Brasil: Campesinato Garante Soberania Alimentar No Alto Sertão Sergipano

O Campesinato no Alto Sertão Sergipano tem garantido a Soberania Alimentar por meio da Unidade de Produção Camponesa (UPC), localizada no Projeto Califórnia em Canindé do São Francisco, Sergipe. Essa é uma área do Governo Estadual que foi destinada em comodato ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que tem como mensagem política construir soberania alimentar, produzindo alimentos saudáveis com respeito a natureza para alimentar o povo brasileiro, afirmando o Campesinato como sujeito necessário para construção da Soberania Nacional e do Socialismo por meio da construção do Plano Camponês.

A Unidade de Produção Camponesa no Sergipe tem como objetivo central ser uma Casa Mãe de Sementes Crioulas, onde possa juntamente com os camponeses e camponesas estarem multiplicando variedades de sementes, garantindo o resgate da diversidade camponesa que foi se perdendo com o avanço do Capital na Agricultura e do Agronegócio, esse modelo de produção que tem causado grandes transformações de destruições ao Campesinato. É um modelo que utiliza que faz uso de agrotóxicos, sementes transgênicas, monocultura, concentra grandes propriedades de terras, Latifúndios, e expulsa os povo tradicionais de seus territórios.

Foto: MPA

Foto: MPA

A área também conta com uma produção diversificada de alimentos saudáveis, como: couve, alface, coentro, tomate, pimentão, pimenta, beterraba, batata-doce, macaxeira, quiabo, abóbora, acerola, alimentos altamente livres de venenos químicos. Construir a Soberania requer cuidado diário e o uso sustentável dos recursos naturais, principalmente da terra, água e sementes. Fazer Agricultura Camponesa não é só um jeito de produzir no campo, é um modo de ser e de viver.

“A UPC é um espaço de todos os camponeses e camponesas que constroem todos os dias o nosso Plano Camponês, é um espaço que pertence as mulheres, são elas que cuidam da diversidade camponesa, são as guardiãs da vida, da soberania, do campesinato, a participação das mulheres empodera nossa unidade, é um espaço que pertence a juventude, por fim é um espaço que pertence a todos aqueles que acreditam na agroecologia, no sistema camponês de produção, na resistência camponesa e numa vida de qualidade no campo”, explica a jovem camponesa do Movimento, Sheila Oliveira.

Por Comunicação MPA

Publicada en Sin categoría

Guatemala: 18 familias más sin alimento y vivienda

Producto de una serie de desalojos que se están ejecutando en Alta Verapaz e Izabal más de 130 familias Maya Q’enchi’ se han quedado sin granos básicos, sin vivienda y con efectos psicológicos, que marcarán su vida para siempre.

Ayer fueron desalojadas 18 familias de la comunidad Semuy Chacchila’, Senahú, Alta Verapaz. Se recuerda que el 30 de octubre fue desalojada la comunidad Chaab’il Ch’och,
Y el 1 de noviembre de este año se desalojó a las familias de La Cumbre Tactic.

La Procuraduría de los Derechos Humanos de Alta Verapaz tiene conocimiento que se llevarán a cabo entre 4 y 6 desalojos antes de que finalice el año.

Por su parte el Comité de Unidad Campesina -CUC- tiene ha informado que posiblemente las comunidades ha desalojar sean Santa Rosita, Unión Setal y 30 de Junio en El Estor, Izabal y Miralvalle en Panzos, Alta Verapaz.

Las viviendas, granos básicos, herramientas de trabajo, utensilios de cocina y alimentos de las familias desalojadas han sido destruidos por trabajadores de los supuestos dueños de la tierra custodiados por cientos de elementos de la Policía Nacional Civil, el Ministerio Público y la Comisión Presidencial de Derechos Humanos.

Se teme por la seguridad alimentaria y salud de las familias, principalmente de niños y adultos mayores, ya que se encuentran desoladas, porque el gobierno ha incumplido lo establecido en los protocolos de desalojos, negándoles un albergue temporal y alimentación.

Publicada en Sin categoría

Brasil: Pilatos 2.0: Empresas Lavam As Mãos Para Os Problemas Dos Agrotóxicos No Campo E Na Cidade

Durante a passagem que narra o julgamento de Jesus Cristo talvez uma das expressões que marcaram esse fato é o momento onde Pôncio Pilatos decide não se envolver com o problema da condenação de Jesus, e lava suas mãos o entregando a Herodes, dois mil anos se passaram e seguimos vendo os verdadeiros responsáveis seguidamente “lavando as mãos” aos problemas que eles mesmo causaram e deveriam ao menos reparar os seus danos.

Nos dias de hoje as grandes empresas do agronegócio se conformam em versões “modernas” de Pilatos, se eximindo de qualquer responsabilidade dos problemas ambientais e na saúde causados pelos seus produtos e seu modo de produção, tanto na agricultura quanto no consumo as empresas produtoras de agrotóxicos vem transferem a responsabilidade de seus produtos para os indivíduos que os utilizam e os consomem, analisamos isso em dois caso que estão nas “pontas” da produção.

Agricultores devem assinar termo de risco e responsabilidade para uso de agrotóxico banido

Em setembro deste ano a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA, decidiu pelo banimento do princípio ativo Paraquate, que compõe herbicidas utilizados no Brasil, o processo de banimento não é imediato, mesmo com as comprovações do produto como causa de mutações genéticas e de Parkinson, terão três anos para poder conseguir seguramente acabar com todos os estoques das empresas, e quem sabe ganhar tempo para verter o processo, neste ponto já nos deparamos com um absurdo tremendo, como podemos afirmar que estão preocupados com a saúde da população, quando um produto como esse tem prazo longo para não circular mais? perder algumas milhares de pessoas não faz diferença para o capital. Numa era de economia estagnada movimentar a economia da “saúde” ou melhor da doença, pode ser bem mais vantajoso.

Oque nos chama mais atenção nesse banimento brando e tardio do paraquate, é que ele poderá ser comercializado desde que o agricultor assine um termo de responsabilidade do risco do agrotóxico, e afirma que o mesmo só deve ser utilizado via aplicação de tratores com cabine fechada, esse termo exime de fato o fabricante e o estado de qualquer dano que o produto venha causar ao agricultor, num país onde a precarização do trabalho avança, o serviço  de fiscalização dos órgãos do estado são insuficientes, o paraquate seguirá vitimando nossa população, mas agora “consciente” dos problemas desse veneno. A pergunta é durante esses três anos para alcançar o banimento, quantas pessoas irão morrer? Quantas pessoas serão afetadas pelo Parkinson e outras doenças? A quem importa tudo isso?  Assinando ou não o termo de responsabilidade não importa, a empresa produtora do paraquate, o estado brasileiro lavam as mãos para a população que seguirá na marcha para o Calvário dessa vez não com uma cruz mas com um galão de paraquate.

O Milagre do bicarbonato ou a tapeação da mídia

O portal de notícias G1, publicou recentemente uma matéria onde demonstra que o uso de bicarbonato de sódio dissolvido em água retira até 96% dos agrotóxicos da maçã. Uma notícia um tanto tendenciosa e ilusória, mais uma vez buscando o exemplo de Pilatos, enquanto empresas lavam as mãos pela responsabilidade dos dados de seus produtos químicos, transferem a responsabilidade da contaminação do veneno para quem consome.

Ter um alimento livre de agrotóxico vai muito além da tentativa de sua retirada das superfícies dos alimentos, não se pode responsabilizar os consumidores por isso, os agrotóxicos se converteram em um caso de contaminação ambiental e de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o uso dessas substâncias é da ordem de 3 milhões de toneladas/ano, expondo, só no meio agrícola, mais de 500 milhões de pessoas.

A pesquisa apresentada pela notícia do G1 trata a eliminação de 2 agrotóxicos da maçã, o tiabendazol e inseticida phosmet. O tiabendazol é um fungicida sistêmico, ou seja sua ação se dá por meio a penetração e circulação na seiva da planta alcançando todas suas partes, inclusive os frutos, jamais uma solução de bicarbonato de sódio conseguiria eliminar isso.

Os casos anuais de intoxicações agudas não intencionais nos países do terceiro mundo são estimados em 1 milhão, com 20 mil mortes. As intoxicações crônicas, embora de mais difícil avaliação, são estimadas em 700 mil casos/ano, com 37 mil casos/ano de câncer em países em desenvolvimento e 25 mil casos/ano de sequelas persistentes.

O uso de substâncias como bicarbonato, álcool, hipoclorito podem até funcionar como uma forma de higienização da superfície dos alimentos mas não eliminar os agrotóxicos contidos neles.

Esse tipo de pesquisa e a sua veiculação avançam ao passo que aparecem nas prateleiras aparecem as soluções de limpeza de alimentos que eliminam até 99% dos agrotóxicos, o que está mais para uma tapeação camuflada de um “sinal de responsabilidade das empresas com os consumidores”.

Ao lavarem as mãos para o problema da contaminação dos alimentos pelo uso de agrotóxicos as empresas colocam sobre nós a responsabilidade dos prejuízos dos venenos a nossa saúde. A única alternativa real e possível para consumirmos alimentos limpos de veneno e a mudança do modelo produtivo, uma transição no modelo, que exclua da agricultura, transgênicos e agrotóxicos, que se torna possível quando quem produz e quem consome se correlacionam de forma estrutural, seja o campo ou na cidade já basta de assumirmos a responsabilidade pelos problemas que não foram criados por nós.

 

Por Josiene da Costa* e Bruno Pilon**

*Médica Popular e militantes do Movimento dos Pequenos Agricultares- MPA

**Técnico Agrícola e militantes do Movimento dos Pequenos Agricultares- MPA

Publicada en Sin categoría

Venezuela: Gobernar con la gente – Gerónimo Paz

Gobernar con la gente es el mayor desafío de un proceso y un gobierno revolucionario. Si se es capaz o no de construir formas y medios para que el común participe en la toma de decisiones define su calidad revolucionaria. Todo los otros ámbitos del gobierno deben estar transversalizados por la participación democrática de todos y todas.

Gobernar con la gente requiere de una sólida convicción individual y colectiva de quienes dirigen, de quienes gobiernan. Es un cambio de paradigma, es la superación de los viejos cánones de la democracia de élites y castas. Es comprender el poder y el acto de gobernar como mecanismo de emancipación, como instrumento colectivo para alcanzar objetivos del bien común.

La vocación por un gobierno de la gente y con la gente es la mayor expresión de una liderazgo democratico y revoluciónario. Construir poder popular es el acto más radical que un o una revolucionaria puede hacer. No hay nada más peligroso para el capitalismo que una democracia profunda porque precisamente es la otra democracia, la democracia de cúpulas y castas, la forma política que adquiere la dominación sobre las mayorías. En una sociedad donde la democracia esté en manos de el pueblo, en donde todos los resortes del poder estén, o bien bajo control de las mayorías organizadas o bien bajo su interpelación permanente, no puede haber dominación.

La Revolución Bolivariana tiene entre sus aciertos haber diseñado y propuesto a las mayorías nacionales la democracia más avanzada del siglo XXI. La Democracia Revolucionaria la llamó Chávez, fue su gran pasión y apuesta para superar el viejo Estado Oligárquico. Logró convencer al pueblo que la asumió con igual pasión y se dispuso a construirla, pero no así a la burocracia, a las castas ya enquistadas en el poder que hicieron y hacen todo para que ésta no se materialice. Ahora tenemos oportunidad desde las alcaldías de avanzar en este rumbo democratizador. Ojalá una luz de lucidez y una dosis de voluntad política se haga presente en nuestra dirección política para iniciar el proceso de profundización democrática de la revolución transformando el poder público municipal en Poder de la Gente.

Publicada en Sin categoría

Brasil: Cansado do descaso das autoridades, o povo de Correntina reage em defesa das águas

A mídia está a noticiar que na manhã de quinta-feira, 02/11/2017, feriado de Finados, houve manifestação de populares nas Fazendas Igarashi e Curitiba, no distrito de Rosário, município de Correntina. Segundo imagens e áudios que circulam pela Internet, estas fazendas teriam sido invadidas e parte de suas máquinas, instalações e pivôs quebrados e incendiados, e que os autores destas ações são populares de Correntina. Segundo os relatos participaram da ação entre 500 a 1.000 pessoas.

O Oeste da Bahia tem se destacado como produtor de grãos para exportação, referência para o agronegócio nacional, cada vez mais de interesse internacional. Está inserido no MATOPIBA – projeto governamental de incentivo a esta produção nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – atual fronteira agrícola brasileira, onde estão localizados os últimos remanescentes de Cerrado no Brasil. É nesta região onde se encontram os rios Carinhanha, Corrente e Grande, suas nascentes, subafluentes e afluentes, principais contribuintes com as águas do rio São Francisco na Bahia, responsáveis por até 90% de suas águas no período seco. São estas águas que abastecem milhares de comunidades rurais e centenas de municípios baianos e dos outros estados do Submédio e Baixo São Francisco.

Os conflitos causados pela invasão da agropecuária, desde os anos 1970, no que eram os territórios tradicionais das comunidades que habitam o Cerrado, têm sido pauta de uma intensa discussão, e de dezenas de audiências públicas. A gravidade destes conflitos é de conhecimento regional, estadual, nacional e até internacional. Contudo, ao longo de décadas o agronegócio nunca assumiu a responsabilidade por sua nefasta atuação, alicerçada num tripé que tem como eixos centrais: a invasão de terras públicas por meio da grilagem e da pistolagem; o uso de dinheiro público para implantação de megaestruturas e de monoculturas de grãos e pecuária bovina; o uso irresponsável dos bens naturais, bens comuns, com impactos irreversíveis sobre o ambiente, em especial, sobre a água e a biodiversidade, além de imensuráveis impactos sociais.

A ação do povo de Correntina não é de agora. Assistindo à sequência de morte de suas águas essenciais, diante do silêncio das autoridades, ações do tipo e outras vêm sendo feitas há mais tempo. Em 2000, populares entupiram um canal que pretendia desviar as águas do mesmo rio Arrojado agora ameaçado pelas fazendas no distrito de Rosário. O canto fúnebre das “Alimentadeiras de Alma”, antiga tradição religiosa de rezar pelos mortos, passou a ser realizado para chamar a atenção para a morte das nascentes e rios às centenas na região. Romarias com milhares de pessoas vêm sendo feitas nos últimos anos em cidades da região em protesto contra a destruição dos Cerrados.

As ações do agronegócio possuem a chancela do Estado baiano e brasileiro, que age como incentivador e promotor, é insuficiente ou omisso nas fiscalizações e tem sido conivente com a sua expansão por meio da concessão de outorgas hídricas e licenças ambientais para o desmatamento, algumas sem critérios bem definidos. Estes critérios que vêm passando por intensas flexibilizações com as mudanças radicais na legislação ambiental. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA concedeu à Fazenda Igarashi, por meio da Portaria nº 9.159, de 27 de janeiro de 2015, o direito de retirar do rio Arrojado uma vazão de 182.203 m³/dia, durante 14 horas/dia, para a irrigação de 2.539,21 ha.

Este volume de água retirada equivale a mais de 106 milhões de litros diários, suficientes para abastecer por dia mais de 6,6 mil cisternas domésticas de 16.000 litros na região do Semiárido. Agrava-se a situação ao se considerar a crise hídrica do rio São Francisco, quando neste momento a barragem de Sobradinho, considerada o “coração artificial” do Rio, encontra-se com o volume útil de 2,84 %. A água consumida pela população de Correntina aproximadamente 3 milhões de litros por dia, equivale a apenas 2,8% da vazão retirada pela referida fazenda do rio Arrojado.

Alegar que as áreas irrigadas no Oeste da Bahia representam apenas 8% da região, ou seja, 160 mil hectares num universo de 2,2 milhões de hectares, não minimiza seus impactos. Megaempreendimentos e suas obras de infraestrutura em plena construção com vistas à expansão das áreas irrigadas determinam uma rota de cada vez maior devastação. Alguns exemplos: Fazenda Santa Colomba, em Côcos, Fazendas Dileta; Celeiro e Piratini, em Jaborandi; Fazendas Sudotex, Santa Maria e Igarashi, em Correntina. Algumas destas fazendas estão construindo centenas de quilômetros de canais, dezenas de reservatórios (piscinões), perfuração de centenas de poços tubulares e instalação de centenas de pivôs. Quanta água está sendo comprometida com tudo isto? Se a irrigação não fosse uma tendência regional, como explicar tantos investimentos neste modelo de agricultura? Comitês e Planos de Bacia e outras medidas no campo institucional, antes promovem esta rota insana, do que preservam os bens comuns da vida, hoje e de amanhã.

A ganância do agronegócio e as conveniências dos que representam o Estado são os responsáveis pelo desespero do povo. Não há ciência no mundo que possa estimar um valor monetário para o rio Arrojado, e isso o povo de Correntina parece compreender bem. Os próceres do agronegócio agem com hipocrisia e continuam se negando a assumir o passivo socioambiental existente no Oeste Baiano. Não resistem a uma mínima comparação com o modo de produzir dos pequenos e médios agricultores, que fornecem os alimentos diversos que a população consome com impactos infinitamente menores e muito mais cuidados de preservação. Não há como evitar a pergunta: os equívocos dos processos para outorgas hídricas e licenciamentos ambientais e a falta de fiscalização eficiente dos órgãos responsáveis são garantias para a legalidade e legitimidade do agronegócio?

Diálogo com os representantes do agronegócio tem sido um simulacro de democracia e honestidade.  Na audiência pública havida em Jaborandi, no dia 27/10/2017, para discutir a questão das águas, outorgas e legislação ambiental, com interessados dos municípios de Jaborandi, Coribe e Correntina, populares foram impedidos de questionar a tese, na ocasião defendida por conhecido cientista aliado do agronegócio, de que não há relação entre a ação humana e as mudanças climáticas.

Flagrantes contradições do modelo de desenvolvimento regional são inúmeras e precisam ser evidenciadas. Por exemplo, a de que é muito maior a área preservada de Cerrado em relação à explorada. Omite-se que as áreas de Reserva Legal das fazendas do Oeste da Bahia estão sendo regularizadas por meio da “grilagem verde” sobre os territórios das comunidades tradicionais, e que a função ecológica cumprida pelas Áreas de Preservação Permanente – APPs, aos longo dos cursos d’água, nas áreas de descarga, são diferentes das funções ecológicas que cumprem os chapadões responsáveis pelo abastecimento do aquífero Urucuia, áreas de recarga, que já foram dizimadas pelo agronegócio.

A luta em defesa da vida mais uma vez é marcada pelo protagonismo popular de quem faz com as mãos a história e sabe que a água não é mercadoria, como quer convencionar o agronegócio, inclusive utilizando-se da Lei 9.433/1997, a “Lei das Águas”. As águas do rio Arrojado abastecem comunidades centenárias e não podem servir apenas aos interesses dos irrigantes como o grupo Igarashi, que chega à região com a má fama de ter que migrar da Chapada Diamantina, uma das regiões da Bahia que sofrem com a crise hídrica, em especial, na bacia do rio Paraguaçu, justamente por conta dos impactos de sua exploração. Os conflitos ambientais parecem não findar com o caso das fazendas deste grupo, pois esta é apenas uma fazenda num universo de inúmeras do Oeste da Bahia. Tudo indica, portanto, que o cansaço do povo frente ao arrojo do agronegócio e ao descaso das autoridades e a urgência da defesa da vida seja o argumento que impõe esta reação.

Deste modo e diante da notória crise hídrica, somada à irresponsabilidade arrogante do agronegócio e à incompetência do Estado, tal cenário coloca o povo em descrença e desespero, ao ver o rio Arrojado, base para sua convivência e modo de vida, com tamanhos sinais de morte, assim como inúmeros riachos, nascentes, veredas e rios da região. E, então, partem para alguma reação concreta, que chame a atenção dos responsáveis públicos e privados. Não há palavras para descrever o sentimento coletivo que tomou conta do povo de Correntina, que num ímpeto de defesa agiu para defender-se, pois sabe que se não mudar o modelo de “desenvolvimento”, baseado no agronegócio, estarão comprometidas as garantias de vida das populações atuais e futuras.

Novembro de 2017.

 

Articulação Estadual dos Fundos e Fechos de Pasto da Bahia

Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais da Bahia – AATR-BA

Comissão Pastoral da Terra – CPT/BA

Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco – FUNDIFRAN

GeograFAR/UFBA

Licenciatura em Educação do Campo: Ciências Agrárias/UFRB

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Movimento Estadual dos Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia – CETA

Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP – Diocese de Bom Jesus da Lapa

Pastoral do Meio Ambiente – PMA – Diocese de Bom Jesus da Lapa.

Programa de Pós- Graduação em Educação do Campo/UFRB, Mestrado Profissional em Educação do Campo

Publicada en Sin categoría

Honduras: Movilización militar mantiene alerta a campesinos que realizaron recuperación de tierra en El Tumbador

Desde el 27 de agosto reciente, unos 800 campesinos y campesinas, afiliados a la Central Nacional de Trabajadores del Camp (CNTC), comenzaron los procesos de recuperaciones de tierra en ocho fincas del Bajo Aguán, en el departamento de Colón, que están en poder de la empresa DINANT, la Oficina Administradora de Bienes Incautados (OABI) e Inversiones Ceibeñas.

En la Finca El Tumbador, ubicada en el sector de la Guadalupe Carney, se registró semanas atrás un fuerte desalojo, que dejo a varios campesinos y campesinas sin sus viviendas y la producción sembrada de Palma Africana.

El día de ayer, domingo 5 del año en curso, alrededor de las cuatro de la tarde, unos 300 jóvenes decidieron recuperar nuevamente sus tierras. Pero este día; ya empezó a reunirse gran parte de miembros de la policía, Militares y seguridad privada de la empresa DINANT propiedad de Miguel Facusé.

El 6 de abril de 2010 el Movimiento Campesinos del Aguan (MCA), decidió entrar por primera vez a la finca de El Tumbador, considerando las condiciones favorables para su recuperación.

Ante esto el llamado es hacer denuncias Nacionales e Internacionales para levantar una ALERTA sobre esta situación y evitar que puedan a ver jóvenes heridos, procesados, encarcelados y muertos.

Publicada en Sin categoría

Brasil: Luta E Resistência Garante Conquista Dos Camponeses Na Bahia

No Norte da Bahia os camponeses e camponesas do MPA permanecem em luta pelo acesso a água de qualidade e encanada. Animados, animadas e convictos que lutar é necessário para garantia de melhoria da qualidade de vida, camponeses e camponesas ocuparam a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A.) de Senhor do Bonfim e de Capim Grosso, no dia 31 de outubro, na luta por água encanada nas comunidades rurais dos municípios de Caém, Queimadas, Caldeirão Grande, Serrolândia, São José, Capim Grosso e Jacobina, na Bahia.

Após negociação entre o Movimento e representantes da Casa Civil do Governo do Estado, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), da Embasa e da CERB, e com o resultado de que as pautas reivindicadas serão atendidas no mesmo dia as famílias retornam para suas comunidades.

Foto: MPA

Foto: MPA

Por que a luta por água encanada movimenta as famílias camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no norte da Bahia? Essa luta faz parte de um processo histórico, desde 2005, quando camponeses e camponesas da Zona Rural de Caém decidiu que não podia ficar assistindo à tubulação de água encanada que ia para o povoado de Piabas-Caém passando em frente as suas portas e não terem acesso a essa água de qualidade. As comunidades Ribeirinhas do Rio Itapicuru Açú (Micaela, Várzea da Porta, Várzea da Rancho, Várzea Grande da Felícia, Várzea Queimada) montaram um acampamento interditando a obra que ligava Pedras Altas a Piaba, reivindicando água encanada e assim tornou-se prioridade, essa luta resultou em 300 famílias beneficiadas.

Foto: MPA

Foto: MPA

Inspirados nessa luta, em 2008, comunidades do semiárido nos munícipios de Jacobina, Capim Grosso e Quixabeira foram para a luta, ocupando Órgãos do Governo, interditando BRs, fazendo mobilizações, audiências públicas e acampamento da água, com mais de 4 anos reivindicação. A luta garantiu que mais 1.363 famílias fossem beneficiadas e atualmente terem água encanada em suas casas.

Para quem vive no Semiárido sabe que ter água é uma necessidade primordial, portanto, as famílias para permanecer no campo precisam de tecnologias que armazena e faça distribuição de água, precisam de cisterna para consumo humano, cisternas de produção, aguadas/barreiros e de água encanada, apenas com acesso a esses mecanismos é possível viver com qualidade de vida.

Por Comunicação MPA

Publicada en Sin categoría

Paraguay: Declaración Politica de la 3ª Asamblea de la Juventud Militante de Conamuri

El día 27 de octubre de 2017 nos reunimos las y los jóvenes militantes de la Organización de Mujeres Campesinas e Indígenas Conamuri para reconocernos como integrantes de una misma organización que nos abraza en objetivos comunes para contribuir desde nuestra perspectiva con algunas propuestas a ser presentadas en el marco del 8° Congreso Nacional Ordinario.

La realidad que se mira en las comunidades campesinas en lo tocante a la juventud está atravesada por el desarraigo que produce el sistema explotador. Jóvenes hombres y mujeres son alentados por sus propias familias a partir hacia la ciudad dejando de lado el trabajo en la chacra porque implica mucho sacrificio y poca recompensa. Esto a su vez es una reflexión errada promovida por los medios de comunicación y los grupos de poder a los que les conviene que menos personas vivan en el campo para invadir las tierras sin mucha resistencia.

Entre los pueblos indígenas también es preocupante la penetración del consumismo, cómo de a poco se va perdiendo la cultura en tanto que los mayores descuidan la transmisión de saberes y lecciones. Si los ancianos de la comunidad se comprometen en la conservación de las tradiciones y el modo de vida de su pueblo, eso significa futuro para el pueblo.

Vemos con preocupación la migración hacia la ciudad y el extranjero. ¿De qué huyen? De la situación de pobreza, de la falta de caminos, hospitales, y buscan acceder a derechos básicos que el Estado paraguayo no garantiza en la práctica para concretar una vida digna. Esos que tienen mejor fortuna encuentran empleo asalariado y se vuelven esclavos, viven para el empresariado.

Consideramos que es fundamental que la juventud del campo vuelva sus ojos hacia su entorno. Despertar y encontrarse con el monte arrasado, con las aguas contaminadas y los sembradíos fumigados con agrotóxicos, es tomar conciencia de que todo forma parte de un proyecto que tiene por fin expulsarnos del territorio para beneficio del gran capital, que ve la tierra no como un ser orgánico, sino como un generador de lucro.

Toda esta situación se agrava cuando se trata de las mujeres porque el sistema patriarcal opera desde la educación, la religión y otras instituciones sociales para menoscabar sus derechos como persona.

Como una respuesta a este contexto de retroceso y ofensivas, nos comprometemos a estudiar el feminismo campesino y popular, herramienta creada por las mujeres para liberar a la humanidad del yugo de la opresión y la desigualdad.

La juventud presente en este encuentro, hombres y mujeres, estamos resueltos a despertar el interés de nuestros pares hacia la producción campesina agroecológica como estrategia para la producción de alimentos sanos y para fortalecer la soberanía alimentaria, el arraigo y el amor a la tierra.

Yvy guive ñamombarete kuña reko sâ’y

Edelira, 27 de octubre de 2017

Publicada en Sin categoría

Misión internacional CLOC – LVC en Colombia, por una paz estable y duradera

La segunda misión internacional de la CLOC – La Vía Campesina en Colombia, se realizará del 21 al 27 de noviembre, en el marco del seguimiento al primer punto de los acuerdos de paz que se firmaron el 24 de noviembre del 2016.

En el acuerdo firmado, se tiene como objetivo transformar de manera estructural el campo, siendo este el punto de partida para impulsar el desarrollo del país. Con puntos fundamentales como lo son: la inclusión del campesinado, la inclusión de la región y la seguridad alimentaria; para lograrlo el gobierno deberá financiar y promover planes de desarrollo rural, de infraestructura, salud, asistencia técnica, educación alimentación y recreación.

Se deberá habilitar nuevas zonas de reserva campesina y la distribución equitativa de las tierras para el trabajo agrario, garantizando la participación de las madres cabeza de familia y la población que ha sido desplazada a causa del conflicto armado.

El campesinado será vinculado a los programas de erradicación de cultivos ilícitos y de la producción alimentaria para el país, se darán estímulos estarán enfocados en garantizar la producción agropecuaria mediante cooperativas o asociaciones de pequeños y medianos productores.

Teniendo en cuanta la importancia de estos acuerdos tanto como para el desarrollo del país tanto como para el pueblo colombiano, de la mano de nuestros campesinos y su lucha por el buen uso de las tierras, soberanía alimentaria, producción sostenible y uso de la agroecología, es de vital importancia para la CLOC – LVC hacer un monitoreo permanente, la misión tendrá como objetivos los siguientes puntos.

  • Dar a conocer y socializar el contenido de los Acuerdos de Paz y su relevancia para mejorar la gobernanza de la tierra, la pesca y los bosques en el campo colombiano de manera que las comunidades en sus territorios puedan participar activamente tanto en su monitoreo como en su implementación.
  • Contribuir a desarrollar las capacidades de comunidades es campesinasy étnicas que son parte de La Vía Campesina Colombia en cinco regiones de Colombia para monitorear continuamente

1) la situación de gobernanza de la tenencia de la tierra, la pesca y los bosques en sus regiones

2) la implementación de los Acuerdos de Paz en particular el Acuerdo primero sobre desarrollo rural.

  • Fomentar el intercambio de experiencias a través de la realización de una misión internacional de monitoreo que evalúe el estado actual de la implementación de los Acuerdos de Paz y su impacto en la situación de la gobernanza de la tierra, la pesca y los bosques en Colombia. (para las organizaciones en Colombia el trabajo va más allá de la misión internacional, pues el trabajo de monitoreo y veeduría de la implementación seguirá después de la misión.)

Se realizarán las siguientes actividades.

1.Establecimiento de un comité pedagógico que se encargue de preparar las metodologías    necesarias para 1) socializar los contenidos de los Acuerdos de Paz, así como de las Directrices de Tenencia; 2) hacer un diagnóstico de la situación en los territorios    ; 3) establecer mesas veedoras regionales de manera que se garantice un monitoreo continuo de la situación en los territorios.

2.         Un taller de 3 días con la participación de 40-50 personas en cada una de las siguientes 5 regiones:

a.         Suroccidente: Valle del Cauca, Cauca, Nariño

b.         Sur: Huila, Putumayo, Caquetá

c.         Centro: Tolima, Cundinamarca, Boyacá, Meta

d.         Nororiente: Magdalena Medio y Catatumbo

e.         Norte: Córdoba, Sucre, Magdalena, Atlántico, Bolívar

3.         Durante estos talleres 1) se socializarán los contenidos de los Acuerdos de Paz, así como de las Directrices de Tenencia; 2) se harán diagnósticos de la situación en los territorios; 3) se establecerán mesas veedoras regionales de manera que se garantice un monitoreo continuo de la situación en los territorios.  

4.Hacer un análisis a la luz de las Directrices de Tenencia y de los Acuerdos de Paz de las iniciativas legislativas que hasta ahora ha tomado el gobierno colombiano para implementar los Acuerdos de Paz.

5.Realizar una misión internacional de monitoreo del estado de implementación de los Acuerdos de Paz y de su impacto en mejorar la gobernanza de la tierra, la pesca y los bosques en Colombia.

  • Integrantes de la misión: 25 personas de organizaciones campesinas y de otrasorganizaciones de la sociedad civil que cuentan con experiencia en utilizar las Directrices de Tenencia y que provienen, entre otros, de los países que acompañaron el proceso de negociación de los Acuerdos de Paz.
  • Entrevistas con diversos sectores de la sociedad colombiana, así como con el Congreso y el gobierno colombianos.
  • Conferencia de prensa y trabajo de medios.
  • Elaboración de un informe de la misióncon base en los diagnósticos preparados en las regiones en los talleres (actividad 2), en el análisis de las reformas legislativas (actividad 4) y de la observación propia de los integrantes de la misión.
Publicada en Sin categoría

Brasil: Novembro, mês de luta dos atingidos pela Samarco

Missas, marchas, seminários e audiências públicas marcam os dois anos de lama e luta dos atingidos pelo maior crime socioambiental

Atingidos pela Samarco em Minas Gerais e no Espírito Santo, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizarão atividades em novembro, mês que completam dois anos do maior crime socioambiental da história mineração mundial. As mobilizações no mês são para denunciar a impunidade das mineradoras Samarco, Vale e BHP Biliton, responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, que matou 19 pessoas, provocou um aborto forçado, contaminou a bacia do rio Doce e matou toneladas de peixes.

Com o mote “Dois anos de lama e luta” o MAB ainda anunciará os dois anos da luta dos atingidos para garantir os direitos negados pela Fundação Renova. Entidade criada a partir de um acordo feito a partir das empresas e os governos estaduais, Minas Gerais e Espírito Santo, e a União, sem a participação dos atingidos.

Dentre a programação estão missas, marchas, seminários e encontros são para reafirmar nossa homenagem aos mortos e nossa indignação com as injustiças, além de ressaltar o fortalecimento da organização na bacia do rio Doce.

Veja a programação de Minas Gerais e do Espírito Santo:

Minas Gerais

05/11 (domingo)

8h – Missa nas ruínas de Gesteira- Barra Longa (MG).

10h – Missa na Matriz São José- Barra Longa (MG).

13h – Missa nas ruínas de Bento Rodrigues – Mariana (MG)

14h – Missa nas ruínas de Paracatu de Baixo – Mariana (MG)

16h – Concentração e marcha em protesto pelas ruas de Mariana: Dois anos de lama, dois anos de luta!”.

18h – Missa de Dom Geraldo com todos os atingidos- Mariana (MG).

06/11 (segunda-feira)

10h Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater como está a vida dos atingidos em toda a Bacia e Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos – PEABE

25/11 (sábado)

9h às 16h – Dia do Gesteira – Luta contra o atraso do reassentamento.

Espírito Santo

04/11 (sábado)

8h – Marcha na ponte Florentino Avidos até o cais- Colatina (ES)

06 e 07/11 (segunda e terça-feira) – Seminário de Balanço de 2 anos do Rompimento da Barragem de Fundão – Vitória (ES)

08/11 (quarta-feira) Audiência Pública “Direitos Humanos e Empresas: Qual é a políticas pública que o Brasil precisa?” Vitória (ES)

20,21 e 22/11– Encontro dos Atingidos por barragens no Espírito Santo- dia que chegou a lama na Foz – Colatina (ES)

Publicada en Sin categoría