à propriedade intelectual.

“Creio que isto é extremamente importante, pois, por vezes a estratégia do capital é dividir as comunidades, então, estamos falando de nações, de povos originários que existem em muitos países. E onde algumas comunidades que dizem sim, permitem a privatização, uma minoria, e tem as comunidades que dizem não, então para o capital é muito mais fácil pagar 0,1% dos lucros da propriedade intelectual para uns poucos, e desconsiderar esses conhecimentos ancestrais e que não fazem parte apenas de uma comunidade ou outra, mas da humanidade, por isso estamos aqui fazendo estes debates, que se dá também em distintos espaços. Estamos aqui discutindo com os povos a valorização, o resgate, a propagação e o cuidado com as sementes”, explica, Letícia Paranhos, da Amigos da Terra da América Latina e Caribe.

Mística de enceramento do evento. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Mística de enceramento do evento. Foto: Adilvane Spezia | MPA

Está consulta realizada no Brasil (Seberi) é a primeira de três consultas regionais que serão realizadas em nível mundial, as seguintes serão realizadas na Indonésia (Ásia) e no Mali (África) no mês de julho deste ano, para que os agricultores opinem sobre o caminho a seguir para a realização dos direitos dos agricultores sobre as sementes, que é reconhecido pelo TIRFAA/FAO.

 

Por Adilvane Spezia | Jornalista | militante do MPA

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Brasil: Dia Da Memória Camponesa: Movimento Recupera O Legado De Seus Lutadores E Lutadoras

No dia 30 de abril de 2011, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) acordava com a triste notícia da partida física de dois grandes militantes da luta camponesa, Derli Casali e Maria Izabel, vítimas de um trágico acidente automotivo na cidade de Seabra (BA). A partida tão inesperada fez com que o Movimento reafirmasse a necessidade de manter a memória dos lutadores e lutadoras que dedicaram não só o tempo, mas a vida pela organização e luta camponesa. O dia da Memória Camponesa, 30 de abril, é marcado pela mística e pela necessidade de manter acesso o legado daqueles e daquelas que marcaram com suas vidas e de suas formas construíram nova sociedade.

“A partida física é algo inevitável, mas a dor de quando ela vem de forma repentina ou de um jeito covarde é incalculável, mas cabe a nós transformar toda nossa dor em memória ativa, em luta, afirma Bruno Pilon, do MPA.

José Raimundo Mota de Souza Júnior em sua plantação agroecológica. Foto: Arquivos do MPA

José Raimundo Mota de Souza Júnior em sua plantação agroecológica. Foto: Arquivos do MPA

Nesta data também trazemos a memória os lutadores e lutadoras que partiram nos últimos 7 anos, Gilberto Tuhtenhagen, Ivanor Johann, lideranças que marcaram a luta camponesa e a defesa da agroecologia que partiram fisicamente neste último ano. Recordamos com imensa tristeza e indignação do assassinato dos companheiros José Raimundo Mota de Souza Júnior e João Pereira de Oliveira por defenderem os territórios quilombolas e camponês na Bahia. Também recordamos e denunciamos o assassinato das Roseane Silva e Iones ambas vítimas do feminicídio que no Brasil, registram a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas, a cada 11 minutos, 1 mulher é estuprada, a cada 90 minutos, 1 mulher é vítima de feminicídio, a cada 24 horas são registrados 179 relatos de agressão e 13 homicídios femininos, conforme dados do Dossiê Violência contra as Mulheres.

É muito duro saber que a luta pela terra e pelos direitos do campo ainda é marcada com sangue, e infelizmente a derrocada que sofremos de nossos direitos democráticos fez esse cenário aumentar, aponta Josineide Costa, do MPA. “Os assassinatos no campo em 2017 bateram novos recordes segundo a CPT [Comissão Pastoral da Terra], atingiu o maior número desde 2003, com 70 assassinatos, o que equivale a um aumento de 15% em relação ao número de 2016. Dentre essas mortes, destaco 4 massacres ocorridos nos Estados da Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia” denuncia a jovem camponesa. Os dados completos ponde ser acessados no site Massacre no Campo organizado pela CPT.

Roseane Silva foi vítima de feminicídio em março deste ano. Foto: Arquivos do MPA

Roseane Silva foi vítima de feminicídio em março deste ano. Foto: Arquivos do MPA

Por sua vez, Leomárcio Silva, do MPA, aponta as vertentes dessa crescente violência:

– “O golpe, enquanto parte do “projeto” do Capital no Brasil, tem acirrado a criminalização e perseguição à classe trabalhadora, especialmente os/as trabalhadores/as que radicalizaram na luta por democracia e soberania nacional. E por isto, iniciamos o ano com assassinatos de camponeses negros, a exemplo do companheiro Junior Motta do MPA e tantos, tantas outros, outras que tombaram em luta. O capital, neste contexto, vem sem medo pelas mãos da elite nacional acabar com tudo que durante tanto tempo foi um freio ao modelo de desenvolvimento hegemônico: com a vida dos e das que lutam contra a apropriação das riquezas. Há uma decisão pairando: fazer tombar os e as que lutam pela vida, pela terra e pela natureza.”

Para o MPA o dia 30 de abril passou a representar um marco histórico das lutas camponesas do movimento. “É tarefa da organização recuperar em cada canto a memória dos camponeses e camponesas que contribuíram de alguma forma com a luta popular, dedicar um dia para essas pessoas é tarefa de cada militante”, explica Pilon.

Missa realizada nesta segunda-feira, 30 de abril, na casa de Izabel. Foto: MPA

Missa realizada nesta segunda-feira, 30 de abril, na casa de Izabel. Foto: MPA

– “Temos que viver com memória histórica ativa, lembrar das pessoas que contribuíram com nossa luta não com um saudosismo, mas de forma combativa. A memória se faz no dia a dia, na luta pelo Campesinato, pela Agroecologia, pelos direitos é fazendo essas lutas que Derli, e Izabel se mantém vivos em nossa organização”, afirma Charles Reginatto, do MPA.

Durante todo o dia camponeses e camponesas de todo o Brasil, realizaram ações de solidariedade e rendem homenagem, aos companheiros e companheiras de luta. Relembram a importância da luta de Derli, Izabel, Gilberto, Ivanor, Júnior, João Pereira, Roseane e Ione em nossos espaços de secretaria, reuniões e seminários, palavras de ordem, fotos e poemas reafirmavam o compromisso com a luta que esses grandes companheiros defenderam com convicção, garra, e muito amor.

Por Comunicação do MPA

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Seminario das Mulheres da Via Campesina Brasil

Neste Abril de 2018, segundo mês do outono, entre os dias 23 e 25 realizamos o Seminário das Mulheres da Via Campesina Brasil.

Nesse momento outonal de renovação de forças nos reunimos na diversidade de mulheres que compõe a Via Campesina, que somos mulheres quilombolas, indígenas, camponesas, sem terras, pescadoras e jovens para compartilhar nossas realidades e nossas memórias individuais e coletivas para renovar também a certeza da unidade em nossa luta antipatriarcal, antimperialista, antineoliberal e anticapitalista. Bem como alimentamos e fortalecer nossa unidade de classe construída nos espaços de mulheres em que identificamos sofrer uma violência estrutural do sistema capitalista, patriarcal e racista, que enfrentamos em nossas ações concretas de luta pelo acesso soberano a terra, as águas, na defesa pela vida digna em nossos territórios, na luta pela igualdade de direitos e pela reconstrução democrática de nosso país presente nas lutas concretas do povo trabalhador.

Frente aos nossos inimigos comuns nos levantamos e declaramos seguir conscientes da potência de nossa mística, nossa solidariedade, de nossa memória, da memória das que vieram antes de nós, de nossas avós e anciãs, das dirigentes que nos antecederam, de nossa luta revolucionária, mas principalmente para enfrentar nossos inimigos reafirmamos a necessidade de seguir fortalecendo a organização e a luta cotidiana das mulheres trabalhadoras. Nossa partilha definiu o compromisso que teremos em seguir construindo nossos processos de formação e emancipação das mulheres, dentre eles, de seguir fortalecendo e enraizando em caráter permanente a nossa “Campanha de Basta de Violência contra Mulher” dentro de nossas organizações e da Via Campesina Brasil, pois a luta pelo fim da violência contra as mulheres é uma luta de todas e todos, de todos os dias e em todos os espaços em que atuamos.

E frente ao processo de golpe e perseguição política que se agrava em nosso país devido ao cerco das forças conservadoras, de transnacionais, de setores ruralistas, do agro-hidro-minero-negócio firmamos também o compromisso em fortalecer a luta na construção do “Congresso do Povo”, instrumento criado enquanto fruto da construção histórica de união da classe trabalhadora brasileira para discutir o projeto de país que queremos construir.

De toda emoção que nos envolve nesse partilhar saímos com a clareza de que a nossa luta feminista se dá na prática e no cotidiano, em um processo de enfrentamento na ação real e concreta; por isso debatemos um feminismo que expresse nossa luta pela transformação da sociedade, pela mudança estrutural e que tenha em vista nossa condição de classe, um Feminismo Camponês e Popular. Reconhecendo que somos mulheres diversas mas que nos unimos na luta pela emancipação das mulheres e da classe trabalhadora, construindo um projeto de transformação social comum” – enfim, nossa luta feminista é nossa estratégia politica pra alcançar a sociedade socialista que carregamos em nossos punhos e em nossos corações.

“Mulheres em luta e resistência: contra a violência do capital, pela democracia e soberania nacional”

Sem Feminismo Nao ha Socialismo!!!

Via Campesina, Brasil – abril de 2018

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Nicaragua: Comunicado de la Asociación de Trabajadores del Campo

En este momento difícil y peligroso que han creado los sectores políticos que adversan al gobierno haciendo uso de métodos violentos e impositivos, la Asociación de Trabajadores del Campo ATC Nicaragua, se pronuncia en los términos siguientes:

1.    Desde la perspectiva de los trabajadores/as del sector agropecuario y del campesinado nicaragüense reconocemos, celebramos y defendemos hasta las últimas consecuencias los grandes avances económicos y sociales auspiciados por el Gobierno de Reconciliación y Unidad Nacional encabezado por el Comandante Presidente Daniel Ortega, sus alianzas y su fuerza política el FSLN.
2.    Felicitamos y respaldamos como fuerza laboral a todos los empresarios agropecuarios y en general por su invaluable aporte en la generación de empleos productivos y al desarrollo económico alcanzado en nuestra empobrecida pero rica nación.
3.    Creemos que esta es la gran oportunidad que tenemos como país libre para fortalecer la estabilidad y la paz que son la base para un desarrollo con equidad, justicia social y con plenas libertades para todas las personas.
4.    Es el momento para que toda la sociedad se reorganice según sus aspiraciones y se disponga a sumar ideas y esfuerzos concretos para seguir creciendo y generando la mayor felicidad para toda la población.
5.    Nos disponemos a seguir fortaleciendo cada día mas el sistema de relaciones laborales, sindicales y empresariales, mediante el Dialogo Social entre Empresarios, Trabajadores y Gobierno que venimos implementando desde hace varios años.

Dado en Managua, Nicaragua a los veintitrés días del mes de abril del año dos mil dieciocho.

Año del 40 aniversario de la ATC
Comité Ejecutivo Nacional

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A Tragédia Do Triplex – Por Frei Sérgio Görgen

O caso do tríplex, que dizem ser de Lula, com a prisão e confinamento do Presidente, saiu da esfera do razoável e entrou para a contabilidade das tragédias.

Tragédia já começa com o nome: tríplex. Dá a ideia de algo grande, suntuoso, luxuoso, coisa de rico, inadequado para um peão de chão de fábrica, mesmo tendo sido presidente. É a força do símbolo. Mexe com o inconsciente coletivo e manipula o senso comum. Usou-se um nome pomposo com o objetivo de impressionar e enganar. No caso, o tal tríplex que dizem ser do Lula, são três pequenas casas uma em cima da outra. Porque são três andares, apelidaram “tríplex”.

O filósofo grego Sócrates, quando envolto em um cipoal de acusações mentirosas e levado a julgamento em praça pública, disse na hora de sua defesa: “é difícil em tempo curto desfazer grandes mentiras”.

Assim, o tempo, muitas vezes, é um dos maiores inimigos da verdade. Quando a verdade sobressai, “tudo já está consumado”, a injustiça feita, os túmulos lacrados e da tragédia sobram as lições e os bustos dos heróis injustiçados.

O desafio destes tempos trágicos e de comunicação rápida é encurtar o tempo de desfazer mentiras.

Lula foi condenado e trancafiado numa cela solitária, proibido de receber amigos – eis o conteúdo da tragédia – por ter recebido como pagamento de propina um tríplex que não existe. E se o tríplex não existe, extingue-se a propina. A pena é arbitrária e injusta. E há um inocente preso e isolado dos seus.

Vejam então o que escreveu o juiz Moro na sentença condenatória sobre o tríplex e as reformas ali operadas pela empresa que teria pago a propina:

            “381. Os custos da reforma atingiram R$ 1.104.702,00 e incluíram a instalação de elevador privativo no apartamento triplex, cozinhas, armários, readequação de dormitórios, retirada da sauna, ampliação do deck da piscina e até compra de eletrodomésticos.

  1. Ali se encontram a Nota Fiscal 423, no valor de R$ 400.000,00, emitida em 08/07/2014, a Nota Fiscal 448, no valor de R$ 54.000,000, emitida em 18/08/2014, a Nota Fiscal 508, no valor de R$ 323.189,13, emitida em 18/11/2014. Todas elas foram emitidas contra a OAS Empreendimentos e têm por objeto “execução de obra de construção civil, localizada no endereço Rua General Monteiro de Barros, 638, Vila Luiz Antônio, Guarujá, SP”. Total de cerca de R$ 777.189,00.
  2. Também ali encontram-se planta para reforço metálico do térreo do apartamento triplex, cobertura, no Edifício Mar Cantábrico, a Nota Fiscal 8542 emitida, em 15/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 798,00, relativamente à venda de óleo para elevador, a Nota Fiscal 8545, emitida, em 16/09/2014, pela GMV Latino America Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 47.702,00, relativamente à venda de elevador, a Nota Fiscal 103, emitida, em 20/10/2014, pela TNG Elevadores contra a Tallento, no valor de R$ 21.200,00, relativamente a serviços de instalação de elevador, com três paradas, na “obra solaris, Guarujá”. Esses serviços e obras contratadas pela Tallento foram incluídos nos preços cobrados desta para a OAS Empreendimentos.
  3. Além da reforma realizada pela Tallento Construtora no apartamento 164-A, a OAS Empreendimentos contratou a Kitchens Cozinhas e Decorações para a colocação de armários e móveis na cozinha, churrasqueira, área de serviços e banheiro, no montante de R$ 320.000,00.”

 As fotos e filmagens, feitas pela UOL e militantes do MTST, demonstram que tudo isto é a mais descarada mentira.

O elevador “privativo”, “com três paradas” não existe, a reforma não foi feita, cozinha gourmet é uma fantasia, não há móveis de luxo, não há decorações, a piscina é uma banheira, não há eletrodomésticos. Imaginem, R$ 320.000,00 para instalar o que se demonstrou que não existe. Deve ter é outra corrupção grave a ser investigada por aí. Cheiro de prova fabricada, fumaça de fraude processual, indícios de erro jurídico grave. Há que se investigar imediatamente.

Caso se adotasse a teoria do “domínio do fato” ou a teoria das “provas indiciária”, aplicadas contra Lula, com esta descrição constante na sentença, comparada com as fotos do tríplex realmente existente, a lava jato estaria demolida.

Porém, o que temos é o inverso. Um brasileiro inocente, preso e humilhado, com todos os recursos judiciais negados.

Restará a Moro e aos três do Quatro de Porto Alegre três saídas:

            1º – Provar que as imagens mostradas ao mundo são de outro apartamento e não do que o Presidente é acusado de ter recebido. O apartamentinho mostrado nas fotos, Dona Marisa pagou, e, se quisesse, poderia ter sido dela.

            2º – Reconhecer o trágico erro, anular a sentença e libertar o Lula para ser candidato a presidente do Brasil.

            3º – Moro, Gebran, Paulsen e Laus, com Fachin, Barroso, Carmem Lúcia, e outros que façam por merecer, abrirem a cadeia de Curitiba, num processo de rebelião popular, libertarem o Presidente e lá entrarem para permanecer por 12 anos e um mês, para respeitar a lei da reciprocidade.

E a cadeia de Curitiba, se a parte decente do Judiciário – acredita-se que exista – não despertar a tempo e interromper a pataquada, se transformará na Bastilha brasileira, com desfecho semelhante.

 

Por Frei Sérgio Görgen – Frade Franciscano, militante do MPA e autor do livro “Trincheiras da Resistência Camponesa”

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Pueblos indígenas de Paraguay sobreviven ante la indiferencia del Estado

El 19 de abril de 1940 se reunió en México el Congreso Indigenista Interamericano, convocado por el entonces presidente de ese país, Lázaro Cárdenas, de ascendencia indígena. En conmemoración de ese importante evento donde líderes y lideresas de diferentes pueblos nativos de todo el continente se encontraron para debatir sus realidades, cada 19 de abril se recuerda “el día del indígena americano” o, como preferimos llamarlo los movimientos inclusivos, “el día de los pueblos indígenas”, un término más amplio y democrático.

Existen en Paraguay, según las estadísticas oficiales (2012), alrededor de 117.150 personas indígenas distribuidas en 19 pueblos que pertenecen a 5 grupos lingüísticos y que habitan en 13 departamentos del país, más el distrito capital. El nuestro es uno de los países donde persiste una fuerte presencia de comunidades indígenas con su cultura propia, su cosmovisión y, muchas de ellas, con su lengua autóctona. Desafortunadamente, viven a la vera del Estado. En el gobierno actual, según manifiesta Beatriz Rivarola, coordinadora general de Conamuri, la gran deuda que se tiene con los pueblos indígenas es la titulación de sus territorios ancestrales amenazados por el avance descontrolado del agronegocio y la ganadería extensiva.

En el actual contexto electoral, los principales candidatos presidenciables poco o nada han hablado, en el proceso de las campañas, acerca de si tienen o no propuestas para los pueblos indígenas. Al respecto, Beatriz Rivarola expresó que sencillamente no se acuerdan de ellos tal como el gobierno de Horacio Cartes, porque la situación en sus comunidades cada vez está peor y con muchas carencias. Si bien algunas zonas indígenas se han visto beneficiadas con la construcción de viviendas, existe la necesidad de profundizar el compromiso en cuanto a los derechos comunitarios y los servicios básicos, como ser provisión de agua corriente y energía eléctrica tanto a pueblos aborígenes de la región Oriental como de la Occidental.

Por su parte, Bernarda Pesoa, lideresa del Pueblo Qom de Cerrito (Chaco), señaló para Demoinfo que los desalojos y violaciones a derechos humanos de los indígenas han crecido en el último lustro. “Nuestros territorios sufren una disputa muy fuerte por parte de sojeros, ganaderos y otros empresarios, sobre todo extranjeros”. Denunció además que es notable el aumento de niños indígenas en estado de mendicidad en las calles de las principales ciudades del país, no solo Asunción, y que así también “hay más niñas y adolescentes explotadas sexualmente en las esquinas”. Madres solteras no acceden a la educación y es más difícil alcanzar la salud pública; el Estado no investiga ni hace seguimiento a los casos de violencia contra las mujeres indígenas, al decir de Bernarda. Sobre las leyes que fueron aprobadas por el gobierno, muchas de ellas no son aplicadas ni respetadas por las propias autoridades.

Si 5 años no fueron suficientes para mejorar las condiciones de vida de los pueblos indígenas, que adolecen de una pobreza extrema histórica, las expectativas con respecto a las elecciones del 22 de abril próximo no son muy grandes. Después del golpe de Estado de 2012, según Bernarda Pesoa, disminuyeron la soberanía territorial y la soberanía alimentaria de los pueblos indígenas y, en general, de todo el Paraguay.

Las mujeres indígenas integrantes de Conamuri

A los pueblos indígenas, bajo estas circunstancias, solo les queda organizarse para seguir resistiendo a los atropellos contra sus formas de vida. En ese sentido, Conamuri es una herramienta de lucha para las mujeres indígenas que emprenden un caminar junto a las campesinas desde hace más de 18 años para frenar la violencia, la discriminación y los avasallamientos a sus derechos humanos y comunitarios. No se pretende suplir las responsabilidades del Estado, ni se tienen las condiciones para ello, pero el gran aporte de una organización de mujeres de la clase trabajadora es la formación de conciencia, el reconocerse como sujetas que tienen derechos que les son arrebatados y que necesitan juntarse, debatir y accionar para recuperarlos.

La Organización de Mujeres Campesinas e Indígenas Conamuri es un conjunto de comités de base de hombres y mujeres constituido por una Dirección Nacional cuya estructura está integrada exclusivamente por mujeres, siendo el 50 % de ellas provenientes de pueblos indígenas, en igualdad de condiciones que las representantes campesinas.

Si bien los diferentes espacios políticos son ocupados por las mujeres campesinas e indígenas, éstas últimas cuentan con espacios propios dentro de la organización, como el Encuentro Nacional de Mujeres Indígenas de Conamuri, que ya lleva ocho ediciones, y la Escuela de Lideresas Indígenas “India Juliana”, de reciente conformación.

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Chile: Las Mujeres Productoras Campesinas e Indígenas de Anamuri reafirmamos nuestra Lucha por Alimentar nuestros Pueblos y Cambiar el Mundo!

En el Día Mundial De Las Luchas Campesinas, las Mujeres productoras campesinas e indígenas de Anamuri, se encuentran reunidas para levantar una sola voz contra este sistema capitalista y patriarcal que oprime a las mujeres en el campo, y que fomenta la expansión del agronegocio en las que antes eran tierras campesinas e indígenas.

La Asamblea de las Mujeres Productoras de Anamuri, se encuentra congregada durante los días 17 y 18 de abril, en la Casa de nuestro Instituto de Agroecología de las Mujeres del Campo, “Sembradoras de Esperanza”, en Orilla de Auquinco, Chile. Mujeres provenientes del norte, centro, sur y extremo sur del país, debaten sobre las problemáticas de las mujeres en el campo y buscan estrategias para mantenerse unidas y fuertes frente a nuevos períodos políticos, y a las diversas manifestaciones del capitalismo salvaje en los territorios. Uno de los ejes fundamentales de discusión, es el avance del extractivismo y la depredación de los ecosistemas naturales, por parte de las grandes empresas nacionales y transnacionales, que se reflejan en el avance de la industria minera, de monocultivo agrícola, forestal, salmonera e hidroeléctrica, principalmente, y que como una enfermedad mortal, se propaga por los territorios, contaminando y violentando de diversas maneras a las mujeres y los hombres que aman la tierra y viven de ella.

Frente a la ofensiva transnacional que busca secuestrar el primer elemento que origina la vida, las Semillas, en avanzados laboratorios, y con esto patentar la biodiversidad y la naturaleza; las mujeres de Anamuri se organizan, y levantan la voz en cada territorio, para luchar unidas, contra la privatización de las semillas, y contra los mega tratados de libre comercio, como el TPP, que de ser ratificados por el parlamento chileno, buscarán arrebatarle las semillas de las manos de quienes producen alimento para el pueblo. 
Las mujeres campesinas e indígenas tejen la unidad en la lucha, para transformar la producción agrícola, y que más personas puedan continuar trabajando la tierra de manera agroecológica, sin paquetes tecnológicos ni insumos que endeudan a las campesinas y campesinos y contaminan nuestras tierras y cursos de agua.

Sólo la lucha por la defensa de la agricultura campesina de base agroecológica, permitirá ejercer una Soberanía Alimentaria a escala local, donde se promuevan las ferias y mercados campesinos locales, a precios justos y sin intermediarios, “super-mercados” ni “conchenchos”, que lucren con el alimento del pueblo, y con la capacidad de la Madre Tierra de regenerar y restaurar los ecosistemas degradados.

En esta nueva conmemoración del Día Internacional de la Lucha Campesina nosotras mujeres de Anamuri, 
reafirmamos que la paz y la igualdad son dos ejes esenciales en la lucha por un Buen Vivir para todas y todos, 
sin importar nuestro género, raza ni etnia.

¡¡¡QUE VIVAN LAS LUCHAS CAMPESINAS!!!
¡¡¡QUE VIVAN LAS LUCHAS DE LAS MUJERES!!!

¡ALIMENTAMOS NUESTROS PUEBLOS Y CONSTRUIMOS MOVIMIENTO PARA CAMBIAR EL MUNDO!

#17Abril #ANAMURI #April17 #LaViaCampesina #SoberaníaAlimentaria#SouverainetéAlimentaire #FoodSovereignty #LuchasCampesinas
#NoalTPP #SoberaniaAlimentariaYA
#ReformaAgrariaIntegralYPopular

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Venezuela: Gran asamblea: el movimiento campesino se reorganiza para nuevas batallas

La asamblea campesina tuvo lugar en el predio rescatado de Las Mercedes, municipio Pedraza, estado Barinas, convocada por la Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora, los constituyentes Pedro Alvarado, y Orlando Zambrano, este último parte de la comisión de investigación sobre los desalojos campesinos. Hasta allí fueron campesinos y campesinas de ocho rescates: El Otoño-La Primavera, Las Palmeras, El Orticero, Caujarito Diamante, pertenecientes al estado Barinas, Los Monos, Los Jabillos, del estado Táchira, y Cacho Venao, de Portuguesa. El motivo del encuentro popular fue el día internacional de la lucha campesina, la necesidad de articular las diferentes batallas por la tierra presentes en el país.

Durante el tiempo de la asamblea fueron abordados varios puntos. En primer lugar, el cuadro nacional al cual nos enfrentamos, donde se han venido sucediendo intentos de desalojos y atropellos, como los casos recientes del Sur del Lago y de Portuguesa. Casi todos los rescates presentes en la reunión fueron víctimas de atropellos violentos, como encarcelamientos, quema de siembras, cambuches, robo de herramientas, criminalización de los campesinos, tanto por fuerzas de seguridad del Estado como por grupos contratados por terratenientes.

Estas acciones contra el campesinado son contrarias a la Ley de Tierras aprobadas por Hugo Chávez, uno de los pilares del proceso revolucionario, de su modelo de país, de desarrollo económico. Un legado que dejó el Comandante y quedó inconcluso, el latifundio todavía sigue en pie en millones de hectáreas, y la necesidad de terminar con esa estructura antidemocrática de tenencia de la tierra también.

 

En el encuentro fue denunciada la existencia de una nueva clase terrateniente, latifundista, compuesta por dirigentes, civiles y militares, que se han enriquecido en estos años, y han sido parte de levantar el discurso que afirma que los campesinos somos improductivos, invasores, no hemos puesto a producir las tierras rescatadas. Ese discurso se une con el de la derecha, como FedeAgro y diferentes medios de comunicación, que buscan hacer creer que la política de rescates, regularizaciones, expropiaciones, impulsadas por Chávez, fueron un fracaso y condujeron a la actual situación de necesidades económicas. Según ese discurso se hace necesario dar marcha atrás, revertir la política que durante años hemos impulsado, nos ha costado más de 300 muertos, y darle las tierras a los antiguos o nuevos terratenientes, es decir, a los grandes y emergentes empresarios.

Ante este cuadro se planteó la necesidad de reivindicar el legado chavista, mostrar que los rescates en manos del campesinado resultaron en su mayoría productivos, a diferencia de varios de los que quedaron en manos de empresas organizadas por el Estado para gestionar esas tierras. También se debatió acerca de la importancia de unir los diferentes conflictos que han venido emergiendo y seguirán apareciendo, ya que no estamos ante hechos aislados sino ante un intento de revertir conquistas históricas de la revolución. Como ejemplo, al día siguiente del encuentro tuvo lugar un nuevo atropello en Portuguesa.

Un énfasis central estuvo puesto en la necesidad productiva, es decir no solamente de democratizar la tierra sino también y sobre todo de ponerla a producir, que es el pedido de todos los rescates, y la demanda urgente del país en esta situación de crisis desatada por la guerra conducida desde los Estados Unidos. Para eso se abordó la propuesta de decretar un plan de emergencia productiva en el país, y concentrarse en rubros claves, como el arroz, el aceite, la azúcar, que son los que están en manos del agronegocio y escasean o suben de precio de manera criminal.

La asamblea fue un primer paso en la dirección de unificación de los conflictos, reorganización de las fuerzas populares, campesinas, para construir una hoja de ruta que permita resistir a las agresiones, así como seguir con el legado, tanto en lo discursivo como en la práctica concreta. No habrá derrota si hay un pueblo consciente, organizado, con voluntad de no dar un paso atrás y seguir el camino bolivariano, chavista. La Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora, como desde su primera hora, pondrá su fuerza para aportar a esa lucha histórica.

Prensa Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora

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