Lançamento da Campanha Contra os Agrotóxicos por Nivia Regina – MST

campaaNo dia 07 de abril de 2011 será realizado o lançamento nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. Para tanto, estão previstos em muitos estados atividades durante esta semana. Debates, atos, audiências públicas, seminários, e agitação e propaganda com sociedade serão realizados com o objetivo de conscientizar a população sobre os danos causados pelo uso de venenos.

No estado do Rio de Janeiro, será realizado um debate sobre o tema no dia 06/04, às 19 h, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, no salão Azul – Auditório do 3º andar do P1 (prédio principal da universidade). A Campanha estará também no Ato do Fórum Estadual de Saúde, dia 07/04 às 11h, em frente à ABI. No dia 14/04,  será realizado um grande ato pela Reforma Agrária e Contra os Agrotóxicos, em frente à ALERJ, às 12 h.

Será muito importante a presença de cada militante e entidades nestas atividades. Estamos convocados neste momento a lutar por um outro modelo de produção e pelo direito a alimentação saudável.

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil foi considerado campeão mundial em consumo de agrotóxicos. Além de gerar sérios impactos ambientais, como a poluição da água e do solo, o uso de agrotóxicos tem levado a um número cada vez maior de intoxicações, tanto por exposição ao material químico quanto por ingestão de alimentos contaminados.

Estudos recentes feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 estados do país identificaram cerca de 20 culturas com alto índice de resíduos de agrotóxicos, como o pimentão, uva, morango, pepino, couve, alface, abacaxi e mamão. Contudo, os plantios ligados ao agronegócio continuam sendo os principais responsáveis pelo alto consumo de agrotóxicos no país. Somente a cultura da soja, por exemplo, é responsável por 51% do volume de agrotóxicos comercializados no Brasil.

Além de denunciar os problemas causados pelo uso dos agrotóxicos, a campanha tem o objetivo de fortalecer a agricultura camponesa como modelo de produção no campo brasileiro, garantindo a produção de alimentos saudáveis e a soberania alimentar da população.

Segundo dados do IBGE, cerca de 40% da população brasileira (72 milhões de pessoas, aproximadamente) encontra-se em situação de insegurança alimentar. Para Sérgio Conti, do MPA, é preciso colocar a vida no centro do debate sobre a produção de alimentos e desenvolvimento no campo. “Atualmente, o padrão de produção e de consumo de alimentos é ditado pelas grandes empresas do agronegócio, que detêm o controle sobre a terra e sobre a produção. Para manter o ritmo de produção industrial e gerar cada vez mais lucro, o agronegócio incentiva o uso extremo de agrovenenos e a destruição ambiental. Nosso papel é colocar o a vida como elemento central da produção no campo, não o lucro. Para isso, precisamos superar o modelo do agronegócio, que prioriza o plantio de grandes monocultivos destinados a exportação, como a soja, a cana e o eucalipto. Esse é o nosso desafio”.

A luta contra os agrotóxicos depende da articulação de vários setores da sociedade, por isso, a campanha pretende “fazer uma grande corrente, a fim de gerar uma mudança real de comportamento na sociedade brasileira. Uma mudança tanto na hora de produzir alimentos, quanto na hora de consumir”, afirma Conti.

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Argentinos saem às ruas para lembrar o golpe de 1976

ARGENTINA24 de março de 2011. Fazem 35 anos desde que a Argentina sofreu o seu sexto golpe militar no século XX, o segundo com caráter permanente, ou seja, sem intenções de convocar eleições democráticas. Foi também o regime mais violento entre os seis, com estimativas de 30.000 mortos e desaparecidos em 7 anos.

Declarado feriado nacional na gestão de Nestor Kirchner, em 2003, este é o dia em que milhares de argentinos saem as ruas para resgatar as memórias dos que lutaram com suas vidas pela democracia do país e para cobrar o julgamento dos algozes da ditadura e seus cúmplices. Dia Nacional da Memória pela Verdade e Justiça.

Ontem, na Praça de Maio, ponto de encontro das diversas colunas da fragmentada esquerda argentina, que se formam na Avenida 9 de julho, pude sentir a emocionante marcha dos que perderam amigos e familiares e desde o fim do golpe lutam para que nunca esqueçamos os nomes e os rostos dos ditadores. Segundo o jornal Página 12, centenas de milhares de pessoas marcharam por todo o país, entre os quais partidos políticos, movimentos camponeses, indígenas e as mães e avós da Praça de Maio.

Acho que temos muito a aprender com nossos hermanos: que as lutas precisam ser relembradas, pois elas se acumulam; que os rostos, nomes e gestos dos nossos inimigos não podem ser esquecidos e devemos insistir para que sejam julgados – A luta não acabou em 83; e que precisamos ter um espaço de confluência entre os distintos movimentos sociais e partidos de esquerda.

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RIO+20: do Desenvolvimento Sustentável à Economia Verde, as mentiras que nos contam

RIO_MASBreve Histórico:Em 1992, no Rio de Janeiro, representantes de quase todos os países do mundo reuniram-se para decidir que medidas tomar para conseguir diminuir a degradação ambiental e garantir a existência de outras gerações. A intenção, nesse encontro, era introduzir a idéia do Desenvolvimento Sustentável, um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico. A diferença entre 1992 e 1972 (quando teve lugar a Conferência de Estocolmo) pode ser traduzida pela presença maciça de Chefes de Estado, fator indicativo da importância atribuída à questão ambiental no início da década de 1990.

A ECO92, Rio92, Cúpula ou Cimeira da Terra são nomes pelos quais é mais conhecida a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – CNUMAD, realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra. Movimentos Sociais, Ambientalistas e ONGs (a sociedade civil) fizeram um encontro paralelo no Aterro do Flamengo.

A ECO92 consagrou o conceito de Desenvolvimento Sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos. Reconheceu-se, ao mesmo tempo, a necessidade de os países em desenvolvimento receberem apoio financeiro e tecnológico para avançarem na direção do desenvolvimento sustentável. Naquele momento, a posição dos países em desenvolvimento tornou-se mais bem estruturada e o ambiente político internacional favoreceu a aceitação pelos países desenvolvidos de princípios como o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas.

Na ECO92 foram criadas três convenções: a Convenção sobre Diversidade Biológica; a Convenção Marco das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas; e a Convenção sobre Desertificação.

A ECO92 legitimou o conceito Desenvolvimento Sustentável abrindo possibilidades para empresas e países continuarem suas ações predatórias e agora neste segundo momento seria um aprofundamento ainda mais forte deste conceito anterior no termo Economia Verde incluindo mais claramente o mercado como parte deste novo momento do capitalismo.

Origem da Proposta:A RIO+20 surge a partir de uma proposição do presidente Lula em uma Assembléia nas Nações Unidas – ONU em 2008 com a finalidade de rediscutir os acordos internacionais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 20 anos depois da ECO92. Esta proposta foi acatada pelas Nações Unidas, e a conferência já está em fase de preparação. Ocorrerá de 4 a 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Como proposta inicial, a pauta possui três pontos principais: Economia Verde, Governança Global e Avaliação da Implementação dos Acordos, seus avanços e seus desafios, sendo este último o mais esperado, já que trata das conferências que foram construídas na ECO92. Como já se pré-avalia que os acordos multilaterais construídos nas conferencias pós ECO92  não aconteceram e não foram assumidos, surgem os outros dois pontos. A Economia Verde, como um dos vetores principais para alcançar o desenvolvimento sustentável e o alívio da pobreza, e o tema da Governança Global para o Meio Ambiente, que faria o trabalho de regulação do funcionamento dos agentes da Economia Verde. Agiria como agência reguladora dos últimos recursos naturais remanescentes do planeta, gerindo a divisão destes recursos pelos agentes da Economia Verde.

Dentre os três pontos acima colocados, já se apresenta como tema único o da Economia Verde, um termo ainda sem conceituação clara. A Economia Verde vem colocando como mercadoria diversas questões que não entendemos como mercadoria, como exemplo uma floresta nativa ou a dinâmica da abelha na polinização e na realização do mel. Este  “serviço ambiental” agora seria possível de ser valorizado e posto no mercado.

Os debates que vêm acontecendo na ONU expressam que o modelo de acordos com compromissos firmados politicamente em nível mundial entre os países não é a forma mais eficaz para gerar avanços. O que vem sendo trabalhado não só como conteúdo, mas também como processo das conferências – vide Copenhague e depois Cancun – é que cada país faz o que pode, cada país diz o que está fazendo desde que não prejudique a sua economia. Como os acordos e compromisso assumidos nas conferências desde a ECO92 não estão sendo compridos, criam se então metas voluntárias e novos acordos com outra filosofia (a de mercado), e não compromissos e responsabilidades de forma coletiva e global.

Deixa-se de lado a responsabilidade de ter desenvolvimento econômico com padrões de sustentabilidade mais rígidos.

Paralelamente ao encontro oficial, a RIO+20 surge como oportunidade de reunir forças para juntos nos mobilizarmos e nos colocarmos em luta contra as falsas soluções para a questão ambiental. Contra a presença de empresas e Estados, que com o discurso da Economia Verde, potencializam as atividades que promovem mudanças climáticas e a injustiça ambiental, ampliando as desigualdades sociais. Temos que nos organizar para fazer um amplo processo de formação para a resistência e a construção de acordos que realmente sejam colocados em prática pelos Estados.

 

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Movimentos se encontram na Universidade para a II Feira de Todas as Lutas

No último dia 30 de março aconteceu no IFCS/UFRJ a 2a edição da Feira de Todas as Lutas. Organizada pelos Centros Acadêmicos de História (CAMMA) e de Ciências Sociais (CACS), da UFRJ, em conjunto com a Rádio Pulga, a feira tornou-se um ponto de encontro entre a universidade e os movimentos sociais.

Nesta edição, além de trazer produtos de assentamentos rurais do MST, a feira também ofereceu ao público produtos de cooperativas urbanas (Faísca, Roça/Maré, e da ocupação Flor do Asfalto) e materais de formação política do Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base. Participaram ainda da feira a Rádio Pulga, o sebo do CACS e o coletivo URRAH.

Segundo Isabel Lessa, uma das organizadoras da feira, o objetivo principal é trazer movimentos sociais e cooperativas para dentro do campus: “A primeira edição teve um foco mais rural. Desta vez, agregamos iniciativas urbanas também.” A ideia a partir de agora é fazer uma edição por semestre.

Um dos feirantes mais animados era Seu Chumbo, do Assentamento Terra Prometida (MST). Mesmo com idade já avançada, se orgulhava da produção exposta, toda ela livre de venenos. Batata doce, aipim, frutas, queijo, doces, tudo sem agrotóxico. Veja o depoimento de Seu Chumbo.

Ainda representando o MST, Ivi Tavares, do Setor de Saúde, expôs a produção de fitoterápicos, fabricados durante os cursos do movimento. Segundo ela, os fitoterápicos servem como forma de questionar o modelo capitalista de medicina. Veja entrevista com Ivi Tavares.

A ocupação Flor do Asfalto trouxe para a feira um pouco do que os integrantes vivenciam em sua comunidade. Além de livros e cartilhas, estavam à venda deliciosos hamburgeres de ervilha e trufas de chocolate. Tudo vegano. “A gente busca emancipação humana e emancipação animal também”, disse Glenda, moradora da ocupação. Veja entrevista com Glenda.

O MTD Pela Base esteve presente com suas cartilhas de formação “Capitalismo, Anticapitalismo e Organização Popular”. O material, além de fazer parte da iniciativa de apoiar a formação política de diferentes movimentos sociais, gera renda para o movimento e ajuda na realização de atividades. Segundo o movimento, “os resultados da feira foram excelentes. Além da aproximação dos estudantes com os movimentos sociais, a Feira consegue difundir no espaço da universidade, as demandas, lutas e perspectivas dos movimentos sociais que dela participam. O MTD Pela Base ajudou a construir as duas edições da Feira pois entende que é possível estabelecer uma relação de solidariedadeentre esses diferentes movimentos, que tem no trabalho de base, sua principal metodologia para a mudança radical da sociedade.

E assim encerrou-se a segunda edição da feira, que, pelo sucesso obtido entre público e expostores, certamente terá sua próxima edição em breve.

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Movimentos se encontram na Universidade para a II Feira de Todas as Lutas

No último dia 30 de março aconteceu no IFCS/UFRJ a 2a edição da Feira de Todas as Lutas. Organizada pelos Centros Acadêmicos de História (CAMMA) e de Ciências Sociais (CACS), da UFRJ, em conjunto com a Rádio Pulga, a feira tornou-se um ponto de encontro entre a universidade e os movimentos sociais.

Nesta edição, além de trazer produtos de assentamentos rurais do MST, a feira também ofereceu ao público produtos de cooperativas urbanas (Faísca, Roça/Maré, e da ocupação Flor do Asfalto) e materais de formação política do Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base. Participaram ainda da feira a Rádio Pulga, o sebo do CACS e o coletivo URRAH.

Segundo Isabel Lessa, uma das organizadoras da feira, o objetivo principal é trazer movimentos sociais e cooperativas para dentro do campus: “A primeira edição teve um foco mais rural. Desta vez, agregamos iniciativas urbanas também.” A ideia a partir de agora é fazer uma edição por semestre.

Um dos feirantes mais animados era Seu Chumbo, do Assentamento Terra Prometida (MST). Mesmo com idade já avançada, se orgulhava da produção exposta, toda ela livre de venenos. Batata doce, aipim, frutas, queijo, doces, tudo sem agrotóxico. Veja o depoimento de Seu Chumbo.

Ainda representando o MST, Ivi Tavares, do Setor de Saúde, expôs a produção de fitoterápicos, fabricados durante os cursos do movimento. Segundo ela, os fitoterápicos servem como forma de questionar o modelo capitalista de medicina. Veja entrevista com Ivi Tavares.

A ocupação Flor do Asfalto trouxe para a feira um pouco do que os integrantes vivenciam em sua comunidade. Além de livros e cartilhas, estavam à venda deliciosos hamburgeres de ervilha e trufas de chocolate. Tudo vegano. “A gente busca emancipação humana e emancipação animal também”, disse Glenda, moradora da ocupação. Veja entrevista com Glenda.

O MTD Pela Base esteve presente com suas cartilhas de formação “Capitalismo, Anticapitalismo e Organização Popular”. O material, além de fazer parte da iniciativa de apoiar a formação política de diferentes movimentos sociais, gera renda para o movimento e ajuda na realização de atividades. Segundo o movimento, “os resultados da feira foram excelentes. Além da aproximação dos estudantes com os movimentos sociais, a Feira consegue difundir no espaço da universidade, as demandas, lutas e perspectivas dos movimentos sociais que dela participam. O MTD Pela Base ajudou a construir as duas edições da Feira pois entende que é possível estabelecer uma relação de solidariedadeentre esses diferentes movimentos, que tem no trabalho de base, sua principal metodologia para a mudança radical da sociedade.

E assim encerrou-se a segunda edição da feira, que, pelo sucesso obtido entre público e expostores, certamente terá sua próxima edição em breve.

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O Ato pelo Direito à Cidade, pela Democracia e Justiça Urbanas, realizado na sexta-feira de 25 de março, teve como objetivo denunciar à população um fato grave que ocorre hoje no Rio: o processo sistemático de remoções sofridas moradores pobres do municíp

O Ato pelo Direito à Cidade, pela Democracia e Justiça Urbanas, realizado na sexta-feira de 25 de março, teve como objetivo denunciar à população um fato grave que ocorre hoje no Rio: o processo sistemático de remoções sofridas moradores pobres do município da cidade. A mídia vem ignorando o fato de forma escancarada, de modo que o protesto é o que resta aos envolvidos.

Moradores e líderes comunitários, militantes das comunidades, movimentos sociais, sindicatos, movimento estudantil, partidos e intelectuais estiveram presentes durante a manifestação. Ocorrido no Centro carioca, o ato, iniciou-se com discursos e palvaras de ordem dos militantes na Praça da Candelária, atrás da igreja. Logo após, se dirigiram à travessa em frente à portaria do prédio da Central de Atendimento da Secretaria de Habitação, onde depoimentos de vítimas e mais denúncias foram proferidos. A passeata, então, caminhou a Avenida Rio Branco até a praça da Cinelândia, parando diante à Câmara Municipal, onde foi encerrada com falas de indignação e de solidariedade as comunidades removidas, apontando para uma ação de resistência a esse modelo de desenvolvimento das cidades.

Manifestantes denunciaram o verdadeiro motivo por trás das remoções: o interesse do município e do estado em promover empreendimentos nas áreas de remoção e por uma “limpeza” na imagem da cidade devido aos grandes eventos que serão sediados na capital fluminense, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.

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Reassentamentos desconsideram direitos dos moradores, afirma militante
Segundo Clara Silveira, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), um exemplo é a situação da comunidade Vila Harmonia, em Jacarepaguá. Os moradores, apesar de oposição declarada, perderam suas casas. “Quase tudo já foi demolido lá. Só ficaram alguns comerciantes, porque estão amparados por uma liminar da defensoria pública.” Outras comunidades em Jacarepaguá, como Restinga e Vila Recreio II, e Madureira, entre essas Campinho, também estão ameaçadas. A Vila Recreio II, por exemplo, contava com 240 famílias e, até o dia do ato, restavam apenas 20. “Tem várias vias que eles vão abrir, que eles não esclarecem exatamente o caminho, por onde vai passar.”

Pressionados, os moradores aceitam por medo de ficarem sem nada. “Mesmo sendo um valor irrisório para a pessoa sair, como quatro ou cinco mil reais, para algo que levou 30 anos construindo, depois de meses e meses e a prefeitura manda gente todo dia para ficar lá ameaçando dizendo “Vocês não vão passar da semana que vem”, manda polícia, manda guarda municipal e aí as pessoas vão perdendo a força e vão saindo.”

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Perguntada sobre um eventual plano de realocação, ela afirma que existe. Entretanto, a proposta desrespeitaria as necessidades sociais, financeiras e familiares dos moradores. “O reassentamento, que só pode ser feito em casos extremos, tem que ser feito em uma área próxima, porque as pessoas construíram sua vida ali, criaram seus laços, seus filhos estudam em colégios próximos, as pessoas trabalharam também nas proximidades. Quando você pega uma pessoa e a joga para 50 km, 80 km de onde ela morava, ela perde o emprego e o contato com os laços familiares.”

Silveira afirma que se trata do começo de um processo de remoção de moradores de terrenos que estariam valorizando. “O plano do prefeito é reduzir em até 3,5 % da área ocupada de favela até 2012 e ele já anunciou há quase 2 anos que ia remover 123 comunidades.”

Faixas de diversas comunidades expressam sentimento contra remoção
Manifestantes levantaram faixas, algumas viradas em direção aos veículos que passavam na Avenida Presidente Vargas. Nelas, podia ser lido “Remoção é crime social”; “Desabrigados do Borel / pela chuva de abril (1 ano de luta) / se faz presente contra a remoção”; “COI: O esporte olímpico é comprometido com a dignidade humana? Então, pare Eduardo Paes”. Três carregavam a mesma mensagem: “Movimento Olimpíadas não justifica remoção. Vila Autódromo.”

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A atuação da Defensoria Pública também foi alvo de críticas. A comunidade Jardim Recreio, mais conhecida como “Beira Rio”, estaria sendo atendida por estagiários, enquanto os defensores não teriam se reunido com os moradores. “Teve uma mulher da comunidade do Cardoso Fontes que foi lá por dois dias com uma criança, a pedido, e não foi recebida.” Para Maurício Braga, do conselho popular do Coroado, um trabalho coletivo seria a melhor maneira de lidar com a questão. “O estagiário tem que estar lá, mas ele não pode ser um impedimento para a gente chegar ao defensor, o titular.” Ele reconhece que o trabalho do órgão é fundamental para os membros de comunidades. “A Defensoria Pública é a chave dos pobres para adentrar o sistema judiciário.”, afirma.

A vendedora Elizângela Jesus dos Santos e sua família foram removidos e sua casa demolida na comunidade Pavão – Pavãozinho em janeiro de 2011. Ela afirma que tentou procurar por informações com a prefeitura sobre a viabilidade de construção em um terreno, mas ninguém lhe respondeu. Quando a obra estava em seu estágio final, foram surpreendidos com a presença de funcionários da prefeitura quebrando os canos e avisando que teriam de deixar o local imediatamente. Ela afirma que não recebeu qualquer aviso com antecedência para sair do imóvel.

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Ao tentar argumentar que não poderia deixar a casa, pois, além de gastarem suas economias na construção, estavam sem lugar para ficar, teria sido ameaçada de ser retirada à força. Após resistir, aceitou uma oferta para fazer um cadastro no programa Minha Casa Minha Vida e receber três cheques no valor de R$ 400 cada como aluguel social. No entanto, o órgão teria informado que, por se tratar de uma obra da prefeitura, ela não teria esse direito. A vendedora insistiu e conseguiu dois cheques.

Elizângela e o marido foram informados que o único lugar onde haveria imóveis disponíveis seria em uma região distante do centro de Campo Grande. Segundo ela, o casal gastou R$ 15 de passagem na trajetória. “Nenhum patrão vai pagar R$ 15 de passagem”, disse. Além do trabalho, ela se preocupa também sua filha e o sobrinho, que estudam em Copacabana. Também teve boa parte de seus móveis roubados, pois precisou deixá-los na rua enquanto procurava uma nova residência no mesmo dia.

O ato caminhou para a travessa em frente à Central de Atendimento da Secretaria de Habitação, que serve como centro de cadastramento de famílias para o programa Minha Casa Minha Vida. Como na Praça da Candelária, pessoas que foram retiradas e as estão sob pressão de perder seus lares fizeram depoimentos. Algumas se emocionam, como Elizângela.

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Passeata na Av. Rio Branco ao som de marchinhas e aplausos
Sem esperar pelas 5 viaturas prometidas para a escolta, a passeata teve início. Entre um carro de som na frente e três veículos da PM atrás, os manifestantes seguiam no lado esquerdo da Avenida Rio Branco até a Praça da Cinelândia. Na calçada, militantes realizavam panfletagem do jornal do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio.

Estudantes, moradores e militantes se revezavam no microfone ao lado carro de som, entoando com frequência os gritos de ordem como “Moradia não é mercadoria! A nossa luta é todo dia!” e “Criar! Criar! Poder Popular!” dando o tom desta parte do ato. “O governo esquece da educação e quer levar a classe trabalhadora para Campo Grande”, reclamou a artesã Jane Nascimento, finalizando sob aplausos ao declarar: “Não a uma cidade de exclusão!”

Marchinhas de denúncia também foram cantadas: “Se você pensa que a Copa é nossa / A Copa não é nossa não / A Copa e a Olimpíada é lucro certo para o tubarão”. As próximas falas retomam denúncias e pedidos feitos em frente ao prédio de cadastramento da Minha Casa Minha Vida. Desde a ausência da grande mídia no debate a esclarecimentos de não serem contra o crescimento econômico da cidade, mas opositores à exclusão das camadas menos favorecidas.

Perto da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, os depoimentos seguem. Membros de associações de moradores como João Ricardo, de Vigário Geral, e Carlos Machado, do bairro da Saúde, relataram as dificuldades enfrentadas, de pressão aos habitantes à demolição de imóveis promovidos pela prefeitura. Parlamentaraes como Chico Alencar, do PSOL/RJ, deram seu apoio.

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Ato Público: Marcha dos Trabalhadores em Defesa do Código Florestal, contra o Uso de Agratóxicos e pela Reforma Agrária

Quarta-feira, Abril 6, 2011

Mobilização torna pública posição de agricultores familiares e trabalhadores rurais contra proposta ruralista para alterar Código Florestal. Também marca aliança entre movimentos do campo e da cidade e ambientalistas em defesa do meio ambiente.

Amanhã (7/4), Dia Mundial da Saúde, movimentos sociais e organizações ambientalistas realizam uma marcha em Brasília para lançar a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e protestar contra o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) de alteração do Código Florestal, que é apoiado pelos ruralistas. A mobilização também defende a Reforma Agrária.

A marcha sairá do pavilhão de exposições do Parque da Cidade, às 7h. A previsão é que chegue às 9h à frente do Congresso Nacional, onde ocorrerá um ato público.

A manifestação reúne entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace, SOS Mata Atlântica, Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), entre outros.

A mobilização torna pública a posição de trabalhadores e trabalhadoras rurais, agricultores e agricultoras familiares contra as propostas ruralistas de alteração do Código Florestal. Marca ainda a formação de um grande arco de alianças entre movimentos sociais do campo e da cidade e organizações ambientalistas em favor de uma agricultura que conviva de forma responsável com o meio ambiente.

A marcha de quinta-feira contrapõe-se à manifestação que foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, em defesa do projeto de Aldo Rebelo. A entidade, que é a principal representante dos ruralistas, vem insistindo que o conjunto da agricultura familiar apoiaria o projeto, o que não é verdade.

Também na quinta, às 9h30, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove uma audiência pública sobre agrotóxicos e saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. O evento ocorre no plenário 7 do Anexo II. Foram convidados representantes da Via Campesina e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Campanha contra os agrotóxicos

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida reúne movimentos sociais, entidades estudantis e sindicatos em defesa do direito à alimentação saudável para todos, da saúde e qualidade de vida do trabalhador e de um meio ambiente equilibrado. A ideia é alertar a sociedade para o uso indiscriminado de defensivos agrícolas. O Brasil é o maior consumidor mundial dessas substâncias: cerca de 1 bilhão de litros foram utilizados no País em 2009 – uma média de 5 litros por pessoa.

A campanha defende um novo modelo agrícola que valorize a agricultura familiar e viabilize o desmatamento zero; permita o acesso a tecnologias que utilizem menos agrotóxicos, como os sistemas agroecológicos; gere renda e trabalho para a população rural. Para isso, a Reforma Agrária é política fundamental.

Todos os anos multiplicam-se casos de contaminação no campo por agrotóxicos. Pesquisas vêm apontando as graves consequências dessa contaminação para o meio ambiente e a saúde humana. Ela pode causar problemas como câncer, distúrbios hormonais e neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, diarréia, vômitos, desmaio, dor de cabeça, contaminação do leite materno, entre outros.

Serviço

Evento: Marcha contra os agrotóxicos, em defesa do Código Florestal e da reforma agrária
Data: Quinta-feira, 7 de abril
Local: A marcha sairá do Parque da Cidade, percorrendo a Esplanada dos Ministérios até chegar ao Congresso Nacional – Brasília (DF)
Horário: A partir das 7h

Contatos (assessoria de comunicação):

Oswaldo Braga de Souza (ISA) – (61) 3035-5104 / 9103-2127 / oswaldo@socioambiental.org
Mayrá Lima (MST) – (61) 9684-6534 / mayra@bsb.mst.org.br

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Comenzó el primer ciclo de la Escuela Campesina de la Unión de Trabajadores Rurales Sin Tierra

El lanzamiento de la escuela se realizó el pasado lunes 3 de abril en una de las sedes de la UST, ubicada en Jocolí, Lavalle provincia de Mendoza. El emotivo acto del cual fueron protagonistas los flamantes estudiantes, contó con la participación de funcionarios, representantes de la comunidad y miembros de la UST.

En la comunidad rural de Jocolí, en una de las centrales campesinas donde funcionan una fabrica de conservas, una bodega de vino artesanal, la radio comunitaria “tierra campesina”, uno de los centros de capacitación informática, un vivero, además de la oficina de la UST, comenzó a funcionar también la Escuela campesina.

La escuela es fruto de una largo proceso de lucha y construcción colectiva de las bases de la organización. Tiene como objetivo principal que jóvenes y adultos campesinos indígenas puedan acceder a la educación sin tener que abandonar sus comunidades al mismo tiempo que se conquistan oportunidades de vida y trabajo dignas. Esta Escuela será gestionada por las comunidades campesinas indígenas que forman parte de la Unión de Trabajadores Rurales Sin Tierra de Cuyo. Contará el primer año con la participación de 40 estudiantes y 20 educadores, con una modalidad de alternancia, con un tiempo en la escuela y un tiempo de estudio y práctica en la comunidad, con tutores que realizarán el apoyo en las comunidades.

Los estudiantes asisten desde distintos puntos de la provincia conde esta organizada la UST como Lavalle, San Martín, Tupungato y San Rafael.

Sin embargo, esta lucha por una educación de calidad para el campo, no sólo busca generar un espacio de formación y educación sino también un espacio de reflexión de los distintos ejes estratégicos que construimos día a día, como la soberanía alimentaría, la Reforma Agraria, la protección de los bienes naturales, el derecho a una vida digna en el campo y la justicia social.

Muchos de los talleres y contenidos de la cuadricula también estarán destinados a fortalecer las cadenas productivas de los territorios de la organización así como también brindar elementos de gestión y organización comunitaria.

Paralelo a la escuela funciona también “La escuelita” en donde los hijos de los estudiantes de la escuela juegan y aprenden y de esta manera sus mamas y papas pueden estudiar tranquilos mientras los niños también se forman jugando.

El acto de apertura comenzó con una gran mística, a la que siguieron palabras muy emotivas de los estudiantes y de algunos miembros de la dirección de la escuela. También expresaron sus saludos varios los funcionarios y referentes de las organizaciones de la comunidad.

Estuvieron presentes entre otros: La directora de la escuela secundaria de Jocolí Fernanda Alonso, El secretario General de la UATRE (Unión de Trabajadores Rurales y Estibadores) de Lavalle Carlos Alverti, El director de DOADU Diego Fernandez en representación de la Secretaria de Ambiente, El coordinador de la Subsecretaria de Desarrollo Rural y Agricultura Familiar Guillermo Ander Egg, El secretario de Producción de la Facultad de Ciencias Agrarias Francisco Gomez y por la secretaria de Extensión de la UNCuyo Rodrigo Touza.

También nos acompañaron compañeras y compañeros de la Asamblea Popular por el agua Pura, del SUTE (Sindicato Unido de los Trabajadores de la Educación), Noticiero Popular, Biblioteca popular de Tupungato, Agrupación Estudiantil Martín Fierro y centro de estudiantes de la FCA, Casita Colectiva, uniones vecinales así como delegados de las regionales de la UST.

Sebastían Guillen y Germán le pusieron musica a la jornada con tonadas y canciones latinoamericanas. Concluido el acto las campesinas y campesinos comenzaron la primer semana de estudio.

La escuela de la UST se da en la marco de la política de formación y educación del MNCI que ya cuenta con escuelas en varias provincias como Santiago del Estero, Córdoba y Santa fe (Rosario).

Sede central de la UST: Calle Quiroga s/n a 300 mts de Ruta 40 – Jocolí, Lavalle, Mendoza

campesinosdecuyo@gmail.com

Teléfono de contacto: 0261- 4905028 – 0261- 155 732712

“SOMOS TIERRA, PARA ALIMENTAR A LOS PUEBLOS»

 

 

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Asesinados los líderes campesinos Héctor Orozco y Gildardo García, tras denunciar hostigamiento del Ejército

La Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL, filial de FENSUAGRO-CUT, denuncia a la opinión pública nacional e internacional, instituciones, organismos gubernamentales y no gubernamentales de derechos humanos, el asesinato de los campesinos Héctor Orozco, vicepresidente de la Seccional ASTRACATOL-Chaparral y Gildardo García, ocurrido el día 30 de marzo de 2011 en el corregimiento de la Marina, municipio de Chaparral.

ANTECEDENTES

1. La Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL – filial a Fensuagro, constituida legalmente en 2007 como resultado de importantes procesos de movilización campesina en el departamento, es una organización agraria y sindical integrada por campesinos y colonos del Tolima que se han organizado para exigir la construcción democrática de una política agraria, así como garantizar la permanencia en el territorio y la defensa efectiva de sus derechos.

2. Una de las seccionales de ASTRACATOL se ubica en el municipio de Chaparral, donde el proceso organizativo campesino junto a sus dirigentes han sido víctimas de se ñalamientos, hostigamientos y violaciones a los derechos humanos por parte de las tropas del Ejército Nacional que hacen presencia en la región.

3. La presencia militar en Chaparral aumentó significativamente en los últimos tres a ños, con fuerte acento en el último periodo. La concentración de tropas del Ejército Nacional tiene como propósito garantizar la presencia de empresas transnacionales interesadas en la explotación de los recursos naturales de la región, abundante en nacimientos de agua y cuencas hídricas. Actualmente ISAGEN realiza la construcción de la Hidroeléctrica a filo de agua sobre el río Amoyá, para cuya protección fueron creados dos (2) batallones de alta montaña en el Cañon de Las Hermosas.

4. Se suma a lo anterior, la creación de la Fuerza de Tarea del Sur en abril de 2010, que ha significado un aumento en los niveles de persecución contra la población campesina de la zona y los dirigentes de ASTRACATOL, así como permanentes infracciones al DIH por parte de las tropas del Ejército Nacional que ponen en riesgo la vida de la población civil.

Bajo este panorama transcurre durante los últimos meses la vida de los campesinos del corregimiento La Marina, cuyo centro poblado, alrededores y vías de acceso han sido militarizados por tropas del Ejército Nacional, generando fuertes restricciones al tránsito y el desarrollo de la cotidianidad campesina, e involucrando a la población civil en la dinámica de la confrontación armada.

HECHOS

1. El día 30 de marzo de 2011, siendo aproximadamente las 6 de la tarde los campesinos Héctor Orozco y Gildardo García, se dirigían a su casa en moto por la carretera que comunica el casco urbano de Chaparral con el corregimiento La Marina, siendo asesinados a la altura de la vereda Espíritu Santo-Albania, con armas de fuego. No existen testigos presenciales de los hechos, sin embargo es preciso mencionar que esta zona se encuentra plenamente militarizada y a menos de 400 metros del lugar de los hechos hacen presencia permanente tropas del Ejército Nacional a la altura del denominado cruce del Espíritu Santo.

2. Una vez encontrados los cuerpos sin vida de los campesinos, se alertó a las autoridades competentes ( Alcaldía de Chaparral, la Fiscalía y el CTI) para proceder a realizar el levantamiento. Sin embargo la respuesta fue negligente, de forma que el levantamiento sólo pudo realizarse a las 11 de la mañana del día 31 de marzo, más de doce horas después de ocurrido el asesinato. Durante este lapso, los cuerpos de las víctimas quedaron expuestos a las condiciones del clima y sus familias se vieron enfrentadas a una jornada de sufrimiento sin poder recoger a sus seres queridos.

3. En este momento se llevan a cabo las necropsias respectivas, que también han presentado retrasos, y las familias se encuentran a la espera de los cuerpos para darles cristiana sepultura.

Héctor Orozco era un campesino de la vereda San Fernando del corregimiento de La Marina, como destacado dirigente de la comunidad ejercía como vicepresidente de la Junta de Acción Comunal de su vereda y vicepresidente de la Seccional Chaparral de ASTRACATOL. Tenía 35 años de edad, era esposo y padre de 3 hijos menores.

Gildardo García era un campesino de la vereda Florestal-Ambeima del corregimiento de La Marina, socio de la Junta de Acción Comunal de su vereda. Tenía 32 a ños de edad, era esposo y padre de 4 hijos menores.

La Asociación de Trabajadores Campesina del Tolima – ASTRACATOL rechaza el asesinato de los campesinos ocurrido en el corregimiento La Marina, así cualquier otro tipo de violación que afecte los derechos de los campesinos y/o se dirija a perseguir los procesos organizativos de base que hemos construido en defensa de nuestro territorio.

Por lo tanto EXIGIMOS:

Al Estado garantizar y efectivizar los derechos humanos a los miembros de la Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL, así como la garantía del derecho a la libre asociación y oposición.

Al gobierno nacional tomar las medidas pertinentes para asegurar la vida, honra e integridad personal de los miembros de la Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL y los campesinos en general.

A la Vicepresidencia de la República que se comprometa con la garantía de los derechos humanos del conjunto de los miembros de la Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL.

A la Procuraduría General investigar los hechos aquí explicados en lo que corresponda.

A la Fiscalía General de la Nación investigar y esclarecer los hechos aquí mencionados y adelantar las acciones pertinentes frente a este caso, garantizando Verdad, Justicia y Reparación para las víctimas y sus familias.

A la Organización de Naciones Unidas pronunciarse acerca de esta situación.

A la Defensoría del Pueblo pronunciarse y tomar acciones frente a posibles violaciones de derechos humanos a los integrantes y dirigentes de la Asociación de Trabajadores Campesinos del Tolima – ASTRACATOL que continuarán desarrollando su trabajo en el departamento.

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Solidaridad con Japón

“No creo que pueda cultivar este año pero, con los miembros de NOUMINREN, daremos los pasos necesarios para recuperar la agricultura en nuestro pueblo. Su apoyo nos sirve de inspiración en esta crisis» Miura san, miembro de NOUMINREN Hamadoori en Fukushima.

Han pasado dos semanas desde el terrible tsunami que asoló Japón. 10.102 personas (datos del 25 de marzo) han perdido la vida y 17.053 siguen desaparecidas. Además, más de 25.000 personas han sido evacuadas a los refugios tras haber perdido sus hogares.

● Actualización informativa sobre los trabajos de recuperación en Fukushima

El equipo de ayuda en caso de catástrofe de NOUMINREN Fukushima ha establecido un dispensario de alimentos con las donaciones efectuadas por los miembros de NOUMINREN en Fukushima y en otros lugares. Se preparó sopa para distribuirla entre los refugiados, que no habían comido caliente desde el día 11de marzo, cuando se produjo la catástrofe. En los días posteriores al tsunami, 15 personas mayores perdieron la vida en las prefecturas de Fukushima e Iwate, debido a las bajas temperaturas y a la escasez de alimentos. Además, debido al accidente en la central nuclear, se detectaron niveles de radiación superiores a los límites establecidos en algunas verduras y en la leche procedentes de Fukushima, Ibaragi, Chiba, Tochigi y Gunna. El Gobierno pidió a estas prefecturas que se abstuviesen voluntariamente de comercializar esos productos. La preocupación no sólo alcanza a los productores, sino también a los consumidores.

● Prefecturas de Iwate y Miyagi– áreas afectadas seriamente por el terremoto y por el tsunami, además de por las continuas réplicas posteriores. LA cifra de víctimas mortales asciende ya a 5.000. El equipo de NOUMINREN en Iwate se está preparando para recibir suministros procedentes del resto del país y anima a sus miembros a participar en la ayuda. Además, ofrece desde hace poco un lugar de almacenaje para estos víveres cerca de su oficina local en la prefectura.

Prefectura de Miyagi: Campos de arroz sumergidos a 1 metro de profundidad. NOUMINREN Miyagi ha empezado a coordinar sus trabajos con NOUMINREN Yamagata en la recuperación tras la catástrofe. Se han adquirido grandes cantidades de gas para restablecer el transporte. Se pidió a los miembros de NOUMINREN que donasen sus cosechas y otros bienes necesarios. Entre otros suministros, el agua corriente no se ha restablecido aun en la zona.

Según el presidente de Nouminren, «Para reconstruir nuestras vidas y la agricultura, no sólo es esencial el apoyo gubernamental, sino que también necesitamos apoyarnos unos a otros a largo plazo».

El 24 de marzo, NOUMINREN presentó 5 peticiones al Ministerio de Agricultura, Silvicultura y Pesca de Japón: (1) apoyo a los agricultores afectados; (2) indemnizaciones para los campesinos afectados por la crisis radiactiva (productores de lácteos, cosechas que no se pudieron comercializar y daños económicos causados por la falta de información); (3) garantía de la distribución y la seguridad alimentarias en general y del arroz en particular; (4) reconsideración de la adaptación de las políticas arroceras en apoyo a las explotaciones rurales para que puedan aumentar rápidamente su producción (sólo las explotaciones afectadas por el agua salobre suponen una superficie de más de 20.000 acres). (5) Lucha contra la escasez de arroz mediante la distribución de las reservas existentes.

En cuanto al segundo punto de las peticiones, el Gobierno, junto con la empresa de suministro eléctrico de Tokio (TEPCO) respondió que compensarán los daños de acuerdo con la Ley de Compensación de Daños Nucleares. Además, se compensará cualquier falta de información relativa al accidente y se indemnizará a los productores de lácteos.

Dado que no todas las compañías de transportes han reducido sus tarifas para la distribución de suministros tras la catástrofe, NOUMINREN debe hacer frente a costes muy elevados a la hora de transportar productos básicos, como arroz o umeboshi (ciruelas encurtidas) desde Fukui a Fukushima. Por ello, los productores han solicitado al Gobierno que asuma parte de estos costes.

Con el objeto de poder medir los niveles de contaminación radiactiva de los alimentos, NOUMINREN está intentando adquirir un dosímetro de radiación. Para ello, ha solicitado la ayuda de La Via Campesina, ya que estos aparatos se han agotado en Japón.

Aun pueden enviar sus aportaciones a:

NOMBRE : Nouminundozenkokurengoukai

Nº de CONTACTO : 81-3-3590-6759

ENTIDAD BANCARIA : MIZUHO BANK LTD.

SUCURSAL : IKEBUKURO NISHIGUCHI BRANCH

DIRECCIÓN : 1-15-2 NISHI IKEBUKURO, TOSHIMA-KU,TOKYO

Nº de CUENTA : 229 1775644

CÓDIGO SWIFT : MHBKJPJT

O bien

Directamente a través de la página Web de La Via Campesina: www.viacampesina.org, haciendo click en DONATE.

 

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