Comunicado La Vía Campesina: “Alzamos nuestra voz por lxs Defensorxs de la vida, ¡Marielle presente!”

“Si usted es capaz de temblar de indignación cada vez que se comete una injusticia en el mundo, somos compañerxs”.

(Harare, 21 de Marzo de 2018) La Vía Campesina exige justicia y llama a movilizaciones unificadas para denunciar la violencia estructural del capital que hoy  se vive a escala global;  en un escenario de creciente fascismo, golpismo, de violentas guerras, de un grave decrecimiento de la democracia, un progresivo retiro de  derechos históricos aunado a una larga lista de asesinatos y criminalización de líderes sociales, comprometidxs con la defensa de la vida y de los bienes naturales.

La Vía Campesina recibió con mucho  dolor  e indignación la noticia del asesinato de  la compañera Marielle Franco, el pasado 14 de Marzo. Marielle, quien también fue amiga del MST y de varias organizaciones de La Vía Campesina Brasil, fue una militante negra muy reconocida en la ciudad de Río de Janeiro, por su importante tarea en la defensa de derechos humanos y de la igualdad social, en un país donde hay una cínica reconcentración de riquezas  y una vergonzosa redistribución. Brasil encabeza la lista de países con más asesinatos de líderes sociales y ambientales (Sin Tierra, indígenas, quilombolas, campesinxs, sindicalistas) en estos últimos años.

Al presente, Marielle se desempeñaba como Concejal de la ciudad, y con mucho fervor denunció las constantes violaciones y abusos de autoridad por parte de la seguridad pública, situación que vino a agravarse con la intervención militar autorizada hace un mes por el presidente Michelle Temer.

Este vil hecho, se suma a  la sangrienta lista de asesinatos a líderes sociales, tanto del  campo como en  las ciudades, como el de hondureña Bertha Cáceres que cumplió dos años, y que aún permanecen impunes. En este sentido, como  La Vía Campesina demandamos una urgente intervención de los organismos de Derechos Humanos para que el derecho a la vida y demás derechos, sean respetados y garantizados para el conjunto de la clase trabajadora, en el norte y en el sur global.

Al Estado brasileño exigimos que  a través de sus diversos órganos competentes responda a una investigación inmediata y rigurosa en el caso de Marielle Franco, pero que también que se haga justicia con los cientos de asesinatos denunciados por  nuestras organizaciones miembros de este país. Reclamamos que los crímenes no queden en la impunidad, pues es la misma impunidad una de las responsables de muerte de más líderes en Brasil, exigimos que se detenga la represión y criminalización de las y los defensores de derechos y de la vida, en Brasil y en el mundo.

Finalmente, recalcamos nuestra solidaridad con todo el pueblo brasileño, pero también con todxs lxs pueblos, hombres, mujeres, jóvenes y niños, que luchan y resisten la violencia del capital, contra la pobreza, ocupación, desalojos y exclusión,  a favor de la dignidad humana, justicia social y soberanía.

Nos unimos y alzamos la voz de lxs Negrxs,  Sin tierra, de lxs afectados por las Represas, de lxs que luchan contra la minería, de lxs indígenas, de las y los campesinos que sostienen la Soberanía Alimentaria para decir: ¡Luto es Lucha!

¡Globalicemos la lucha, globalicemos la esperanza!

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Brasil: Movimentos ocupam Coca-Cola em Brasilia e alertam: “nossas águas não estão à venda!”

Na madrugada desta quinta-feira (22), cerca de 350 militantes organizados em movimentos populares ocuparam o parque industrial da Coca-Cola nos arredores de Brasília para denunciar a ação da multinacional na tentativa de espoliar os bens naturais do país, particularmente as águas. Esta semana acontece o 8º Fórum Mundial da Água, rodada de negociações promovida pela ONU para vender as águas para multinacionais.

Está na mira prioritária de Nestlé, Coca-Cola, Danone e outras empresas de capital internacional os maiores aquíferos do planeta, grandes reservas de água doce localizadas no Brasil. Nas semanas anteriores ao evento da ONU com as corporações, já houve menção no Congresso brasileiro de quantificar o preço do maior deles, o Aquífero Guarani.

Em janeiro, numa promíscua relação com as corporações do setor, o presidente ilegítimo, Michel Temer, participou de jantar durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, com o CEO da Nestlé, Paul Bulcke, e de outras empresas, como Ambev, Coca-Cola e Dow. Elas compõem o grupo 2030 Water Resources Group (2030WRG), consórcio que pretende privatizar cada metro cúbico disponível de água no planeta.

“Denunciamos as transnacionais Nestlé, Coca-Cola, Ambev, Suez, Brookfiled (BRK Ambiental), Dow AgroSciences, entre outras que expressam o caráter do ‘fórum das corporações’”, escreveram os movimentos em manifesto divulgado, remetendo-se ao evento organizado com a presença das multinacionais em Brasília. Para os movimentos, a intenção é privatizar este e outros aquíferos para produção de bebidas.

Além de palavras de ordem, os militantes deixaram seu recado em forma e pixações. Participam da ação militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
 

Outras informações:
Rafael – (11) 9 4196 7747 WhatsApp
Adilvane – (61) 9 9996 4391 e (49) 9 9160 5897 WhatsApp
Neudi – (11) 9 4817 2567 WhatsApp

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Brasil: FAMA 2018 encerra suas atividades com marcha e ato inter-religioso

A MARCHA PELAS RUAS DE BRASÍLIA do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) 2018, que encerra os seis dias de atividades, JÁ COMEÇOU. Vamos denunciar o uso da água como uma mercadoria, vamos lutar pela água como direito e bem comum! 

Vamos às ruas?!

#VemproFAMA 
#AguaéDireito 
#Fama2018 

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Brasil: Participantes do FAMA protestam em frente à Eletrobras em Brasília

Cerca de 700 participantes do Fórum Alternativo Mundial Água (FAMA) protestaram em frente à Eletrobras, em Brasília (DF), na manhã desta quarta-feira (21). O ato durou das 8h às 9h30, aproximadamente, no Setor Comercial Norte. O público presente no ato expressou a diversidade do FAMA: agricultores sem-terra, atingidos por barragens, trabalhadores do setor elétrico e de movimentos sociais. O Fórum começou no dia 17 e se encerra nesta quinta-feira (22), com a participação de 7 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, na capital federal.

Os manifestantes expressaram a posição contrária à privatização do Setor Elétrico brasileiro, articulada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB). José Josivaldo, integrante da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reforçou a importância da unidade entre os diferentes setores da sociedade para a multiplicação de ações conjuntas em defesa do patrimônio público. “Nós não podemos aceitar que o patrimônio brasileiro passe para as mãos de banqueiros e especuladores. Temos que fazer com que atos como este aqui se multiplique cada vez mais em ações por todos estados do país”, propôs.

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males

Para Nailor Gato, trabalhador da Eletronorte, coordenador do Coletivo Nacional de Eletricitário e vice-coordenador da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), a privatização do setor elétrico tem sido articulada desde o início do golpe. Sinais disso, de acordo com o eletricitário, é a nomeação de Pedro Pedrosa para a secretaria-executiva do Ministério de Minas e Energia, e de Wilson Pinto à presidência da Eletrobras. Ambos têm posição favorável à privatização e têm relações com as transnacionais da energia.

“Eles fazem essa política de desmonte por dentro, com o objetivo de fragilizar as empresas, para depois dizer que as empresas são ineficientes e tentar colocar isso na sociedade, para que passe esse projeto de privatização no parlamento”, aponta o integrante da FNU.

O ato contou com a presença dos deputados Chico Vigilante (PT/DF), João Daniel (PT/SE), Danilo Cabral (PSB/PE). Pelo menos 50 policiais foram deslocados para o local, além de oito viaturas do Batalhão de Choque, segundo informações do Major Elisson Souza, da Polícia Militar, que coordenou a operação.

Adesão dos funcionários da Eletrobras

De acordo com trabalhadoras da Eletrobras, a maioria dos funcionários da empresa deixou seus postos de trabalho para aderir ao protesto nesta manhã. Ianaê Carraro, trabalhadora no setor de Meio Ambiente há 11 anos, estava entre elas: “Eu participo como empregada, por que acho que é importante. Sou a favor do patrimônio público brasileiro, das empresas públicas, da manutenção das empresas com o monopólio do governo, com os impostos que já são pagos pelo povo”.

Foto: Joka Madruga

A funcionária frisa o papel da Eletrobras como promotora de políticas públicas de acesso à energia elétrica à população de baixa renda, por exemplo, por meio do Programa Luz Para Todos. Criado em 2003, o Programa conectou 3,2 milhões de famílias à rede de eletricidade.

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¿Porque construir un Instituto de Agroecologia Latinoamericano -IALA?

Por Fausto Torrez- Asociación Trabajadores del Campo – Nicaragüa
 
La creación de los IALA, se da en una etapa de desarrollo muy importante para la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC) y La Vía Campesina, los temas  centrales de Reforma Agraria integral base fundamental para la Soberanía Alimentaria sumaban agendas con los movimientos sociales en los Foros Sociales Mundiales y trabajamos para desencadenar una agricultura con campesinos, campesinas y pueblos originarios, los trabajadores del campo se posicionaban con alternativas desde la Madre Tierra frente al avance del capitalismo en la Agricultura.
 
Nuestro movimiento social venia de una acumulación de experiencias en la lucha y resistencia por un mundo mejor desde la colonia, soporto toda la presión de la acumulación originaria del capital, el avance de la Revolución Verde y el agronegocio, no obstante, esta larga lucha construyo derroteros y ante esta coyuntura nos propusimos la otra alternativa, desde la perspectiva Campesina y de los pueblos originarios.
 
Uno de los grandes avances de nuestro movimiento descansa en la formación, la capacitación, las escuelas se posicionaron para fortalecer nuestro liderazgo y movilizar a la clase trabajadora en temas muy trascártales cómo frenar a la OMC y luchar por sacarla de la agricultura y proponer otro modelo de producción poniendo en agenda la agroecología.
 
El desarrollo de nuestro movimiento nos llevó formar a nuestra militancia campesina e indígena, la universidad en ese momento y en algunos países tenía un pensamiento muy convencional con énfasis en profesionales al servicio de las transnacionales de la agricultura, una universidad muy elitista destinada a formar a los trabajadores de la clase dominante.
 
Informar que vamos a crear un centro latinoamericano de formación agroecológica, para algunos esta era una herejía académica, estos procesos no están destinados al movimiento campesino. Ante esta demanda pretendemos crear una institución dedicada a la agricultura campesina, mediante una metodología de campesino a campesino y a los lineamientos del pensamiento freiriano de una Educación Popular que, desde una propuesta integral de formación para la participación, el desarrollo de nuevos liderazgos y la incidencia para la construcción de una nueva cultura política en América Latina.
 
Un elemento importante en este proceso fue el rol del IALA de Venezuela, durante el desarrollo de la Revolución Bolivariana en el gobierno de Hugo Chávez, a partir de ahí valoramos la importancia de aportar construir de una nueva cultura política que transforme las relaciones de poder.
Estos centros de formación, se crean porque venimos de una región en constante movimiento, aquí se han desarrollado buenas experiencias políticas e incluyendo guerra de guerrillas, como el método más supremo en los años 70 y 80 y ahora ya en desuso, así hemos tenido escenarios de lucha muy fuertes, ahora estamos en otro momento histórico, diálogos de paz, crisis en los países progresistas y la construcción de un amplio movimiento social.
 
Después de este largo recorrido, dimos inicio a la creación de los IALAS.
 
Corría el año 2006 en la ciudad de Porto Alegre Rio Grande del Sur Brasil, cuando el compañero Joao Pedro Stedile, nos convocó para la creación de un centro de formación internacional para trabajadores del campo que tenga conocimiento técnico pero que nunca actúa como dueño de la verdad, que valoriza el conocimiento campesino/indígena, que tenga una nueva relación con la base, que entiende la agroecología como elemento de resistencia, de lucha, y como parte del otro mundo que queremos, y que es posible, estas primeras conversaciones se realizaron con un equipo operativo integrado por: Peter Rosset, Adalberto Martins (Pardal), Leonardo Chirino de la ANAP de Cuba y Fausto Torrez ATC de Nicaragua.
 
En sus inicios fue difícil crear este centro con la participación internacional y en medio de la incomprensión de algunos involucrados que eran miembros del gobierno de Venezuela, esta situacion era contraria al planteamiento del comandante Hugo Chávez y al acuerdo de la Marqueseña con el compañero Stedile del Movimiento Sin Tierra de Brasil. Al final este proceso fue mejorando y se realizaron las promociones.
 
El Comité promotor lo integraron en sus inicios:
 
ü  Fausto Torrez (ATC – Nicaragua)
ü  Peter Rosset (Vía Campesina Internacional)
ü  Adalberto Martins (MST- Brasil)
ü  Denir Sosa (MST – Brasil)
ü  Valquimar Reis (MST-Brasil)
ü  Olga Domené (UBV)
ü  Roberto Pérez (UBV)
ü  Sol Santander(UBV)
ü  Alfredo Ramos (UBV)
 
 
Al final este grupo se fue reduciendo en la medida que llegaron los primeros docentes y se estableció coordinación con el Ministerio de Educación y la Fundación Gran Mariscal de Ayacucho que le proporcionaba la beca a los estudiantes extranjeros y nacionales, fue importante la coordinación con la Universidad Bolivariana de Venezuela y después la Universidad de los Llanos UNELLEZ, el Ministerio de Agricultura y Tierra y el Ministerio del Poder Popular para Educación Universitaria, Ciencia y Tecnología
 
 
El Instituto Universitario Latinoamericano de Agroecología (IALA), ahora es una necesidad que nace del movimiento social aglutinados en la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC) y La Vía Campesina, en cada región o país se organiza con el nombre y el lema construido en colectivo por nuestras organizaciones Campesinas e indígenas. 
 
El IALA se concibe como un nuevo modo de crear y compartir conocimientos científico-tecnológicos, humanísticos y saberes que conduzcan a: romper con la lógica de la racionalidad dominante en el contexto agrario y rural de nuestros países, se trata de forjar una visión inter y transdisciplinaria e intercultural basada en enfoques agroecológicos complejos.
 
Fue allá en los años de los primeros Foros Sociales Mundiales, en Puerto Alegre Brasil, y el inicio de la Revolución Bolivariana del comandante Hugo Chávez, que compartíamos las experiencias de las Escuelas de Campo que cada organización tenia, los ejemplos de la Metodología de Campesino a Campesino y su aplicación en Cuba que nos llevó a promover la creación de una Universidad Campesina.
 
Tratamos de compartir la formación de militantes técnicos pedagogos en agricultura campesina (agroecología), que contribuya a la organización del campesino y en las luchas de transformación de la sociedad, identificar una ruta que nos lleve a lograr los cambios sociales hacia una forma de vida armónica con la naturaleza, independiente del mercado global y destinada a establecer relaciones horizontales de poder y por la emancipación humana.
 
Aquella idea inicial tuvo sus debates en el Foro Social de Porto Alegre en el 2005, los acuerdos suscritos entre la República Bolivariana de Venezuela y La Vía Campesina y su organización miembro el Movimiento Sin Tierra (MST) de Brasil, Tapes (2005), y Barinas (2005). El primer IALA se constituye oficialmente bajo el nombre del Instituto Universitario Latinoamericano de Agroecología “Paulo Freire” (IALA) mediante Decreto N.º 6008, publicado en la Gaceta Oficial N.º 38.994, de fecha 15 de abril de 2008; el cual se sustenta en los fundamentos de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela (1999); los Lineamientos Generales del Plan de Desarrollo Económico-Social 2007-2013; la Alternativa Bolivariana para los Pueblos de América (ALBA).
 
Años después la CLOC – Vía Campesina, paso a masificar la experiencia en varios países para adecuar cada experiencia a las características de la región y tomar en cuenta en tema de los pueblos originarios, todos esto nos ayuda a trabajar el desarrollo de la agricultura campesina como un sector estratégico en la producción de alimentos, la mejor expresión del buen vivir de los pueblos. 
A lo largo de nuestra experiencia hemos compartido las visiones de los Institutos de formación Agroecológica en Latinoamérica, son la Universidad Campesina y de los Pueblos Originarios, en Venezuela, Brasil, Paraguay, Argentina, Colombia, Nicaragua y en Chile este último dedicado a las mujeres sembradoras de la esperanza.
 
En cada IALA se desarrolla una metodología de alternancia, conjugando lo presencial con lo comunitario, formando a militantes, estos en su salida contribuirán con el desarrollo endógeno, integral y agroecológico al tiempo que fortalecerán las luchas contra el neoliberalismo, los agronegocios, la dependencia en todas sus formas y la depredación ambiental.
 
Trabajar estas competencias genéricas y transversales a todos los niveles educativos y participativos con las prácticas en la agricultura campesina, comercio libre, consumo responsable y convivencia al final nuevos profesionales del campo capaces de informar los modos de producción agropecuaria, sustentada la Soberanía Alimentaria.
 
Nos urge la construcción de un contenido profundamente social y humano, darle a la agroecología un espacio más ecosistémico, por encima del perfil técnico, esta generación de conocimientos ayuda al mejoramiento de procesos formativos de equidad y pertinencia social inherentes a la responsabilidad social. Desde esta perspectiva, el instituto contribuirá con la consolidación comunitaria y la conformación de una ciudadanía protagónica.
 
Desde La CLOC – Vía Campesina, no podemos abordar el tema de la producción agroecológica, sin tener una concepción muy clara del problema de la tierra y en ella la Reforma Agraria como el motor que hace un balance a las raíces de una historia de dominación e injusticias al tema del acceso a los bienes comunes para ejercer una agricultura más humana, más resiliente y capaz de mejorar los niveles de vida en el campo.
 
La implementación de una agricultura manipulada por la colonización y años después por la Revolución Verde, con la multiplicación del agro tóxicos, generaron de una agricultura dependiente del mercado capitalista.
 
Al final, estamos desarrollando procesos de formación técnica, política e ideologica   y humanística con valores y prácticas de respeto mutuo entre las organizaciones, creando un nuevo currículum escolar que mantenga la unidad entre la práctica y la teoría y elaborando el método de organización escolar en un gran ejercicio interno de poder popular.
Doce años después, la CLOC – Via Campesina tiene un paisaje de Institutos de Agroecología con organizaciones campesinas y de pueblos originarios, además académicos como el SOCLA la sociedad Científica Latinoamericana de Agroecología y Redes de Organizaciones del Movimiento Social e instituciones internacionales como la FAO, además organizaciones No Estatales como Mundubat y Agroecology Funds etc.
Desde el IALA hacemos de la agroecología, un modo de vivir, luchar, y resistir contra el capitalismo. Producir alimentos, en el territorio sanos y saludables base de la soberanía alimentaria, el Buen Vivir de nuestros pueblos.
 
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Paraguay: La FNC realiza su marcha anual por Reforma Agraria y Poder Popular

Este miércoles 21 y jueves 22 de marzo, la Federación Nacional Campesina (FNC) realizará su tradicional marcha en la capital paraguaya, acción que viene realizando ininterrumpidamente desde hace un cuarto de siglo. El lema que los moviliza este año es “Por Reforma Agraria, elegimos Poder Popular”.

Desde sus inicios, la marcha de la FNC fue planteada como una expresión política del campesinado. Esto significa que no se agota en lo reivindicativo gremial o en una visión netamente sectorial, sino que trae consigo el dolor y las penurias por la que atraviesa nuestro pueblo y una propuesta política para transformar nuestro país y construir una nueva sociedad, una patria nueva.

En esa trayectoria, la marcha campesina de la FNC fue protagonista de las grandes luchas populares en nuestro país: la defensa de las libertades públicas en el Marzo Paraguayo y la condonación de la deuda campesina en el marco de la reactivación productiva nacional, que se constituyó en la fuerza principal para frenar el proceso de privatización en el año 2002; la conquista de más de 200.000 hectáreas de tierra que hoy son asentamientos florecientes con producción campesina, escuelas, caminos, electricidad, vivienda, todo como resultado de la organización y la lucha.

Durante estos años, la marcha campesina de la FNC también trajo consigo la elaboración y presentación de programas de desarrollo independiente y soberano a los gobiernos de turno: programa de reactivación productiva nacional, la banca pública, la producción e industrialización del algodón, entre otros. Este año presenta el Programa Nacional para la Producción Hortícola. Y lo más importante: mantiene una organización al paso de los años.

Esta 25º Marcha Campesina trae la consigna de la Reforma Agraria porque constituye el único camino para transformar la realidad impuesta por la oligarquía y los países imperialistas para nuestro país dominado. Y la consigna del Poder Popular como alternativa de participación política de nuestro pueblo, contrastando con la farsa electoral que renueva a los mismos corruptos, sinvergüenzas y bandidos. Ante esta realidad, lo que queda es ir construyendo un camino con el pueblo como única garantía de un salto cuantitativo hacia la transformación.

Revise el programa de la Marcha Campesina de la FNC.

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Brasil: Mujeres ocupan Nestlé contra la privatización de las aguas

En enero del 2018, Michel Temer y el presidente de Nestlé, Paul Bulcke, estuvieron reunidos para discutir la explotación del Acuífero Guaraní.

La sede de Nestlé en São Lourenço, región sur de Minas Gerais, ha sido ocupada por 600 mujeres Sin Tierra a las 06h de la mañana de este martes 30. Las mujeres, que continúan en la Jornada Nacional de Lucha, denuncian la entrega de las aguas a las corporaciones internacionales que está siendo fuertemente promovida por el gobierno golpista de Michel Temer. Ellas alertan de los grandes acuerdos que tienen lugar en este momento en el Foro Mundial de las Aguas, en Brasilia.

“Imagínate siendo obligada a comprar botellas de agua a lo largo de todo el día para saciarte la sed. Nadie lo aguantaría. Y eso es lo que quieren las empresas que están reunidas en este exacto momento en aquel Foro”, comenta Maria Gomes de Oliveira, de la Dirección del MST. “Hace falta mucho atrevimiento para organizar un foro internacional con el objetivo de comercializar nuestras reservas de agua. Ellos no están reunidos para discutir la gestión de nada, están promoviendo una verdadera subasta para vender el país a “precio de bananas”, comenta la dirigente.

En enero del 2018, Michel Temer y el presidente de Nestlé, Paul Bulcke, estuvieron reunidos para discutir la explotación del Acuífero Guaraní.  La reserva abarca a cuatro países. Después de la victoria de los conservadores en Argentina y de los golpes de Estado promovidos en Paraguay y en Brasil, solamente Uruguay puede poner obstáculos a la privatización. “Cuanto más se profundiza el golpe, más clara queda la influencia de los grandes grupos económicos sobre la política y su interés en explotar nuestras riquezas naturales”, explica Oliveira.

Extracción Criminal

La empresa, que controla un 10,5% del mercado mundial de agua, está instalada en la ciudad de Minas Gerais desde 1994, cuando compró las fuentes y el Parque de las Aguas de São Lourenço. Desde 1997 la población local denuncia la explotación de las aguas en la región. Aguas que, antes de ser privatizadas, eran largamente utilizadas para tratamientos medicinales. Además de la reducción del caudal, se nota el cambio en el sabor del agua, o sea, la explotación está haciendo que el agua pierda sus sales minerales.

El proceso de envase lleva al mercado dos marcas: “São Lourenço” y “Pure Life”. Ésta última fue comercializada sin licencia estatal desde 1999 hasta 2004, cuando el gobierno de Aécio Neves (PSDB) regaló el permiso a la empresa. Sin embargo, una acción civil pública en contra de Nestlé identificó que, además de abrir ilegalmente el Pozo Primavera y así promover la sequedad de la fuente magnesiana, el agua producido también era ilegal. Nestlé retiraba todo el mineral del líquido, a través de un proceso químico para, a continuación, adicionar sales minerales de su propia patente.

“Nestlé se estableció aquí hace décadas y, desde entonces, promueve la explotación predatoria e, incluso, irregular. El agua es un bien común de la humanidad, defenderla es una cuestión de soberanía”, explica Maria. Pese a la afirmación del presidente de Nestlé de que no hay superexplotación, dos de las fuentes del parque ya se han secado. Según los datos oficiales de la propia empresa, son extraídos 19 millones de litros de agua al año.  Y, como no hay una legislación específica sobre el mercado, compete a la Unión, al municipio y al Estado una compensación financiera. En 2016 esto reportó a São Lourenço 563 mil míseros reales.

Esclavitud

La región sur de Minas Gerais es conocida por su gran producción de café. Nestlé controla a un 22% de las marcas de café en el mundo, de las cuales una parte fundamental es recolectada en esta región. El plantío convencional, que utiliza altos niveles de agrotoxicos, emplea a miles de trabajadores irregulares anualmente. Faltan fiscales del trabajo para controlar las violaciones que suceden en las haciendas productoras de café. En 2015 dos adolescentes, uno con 14 años y otro con 15, han sido rescatados de haciendas de Nestlé.

¡Marielle vive!

Las mujeres sin tierra prometen continuar con las luchas a lo largo del año. En este sentido, Maria Gomes de Oliveira es categórica: “Mientras la burguesía siga imponiendo esta ruptura democrática, condenando a la población brasileña a la perdida de derechos, seguiremos ocupando tierras, empresas y propiedades para denunciar a todos los articuladores del golpe. El pueblo necesita saber quienes son los responsables de la miseria, de su explotación y de la destrucción del medio ambiente”.

También puedes seguir:

3000 Mujeres Sin Tierra ocupan sede de Compañía Hidroeléctrica de São Francisco

200 Mujeres Sin Tierra cierran  autopista en el Municipio Conceição da Barra en Espírito Santo

300 Mujeres Sin Tierra de la región Amazónica en el acceso a la fábrica de Suzano Papel y Celulose

Sin Tierra marchan en Bahia. Erineide Cacique de la  Tribu Troca Tupa también estuvo presente

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De la página del MST

Traducido por Amanda V.

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Paraguay: «Nosotras estamos transformando el mundo»

Estamos en las calles, barrios, mercados, empresas, fábricas, colegios, universidades, chacras, en todas las casas. Estamos juntas y convencidas de que no estamos solas, de que hay mujeres luchando contra tanta violencia, contra tanta injusticia.

El 8 de marzo es un emblema de lucha de mujeres por la búsqueda de salarios justos y el fin de la precarización laboral, por una vida libre de violencia, siguiendo la lucha histórica de tantas y tantas mujeres en diferentes partes del mundo. También en Paraguay nos adherimos al paro internacional de mujeres saliendo y llenando la plaza de la Democracia, en un acto que concluyó con un festival que reunía a mujeres artistas populares, de barrio, de organizaciones.

No ha sido fácil, ni será fácil, la denuncia, resistencia y lucha es contra el sistema patriarcal y capitalista causante de todas las violencias y opresiones que vivimos principalmente las mujeres. No lo decimos como mera cuestión panfletaria o de discurso hueco, estamos hablando sobre todas las formas de violencia y discriminación que vivimos por ser mujeres, y que sigue siendo una lucha diaria ser reconocidas como trabajadoras principalmente en las labores de la casa, el trabajo doméstico.

En lo que va del 2018 con mucho dolor y rabia, pero también con la certeza de luchar por justicia, denunciamos 12 casos de feminicidios en el país y 2 de víctimas paraguayas en el extranjero. Este año definimos en plenaria que el lema sería: “Si nuestras vidas no valen, produzcan sin nosotras”. Y una vez más salimos a las calles, ese día cerramos una de las principales calles de Asunción al mediodía, hicimos una ronda tomadas de las manos y al ritmo de una batucada de mujeres gritamos nuestras consignas e invitamos a la marcha central. En Pilar, Encarnación, Hernandarias, Ciudad el Este, entre otras ciudades, también las mujeres organizaron actividades.

En medio de la emoción por la marcha, tantas horas robadas al sueño no significó nada para quienes conformamos los equipos de trabajo, las tareas que teníamos cada una con toda la fuerza de la historia, llegó el momento de la concentración, y a la plaza de las Mujeres comenzaban a llegar las manifestantes en grupos o solas, de diferentes formas; algunas con pañoletas, otras ya pintadas, y la diversidad estaba a la vista. Estaban las chicas artistas presentando música, poesía; las chicas que maquillaban, las agitadoras y todo era color, sobre todo color violeta.

Alrededor de las 18:20 nos preparamos para la marcha, vivimos un momento místico donde las indígenas del Pueblo Mbya Guaraní vinculadas a Conamuri realizaron el jeroky ñembo’e para desear buenos resultados a la acción. Se fueron sumando más personas a medida que la hora se acercaba, algunas llegaban corriendo, otras se bajaban presurosas del colectivo con sus carteles para sumarse en el trayecto, según contaba Librada, nuestra compañera que contribuía desde el equipo de seguridad.

Foto: Keyla Denis

Llegamos a la plaza de la Democracia en medio de consignas y con la perfomance “Kuña Poderosa”, que buscaba mostrar esa diversidad de mujeres de la clase trabajadora. El Manifiesto que se compartió en el cenit del evento hablaba de las reivindicaciones de las 60 organizaciones firmantes, recogiendo todas las reivindicaciones de las mujeres del campo y la ciudad: Seguimos las raíces históricas de esta fecha, donde las mujeres obreras y las socialistas cambiaron el mundo. Hoy los feminismos siguen cambiando el mundo y se constituyen quizás en el principal movimiento que cuestiona las bases fundantes de las sociedades patriarcales, capitalistas, heteronormativas, colonialistas y racistas.

Hoy paramos NO para tener “las mismas condiciones que los hombres” dentro de este sistema. Paramos por un sistema que sea justo y humano para todas y todos, y también para la tierra.

Nosotras luchamos para que los 365 días del año seamos reconocidas como personas, reconocidas como trabajadoras, que sea reconocido que nosotras seguimos teniendo doble y triple jornada laboral, que seguimos ganando menos por igual trabajo, que seguimos siendo violentadas por defender nuestros territorio cuerpo y territorio tierra, seguimos repudiando los crímenes de feminicidios y luchamos por el fin de todas las violencias que nos oprimen, que nos duelen. Las mujeres somos la fuerza transgresora, somos la fuerza que transformará al mundo, nosotras luchamos para que todas, todos, todes seamos libres.

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Brasil: Nota do Brasil de Fato a Marina dos Santos del MST – “O luto por Marielle seguirá sendo luta”

Dirigente nacional do MST comenta as mobilizações em repúdio ao assassinato de Marielle Franco e seu motorista

Na última quinta-feira (15) os militantes pela reforma agrária se somaram às mobilizações realizadas em diversas cidades do país, para condenar o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson Gomes. A repercussão da execução de Marielle ganhou destaque na mídia nacional e internacional, que destacava a atuação da parlamentar frente às violações aos direitos humanos nas favelas cariocas. 

Marina dos Santos, carioca e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST), em entrevista ao Brasil de Fato, fala sobre a forte comoção nacional gerada pelo brutal crime contra a parlamentar e faz um chamado para que o luto pela morte de Marielle se torne um combustível para a luta. Confira:

Brasil de Fato: Marina, há muitos anos o Brasil não vivia uma comoção tão grande como na última quinta-feira, após o assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista dela Anderson Gomes. Que recado o povo buscou passar nesses atos pelo país?

Marina dos Santos: Ontem foi um dia de indignação coletiva. Toda militância dos movimentos sociais, partidários e sindicais, saíram às ruas para protestar, se solidarizar e cobrar do Estado ações punitivas aos responsáveis por essa brutalidade ocorrida no Rio de Janeiro. Foi uma demonstração para o Brasil e para o mundo de que tentaram roubar a voz, tentaram calar e silenciar o conjunto da esquerda, não só da Marielle. Mas o movimento popular sindical e partidário deu uma forte resposta com demonstração de forças nas ruas dizendo: mexeu com uma mexeu com todas.

Você acredita que aquelas pessoas que saíram às ruas, além da indignação pela morte da vereadora, também carregavam uma insatisfação com as políticas do governo, principalmente em matéria de segurança pública?

As manifestações também refletem a insatisfação com as medidas do governo golpista, seja com a intervenção militar no Rio de Janeiro, seja com a falta de políticas públicas que realmente combatam a desigualdade social e a criminalidade. Acho que as manifestações do dia 15 deixaram claro que o povo, a sociedade, o país não concorda com a intervenção militar no Rio de Janeiro e, ao contrário do que o governo federal acredita, a intervenção militar estimula a criminalização a pobreza e a violência contra os pobres e os negros, especialmente das favelas. Acho que é preciso políticas de emprego, fortalecimento do salário mínimo e educação para juventude urbana. É preciso combater o crime e a violência não com medidas, não com uma intervenção militar que, na prática, só fortalece esse processo de criminalização da pobreza. 

Como você acredita que é possível superar essa realidade de violência contra os lutadores sociais, que também atinge o MST?

Claramente o caso de Marielle e Anderson se enquadrariam no processo de violência e criminalização de lideranças dos movimentos populares, como vem ocorrendo com os trabalhadores sem terra. No Brasil, somente nesse nesse período do pós-guerra, foram mais de 100 assassinatos de lideranças camponesas e indígenas no Pará. Só vamos superar isso com reformas estruturais, profundas, como a implementação de uma reforma agrária popular, com uma reforma urbana, com a  reforma tributária, combatendo os monopólios dos grandes meios de comunicação. E, para isso, esperamos que o povo tome de fato as ruas e promova todo tipo de luta que ajude a superar esse momento difícil que o Brasil está vivendo. Que combata as políticas de maldades contra a classe trabalhadora e que nós tenhamos uma paz verdadeira, principalmente nos grandes centros urbanos e nas favelas desse país.

Essa realidade de violência se agravou com o golpe de estado em 2016?

Claro. E esse assassinato covarde brutal da Marielle e de seu motorista mostra a face do golpe institucional que o Brasil viveu recentemente, a fragilidade da nossa democracia. É um crime que evidencia a bárbara e vergonhosa situação que nosso país está passando. 

O caso da Marielle ganhou uma forte repercussão nacional e internacional. Quais podem ser os desdobramentos dessas mobilizações?

Em vários países do mundo houveram manifestações, nas quais foram feitas cobranças ao Estado brasileiro. É muito duro que o preço da luta seja a vida da Marielle e tantos jovens pobres do Brasil que morrem todos os dias. Mas eu acredito que o luto por Marielle seguirá sendo luta. Tem tudo para que essa comoção nacional se transforme um grande movimento de lutas, de tomada das ruas, de ascenso das lutas de massas, de ascenso da classe trabalhadora. Poder se indignar e demonstrar sua indignação com tanta injustiça contra a classe trabalhadora brasileira, talvez seja desafio que nós temos neste momento. Precisamos superar a fragmentação dentro da esquerda e nos unir contra o golpe, contra o pacote de maldades do governo que está sendo implementado e que significa uma forte retirada de direitos dos trabalhadores. Eu acho que o sangue derramado dessa jovem lutadora, assassinada cruel e covardemente, pode nos ajudar a cumprir esse papel de dar unidade aos movimentos sociais, ao conjunto dos partidos políticos, do movimento sindical, enfim, da classe trabalhadora do Brasil. 

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Seminario Declaración sobre los derechos de los campesinos y las campesinas y otras personas trabajando en áreas rurales – grabación

Con Diego Montón- CLOC / LVC y Natalia Pacheco- Misión Diplomática de Bolivia en Ginebra.

Mientras en las ciudades tenemos cada vez más problemas de obesidad y diabetes por la imposición de una dieta no saludable que da ganancias a los sectores económicos mas poderosos y que destruye nuestra salud y nuestro planeta, los campesinos y campesinas que producen los buenos alimentos sufren cada vez más por la discriminación, destrucción de sus recursos, el acaparamiento de tierras, el olvido estatal, el impacto de los tratados comerciales, los daños causados por el extractivismo o el monocultivo y la criminalización, entre otros muchos más.

A pesar de alimentar al 70 % del planeta, las campesinas y campesinos están en peligro! Desde el 2011, siguiendo una iniciativa de La Via Campesina, se viene negociando en la ONU para la adopción de una Declaración sobre los derechos de los campesinos y las campesinas y otras personas trabajando en áreas rurales, que proteja sus derechos y asegure su reconocimiento como sujetos políticos y jurídicos. Sin este reconocimiento no solo los campesinos y campesinas sufren, sino también nuestra madre tierra y quienes nos alimentamos con lo que producen.

La próxima sesión de negociaciones tendrá lugar en abril, del 9 al14, donde los estados podrían cooperar para lograr una pronta adopción de la Declaración, en 2018. No obstante, la Unión Europea, Estados Unidos y otros países, o bien se oponen a la adopción de esta Declaración, o quieren debilitar el texto que se ha negociado hasta ahora. No podemos permitir que se bloquee el proceso. Tomar acción está en nuestras manos.

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