Durante o dia de discussão e debate da III Assembleia de Jovens da Coordenadoria de Organizações do Campo (CLOC), a discussão ficou em torno dos problemas que afligem às e os jovens do continente, como, entre outros, migração forçada, constante violação a seus direitos humanos, discriminação e exclusão.
Em um debate apaixonado e apaixonante, com a participação de mais de 300 delegados e delegadas de diferentes regiões da América Latina, se colocou a necessidade de gerar alternativas para priorizar a formação constante como uma das tarefas mais importantes para o presente momento. Também se destacou o âmbito da comunicação, pois se compreende que o império utiliza esta ferramenta como a principal arma para a penetração ideológica, moldando e manipulando milhões de consciências através dos meios de comunicação em massa.
Sobre o tema da migração, se destacou que, de acordo as cifras oficiais, existem cerca de 200 milhões de pessoas no planeta que vivem o deslocamento de seus territórios. Acrescentou-se, também, que depois do 11 de setembro nos Estados Unidos, se formou toda uma campanha para criminalizar as migrações, que incluem políticas orientadas ao reforço policial e militar nas fronteiras contra dos migrantes.
A destruição do meio ambiente, a extração ilimitada dos recursos naturais, e as crises, tanto econômica como climática, são parte das causas que obrigam a diferentes setores da população iniciar um deslocamento para outros lugares. As guerras internas ou a militarização de seus territórios têm um papel central no fenômeno do deslocamento. Leonardo Navarro, dirigente da Central Independente de Operários Agrícolas e Camponeses (CIOAC), do México, assinalou que este tema, faz parte dos problemas que enfrentam os jovens rurais na presente conjuntura histórica.
Navarro analisou o contexto em que sucede este fenômeno colocando que, “não existem oportunidades de desenvolvimento; os jovens não temos acesso à terra, a migração para as cidades tem a ver com a perda de direitos. Não temos uma educação formal garantida e também não existem fontes trabalhistas dignas. No México, isto levou milhões de jovens entre 13 e 14 anos a deslocar-se aos Estados Unidos buscando fazer-se ricos, mesmo que a única coisa que encontravam ao chegar era trabalho escravo e a perda de sua identidade cultural. Sem dúvida este é um dos graves problemas que afetam aos jovens latino-americanos”.
Devido à crise econômica mundial, o fenômeno da migração torna-se mais complexo, na medida em que muitos migrantes estão voltando a seus países de origem, aos que chegam com novas condutas, desarraigados do território e espreitados novamente pela pobreza. Isto provocou uma espécie de culto ao narcotráfico e o aumento da delinquência, como consequência da impossibilidade de satisfazer desejos no marco das estreitas e desiguais economias legais.
Dutro dos temas que se debateram nesta jornada foi a aplicação dos Direitos Humanos no continente. Malitzin Chávez, do Conselho para o Desenvolvimento Integral das Mulheres Camponesas (CODIMCA), de Honduras, manifestou que uma das expectativas que circunda o debate da III Assembleia de Jovens, é que cada um e cada uma dos delegados possa dar conta da perda de seus direitos sob o atual modelo econômico.
Malitzin Chávez, enfatizou, ainda, que “como juventude latinoamericana, buscamos criar e potencializar estes espaços para poder discutir e fortalecer nossas aprendizagens e experiências, vemos como na América Latina perdemos nosso direito a manifestar-nos, a participar de forma ativa nos diferentes referentes e com isso, também perdemos nosso direito a ser reconhecidos, por isso, este encontro demonstra a força que tem o continente, estamos em marcha, há uma grande presença de jovens que sonham com uma sociedade diferente”.




Testimonios de participantes del V Congreso de CLOC provenientes de Perú y el Ecuador costeño.
Con el fin de evaluar y dar seguimiento a los acuerdos sostenidos en la anterior Asamblea Internacional de jóvenes de la Vía Campesina realizada en Aragón- Estado español, una decena de delegados de Vía Campesina de Europa, India, Latinoamérica y el Caribe, se reunieron en el local de la Coordinadora Nacional Campesina – Eloy Alfaro (CNC – EA) de Ecuador.
Los delegados de la India, señalaron que los jóvenes latinoamericanos tienen mucha energía y ven esperanza para el futuro. La región América de VC tienen un formidable movimiento de juventud del cual lo que más aprecian es el consistente esfuerzo realizado para sostener procesos de formación de los y las jóvenes. Indicaron que esto puede ser un modelo para los espacios de formación de VC en otras regiones. De hecho, en el sur y el norte de la India se está iniciando un esfuerzo para sostener un proceso de formación de jóvenes que se materializará el próximo año bajo la figura de Escuelas de formación política y social en torno a los objetivos de VC.
“Esta asamblea nos ha mostrado la diversidad que existe en la CLOC-VC, ha sido un trabajo de que, a través de distintos procesos nacionales y regionales, nos ha permitido llegar a esta IV Asamblea con un mayor nivel de discusión.
Con la III Asamblea de Jóvenes del Campo reivindicando el legado de Ernesto Guevara se inició Congreso de CLOC.
Avaliações, discussões de diferentes temas, formas de organização e visibilização das lutas, são parte do debate levantado pela Comissão Organizadora da Articulação de Mulheres da Coordenadoria de Organizações Latinoamericanas do Campo (CLOC), que se encontra atualmente em pleno trabalho para dar corpo à IV Assembleia de Mulheres, que tem início amanhã, 10 de outubro, dentro da programação do V Congresso da CLOC, na cidade de Quito, o Equador.