IV Assembleia de Mulheres da CLOC discute patriarcado e capitalismo

A Assembleia teve inicio com uma mística emocionante, que destacou as martíres do continente latinoamericano e seus ensinamentos para a luta de hoje. A comissão de organização do V Congresso da CLOC foi chamada para saudar a todas e todos participantes da Assembleia de Mulheres. Diego Montón transmitiu a todas as saudações da Comissão Continental do Congresso. Segundo Montón, o V Congresso da CLOC terá uma participação de mulheres maior do que a de homens. “As mulheres estão assumindo esse protagonismo de que necessitamos, de que os povos tanto necessitam. O cuidado com as semente e com as plantas que garantem a alimentação do mundo, se deve às mulheres. Assim como estamos avançando na luta contra o capital, estamos avançando na luta contra esse mal que é o machismo”, disse ele.

Ele citou as Mães da Praça de Maio que, na época mais dura da ditadura argentina, começaram a se organizar e foram bastante reprimidas, mesmo assim, firmaram como ponto de encontro a Praça de Maio, para denunciar ao mundo o que estava acontecendo. O exército as perseguiu e disse que não podiam se reunir na praça, mais uma vez elas resistiram e ficaram caminhando, dando voltas na praça, fazendo sua reunião. Muitas sofreram, algumas são desparecidas, e, ainda hoje, 30 anos depois, continuam a se reunir na Praça de Maio, para continuar denunciando os que ainda estão desaparecidos pela ditadura argentina e os responsáveis que não foram punidos. Essa ação desse grupo de mulheres foi responsável pela punição de alguns dos culpados pelos desparecidos e torturados na ditadura argentina. “Ainda temos muito a avançar com toda a violência que ainda é empreendida na América Latina contra as mulheres. Mas sigamos e ainda temos muitos desafios, mesmo dentro das organizações, onde por muitas vezes a participação das mulheres não é garantida. Devemos transmitir todo esse debate a nossas organizações, comprometendo-nos todos os companheiros a levar esse discurso, combatendo o machismo e o patriarcado”, disse Montón. Diego conclui, “quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede. A luta pelo feminismo não é só das mulheres, mas de toda nossa sociedade”.

Juscilene, representante da juventude e do Haiti, saudou a todas as participantes da III Assembleia de Mulheres, em nome da juventude combativa. “Sem uma juventude combativa, não há uma luta constante contra a opressão, pela justiça e contra a desigualdade. Devemos lutar juntos para um mundo socialista, onde há vida para todos, sem exclusão social”, finalizou ela.

Patriarcado e capitalismo versus feminismo e socialismo

Nalu Farias, representante da Marcha Mundial de Mulheres e da SOF, e Eliana Moura, do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), compuseram a primeira mesa do dia para debater os temas do patriarcado e capitalismo, bem como feminismo e socialismo.

“Sempre quando falamos desse tema, do patriarcado e machismo, tentamos nos remeter para o nosso cotidiano, como se configura isso em nosso dia a dia. No cotidiano das mulheres, muitas vezes, isso aparece como uma coisa muito natural, sendo que não o é. Muitas se conformam diante das opressões por achar que isso é normal, que sempre foi assim. Da mesma forma, as vezes parece natural, que o espaço que tenhamos para plantar nas terras seja o espaço que o homem não quer. Da mesma forma, parece normal que os homens agridam suas mulheres quando estão irritados ou nervosos, e da mesma forma parece normal que os homens determinem como se dará a sexualidade da mulher no ato conjunto”, disse Nalu Farias.

Segundo Nalu Farias, ainda, o capitalismo aprofundou a divisão sexual de trabalho. “Não podemos entender como funciona uma sociedade capitalista, se não compreendemos como se dá essa divisão sexual de trabalho. O capitalismo aprofundou a ideia de divisão entre uma esfera pública e uma esfera privada de trabalho, a pública seria o trabalho, a pesquisa, o estudo, a prestação de serviços, e o trabalho privado não é reconhecido como trabalho, e ainda se considera que essa atividade é característica às mulheres. E mesmo quando as mulheres entram no mundo do trabalho público, entra nessa divisão, tendo empregos menores, menores salários, menos cargos de chefia, entre outros”.

Foi dado ao homem um poder do qual ele tem total consciência de que possui. Muitos dizem que é involuntário, mas não é verdade, frisou Nalu. Com isso, as crianças, os filhos, também percebem que a voz forte, os mais importantes no mundo são os homens. “O que pode explicar que um homem agrida sua companheira, que um homem violente sua filha, se não é essa ideia de poder total que os homens possuem”, disse ela. Essa ideia naturalista de que os homens são assim, deve ser derrubada. “Isso também se remete na sexualidade. Quando se diz que a sexualidade das mulheres é diferente da dos homens, porque os homens possuem mais desejo e as mulheres menos, entre outras coisas, vai-se construindo normas embasadas no modelo masculino e heterosexual”, completou Nalu.

Segundo Nalu, o que podemos dizer desse momento de relação do capitalismo e patriarcado, é que é um momento de maior complexidade. Muitas mulheres, por elas mesmo, quando tem acesso ao capital, geram conflitos entre elas, não só conflitos econômicos mas também conflitos entre mulheres. O ganho de direitos não garante a igualdade para todas as mulheres. O capitalismo continuará usando a exploração do trabalho das mulheres, a imposição dos homens sobre as mulheres, destacou a representante da MMM. “Quero destacar a importância de que as mulheres estejam organizadas como mulheres. Se não fosse os movimentos de mulheres, as lutas continuariam sendo levadas e divulgadas como lutas de homens. Na América Latina está em caminho um movimento de mulheres cada vez mais feministas, por mais que não se digam feministas, não há problema, mas a prática é de questionamento da base das relações”, finalizou Nalu.

 

Sem feminismo não há socialismo

Eliana Moura, representante do MTD, iniciou sua exposição analisando a situação dos centros urbanos. “Vivemos nos centros urbanos uma luta por trabalho e por comida saudável. Nos centro urbanos comemos um alimento que é o lixo que o agronegócio despeja sobre a população. Um alimento que molesta e que envenena mulheres e crianças”, analisou ela.

Sem feminismo não há socialismo, segundo ela, porque temos que vencer e superar profundamente a visão de propriedade privada, sobre a vida, sobre o corpo e sobre a alma dos seres humanos. Está produção da propriedade privada é organizada cientificamente, profundamente. “Temos que vencer o patriarcado, que é mais antigo que o capitalismo, tem mais de 10 mil anos, e surgiu justamente com a propriedade privada, quando alguns homens se apropriaram do trabalho de algumas pessoas pela violência. Temos que vencer a alienação, sobre nosso corpo, sobre nossa natureza, sobre nossa classe, sobre tudo, porque o capitalismo e o patriarcado se baseiam em uma sociedade que fragmenta tudo, toda a vida. Não compreendemos como funcionam as coisas e, muita vezes, não compreendemos nosso corpo. Somos educados num formato fragmentando, onde aprendemos pedaços do conhecimento, onde não há ligação. Pois se compreendemos o conhecimento, a história e o mundo como um todo, não teria dominação e isso não interessa ao capital”, analisou Eliana.

A representante do MTD analisou, ainda, que a igualdade que possuímos atualmente não é formal, ela tem que ser substantiva, tem que ter conteúdo e aplicabilidade. “Não basta para nós a liberdade do capitalismo, ela é apenas aparente, substancial. Pois o que determinam as coisas, nesse sistema, é a vida material”, disse ela.

A luta feminista tem que enfrentar esses e outros tantos desafios. O capitalismo se firmou no início do século XX através dos EUA, que despejou sobre a América Latina e o mundo, seu modo de vida americano. Homens como Ford criaram sistemas de produção material das coisas em um ritmo acelerado, que exige um tipo de ser humano rápido, ágil, cronometrado. Ford passou então a só contratar homens casados , por achar que eles são mais disciplinados e contidos. Esse modelo de produção enfatiza, alimenta e fortalece, portanto, um modelo de casamento monogâmico, com uma mulher contida, disciplinada, cabisbaixa e obediente.

Todo modo de produção organiza, assim, uma moral. O modo de produção escravo produziu uma moral de obediência. A moral da obediência tem em nossas vidas uma construção escravizante. Os colonizadores europeus trouxeram, também, outra moral, a moral do sistema feudal, a honestidade. No capitalismo a moral é de que só é gente quem trabalha, quem não trabalha está fora do sistema, é inútil. Essas morais foram sendo somadas, nenhuma foi derrubada para se construir outra. A revolução socilaista para as mulheres, portanto, é dupla, pois tem que ser contra o patriarcado e contra o sistema. E, diferentemente do que destacam alguns, segundo Moura, “o feminismo não significa a divisão da classe jamais, pois o feminismo é uma visão de totalidade e não de uma parte pequena apenas”.

 

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Mulheres da CLOC lutando pela soberania popular em sua IV Assembleia Continental

DSC_0300Terra, sementes originárias, ferramentas para a agricultura, muito colorido, músicas, gritos de ordem e lágrimas em alguns rostos, marcaram a abertura da IV Assembleia de Mulheres da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo (CLOC) – Via Campesina.

Centenas de delegadas e delegados do continente, assim como convidados especiais de todo o mundo, participaram da abertura da IV Assembleia de Mulheres da CLOC. Durante a mística desta manhã, 10 de outubro, a mãe terra foi representada pelas mulheres, sinal de fertilidade e vida, mulheres encadeadas pela injustiça, discriminação, racismo e o modelo patriarcal que vivem os países das regiões da nossa grande América Latina.

A miséria, a pobreza, a violência, a invisibilização do trabalho produtivo das mulheres, foram algumas das denúncias refletidas no meio de músicas e palavras de ordem, as e os presentes também prestaram homenagem a mulheres representativas e lutadoras das diferentes partes do continente e, com a consígnia: “Sem feminismo, não há socialismo”, foi aberta oficialmente a IV Assembleia de Mulheres da CLOC – Via Campesina.

Os rostos destas lutadoras de todas as partes do mundo foram as convidadas de honra durante esta assembleia, entre as que se encontrava Dolores, Clara, Alejandra, Gabriela, Vilma, Tania, Olga, todas elas mulheres que resistiram ao capital, aos padrões culturais impostos e às tentativas de silenciar a tão desejada libertação.

Depois da mística, deu-se início ao evento, com informações do programa de atividades para os dois dias da Assembleia. O programa contém uma série de debates sobre a participação política que tiveram as mulheres em todo o continente, além de temas como Patriarcado e Capitalismo; Economia e Mulheres; Soberania Alimentar; Direitos Humanos e Migração.

A abertura da IV Assembleia de Mulheres da CLOC foi marcada por um grande sentimento de integração latino-americana, onde, também, houve uma exposição do processo histórico de participação das mulheres, por Francisca Rodríguez, da ANAMURI, do Chile, que lembrou, ainda, que foi na Colômbia, em 1988, que as mulheres, antes da criação da CLOC, trabalharam a consígnia “Pela vida, com sóis de ternura e unidade, abramos espaços de liberdade”.

Nesta primeira iniciativa de articulação de um movimento latinoamericano, as mulheres colocaram como necessidade urgente, a geração de maiores espaços nas organizações e na tomada de decisões, para uma participação efetivamente ativa. Hoje continua a luta por reformas agrárias integrais, baseadas na igualdade entre os gêneros e na igualdade de direitos para todas as pessoas.

Esta IV Assembleia Continental continua fortalecendo a participação das mulheres e seus processos de formação e construção de autonomia, além de fortalecer e ampliar o debate político e ideológico sobre o socialismo, a partir de uma concepção anticapitalista e antipatriarcal, que tenha no pensamento feminista os principais elementos políticos que darão força e coerência aos objetivos políticos da CLOC-Via Campesina.

 

Che continua sendo exemplo

FOTO_ENTREVISTAIII Assembleia de Jovens do Campo lembra o legado de Ernesto Guevara.

A Universidade Central de Quito se encheu de camponesas e camponeses, mulheres, indígenas, negros, lutadores pelos direitos da Mãe Terra, pela Soberania Alimentar, pelo direito à terra e por um planeta com alimentos saudáveis para todos e todas.

O dia 8 de outubro, dia da abertura da Assembleia, coincidiu com a data da queda em combate de uma figura inspiradora de todas essas lutas, que é a de Ernesto Che Guevara.

A Assembleia, da qual participaram duas centenas de jovens provenientes de organizações de todo o continente, insistiu na necessidade de formação das novas gerações militantes, tanto na teoria como na prática, para a mudança das sociedades latinoamericanas.

O encontro juvenil é parte das atividades do V Congresso da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo – Via Campesina na capital equatoriana, que se desenvolve desde o dia 8 atéo dia 16 de outubro.

“Contra o saque do capital e do império” é o conceito central destes nove dias de debates, que começaram com atividades vinculadas aos mais jovens e este domingo e segunda-feira, continuam com a Assembleia de Mulheres do Campo.

A sede dos encontros é a Universidade Central de Quito, um campus que literalmente oferece uma vista panorâmica da cidade que é vigiada pelo vulcão Cotopaxi dia e noite.

Terça-feira, dia 12, no coliseu do campus universitário da Universidade central do Equador, dirigentes camponeses, presidentes como o boliviano Evo Morales e o equatoriano Rafael Correa e integrantes de organizações acompanhantes dos processos de luta, darão início ao V Congresso propriamente dito.

A abertura consistirá, também, em uma mobilização pelo centro histórico de Quito, em conjunto com outras organizações da CLOC – Via Campesina e do Fórum Mundial de Migração, que também está sendo realizado nesta capital. A mobilização se consistirá em uma marcha que sairá do Parque Arbolito e irá até a Praça São Francisco, a partir das 9 horas, horário do Equador.

Na cidade, que fora sede de um levantamento violento do setor policial, no dia 30 de setembro, se vive uma calma relativa e, mesmo assim, existe uma grande expectativa pela intervenção de Rafael Correa no ato público. Se esperam aproximadamente 1.000 delegados de todo o mundo, a este evento que delineará as linhas de ação estratégica dos movimentos sociais vinculados ao campo, assim como uma avaliação e diagnóstico do estado das lutas e da ofensiva do capital e das trasnacionais, quanto ao uso da terra, a água e demais bens comuns na industrialização da agricultura.

A Rádio Mundo Real, do Uruguai, entrevistou no segundo dia de sessões da Assembleia de Jovens, Cleber Folgado, do Movimento de Pequenos Agricultores (Via Campesina no Brasil). Ele se referiu ao papel da formação e também aos conceitos que devem guiar a formação das organizações juvenis. Ele lembrou, ainda, a figura de Ernesto Guevara como um referente para a juventude latinoamericana.

Enquanto isso, avaliações, discussões com ênfase em diferentes temas, formas de organização e visibilização das lutas, são parte do debate que sustenta a Comissão organizadora da Articulação de Mulheres da Coordenadoria de Organizações Latinoamericana do Campo (CLOC), que se encerra hoje, 11 de outubro.

Para assistir a entrevista, clique aqui.

“Sin la tierra no tenemos identidad”

11/10/2010

Testimonios de mujeres del campo unidas en la diversidad

En el marco de la IV Asamblea de Mujeres, se desarrolló un intenso intercambio de vivencias, experiencias políticas y testimonios centrados en la identidad y el apego a la madre tierra. Las mujeres, pertenecientes a diversas organizaciones nacionales y regionales adscritas a  CLOC – VC, formularon algunas reflexiones sobre los vínculoc entre feminismo, ecología y agricultura. 

A continuación, ofrecemos algunos extractos de las intervenciones presentadas durante el Panel “Mujeres del Campo Unidas en la Diversidad por la Madre Tierra”.

“Nosotras y nosotros somos un elemento espiritua; sin la tierra no tenemos identidad,  la madre tierra es sagrada. Las mujeres indígenas vemos a la tierra como un bien colectivo que nos da alimentos a los seres buenos y malos que existen en ella. Luchamos por  la tierra, por las semillas que también vienen de la tierra. También, las poblaciones urbanas  deben poner su granito de arena para luchar por la tierra, porque de ahí vienen los alimentos que van a la ciudad”

En Guatemala se reconoce la copropiedad de la tierra de hombres y mujeres, aunque con contradicciones impuestas por la legislación. Las comunidades indígenas defendemos la tierra, los cerros, las montañas donde están nuestras riquezas que hoy nos quiere quitar el capitalismo. 

Dolores, mujer indígena, representante de  CLOC – VC  Guatemala.   

Siento envidia por la relación que tienen con las plantas con la tierra, como expuso  la compañera de Guatemala.  Yo trabajo con las plantas y mi relación es distinta, sin sentimiento bueno porque siempre tengo que cortarle una ramita y me pagan una miseria por eso.  Las multinacionales hacían que  sus plantaciones tengan todo el cuidado, incluso más que a las asalariadas como nosotras.  Aunque a nosotras nos faltara el agua, sus plantas tenían toda la necesaria para que produzcan. Tuvimos esa relación hasta que nos organizamos, a pesar del brutal  capitalismo que hace que nosotras, compañeras de trabajo, nos veamos como enemigas porque nos tenemos que pelear por una caja para cosechar más;  así de brutal,  tenemos que ganar peleando entre nosotras caja por caja. No podemos cosechar colectivamente. Ahora organizadas, estamos  peleando  colectivamente. Estamos luchando para que esa brutalidad termine”  

Jonia Segredo, RANQUIL,  Chile.[1]

En Colombia, vivimos una guerra civil no declarada que profundiza la desigualdad social; es por esto que  muchos campesinos se levantaron en armas por la transformación social.

FENSUAGRO ha venido fortaleciendo la organización campesina en varios niveles, con eje de  soberanía alimentaria, rescatando semillas, estimulando la producción limpia de alimentos. Como mujeres venimos haciendo acto de presencia en estos procesos sociales, formándonos conjuntamente y enfrentando al mismo tiempo las políticas nacionales de los gobiernos que buscan acabar con el campesinado, favoreciendo el agronegocio, poniendo impuestos y restricciones  contra nuestra producción”

Socorro Pizo,  FENSUAGRO,  Colombia.

En Cuba, nosotras vivimos una revolución donde la mujer es protagonista en todo. Somos respetadas en todos los escenarios y tenemos los mismos  derechos que el hombre. La primera Reforma Agraria en nuestra patria fue firmada para una mujer. Todas las mujeres que quieran trabajar la tierra tienen ese derecho garantizado. Tenemos la esperanza de que todas las mujeres  del mundo van a luchar por otra vida mejor, no solo por el  respeto, porque esto ya lo hemos ganado.

Las mujeres cubanas, sentimos la afectación del bloque. El bloqueo del  imperialismo que quiere hacer y disponer de todo lo que no es de él, el bloqueo que  nos limita a comprar insumos para la producción  y nos la hace más costosa”

Maiobi,  ANAP – Cuba

Nosotras utilizamos canoa, bote, peque- peque, redes, anzuelos para pescar.  Nuestros antepasados usaban una corneta tejida de tamiza y hojas de palmeras como trampas para conseguir los pescados. Las mujeres indígenas en la Pachamama plantamos plátanos, yucas, hacemos fariña para comer con el pescado, para nuestra soberanía alimentaria diaria. Hoy los pueblos pescadores sufrimos por la contaminación con el petróleo

Irene Pinedo, Indígena de la Selva Amazónica de Perú.

FECUMARINAP.

Otras intervenciones destacadas fueron las de compañeras de Ecuador, Brasil y en especial la de  las  delegadas del Pueblo Mapuche en Chile.

Luz Lanchi de FENOCIN – Ecuador, compartió  el trabajo de su organización UNORCAC en Cotacachi, Provincia de Imbabura. Las mujeres han impulsado y recuperado el trabajo artesanal fomentando la cooperación y la combinación con la agricultura ancestral.  A través de éste trabajo revalorizan las artesanías, realizando capacitaciones de grupos en macramé,  bordados a mano en camisas, alpargatas, mantelería.  Han desarrollado la experiencia de exportación, aunque con algunas dificultades. Se  realiza una feria que involucra a las familias indígenas  que se organizan en torno  a los demás que quehaceres de producción agrícola, la cría y pastoreo de animales.

Cuidamos la madre tierra que nos da la vida y la alimentación cada día,  finalizó. .

Micheline del MST de Brasil, socializó el intenso trabajo que realizan como mujeres del campo y de la ciudad, convergiendo el 8 de Marzo como día de lucha contra el capital y el agronegocio, en la medida que las mujeres son las más perjudicadas por el entrecruce del  patriarcado y el capital.

Hemos hecho acciones públicas, de formación y de golpe en lo económico a las transnacionales. La alianza del campo y de la ciudad es muy importante para hacer lucha de masas. Hay acciones que nos obligan a asumir tareas que antes solo desarrollaban los hombres,  nos vimos condicionadas a aprender. Ante una acción grande, la represión también es mayor, pero nos sentimos acompañadas por la solidaridad de todas ustedes” concluyó la delegada de Vía Campesina.

La intervención más emotiva por su alta carga de lucha política ha sido la de las mujeres mapuches de Villarica, quienes señalaron como la  lucha del Pueblo Mapuche por su tierra es una lucha de toda la vida por la soberanía alimentaria, por el territorio, y es una lucha en  la que muchos han dado la vida, “Los gobiernos y medios de comunicación hablan de conflicto del pueblo Mapuche y no lo es, sino que es un legítimo reclamo del Pueblo Mapuche por lo que le pertenece

Así cerró el panel de testimonios con la emocionante y sentida energía de las mujeres en lucha por la soberanía alimentaria, forjadoras del futuro de los y las hijas, con desbordante solidaridad entre los pueblos presentes. 


[1] Testimonio receptado en medio de la indignación de la Asamblea por la situación descrita. El trabajo de las asalariadas de Chile es un ejemplo de las injusticia que hay contra las mujeres  en cuanto a la poca remuneración que perciben por el trabajo casi diario, impidiéndoles compartir el crecimiento y desarrollo de sus hijos

Las Mujeres de la CLOC se toman el útero del mundo

DSC_0300Congregadas en la mitad de mundo, las mujeres de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones, CLOC, arrancaron hoy su IV Asamblea Latinoamericana de las Mujeres del Campo. Antecedida de una gran mística, que alimento el espíritu de la asamblea, Eliane Martins, de Brasil, inauguró el primer espacio de discusión y debate con el panel Sin Feminismo no hay Socialismo.

Al inicio de su intervención enfatizó la necesidad de tener una alianza campo- ciudad, señaló “En la lucha urbana estamos caminando mano a mano con las y los campesinos, vivimos la lucha por el trabajo y la comida, la comida que comen los pobres es la basura del agronegocio y causa una degradación física, tenemos propuesto una lucha y alianza a partir de esta bandera. En este sentido, mi tarea es hablar porque sin feminismo no hay socialismo”.

Según Martins, no es posible una transformación de la sociedad capitalista, sin que se los sectores caminen unidos buscando el socialismo. Planteó que es necesario vencer y superar profundamente la subordinación a la propiedad privada, vencer la propiedad privada es fundamental señaló.

Como sabemos el patriarcado tiene más de diez mil años y surgió con el nacimiento de la propiedad privada, incluso, es más antiguo que el capitalismo. Al capitalismo no le conviene que la gente comprenda como funciona nuestro propio organismo, así que ha buscado dividir todo, “Cuando vamos a las escuela aprendemos pedazos, porque si tuviéramos conciencia de la totalidad no podríamos ser dominados, la superación de la alienación es fundamental” agregó Martins.

Asimismo, comentó que es clave superar la igualdad formal, esta igualdad que dice que legalmente somos todos iguales, ricos, pobres, hombres, mujeres, somos todos iguales, tenemos que combatirla. Nuestra igualdad añadió “no es formal, debe ser sustantiva tiene que estar en la vida, no basta para nosotras la libertad del capitalismo que es aparente superficial que coloca aparentemente lado a lado a todos, pero lo que determina es lo material, los pobres y hambrientos, mujeres no son igual que los ricos , las mujeres no tienen los mismos derechos de los hombres”.

Imperio Norteamericano del siglo XX

El siglo XX despega con el modo americano de ser, se plantea organizar la producción. Este hecho fue sistematizado por FORD (de los carros Ford) que desemboca en la producción material de las cosas, el proceso acelerado de producción a diferencia de lo que había antes coloca ritmo, disciplina, agilidad cronometrada, producción en cadena, incluso organiza la moral, y crea un tipo de ser humano que no había. El modo de producción esclavo, produce la moral del esclavo, tiene en la vida de las personas una construcción de más de diez mil años. Por otro lado, a esto se suma que colonizadores españoles y portugueses traen la moral del sistema feudal, la honestidad, un siervo debe honrar y devolver tanta cantidad de productos especialmente los alimentarios, se mete en la cabeza del sirvo que sea honesto para no estar detrás de él.

En este contexto, la IV Asamblea Latinoamericana de Mujeres del campo, se plantea luchar por la bandera de emancipación humana de todas las formas de dominación, en este marco el feminismo nos ayuda a entender la complejidad de la dominación y explotación del sistema capitalista, devela la particularidad de las mujeres no para dividir, sino sumar a los hombres pues la dominación, opresión y explotación es lo mismo tanto para hombres como para mujeres. En ese sentido, es importante hacer un análisis más completo, más entero, nuestro socialismo no es formal, tiene que ser profundo, para alcanzar una sociedad diferente, donde la sociedad y el mercado hayan desaparecido totalmente. “Estamos hablando de un proyecto de humanización y civilización, por eso para mí es importante este encuentro de mujeres del campo, aquí justo en el útero del mundo, en la mitad del mundo, Quito”, finalizó Martins.

 

En TV Ecuador: Entrevistas a Dirigentes de Mujeres CLOC

Hoy a las 19h30 por TV Ecuador – Canal Público vea las entrevistas a las dirigentas de la articulación de Mujeres de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC), Loyda Olivo, de la Confederación Nacional de Organizaciones Indígenas Campesinas y Negras, FENOCIN, y Francisca Rodríguez de la Asociación Nacional de Mujeres Campesinas e Indígenas, ANAMURI. Ambas participaron de la inauguración de la IV Asamblea Continental de Mujeres de la CLOC.

También siga mañana estas entrevistas a las 06h00 por la misma TV Ecuador.

 

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Comunicação e formação para a transformação

Continuando com a agenda da III Assembleia de Jovens da CLOC – Via Campesina, as e os jovens reunidos analisaram a importância entorno dos processos de formação e comunicação para o desenvolvimento das lutas camponesas e populares.

A formação política desde as bases é fundamental para a luta e resistência, se assinalou insistentemente durante toda a Assembleia de Jovens. As instituições religiosas, os meios de comunicação e as ideologias dos governos direitistas contribuem para que a educação formal não possua caráter formativo, que este se acentue de criticidade e que não reconheça os processos de luta social e resistência dos diversos povos da América. Como se não bastasse isso, uma porcentagem alta de crianças, meninas, jovens e adultos da América Latina se veem privados do acesso obrigatório à educação, como resultado dos processos de exclusão social e subordinação dos interesses nacionais ao estreito marco dos benefícios para o capital mundial.

Por isso, a Assembleia assinalou que, na atualidade, a educação formal não se reporta à realidade de nossos países e não responde às lutas dos povos. Neste sentido, se concluiu que é necessário fortalecer o processo de formação empreendido nos diferentes níveis regionais, nacionais e locais entre as organizações que fazem parte da CLOC, garantir sua continuidade a curto, médio e longo prazo, e reforçar a perspectiva crítica, transformadora da pedagogia empregada desde quando se colocou a necessidade de adequar mais ainda os conteúdos aos interesses políticos, ideológicos e culturais dos diferentes povos que lutam pela sua emancipação.

Na atualidade a CLOC – Via Campesina conta com três processos de escolas camponesas em nível regional e também um processo setorial, estes são:

– Escola Andina de Formação

– Escola de Formação de Mulheres do Cone Sul

– Escola de Formação Política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

– Escola Camponesa Centro América

Estes espaços permitem a educação da militância, gerando novos conhecimentos, habilidades e destrezas que aumentam a capacidade de nossos movimentos em oferecer alternativas, respostas e fortalecer as lutas que nascem das necessidades de nossa gente e especialmente dos e das jovens. A formação deve insistir no seu caráter crítico e gerar os elementos de conhecimento necessários para transformar a realidade.

No que diz respeito à comunicação, a Assembleia se centrou na importância que reveste a construção de ferramentas comunicacionais, adequadas e orientadas tanto ao processo de organização das bases, como ao processo de socialização de nossas aspirações e demandas para o conjunto da sociedade. É indispensável contar com ferramentas próprias e um processo autogestionário de comunicação, para confrontar a crescente monopolização e controle do grande capital sobre os meios de comunicação de massa.

A juventude dos diferentes países trocaram experiências e resumiram, sinteticamente, os diversos avanços em andamento, no que tange à comunicação autogestionária nas diferentes regiões que fazem parte da CLOC. As experiências têm dado conta da existência de revistas impressas, boletins eletrônicos, boletins impressos, espaços em rádios alternativas, páginas eletrônicas, entre outros meios alternativos de comunicação.

Por sua vez, a equipe de comunicação da CLOC – Via Campesina se encontra em fase de consolidação, elemento que permitiu vários avanços, como a retomada do Boletim Terra e a criação de um site próprio da CLOC – Via Campesina. Outras iniciativas fazem juz às experiências da “Minga Informativa”, que se multiplicou em algumas regiões do território latinoamericano.

A gestação e consolidação de um tecido de comunicação de alcance continental é o desafio que se traçou para o próximo período na Assembleia de Jovens, a fim de que, através da comunicação, se possa fazer frente às ofensivas ideológicas da direita através dos meios de massa.

A III Assembleia de Jovens foi fundamental para compartilhar experiências em torno da formação e processos de comunicação em cada região, país e organização que faz parte de CLOC – VC. No campo da formação, se orientou o intercâmbio, em busca de um processo contínuo, com conscientização crítica e pensado para a libertação, com a finalidade de responder às necessidades mais profundas de cada uma de nossas organizações, atravessando de maneira efetiva os níveis de luta e organização, e potencializando as possibilidades de transformação da realidade.

Do mesmo modo, a comunicação permite que estas experiências sejam conhecidas, socializadas e que contagiem umas as outras, com o fim de avançar de maneira cada vez mais firme no desafio de procurar o fortalecimento definitivo da Via Campesina.

 

Evo Morales estará no V Congresso da CLOC

evomoralesprogramasocialO companheiro e militante da Coordenadoria Latinoamericana de Organizações do Campo (CLOC), e atual presidente da Bolívia, Evo Morales, confirmou por meio da Embaixada da Bolívia, no Equador, sua presença na abertura do V Congresso da CLOC, no dia 12 de outubro, em Quito, Equador.

Manuel Monroy, encarregado de Assuntos Culturais da Embaixada da Bolívia em Quito, indicou que a estada do companheiro Evo Morales no país será só por umas horas, já que nesse mesmo dia ele voltará a Bolívia.

Luis Andrango, secretário operativo da CLOC, indicou que o presidente da Bolívia inaugurará o V Congresso da CLOC. Ele destacou, ainda, que a presença de Morales no V Congresso é um compromisso de militante, já que o atual presidente boliviano é membro fundador da CLOC. Além disso, foi confirmada, também, a presença do presidente Rafael Correa neste espaço.

Luis ressaltou que a agenda de discussões do V Congreso tem como ênfase os temas da Reforma Agrária, Soberania Alimentar, Terras e Territórios, Integração e fortalecimento desta instância continental, entre outros. No marco do V Congresso se está realizando, também, a III Assembleia Latinoamericana de Jovens e a IV Assembleia Latinoamericana de Mulheres do Campo. No final do Congresso se fará uma declaração com propostas dos diferentes setores camponeses, indígenas e afrodescendentes do continente.

 

Jovens da CLOC na defesa e recuperação de seus direitos

Durante o dia de discussão e debate da III Assembleia de Jovens da Coordenadoria de Organizações do Campo (CLOC), a discussão ficou em torno dos problemas que afligem às e os jovens do continente, como, entre outros, migração forçada, constante violação a seus direitos humanos, discriminação e exclusão.

Em um debate apaixonado e apaixonante, com a participação de mais de 300 delegados e delegadas de diferentes regiões da América Latina, se colocou a necessidade de gerar alternativas para priorizar a formação constante como uma das tarefas mais importantes para o presente momento. Também se destacou o âmbito da comunicação, pois se compreende que o império utiliza esta ferramenta como a principal arma para a penetração ideológica, moldando e manipulando milhões de consciências através dos meios de comunicação em massa.

Sobre o tema da migração, se destacou que, de acordo as cifras oficiais, existem cerca de 200 milhões de pessoas no planeta que vivem o deslocamento de seus territórios. Acrescentou-se, também, que depois do 11 de setembro nos Estados Unidos, se formou toda uma campanha para criminalizar as migrações, que incluem políticas orientadas ao reforço policial e militar nas fronteiras contra dos migrantes.

A destruição do meio ambiente, a extração ilimitada dos recursos naturais, e as crises, tanto econômica como climática, são parte das causas que obrigam a diferentes setores da população iniciar um deslocamento para outros lugares. As guerras internas ou a militarização de seus territórios têm um papel central no fenômeno do deslocamento. Leonardo Navarro, dirigente da Central Independente de Operários Agrícolas e Camponeses (CIOAC), do México, assinalou que este tema, faz parte dos problemas que enfrentam os jovens rurais na presente conjuntura histórica.

Navarro analisou o contexto em que sucede este fenômeno colocando que, “não existem oportunidades de desenvolvimento; os jovens não temos acesso à terra, a migração para as cidades tem a ver com a perda de direitos. Não temos uma educação formal garantida e também não existem fontes trabalhistas dignas. No México, isto levou milhões de jovens entre 13 e 14 anos a deslocar-se aos Estados Unidos buscando fazer-se ricos, mesmo que a única coisa que encontravam ao chegar era trabalho escravo e a perda de sua identidade cultural. Sem dúvida este é um dos graves problemas que afetam aos jovens latino-americanos”.

Devido à crise econômica mundial, o fenômeno da migração torna-se mais complexo, na medida em que muitos migrantes estão voltando a seus países de origem, aos que chegam com novas condutas, desarraigados do território e espreitados novamente pela pobreza. Isto provocou uma espécie de culto ao narcotráfico e o aumento da delinquência, como consequência da impossibilidade de satisfazer desejos no marco das estreitas e desiguais economias legais.

Dutro dos temas que se debateram nesta jornada foi a aplicação dos Direitos Humanos no continente. Malitzin Chávez, do Conselho para o Desenvolvimento Integral das Mulheres Camponesas (CODIMCA), de Honduras, manifestou que uma das expectativas que circunda o debate da III Assembleia de Jovens, é que cada um e cada uma dos delegados possa dar conta da perda de seus direitos sob o atual modelo econômico.

Malitzin Chávez, enfatizou, ainda, que “como juventude latinoamericana, buscamos criar e potencializar estes espaços para poder discutir e fortalecer nossas aprendizagens e experiências, vemos como na América Latina perdemos nosso direito a manifestar-nos, a participar de forma ativa nos diferentes referentes e com isso, também perdemos nosso direito a ser reconhecidos, por isso, este encontro demonstra a força que tem o continente, estamos em marcha, há uma grande presença de jovens que sonham com uma sociedade diferente”.

 

Mujeres de la CLOC, luchando por la soberanía popular en su IV Asamblea Continental

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Tierra, semillas originarias, herramientas para la labranza, colorido, música, consignas y lágrimas en algunos rostros, se conjugaron para la inauguración IV Asamblea de mujeres de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo CLOC Vía Campesina.

Cientos de delegadas  y delegados del continente así como invitados especiales de todos los continentes, participaron en la inauguración de la IV Asamblea de Mujeres de la CLOC. Durante la mística de apertura,  la madre tierra,  fue representada por las mujeres como señal de fertilidad y vida. El sometimiento,  la discriminación y la exclusión propios del racismo y el patriarcado también fueron representados por las mujeres a través de un simbolismo que mostraba mujeres encadenadas. Al final el mensaje instaba a reconocer los desafíos que enfrentan las mujeres latinoamericanas y a procurar ratificar la dosis de compromiso y entrega que se precisa para transformar esta realidad.

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La miseria, pobreza, violencia, invisibilización al trabajo productivo de las mujeres fueron algunas de las denuncias transmitidas a través de la música y las consignas. Las y los presentes en la Asamblea rindieron un homenaje a mujeres luchadoras de las diversas regiones del continente que representan icónicamente la brega de millones de mujeres.  Finalmente, al calor de la consigna “Sin feminismo, no hay socialismo”, quedó inaugurada de manera oficial la IV Asamblea de Mujeres de la CLOC Vía Campesina.

Las imágenes de las mujeres homenajeadas y de otras luchadoras de todas partes del mundo acompañarán a las delegadas en calidad de invitadas de honor a la IV Asamblea de Mujeres. Dolores, Clara, Alejandra, Gabriela, Vilma, Tania, Olga  son algunos de los nombres que representan la resistencia de la mujer a la dominación y formas de opresión impuestos a través de la explotación capitalista y las formas culturales derivadas del patriarcado, al tiempo simbolizan la persistencia de la lucha frente los intentos de silenciar  la memoria histórica, tan necesaria para la liberación.

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La apertura estuvo  marcada por un gran sentimiento de integración latinoamericana. Francisca Rodríguez, dirigente chilena encargada del proceso de articulación de mujeres,  estuvo a cargo del recuento histórico del proceso de participación de mujeres en la CLOC.  Francisca,  recordó que fue en Colombia, en 1988, que, previo a la constitución de la CLOC, las mujeres diseñaron la consigna bajo la cual trabajarían los procesos de articulación: “Por la vida, con soles de ternura y unidad abramos surcos de libertad”.

En esta primera intención de articular un movimiento latinoamericano, las mujeres demandaron la urgente necesidad de generar mayores espacios en las organizaciones para fortalecer la participación de las mujeres en el proceso organizativo y en la toma de decisiones. Hoy continúan  la lucha por las reformas agrarias integrales, gestadas en un contexto de lucha por la igualdad entre los géneros y la igualdad de derechos para todas las personas, sin discriminación.

Una vez instalado el evento, se revisó el programa de actividades que por dos días guiará el ímpetu y la profundidad con que se debatirán temas como la participación política de las mujeres en el continente, la convergencia entre patriarcado y capitalismo, las economías y las mujeres, Soberanía Alimentaria, Derechos Humanos, Migraciones y la manera de viabilizar en la praxis de las organizaciones y la sociedad  la consigna de “sin feminismo no hay socialismo”

Esta  IV Asamblea Continental de las mujeres del Campo,  está llamada a continuar fortaleciendo la participación de las mujeres y sus procesos de formación y construcción de autonomía, fortalecer  y ampliar el debate político e ideológico  sobre el socialismo con base en  una concepción anticapitalista y antipatriarcal que acopie del pensamiento  feminista, aquellos elementos políticos que den fuerza y coherencia a  los objetivos del proceso  CLOC-VC.