Brasil: Presidente Lula envia carta ao Movimento dos Atingidos por Barragens

Desde a injusta reclusão na Polícia Federal em Curitiba na que se encontra desde o dia 7 de abril, rodeado pelo seu povo, o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Na mensagem,  o presidente recordou que quando começou a planejar as caravanas pelo Brasil, o MAB visitou ele e ajudou com informações e propostas. E escreveu: “A partir daí, estivemos cada vez mais unidos para lutar por um Brasil mais justo e soberano”.

O presidente também relembrou momentos da caravana e o 8º Encontro Nacional do MAB, realizado no Rio de Janeiro entre 1 e 5 de outubro de 2017. “Na caravana de Minas Gerais foi muito marcante a contribuição que vocês deram em Governador Valadares, na beira do Rio Doce”, apontou o presidente, em referencia a uma das cidades atingidas pelo crime da empresa Samarco (Vale/BHP) na bacia do Rio Doce. Ele disse ainda que “foi marcante o grande encontro do MAB que tive a felicidade de estar com vocês”.

Lula agradeceu também a presença dos companheiros e companheiras do MAB em São Bernardo, na missa da Dona Marisa, e “que se somam diariamente em todas as mobilizações contra minha prisão injusta por todo Brasil”.

Para finalizar, o presidente que o povo quer, escreveu: “A todos aqueles que acreditam na minha inocência e lutam por justiça, serei sempre grato. Tenho certeza de que sairemos maiores e mais fortes desse processo histórico”.

Leia a carta na íntegra:

Luiz Inácio Lula da Silva

Ex-Presidente da República Federativa do Brasil

Curitiba, 09 de maio de 2018.

Queridos companheiros do MAB, Quando eu resolvi realizar minhas caravanas pelo Brasil, vocês me fizeram uma visita para ajudar no planejamento com informações e propostas. A partir daí, estivemos cada vez mais unidos para lutar por um Brasil mais justo e soberano. Na caravana de Minas Gerais foi muito marcante a contribuição que vocês deram em Governador Valadares, na beira do Rio Doce. Como foi marcante também o grande encontro do MAB que tive a felicidade de estar com vocês no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado. Queria agradecer muito pela presença dos companheiros e companheiras do Movimento dos Atingidos por Barragens em São Bernardo, na missa da Dona Marisa, e que se somam diariamente em todas as mobilizações contra minha prisão injusta por todo Brasil. A todos aqueles que acreditam na minha inocência e lutam por justiça, serei sempre grato. Tenho certeza de que sairemos maiores e mais fortes desse processo histórico.

Um abraço fraterno,

Luiz Inácio Lula da Silva

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Colombia: Declaracion política II Escuela nacional de Mujeres Fensuagristas. “Sembrando rebeldia y resistencia en la lucha de los pueblos”

Estamos en un nido de fraternidades, tejiendo afectos, intercambiando saberes y construyendo patria.”

Estrella Guerrero

Las mujeres campesinas, las mujeres trabajadoras de la agroindustria, integrantes de las

organizaciones filiales de Fensuagro, responsables de los comités y o secretaria de mujer en

nuestras organizaciones, venidas desde los departamentos de Putumayo – Meta – Nariño –

Cauca – Valle del Cauca – Huila – Risaralda – Caldas – Tolima – Cundinamarca – Boyacá –

Sucre – Cesar – Bolívar – Antioquia;       reunidas durante los días      02 al 06 de mayo del

presente año, en el marco de la II ESCUELA NACIONAL DE FORMACIÓN DE

MUJERES FENSUAGRISTAS, realizada en las instalaciones del Centro Nacional de

producción y formación Campesina Raúl Valbuena de Fensuagro, en el municipio de Viota

Cundinamarca.

 

En un ejercicio de paneles y exposiciones sobre temas de actualidad, juntamos nuestras

experiencias y preocupaciones frente al desarrollo de la política agraria en el país, sus

impactos en nuestros territorios, donde las realidades de inseguridad – pobreza – e

incertidumbre por el sistemático incumplimiento del Gobierno Nacional a la implementación

de los acuerdos de paz, en términos de garantías para la participación política, el desarrollo

de una     legislación que va en contravía del impulso de la Reforma Rural Integral requerida

en los territorios para cerrar las brechas que originaron los conflictos históricos, las

modificaciones hechas por el gobierno a la implementación del punto 4 Sustitución de

cultivos de coca – amapola y marihuana que dejan sin garantías jurídicas y económicas a los

pequeños productores y productoras que se acogieron al acuerdo, las demoras en la

implementación y funcionamiento de las JEP;         aunado a esto el incumplimiento al punto de

reincorporación que genera gran incertidumbre      para el futuro de       la comunidad fariana,

sumamos a esta realidad las preocupaciones por la situación de inseguridad en el territorio

por la presencia de grupos armados – delincuencia común – grupos paramilitares que se

disputan por el control de las economías, los asesinatos de los lideres y las lideresas que

generan un estado de inestabilidad y zozobra permanente, a pesar de la militarización de los

territorios, y los puestos de policía se ha profundizado el conflicto social que históricamente

hemos enfrentado.

 

Las mujeres campesinas y trabajadoras presentes manifestamos nuestras disposición a

continuar aportando en la construcción de la paz con justicia social, a partir de la

cualificación, el crecimiento organizativo y la necesaria articulación para la unidad y la

lucha, porque estamos convencidas que la crisis social y humanitaria producto de la

sistematicidad de la guerra impuesta por el intereses del capital, que hoy ven en el desarme

de las insurgencias la oportunidad para la consolidación del proyecto de saqueo y desarraigo

en nuestros    territorios    donde     hemos      vivido históricamente, solo podrá ser resuelto

afianzando nuestra participación, lucha constante y resistencia por permanecer y defender el

territorio y la cultura.

 

DECLARAMOS.

 

Continuar y fortalecer nuestra lucha decidida como mujeres campesinas, trabajadoras y

populares a seguir aportando en la implementación de los acuerdos de paz como ruta para

superar la desigualdad social y la necesaria transformación de esta sociedad en una más justa

y equitativa.

 

Fortalecer nuestros procesos organizativos, con la participación de las mujeres, vinculando a

las comunidades en la construcción de las propuestas que den solución de manera colectiva a

las problemáticas que afrontamos continuamente, caminando hacia la construcción del poder

popular.

 

Nuestras apuestas como mujeres del campo, que buscamos caminar de la mano con nuestros

compañeros de lucha, con quienes hemos construido la soberanía alimentaria, firme

expresión de la resistencia y defensa del territorio frente al modelo económico globalizado e

intervencionista, ejercer el derecho        a la alimentación, desde el cultivo de nuestras semillas,

haciendo prácticos nuestros saber ancestrales – seguras de que la madre naturaleza nos

provee los elementos necesarios para garantizar la salud, la vida y el bienestar, siempre y

cuando garanticemos la armonía de los ecosistemas.

 

Empoderarnos de la lucha por la tierra hasta lograr que los gobiernos cumplan la

constitución Política Nacional y la legislación que favorezca a las mujeres en materia de

derechos económicos y sociales y exigir el cumplimiento del enfoque de género de los

acuerdos de paz; continuar con la construcción de zonas de reserva campesina como una

figura real de protección del territorio y la vida dentro de ellos.

 

Mantener y fortalecer la lucha en contra de la violencia hacia las mujeres, desarrollando

campañas, denuncias, estrechando los lasos de solidaridad y rechazo hacia todas las formas

de violencia que afecte la vida de las mujeres y sus entornos familiares y comunitarios.

Aportar en la construcción de las guardias campesinas como mecanismo propios de defensa

que garantizan la seguridad de la vida en las comunidades.

 

Nos proponemos continuar las huellas en el largo camino que han trazado las mujeres, por

romper las cadenas de opresión impuestas por la cultura machista, patriarcal del sistema

capitalista, liberar nuestra voz, liberar nuestros saberes, nuestras prácticas históricas para el

cuidado, para hacer posible una nueva sociedad, una nueva Colombia en paz con justicia

social.

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Brasil: Resistência E Luta: Vigília Lula Livre Completa 30 Dias

Nesta segunda-feira, 7 de maio, completa-se 30 dias da prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta data também completa-se 30 dias, um mês da resistência e luta da Vigília Lula Livre em Curitiba organizada pelas centrais sindicais, movimentos populares e partidos de esquerda, a avaliação é positiva.

“Nós do Movimentos dos Pequenos Agricultores tivemos uma participação muito forte, bastante presente e atuantes junto com a Frente Brasil Popular, com os outros Movimentos Sociais, o Movimento Sindical, com as outras formas que compões a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo”, aponta Charles Reginatto, da coordenação nacional do MPA.

Foto: José Eduardo Bernardes | Brasil de Fato

Foto: José Eduardo Bernardes | Brasil de Fato

São 30 dias de resistência em frente à sede da Polícia Federal, onde o ex-presidente Lula encontra-se preso, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. “É um mês de prisão ilegal, uma prisão sem provas, uma prisão que até agora não trouxe nenhuma prova. É um mês de injustiças”, denuncia o líder camponês, que ainda explica:

– “Nós soubemos da força política do ex-presidente, seja ele soltou ou ele na cadeira, mas a prisão é injustiça, nós queremos o Lula livre, pois acreditamos na sua inocência. Ele disse em seu discurso histórico há um mês atrás, no sindicato em São Bernardo do Campo, que ele falaria pela nossa boca, andaria pelas nossas pernas, mas nós queremos que ele saia da cadeia para se comunicar com o povo pois esse sempre foi o seu legado e o lugar do Lula é na presidência da república”.

Registro feito na Vigília Lula Livre em Curitiba. Foto: Divulgação

Registro feito na Vigília Lula Livre em Curitiba. Foto: Divulgação

A Vigília Lula Livre tem sido um movimento de luta, resistência e principalmente unidade entre a classe trabalhadora, já são mais de 500 ônibus de todo o Brasil que vieram ao local onde são realizados os atos e manifestações, espaço batizado de Praça Olga Benário. “Isso porque Lula é uma síntese da unidade da esquerda hoje no Brasil. A direita primeiro dizia que, se a Dilma saísse da presidência da república todos os problemas estariam resolvidos. No mês de abril completou dois anos do golpe, desde então, todos os índices pioraram, sejam eles econômicos ou sociais, as políticas públicas e programas sociais todas eles, sem exceção, sofreram corte e alguns, inclusive nem funcionam mais. O Lula também era um problema para a direita, ele preso, neste momento da história, deixou a direita sem narrativa, ficaram sem discurso. Sua prisão tem mostrado a solidariedade, a força, a unidade e síntese política que o Lula representa. Lula está preso, mas as forças que o apoiam estão soltas”, explica o Charles.

Registro feito pouco antes do teólogo Leonardo Boff visitar Lula. Foto: Comunicação da Vigília Lula Livre

Registro feito pouco antes do teólogo Leonardo Boff visitar Lula. Foto: Comunicação da Vigília Lula Livre

Todas as manhãs os militância e visitantes dão o já popular “Bom Dia Lula” e “Boa Noite Lula”, que segundo o teólogo Leonardo Boff, em coletiva de imprensa hoje, após visita a Lula afirma: “ele escuta vocês aqui, o bom dia o boa noite e isso dá força para ele”. Boff no mês passado foi impedido de visitar Lula e hoje, esteve com ele por 1 hora e meia.

A solidariedade tem sido outro destaque da vigília e tem se mostrado nas pequenas ações do dia a dia. Por exemplo, “já foram servidos em um único dia de 1200 a 1400 refeições que por meio de doações da população de Curitiba e das Caravanas, que vem de todo país, já são mais de 25 toneladas de alimentos doados”, explica ao Brasil de Fato, Marcia de Lima, integrante da coordenação de estrutura do acampamento.

Foto: José Eduardo Bernardes | Brasil de Fato

Registro feito em São Bernado do Campo, durante ato realizado pouco minutos antes da prisão de Lula. Foto: José Eduardo Bernardes | Brasil de Fato

Artistas também tem doado seu tempo e tem composto a programação cultural construída pela Vigília Lula Livre, vários tem entrado em contato com a coordenação para somar-se e contribui com a inicia. Já passaram pelo “Palco da Resistência” mais de 200 artistas segundo os organizadores, assim como uma Virada Cultural e uma Mostra de Cinema em defesa da democracia foram realizadas.

As mídias alternativas e coletivos de comunicação desde o primeiro dia tem se organizado em uma ampla rede de colaboração, com o objetivo de ampliar a divulgação do Acampamento, esta rede tem ido além das mídias brasileiras, conta com o envolvimento de jornalistas de mídias da Argentina, Espanha, entre outras localidades. O fruto deste processo, desta comunicação é a Casa da Democracia, um espaço nas próximo da sede da Polícia Federal, materializado a partir de financiamento coletivo conta com mais de 20 canais de comunicação e, é de onde todos os dias às 14hs entra no ar o Programa Democracia em Rede, uma iniciativa dos veículos de comunicação que estão cobrindo o cotidiano da Vigília Lula Livre.

Registro feito durante o Programa Democracia em Rede. Foto: Brasil de Fato

Registro feito durante o Programa Democracia em Rede. Foto: Brasil de Fato

Sobre o papel que a comunicação alternativa tem cumprido, Reginatto destaca, “acreditamos que brevemente o Lula será solto e vai poder se comunicar com o povo e vocês tem cumprido um papel fundamental da construção da narrativa deste momento histórico. Nós sabemos que a esperança do povo brasileiro hoje, se encontra o 4º andar da Polícia Federal em Curitiba, nós acreditamos que essa Esperança tem que estar junto com o povo brasileiro, conversando com o povo”.

O golpe foi tão perverso e nem os mais pessimistas acreditavam que o golpe seria tão cruel, o que eles estão fazendo hoje no país, nós não podemos aceitar essas injustiças nem com presidente Lula, nem com o povo brasileiro. São injustiças que acabam atingindo toda a população brasileiro e principalmente os mais pobres que precisam do Estado brasileiro. “Nós já dizíamos, tirar a Dilma da presidência da república era tirar os pobres do orçamento, e isso aconteceu, pois, os pobres para eles são custo e para os nossos governos [governos de esquerda] os pobres são a solução dos problemas, são a solução da economia”, afirma Reginatto, que ainda conclui:

Registro feito durante a visita de Lula à Cooperativa Oestebio do MPA em São Miguel do Oeste - SC. Foto: Ricardo Stuckert

Registro feito durante a visita de Lula à Cooperativa Oestebio do MPA em São Miguel do Oeste – SC. Foto: Ricardo Stuckert

– “Acreditamos na sua inocência, queremos a sua liberdade, queremos Lula Livre e Lula presidente. Esse é o recado dos brasileiros, dos Movimentos Sociais e também tem sido mostrada pela solidariedade internacional que é muito forte e muito importante neste momento”.

 

Por Adilvane Spezia | Jornalista e Militante do MPA

Com Informações do Brasil de Fato e Partido dos Trabalhares (PT)

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Venezuela: Simulacro, recta final y pronósticos, análisis CRBZ

Quedan dos semanas para las elecciones presidenciales y a cargos legislativos en los estados. Fecha clave en la disputa por el gobierno en Venezuela, el poder político que el chavismo, contra muchos pronósticos, hemos logrado refrendar en los últimos meses.

Mirando hacia atrás vemos cómo en el último año hemos dado batalla tras batalla en las urnas y en las calles, en los territorios y los frentes internacionales. Es mucho lo que hemos logrado, en particular con este contexto de gran adversidad económica que enfrentamos, este andar contra golpes que nunca cesan.

Al observar la participación en el simulacro electoral ratificamos algunos análisis. Continuamos siendo como chavismo una fuerza política con capacidad de movilización, acción, despliegue a través de sus múltiples instrumentos, como Psuv, movimientos, y otros partidos políticos. La unidad que hemos mantenido nos da una fortaleza que la derecha no tiene, así como la coherencia discursiva en cuanto a las formas en que buscamos dirimir el conflicto político, las urnas y no la violencia. Llegamos en mejores condiciones al 20 de mayo.

Sabemos a su vez que la elección resuelve solamente un aspecto de la confrontación que ha desbordado lo electoral por razones de las estrategias de la derecha direccionada desde los Estados Unidos. El plan golpista no solamente no cesará ni antes ni después de las urnas, sino que se agudizará para así lograr por vías no democráticas no que lo logran por los votos. Estamos ante una guerra, no ante una oposición nacional democrática.

Debemos ganar el 20. Es imprescindible lograrlo además con la mayor cantidad de votos. Para eso enfrentamos tanto la táctica de un sector de la derecha que convoca a no ir a las urnas para intentar quitarle legitimidad al resultado, así como los mismos efectos de la situación económica que lleva a un sector de la población a centrar sus cotidianos en resolver los problemas básicos ligados al aumento de precios, desabastecimientos de productos claves, malos servicios en aspectos centrales como el gas o el agua. La situación económica desmoviliza, aleja, es parte de lo que busca generar el bloqueo económico que cuenta con la acción de grupos de poder económico local, mafias que operan desde bancos y espacios de poder.

Por eso subrayamos la necesidad de brindar respuestas concretas a las necesidades más urgentes, así como de trabajar en lo estratégico, que es construir un modelo nuevo económico, articulado a lo cultural y político. Ambos tiempos deben ir de la mano. Debemos, por ejemplo, construir un plan de emergencia en áreas claves como servicios, hacerlo convocando al protagonismo de la gente, y en ese movimiento golpear a quienes sabotean y roban dentro de las instituciones. Un paso sin el otro resultará insuficiente. Lo mismo ocurre en lo productivo, donde debemos poner en marcha un plan especial de producción, con apuesta al campesinado, pequeños y medianos productores. No son los grandes empresarios quienes van a resolver lo que nunca han hecho.

Es necesario abrir el diálogo en la sociedad, con todo el chavismo, con quienes se han alejado, para reconstruir mayoría política, hegemónica, y, como ha subrayado el presidente, golpear a las grandes mafias, las que están más arriba, en Banesco o instituciones. Sabemos que en la guerra a veces se debe ganar tiempo, y también que ese tiempo es oro. La historia no se detendrá luego del 20 de mayo, seguirá con más desafíos, urgencias para nuestro pueblo, desafíos para quienes seguimos con la apuesta del primer día: lograr una patria libre, justa, soberana.

Coordinación Nacional de la Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora

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Brasil: En la feria del MST seminarios debaten la necesidad de una alimentación saludable

La actividad acontece entre los días 3 y 6 de mayo en el Parque de Agua Branca, en la ciudad de São Además de comercializar toneladas de productos saludables, la 3ª Feria Nacional de la Reforma Agraria, organizada por el Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), cuenta con una amplia programación de seminarios de formación política y cultural. La propuesta de las actividades es ampliar el debate con la sociedad sobre la necesidad y posibilidades de una alimentación saludable en las mesas de los brasileños.

“La feria nacional tiene un papel fundamental para la divulgación de la reforma agraria porque entendemos que la producción de alimentos saludables es la gran mediación entre la reforma agraria y la sociedad brasileña. Debido a una perspectiva de proyecto alternativo, esta mediación no se da solamente en el sector de la producción de alimentos o en la venta, la comercialización. De este modo, los seminarios pretenden promover debates, diálogos y complementar desde diferentes miradas las dimensiones formativas de la producción de alimentos”, explica Ceres Hadich, integrante de la Dirección Nacional del MST.

Con temas complementarios y transversales a la discusión de alimentación saludable y del proyecto de reforma agraria popular, este año la feria está enfocada en temas como agrotóxicos, nutrición en las escuelas, la importancia del agua y de las políticas públicas.

Debido a la comprensión de que el debate de la alimentación saludable no se restringe sólo al debate sobre comer y alimentarse, la feria también presenta una programación dedicada a la discusión del asesinato de la concejala de Rio de Janeiro, Marielle Franco y de su conductor Anderson Gomes.

«Debatir la criminalización de la temática LGBT, de la cuestión racial, entre otros, son temas que atraviesan también la discusión sobre lo que queremos para el campo y para la ciudad. Por eso el seminario ‘Justicia por Marielle y Anderson: contra la intervención militar y el genocidio de la población negra’ está conectado con esta perspectiva de pensar un proyecto para la agricultura que va más allá de la relación entre producción y comercialización de alimentos”, dice Hadich.

Diversos actores de movimientos populares, sociedad civil, instituciones y entidades   estarán presentes en las mesas de debate de la 3ª edición de la Feria Nacional de la Reforma Agraria. La actividad tiene lugar entre los días 3 y 6 de mayo en el Parque de Agua Branca, en la zona oeste de la ciudad de São Paulo.

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Nicaragüa: Nota de la Asociación de Trabajadores del Campo sobre El Dialogo De PAZ

Nicaragua ha vivido una historia de muchos desafíos, hemos tenido terremotos, huracanes, tsunamis y el fantasma de la guerra que en momentos se acerca y nos llena de luto y dolor, A pesar de los grandes esfuerzos que ha hecho el gobierno en los últimos años por reducir los indicadores de pobreza y los avances logrados a nivel social, como de infraestructura que mejoraron el crecimiento económico del país, lamentablemente, los recientes sucesos la polarización del conflicto, el desgaste y la destrucción generada, traerá consecuencias económicas de gran envergadura.
 
Lo que si demanda un momento de silencio es la muerte de hombres y mujeres jóvenes por la intolerancia, represión y mano oscura e invisible de otros actores. Nuestra patria está de luto y es el costo más alto a pagar.
 
Sobre esta situación, se ha creado una Comisión de la Verdad, Justicia y Paz del Parlamento, además el Ministerio Público investigará las muertes, desapariciones y destrucción durante las protestas. Hay mucha manipulación absurda para cosechar beneficios, herir la sensibilidad del pueblo, con el propósito de visibilizar a políticos que pueden cumplir con los intereses que provienen de Washington y entregar el país al saqueo de los EEUU.
 
Los recientes sucesos harán más daño a los empobrecidos.
 
Solo viviendo en el país puedes tener un análisis más fresco y fuera del combate de las redes sociales. El argumento que justificó tanta violencia fueron las reformas que el gobierno de Nicaragua había aprobado. La seguridad social en Nicaragua ha sido uno de los aspectos en que más logros hemos alcanzado en el mejoramiento de las condiciones de vida del pueblo. La cantidad de beneficios de los asegurados y la cobertura de dichos beneficios a la población aumentaron exponencialmente con el regreso del sandinismo al poder en 2007, lo que ocasionó una situación económica crítica en el Instituto Nicaragüense de Seguridad Social (INSS), que es la institución estatal a cargo de este tema.
 
Ante tal situación, el FMI y le empresa privada organizada en el Consejo Superior de la Empresa Privada (COSEP), pidieron aplicar las típicas medidas neoliberales en este tema: subir la edad de jubilación (en Nicaragua es de 60 años) y la cantidad de semanas necesarias para acceder a ella (750 para pensión normal y 250 para quienes en edad de jubilación no hayan alcanzado la primera cantidad, lo cual no existía antes del regreso al poder del sandinismo en 2007; incluso en este caso, el planteamiento de los más radicales neoliberales era eliminar por completo la pensión).
 
Ante ello, nuestro gobierno respondió con un rotundo rechazo tanto al FMI como al COSEP. En cambio, la opción escogida fue aumentar los aportes de trabajadores y empresarios, y establecer un aporte para los jubilados, incluyendo a los que reciben la pensión reducida. Esta decisión se tuvo que tomar rompiendo por primera vez el consenso con la empresa privada, que forma parte de nuestro modelo de consenso y alianzas entre gobierno, trabajadores y empresarios.
 
El gobierno reconoce su error al decretar una resolución unilateral sobre la mejoría de la Seguridad Social, de acuerdo a una orientación del Fondo Monetario Internacional, y tratándose de subir la edad de jubilación, se incrementó el aporte de trabajadores y empresarios, esta medida generó una movilización y el debate del control de la calle entró en la intolerancia. Hay que aclarar que, frente al paquetazo neoliberal del FMI, el gobierno decidió defender y fortalecer el sistema público de Seguridad Social, no obstante, las protestas no cuestionan al FMI, por sus efectos en dichas medidas, esto explica ante quien estamos enfrentados.
 
Sumado a esto al gobierno se le escapó de las manos resolver el problema en tiempo inmediato y descuido el origen del tsunami, que ya se venía gestando a través de una campaña de manipulación mediática, con la influencia de activistas conocidos y de un historial político muy cuestionable.
 
Una crisis aguda que nace por una movilización contra el decreto de la Seguridad Social, se convierte ahora en una campaña de actores políticos que llaman a ocupar espacios políticos adelantar elecciones, sacar a Daniel Ortega del poder, mientras los actores principales los ESTUDIANTES DE UNIVERSIDADES PRIVADAS Y CUADROS DEL MRS jóvenes aún no buscan un liderazgo para llegar al dialogo.
 
La iglesia que está bajo la dirección del Cardenal Leopoldo Brenes muy ecuánime, pasa por un momento difícil ya que algunos obispos cercanos al Opus Deis, ven en esta oportunidad el Momento para posicionar en mejores condiciones a una clase política de la extrema derecha, que cuenta con medios de comunicación, recursos y personas que en el pasado ocuparon espacios de gobierno en el FSLN, otros con los gobiernos del Partido Libero Conservador de Arnoldo Alemán y Enrique Bolaños, al final la injerencia de algunos senadores republicanos de los Estados Unidos encabezados por Ileana Ros . Lehtinen una Cubanoamericana y lo ejecuta a través del Movimiento Renovador Sandinista (MRS) y connotados políticos reaccionarios de la extrema derecha.
 
Las redes sociales ya circularon todo un abanico de comentarios algunos más acordes a la verdad, otros ejerciendo cierta manipulación dependiendo de la fuente y de los intereses creados.
 
Hay en la calle protestas que ya no reivindican a la Seguridad Social, hay dentro de las manifestaciones personas que ajenas a la necesidades económico y social saquean y destruyen. No hay fuerzas del ejército enfrascadas en la represión, solo la policía nacional a quien le ha tocado ejercer fuerza la que en algunos casos se les va de las manos.
 
Ante esta determinada situación el Comandante Presidente Daniel Ortega compareció en dos momentos, primero, anunció el restablecimiento de la negociación tripartita entre gobierno, trabajadores y empresarios, para revisar las reformas. Segundo, el comandante anunció la derogación de las reformas para crear condiciones más favorables al diálogo, que inicia el día de hoy con participación del gobierno, los trabajadores, la empresa privada y la Iglesia Católica, cuya incorporación era una exigencia tanto de los empresarios como de los estudiantes.
 
Hay movilizaciones de organizaciones de gobierno y otras vinculadas a sectores que históricamente han tenido intereses diversos bajo la tutela de Washington a saber, algunos jerarcas de las iglesias, empresarios, líderes de la sociedad civil que ahora si encuentran respaldo, compañeros sandinistas que desde hace años tienen inconformidad con el actual gobierno.
 
La clase dominante establece que no debe haber beneficios sociales, paquetes de clientelismo político; su mensaje es todos deben trabajar y hacer dinero para que ese capital resbale sobre la copa y llegue a los más pobres, para eso se debe privatizar la salud, la educación, la seguridad social, las políticas públicas, la agricultura. Ahora debe ser atendida por el sistema bancario, en general una privatización galopante.
 
La presión hacia al gobierno continuará debido a la exigencia de la clase política que demanda gobernar desde un punto democrático; basado en puntos de vista propuestas desde la extrema derecha. La única solución es el dialogo con la presencia de la iglesia católica como mediadora para esclarecer las causas del conflicto que permitan solucionar los problemas, siempre y cuando no exijan institucionalidad y cambio de autoridades, para eso deben esperar las elecciones y ganar.
 
Ahora debemos volver a recuperar nuestra economía, mantener los beneficios sociales para que la paz, la tranquilidad y la estabilidad vuelvan a nuestro pueblo.
 
Finalmente, solo vuelvan leer los periódicos y canales de televisión de Estados Unidos y van a ver noticias en donde Senadores Republicanos piden la intervención del estado norteamericano contra el gobierno de Nicaragua. Toda una manipulación hacia la institucionalidad del país, en contubernio con políticos alimentados desde la embajada de los Estados Unidos.
 
Gobiernos progresistas; Venezuela, Bolivia, el Salvador y Nicaragua están en la mira intervencionista del gobierno de Estados Unidos y cuentan con políticos de la derecha, empresarios y tránsfugas manipulados usando el viejo método Nazi de Joseph Göbbels, «una mentira repetida mil veces se convierte en una verdad», instrumento que se modernizo con las Redes Sociales y otras formas de expresión gráfica, oral y escrita alimentada por intereses del imperio.
 
La afiliación de La Asociación de Trabajadores del Campo rechaza cualquier acto de violencia, que desestabilice estos 11 años de gobierno que trajo mejores condiciones de vida para la clase trabajadora, por eso ratificamos nuestro apoyo al gobierno de unidad y reconciliación de Nicaragua.
 
 
  • Consideramos que todos tenemos derecho a la libertad de expresión, la libre movilidad, siempre y cuando esto no atente contra la estabilidad del país, ante este panorama la ATC respalda el llamado al dialogo para estabilizar el país, desde la organización campesina demandaremos lo siguiente:
  • Una Reforma Agraria Integral y Popular para mejorar las condiciones de vida a miles de familias campesinas sin tierra.
  • Conseguir la estabilidad laboral y el empleo.
  • Trabajar desde el sector sindical en las mesas empresariales con el estado y los empresarios.
  • Sostenibilidad de la seguridad social en el campo.
  • Políticas públicas para la producción campesina y sus cooperativas.
  • Soberanía Alimentaria y el fomento a la agricultura familiar campesina.
  • Detener el acaparamiento de tierras y contra el extractivismo.
  • El consentimiento previo libre e informado para la inversión social y productiva en el campo.

 

Faustino Torrez

Asociación de Trabajadores del Campo – ATC

 
¡Globalicemos la Lucha; Globalicemos la Esperanza!
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Paraguay: Feria agroecológica en Conamuri

El 5 de mayo desde las 7 a las 14 horas, sobre Berlín 1185 e/ Madrid y Mallorquín.

Como cada primer sábado del mes, la Organización de Mujeres Campesinas e Indígenas Conamuri abre las puertas de su casa para poner a disposición de amigas, amigos, marchantes y comensales las comidas típicas y platos elaborados con productos provenientes de las fincas campesinas de sus asociadas.

Esta vez son las bases del departamento de Caaguazú, incluyendo Semilla Róga de Repatriación, las que traerán los ingredientes para cocinar lo que el menú ofrezca, es decir:

Desayuno: cocido con mbeju

Media mañana: pajagua mascada, pastel mandi’o y sopa paraguaya

Almuerzo (tres opciones):

  • Chancho al tatakua con ensalada (lechuga o arroz) y mandioca
  • Vori-vori de gallina casera con sopa paraguaya
  • Marinera de gallina casera con mandioca

También estarán a la venta jugos naturales, productos elaborados y semifacturados, como la yerba mate Oñoirũ, ka’a he’ê orgánico, artesanía indígena, etc.

Conamuri apuesta a la calidad del trabajo campesino, opta por la producción agroecológica como un principio para cuidar la tierra, valorar las semillas nativas y criollas y concebir el proceso de producción como una forma de perpetuar la vida en el planeta, atenuando los impactos del cambio climático y brindando así alimentos libres del uso de agrotóxicos que dañan la salud de la población.

Este espacio es un esfuerzo de Conamuri por impulsar el diálogo entre el campo y la ciudad a través del derecho a la alimentación y con la finalidad también de promover la Soberanía Alimentaria y la Agroecología para transformar las relaciones entre hombres y mujeres a través de una nueva conciencia frente a la sociedad de consumo.

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Brasil: MST realiza en São Paulo “la feria más grande y más diversa del país

“Me arriesgo a decir que esta es la feria más grande de Brasil desde el punto de vista de la diversidad”, afirmó João Paulo Rodrigues, dirigente nacional del Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST), sobre la tercera edición de la Feria Nacional de la Reforma Agraria.

El evento comenzó este jueves (3) y tiene lugar los próximos cuatro días, hasta el domingo (6) en el Parque de Agua Branca, zona oeste de la ciudad de São Paulo.

En la feria se comercializarán más de 1.200 ítems producidos en 23 estados brasileños y en el Distrito Federal, donde el MST está presente.

“ Si fuera una feria del agronegocio, tengo mis dudas de que habría más que cinco productos: soja, caña de azúcar, papel, carne de res… Sin hablar de la cantidad de productos que tenemos: 330 toneladas de productos es un número que por sí mismo habla sobre la reforma agraria”, dice Rodrigues en la rueda de prensa.

El coordinador del MST señaló que la feria ocurre en un contexto conturbado de crisis política en el país y una creciente ola de odio. Por eso la estrategia de deconstruir la imagen que la sociedad tiene del movimiento.

“Queremos dialogar con la sociedad a partir de la producción. La principal tarea de la reforma agraria hoy es la producción de alimentos saludables. Eso es un cambio radical”, afirmó.

Rodrigues señaló también que la feria es una muestra de que el MST sigue produciendo en el campo, aunque el escenario del país sea de paralización del proceso de expropiación de tierras en el país.

“Estamos en el segundo año sin ningún asentamiento definitivo en el país. Posiblemente vamos a terminar este año con pequeñas áreas de asentamiento, locales que desde hace dos años ya estaban homologadas. Es un año en que no tenemos nada que celebrar desde el punto de vista de la reforma agraria”, denunció.

También recordó el aumento de la violencia en el campo. Según la Comisión Pastoral de la Tierra (CPT), los asesinatos por conflictos de tierras en el país aumentaron 105% desde 2013. “Cuando menos familias están en los asentamientos, más personas son asesinadas en el campo”, declaró Rodrigues.

Programación

Débora Nunes, que también forma parte de la coordinación nacional del MST, reiteró la importancia de la feria para desmitificar el movimiento: “No es cambiar la imagen del movimiento, sino estrechar el diálogo con la sociedad. Es importante que la sociedad sepa cuales son los objetivos del MST”, consideró.

Además de la comercialización de productos, Nunes también señaló el aspecto cultural y formativo del evento. “Nuestra feria presenta las diversas dimensiones de la vida y del cotidiano de los sin tierra, para que la sociedad conozca la dinámica de la vida campesina”, afirmó la dirigente.

En la programación del evento están confirmados conciertos de artistas brasileños y seminarios sobre agroecología y genocidio de la población negra.

Datos

En Brasil existen más de 1,1 millones de familias en asentamientos – 400 mil son integrantes del MST, según el movimiento. La organización popular está presente en 1.226 municipios y cultiva cerca de 8 millones de hectáreas de tierra en Brasil.

Edición: Thalles Gomes | Traducción: Luiza Mançano

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Brasil: Nota da vigília Lula livre

Jefferson Lima de Menezes foi uma das testemunhas ouvidas nesta quinta-feira (3) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Curitiba. Auxiliado pelos advogados Ramon Prestes Bentivinha e João Rafael de Oliveira, foi ouvido por pouco mais de duas horas sobre o atentado contra o acampamento Maria Letícia, em Curitiba, na madrugada do último sábado, em que foi atingido no pescoço. Durante a tarde, ele se dirigiu ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito,.

Ainda não foi identificado o autor da série de disparos feitos durante a noite, de forma covarde, enquanto centenas de homens e mulheres dormiam no terreno particular destinado ao pernoite dos participantes da Vigília Lula Livre, conforme acordo firmado nas últimas semanas com as autoridades.

Jefferson ficou internado durante quatro dias no Hospital do Trabalhador e recebeu alta na terça-feira. Além dele, uma mulher foi atingida naquela noite, mas não precisou de atendimento hospitalar. Ao ter alta, Jefferson visitou o acampamento Marisa Letícia e conversou com seus companheiros e companheiras de luta.

A atitude do presidente do Sindicato dos Motoboys do ABC Paulista, salvou a vida de dezenas de pessoas e impediu que outras tantas fossem feridas ou atingidas pelos projéteis. A vigília Lula livre saúda o heroismo de nosso companheiro, inspiração para a permanência em luta pela liberdade de Lula, pela democracia brasileira e contra criminalização dos movimentos sociais e de seus militantes. 

Com o depoimento prestado hoje, a polícia tem todas as ferramentas para elucidar urgentemente o caso e prender o responsável pela tentativa de assassinato motivada por ódio. A vigília e os militantes que nela se concentram exigem pronta investigação e condenam veementemente o vazamento seletivo de informações para a imprensa por parte de autoridades.

A Vigília Lula Livre segue em permanente mobilização até a libertação do presidente Lula, preso de forma ilegal há 27 dias na Superintendência da Polícia Federal. 

Lula inocente!
Lula livre! 

Curitiba, 3 de maio de 2018

Vigília Lula Livre

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Brasil: Guardiões Da Biodiversidade Do MPA Em Vicente Dutra-RS Recebem Delegação Internacional Para Visita De Campo

No Noroeste do Rio Grande do Sul, Vicente Dutra, a família camponesa e militantes do MPA, seu Ibanez e dona Elizete Gonçalves receberam uma delegação composta por camponeses, indígenas, trabalhadores rurais, representantes da academia e organizações sociais de 13 países para visita de campo nesta quinta-feira, 19 de abril. O grupo que conta ainda com uma representação da FAO e dos governos do Brasil e Equador que estão no Brasil para a Consulta Regional da América Latina e Caribe as Organizações da Sociedade Civil (OSC) referente a Implementação do Artigo 9 do Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (TIRFAA/FAO).

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

A visita iniciou com um breve relato de como era a unidade camponesas quando a família a adquiriu em 2002. O antigo proprietário colocou a área a venda e avisou aos novos donos que, não valia a pena adquirir a área, porque nada produzia nela, de fato foi preciso vários anos para a recuperação do solo. Hoje a família vive do cultivo da cana-de-açúcar, da produção de hortaliças, frutíferas, bovinos, agrofloresta, além de toda a auto sustentação da família. “Vivemos da Agroecologia”, como diz dona Elizete.

“Nos últimos 5 anos temos trabalhado com o MPA a Produção Agroecológica e a Certificação, já são 7 anos em que não dependemos em nada da Agropecuária, estamos usando os Bios do MPA e a Agroecologia”, explica seu Ibanez que ainda emenda, “na Agroecologia precisa ter paciência”. Durante toda a visita a troca de experiência foi constante, desde os relatos dos visitantes e suas vivencias, até o histórico da família e a decisão de trabalhar e viver da e com a Agroecologia.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

“Desde que iniciamos com a Agroecologia, decidimos por produzir com a maior diversidade possível de alimentos, sementes, plantas e animais, não só para o auto sustento, mas também para as outras famílias. Ao contrário do Agronegócio, se eu tenho uma boa variedade de cana-de-açúcar é essa que eu vou dar as outras pessoas”, conta seu Ibanez.

Já encerando a visita, ele relata que, “ser produtor de alimentos orgânicos, agroecológicos, não é só produzir sem veneno é cuidar da água, da mata, da biodiversidade, das pessoas e todos o ecossistema”. Por esta razão que a Agroecologia além de um conjunto de técnicas é em sua essência, um modo de ser e de viver no campo.

Por sua vez, a camponesa e integrante da coordenação nacional do MPA, Debora Varoli, explica o porquê da visita de campo:

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

– “Além das discussões teóricas políticas é importante que também pudéssemos conhecer as experiências que os camponeses e camponesas tem feito na prática com relação a recuperação e preservação do solo, do meio ambiente, da biodiversidade, da produção de alimentos saudáveis. Daqui vieram os citros, amendoins, bananas, açúcar mascavo e as batatas que consumimos ao longo destes 4 dias da consulta”, conta ela.

Antes da delegação retornar foi realizada uma roda de conversa, regada a garapa de cana, cricri (amendoim torrado e caramelizado com açúcar mascavo), frutas, bolachas e sucos. Margaret Raquel Corrales Badilla da Costa Rica conta, “agora compreendo, por mais que estudamos, não sabemos de tudo é preciso ver no campo, ver na prática”, referindo a visita que a delegação acabara de fazer. Elizete e Ibanez contam que o lugar não tem nenhuma porteira, exatamente para que as pessoas possam vir conhecer a unidade camponesa e suas experiências.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

A vista de campo faz parte da primeira Consulta Regional do TIRFAA/FAO realizada entre os dias 17 a 20 de abril, 2018, no Centro Territorial de Cooperação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Seberi, Rio Grande do Sul – Brasil. O evento é organizado pelo Comitê Internacional de Planejamento (CIP) pela Soberania Alimentar por meio de seu Grupo de Trabalho sobre Biodiversidade Agrícola. Ainda este ano, em julho, serão realizadas outras duas consultas regionais, uma na Indonésia (Ásia) e no Mali (África).

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