Movimentos sociais fazem ato contra a Vale e demais grandes corporações

Miercoles 20 de Junio de 2012

No final da tarde de ontem, os movimentos socais participantes da Cúpula dos Povos realizaram um ato contra a transnacional Vale, em frente à sede da empresa, entre as ruas Santa Luzia e Graça Aranha, no Rio de Janeiro.

Participaram do ato por volta de 3 mil pessoas dos movimentos sociais da Via Campesina, Marcha Mundial das Mulheres, entre outros. A ação foi coordenada pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale. A Vale foi escolhida como alvo simbólico para representar as grandes corporações internacionais, cujas práticas desrespeitam os trabalhadores, degradam o meio ambiente e roubam dos povos o controle sobre seus territórios.



“A Vale usa a mesma estratégia em todos os países do mundo. Em Moçambique, são 1365 famílias sofrendo repressão desde 2004; a Vale viola os direitos dos trabalhadores, não dando condições de segurança e higiene e já controla todo o território centro-norte de Moçambique, através da construção de uma linha férrea”, denunciou Jeremias Vunjanhe, militante da ONG Justiça Ambiental, que havia sido impedido de entrar no Brasil na semana passada.

Além dos problemas sociais, os manifestantes focaram os impactos ambientais da empresa. “Estamos aqui, também, com um relatório de insustentabilidade, fruto de um ano de pesquisa e trabalho de aprofundamento, para desmontar as declarações que a própria empresa faz no relatório de sustentabilidade dela”, afirmou o padre Dário Bossi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Bossi citou como exemplos desse impacto a construção da usina siderúrgica TKCSA, cuja poluição foi demonstrada por estudos, e que está sob intervenção do Ministério Público, e a duplicação da ferrovia de Carajás, no norte do país, que ameaça dobrar os impactos já existentes da mineração na Amazônia.

Scott, do sindicato USW (United Steelworkers), do Canadá, denunciou as péssimas condições enfrentadas pelos trabalhadores da Vale em seu país. A empresa provocou a maior greve da história do Canadá, que durou 11 meses entre 2009 e 2010, porque usou a recente crise mundial como justificativa para realizar demissões em massa, diminuir salários e aumentar jornadas, entre outros retrocessos nos direitos dos trabalhadores. “Isso é uma vergonha”, afirmou. Naquele país, só nesse ano já foram contabilizadas 16 mortes de trabalhadores em operações da Vale.

Adelaide, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, relatou o processo de privatização da Amazônia impulsionada pela construção da usina de Belo Monte, cujo consórcio construtor conta com a presença da Vale. Larissa, da Marcha Mundial das Mulheres, denunciou como as obras de empresas como a Vale afetam em especial as mulheres, com o aumento da prostituição e da violência. Moisés, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), denunciou o processo de criminalização do povo que luta contra as grandes empresas.

Durante o ato, foi projetado um vídeo na parede do prédio da empresa, com imagens de denúncia dos problemas causados pelas transnacionais. Os manifestantes também atiraram tinta vermelha contra o prédio, para simbolizar o rastro de sangue deixado pela Vale, e por todas as grandes corporações, nos territórios que atingem.

“As transnacionais são culpadas pelo atraso dos povos. Não podemos permitir que os ricos sigam sendo ricos e os pobres sigam sendo pobres”, afirmou Jairo Rubio, da Via Campesina na Colômbia.

A Vale, que está presente em 38 países na América, África e Ásia, foi eleita a pior empresa do mundo, por voto popular, no prêmio Public Eye Award.

 

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Escracho expõe mais um torturador do período de ditadura

Martes 19 de Junio de 2012Rio de Janeiro, Botafogo, avenida Lauro Müller, número 96, apartamento 1409. Neste endereço vive confortavelmente o militar reformado Dulene Aleixo Garcez dos Reis, que, durante os anos de chumbo da Ditadura Civil-Militar no Brasil, torturou e assassinou militantes da esquerda, nas dependências do famigerado DOI-CODI na Tijuca. Entre suas vítimas, encontramos o jornalista e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Mário Alves.

Dulene Aleixo foi capitão da Infantaria do Exército em 1970 e serviu no ano seguinte no Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) de Barra Mansa. Das 20 horas da noite do dia 17 de janeiro de 1970 até às 4 horas da manhã do dia seguinte, Dulene participou da tortura de Mário Alves, capturado no mesmo dia, o que culminou com a morte do dirigente por perfuração do intestino e hemorragia interna provocadas por empalamento com cassetete de madeira e estrias de ferro.



Demandando Memória, Verdade e Justiça, mais de 3 mil pessoas realizaram uma manifestação de “Escracho” em frente ao prédio onde vive o ex-torturador. A experiência, herdada de países como Argentina e Chile (onde o protesto se chama Funa), tem sido praticada no Brasil por organizações de juventude e de direitos humanos, como o Coletivo Tortura Nunca Mais e o Levante Popular da Juventude, para pressionar a recém-instalada Comissão da Verdade, do Governo Federal2

Após caminhada, desde o Campus Praia Vermelha da UFRJ, com amplo diálogo com a população através de panfletagens, batuques e palavras de ordem, os manifestantes instalaram uma grande assembleia na rua, em frente ao apartamento do militar. Participaram, além das organizações já mencionadas, a Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, movimentos populares, Via Campesina, partidos políticos, UNE, o mandato do Deputado Marcelo Freixo e organizações de Direitos Humanos.

Para Ana Miranda, do Coletivo Tortura Nunca Mais, a divulgação dos casos de abuso do poder público durante a Ditadura Civil-Militar é imprescindível para interromper o ritmo de violência ainda levado pelas polícias até hoje no país. “O engajamento jovem é espetacular, porque os meus filhos, que agora tem mais de 30 anos, ficaram, assim como nós, que sofremos com a Ditadura, marcados pelo silenciamento”.

Ana acrescenta: “essa garotada entende que é uma questão da sociedade brasileira inteira, pois a tortura e a violência continua existindo e a constitucionalidade da Lei de Anistia concedida pelo STF é um passe livre à impunidade”. Ela alerta para o fato de que se não houver punição e justiça em relação às torturas, desaparecimentos e mortes do período de ditadura, a violência vai continuar.

Todas as armas: livros, flores, poemas

Com muita animação, os participantes do ato promoveram um momento místico, em memória às vítimas da repressão militar, no qual foi declamado e encenado uma poesia de autoria do comunista Carlos Marighella e outra do próprio Mário Alves. Num ambiente marcado pelo excessivo policiamento, a presença de outras vítimas também foi reclamada pelos marchantes, a exemplo de Edson Luís, Manoel Lisboa e Edgar Aquino Duarte, todos mortos nos porões da Ditadura.

Segundo os movimentos, a pauta da memória, verdade e justiça é unitária na esquerda e os escrachos devem aumentar e se proliferar pelo país. “Os setores conservadores estão se movimentando, a partir do marco da criação da Comissão da Verdade. Nós dos movimentos populares também estamos, pois acreditamos que a Comissão só vai funcionar se houver ampla participação e pressão popular”, afirma Paulo Henrique, do Levante Popular da Juventude.

“Apesar das críticas que temos à Comissão, ela é um passo importante, mas ela só vai funcionar se houver participação popular nela. A Comissão é uma etapa importante para que se faça justiça nesse país, mas não precisamos esperar por ela: ações judiciais contra torturadores existem, mas eles são protegidos pela Lei de Anistia”, avalia Ana Miranda. “O Brasil é um país contraditório. Assina tratados internacionais contra a tortura, mas tem uma lei que a anistia”, esclarece.

 

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Globalización de la Lucha contra los Agrotóxicos

RIO_10_-_copiaMartes 19 de Junio de 2012

La Vía Campesina realizó, este martes 19, un encuentro de la Campaña Continental contra los agrotóxicos en el marco de la Cumbre de los Pueblos, en Río de Janeiro, Brasil. El objetivo fue socializar las experiencias de los países en su lucha contra estos venenos y articular un espacio a nivel internacional que recoja las experiencias ya en construcción.




El V Congreso de la CLOC-Vía Campesina, realizado en Quito, Ecuador en 2010, decidió lanzar una campaña continental contra los agrotóxicos y por la vida. Dentro de los objetivos de la campaña, está la lucha contra las transnacionales de los venenos y la erradicación de los agrotóxicos y la promoción de una agricultura basada en la agroecología.

“Vendo mi tierra”

Los participantes de los diversos países expusieron la situación de la lucha contra los venenos en sus países, Silvia Rodríguez, de CONAMURI – Paraguay, resaltó como un problema común; los incentivos de los propios gobiernos al uso de los agrotóxicos. Además, como la utilización de los químicos vienen causando como la pérdida de fertilidad de la tierra, lo cual, ha llevando a muchos campesinos y campesina a abandonar sus propiedades. “En la región de Caaguazu, se ven muchos letreros que dicen: Vendo mi tierra. Ya no consiguen producir más nada y sus animales son muy perjudicados. Principalmente, cuando fumigan, el viento esparce los agrotóxicos y los frutos amanecen todos muertos”.

Otro punto abordado fueron los transgénicos. Los representantes de México explicaron que su lucha principal es por la preservación de la biodiversidad, sobretodo en el caso del maíz. La cultura mexicana realiza polinización cruzada por el aire y por eso los cultivos transgénicos pueden contaminar el maíz nativo, una tradición milenaria.

Por otro lado, los representantes brasileños alertaron que Brasil está listo a aprobar cultivos resistentes al 2,4 D, uno de los herbicidas más tóxicos existentes. En este sentido, la lucha contra los transgénicos y contra los agrotóxicos resulta indisociable. Cabe resaltar, que la liberación de las variedades resistentes al 2,4 D va a impulsar el uso de este agrotóxicos, que es el principio activo del agente naranja, utilizando en la guerra de Vietnan.

Agroecología, un camino común

Para las organizaciones de la CLOC- VC, el camino es la agroecología, es un modelo de desenvolvimento del campo que respeta al agricultor y garantiza la soberanía alimentaria de los pueblos. En este sentido, Cuba tiene un papel fundamental en la formación de militantes latinoamericanos. Asimismo, Paraguay, que está formando técnicos en agroecología en Cuba para traer es experiencia.

Los ecuatorianos resaltaron la importancia de la actuación en el campo del consumo, “ es importante tener claro de dónde vienen los productos”. La legislación ecuatoriana ya aprobó una ley de Economía Popular y Solidaria, que actúa en la priorización de las compras a pequeños productores. “En lugar de pagar a las grandes empresas, pagamos a los compañeros y compañeras”.

En este intercambio de experiencias, los agrotóxicos y transgénicos fueron identificados como una problemática peligrosa en todos los países de América Latina, la agroecología no solo es una alternativa política, ambiental y social sino garantiza una producción de alimentos saludables.

En ese sentido, el camino ahora sigue por la construcción de una campaña internacional que pueda potencializar las experiencias locales y dar fuerza a una lucha contra los agrotóxicos.

 

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Cumbre debate los motivos de la crisis alimentaria y soluciones campesinas

Martes 19 de Junio de 2012

Las cinco plenarias de la Cúpula de los Pueblos tienen la función de socializar lo que debatieron las organizaciones y los movimientos en las actividades de los días anteriores, de acuerdo con tres ejes: las causas estructurales de las crisis y las falsas soluciones presentadas por el capital; las soluciones de los pueblos para los problemas y la agenda de acciones de los pueblos. Al final del proceso, cada plenaria producirá un documento que será llevado a las Asambleas de Convergencia de la Cúpula.

La plenaria número 3 trató sobre Soberanía Alimentaria. Participaron de la misma diversas organizaciones y movimientos sociales del campo nacionales e internacionales, como Vía Campesina, MST, Marcha Mundial de las Mujeres, Asociación Nacional de Agroecología (ANA), el Grupo de Estudios en Agrobiodiversidad (GEA), movimientos quilombolas, indígenas, entre otros.



Por la mañana, se debatieron los motivos de la crisis y las falsas soluciones dadas por los gobiernos y las corporaciones para resolverla. El modelo del agronegocio fue señalado como el principal responsable de la crisis alimentaria. Al priorizar el latifundio monocultor, el agronegocio aumentó la expulsión de campesinos, indígenas y negros del campo, agravando la concentración de tierras; el modelo creó un fuerte éxodo rural, además de facilitar el uso de trabajo esclavo en el campo, la privatización de las semillas, la utilización de agrotóxicos y alimentos transgénicos en el cultivo.

Además, desde su implantación la crisis climática aumentó, al paso que la pérdida de alimentos en la cadena productiva se incrementó del 30% a un 40%. El agronegocio se apropia de recursos naturales para existir, e incluso siendo un modelo agrario que sólo aumenta las desigualdades, sigue siendo la opción política de los Estados, que se subordinan a sus intereses, dándole a los latifundistas grandes incentivos públicos. Movimientos de diferentes lugares del mundo, como la India, Bolivia, África, Argentina y Paraguay, relataron que los mismos problemas causados por el agronegocio en Brasil están presentes en otros lugares, ya que quien dicta las reglas son las mismas compañías transnacionales.

La economía verde, propuesta que está siendo discutida en la Río+20 como el nuevo modelo de desarrollo que va a resolver la crisis, también fue duramente criticada. La economía verde fue descrita como una agenda política que quiere preparar el terreno para la acumulación de capital por medio del control de la naturaleza, lo que va a agravar los problemas ya existentes en el campo, como la falsificación de títulos de propiedad para realizar el robo de tierras, desalojo de población originaria y la concentración de tierras.

Finalmente se cuestionó el papel que ejerce hoy la tecnología agrícola, que sirve sólo para aumentar la acumulación de riquezas y el control en el campo a una velocidad mayor, por la utilización de maquinaria y de semillas transgénicas. En vez de pensar en soluciones sociales para problemas sociales, esta tecnología promete resolver los problemas por sí misma. Ejemplo de eso son los procesos tecnológicos más recientes, como la biotecnología, que promete crear la diversidad natural (que perdimos) en un laboratorio, liberando la explotación de los recursos actuales hasta su agotamiento; la geoingeniería permitirá “controlar el termómetro de las regiones del mundo”. En lugar de disminuir las emisiones de carbono para controlar la crisis climática, ese control resolvería el problema. Sin embargo, ese control estará en manos de los poderosos, lo que puede tener graves consecuencias para todos.

Nuestras soluciones – Por la tarde, la plenaria se reunió por segunda vez para discutir las alternativas que vienen de experiencias vividas por los pueblos al enfrentar los problemas sociales que vivimos. La soberanía alimentaria es el modelo agrícola propuesto en la plenaria como alternativa al agronegocio y a la crisis ambiental y alimentaria que vivmos. El término se contrapone al de seguridad alimentaria, acuñado por la FAO como forma de tratar de resolver la crisis alimentaria por vía del mercado y que fue responsable por desalentar la producción interna de alimentos en los países que ahora necesitan importarlos.

La Soberanía Alimentaria consiste en dar a los campesinos condiciones dignas para vivir y producir alimentos saludables, que no estén contaminados por agrotóxicos y cuyas semillas son las originales, tradicionales de los pueblos, y no transgénicas. Hoy en día, la agricultura familiar, a pesar de la falta de incentivos públicos, es responsable por alimentar al 70% da población mundial. Si se adopta la soberanía alimentaria, será posible producir alimentos para el mundo entero. Para que eso suceda, sin embargo, es necesario que se tomen medidas contrarias a las que se adoptan hoy.

La principal es el conjunto de políticas públicas para dar a los campesinos el acceso a la tierra. Se debe realizar efectivamente la Reforma Agraria. También es necesario garantizarles a los campesinos el acceso al agua, a las semillas locales y al crédito rural. El saber campesino debe ser rescatado y valorizado; debe alterarse la situación de las mujeres campesinas, que trabajan más en el campo que los hombres, pero a quienes no se les reconocen sus derechos y son víctimas de violencia; demarcar las tierras indígenas, en constante amenaza por el agronegocio y por los megaproyectos. Con relación a la Juventud, es necesario erradicar el trabajo infanto-juvenil y garantizar la permanencia de los jóvenes en el campo.

Se resaltó el papel de la agroecología en la soberanía alimentaria. El desafío del modelo agroecológico no es técnico ya que su eficacia para alimentar al mundo y enfriar el clima está comprobada. Su desafío es político, pues es un modelo que incomoda a las grandes industrias agrícolas.

Finalmente, la plenaria destacó que implantar la soberanía alimentaria, dadas las condiciones actuales, es un desafío que sólo se puede cumplir si las personas, tanto del campo como de la ciudad, de todo el mundo, se unen contra un modelo que ve los alimentos y el planeta apenas como una mercancía y explota a los campesinos; para luchar por un modelo que respete los recursos naturales y reconozca la importancia de quien coloca la comida en nuestra mesa.

Convergencia de Comunicación de la Cúpula de los Pueblos – MST

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REDD + Mozambique: campesinos cultivan carbono al servicio de contaminadores

Martes 19 de Junio de 2012

MozaMaputo, 18 de Junio de 2012 (Via Campesina Africa News) – La producción alimenticia y la soberanía de los pueblos africanos corren el riesgo de estar seriamente comprometidas debido a la implementación de proyectos de plantío y de conservación de árboles para la captura de carbono y la llamada Reducción de Emisiones por Deforestación y Degradación forestal Plus (REDD+). Tales proyectos podrán conducir el continente hacia graves situaciones de inseguridad alimenticia y tener como consecuencia la pérdida de la propiedad de la tierra y del control de los recursos forestales por parte de los campesinos de África.


En Mozambique, este escenario será inminente ya que el país ofreció su territorio para servir de “modelo” para proyectos de captura de carbono y REDD +.

Al caer la tarde, Albertina Francisco*, campesina de la comunidad de Nhambita, en la provincia de Sofala en Mozambique, regresa a su casa, cansada, después de otro día de actividad en su machamba (palabra usada en Mozambique para decir granja). Además de ocuparse del maíz, mapira (una especie de sorgo) y mandioca que cultiva, Albertina comenzó a tener una tarea enorme y adicional: cuidar los árboles que plantó hace algunos años, para tener la certeza de no verse penalizada a fin de año por la Envirotrade, la empresa con la cual tiene un contrato de provisión de carbono. Lo que sucede es que Albertina debe, obligatoriamente, evitar la muerte de las plantas y garantizar su buen desarrollo de tal modo que, por lo menos un 85% de las plantas recibidas sobrevivan.

“Más allá del maíz y de la mapira ahora tengo también que cuidar a los árboles, para que no mueran. Planté muchos árboles y no es fácil controlarlos todos”, dijo Albertina, que visita su granja dos veces por día.

Como Albertina, otros 1400 campesinos de Nhambita y otras comunidades del puesto administrativo de Púngue en Sofala fueron contratados para plantar y cuidar a los árboles en sus tierras.

“Cuando llegaron, dijeron que el proyecto es bueno porque si plantamos los árboles, recibiremos dinero para combatir la pobreza, y seremos dueños (de los árboles) una vez finalizado el proyecto”, cuenta un campesino de Nhambita.

El proyecto se denomina “Nhambita Community Carbon Project”[i]. El objetivo de la empresa Envirotrade consiste en secuestrar carbono a partir de la agro-forestación, comercializar los créditos de carbono en el mercado voluntario, en este momento en Europa y Estados Unidos. Comprando créditos de carbono, las empresas de países industrializados pueden “vender” una buena imagen a sus clientes, limpiar su consciencia y permitir la contaminación del planeta. Con la implementación de REDD+ y la compra de los créditos de carbono se pretende que los países ricos continúen con la emisión de gases con efecto invernadero, siempre y cuando financien proyectos de secuestro de carbono en otros lugares, generalmente en países del sur.

Más allá del uso de tierras para la plantación de árboles (gliricidia, faidherbia, acajús, mangueras, especies madereras), las comunidades están igualmente convocadas a proteger y patrullar una área demarcada de poco más de 10 mil hectáreas, en las cuales la Envirotrade también comercializa créditos de carbono a través del mecanismo REDD+.

Los servicios de plantío, conservación y protección de los bosques están regidos por un contrato entre la Envirotrade y los campesinos. El contrato es por tiempo determinado y tiene una duración de sólo 7 años. Sin embargo, de acuerdo con las cláusulas del contrato, le productor (campesino) tiene la obligación de plantar y cuidar los árboles y recibirá un valor anual que varía en función del sistema elegido y de la extensión de la tierra usada. Luego de siete años, el pago termina, pero la obligación de cuidar permanece.

“Es obligación del campesino continuar con el cuidado de las plantas, que le pertenecen, también después de los siete años da vigencia de este contrato”, determina uno de los párrafos de la cláusula sobre las obligaciones del productor.

De acuerdo con la Envirotrade, un árbol captura carbono durante un período de entre 50 y 100 años. La obligación de cuidar las plantas y bosques por parte de los campesinos pasa, automáticamente, a ser multi-generacional

“Si un campesino pierde la vida dentro del período de vigencia del contrato, este pasa a los legítimos/legales herederos (hijos) con todos los derechos, pero también con las obligaciones”, aclara Antonio Serra, Director Nacional de la Envirotrade.

Nhambita es una comunidad del distrito de Gorongosa, en el puesto administrativo de Púngue, centro de Mozambique. Es rico en biodiversidad y ostenta una vegetación y una riqueza de bosques dignas de codicia.

La Comisión Europea financió la Envirotrade desde el inicio del proyecto en 2003 hasta 2008 con casi 1500 mil euros, para actividades de investigación y experimentación en Nhambita. La Comisión Europea ha recortado la financiación y una de las razones fue porque encontró irregularidades en la metodología propuesta para la medición del carbono.


Lo que el campesino gana en el negocio…

De acuerdo con la Envirotrade, sus proyectos tienen como objetivo aliviar la pobreza (de las comunidades), proporcionar desarrollo sustentable y conservar la biodiversidad. “Es una nueva forma de hacer negocio”, afirma la empresa en su página web[i], y se muestra convencida de ofrecer un nuevo modo de vida para individuos y comunidades.

Ahora bien, la prestación de servicio de un contrato de un campesino al cual tuvimos acceso se hará a través del plantío de árboles en un área total de 0,22 hectáreas (22 metros por 22), en su huerta, y recibirá un valor total de 3.215 meticales (128 USD) para los 7 años de duración del contrato. Para ganar dinero suficiente para aliviar la pobreza, este campesino precisaría muchas más hectáreas, diversificación de sistemas y plantar muchos más árboles. Lo que se verifica prácticamente imposible.

El sistema mejor pago por la Envirotrade se denomina “plantación boscosa” y puede pagar al productor cerca de 17,500 Meticales (670 USD) divididos por siete años.

Estos valores se refieren a 1 hectárea, lo que quiere decir que el valor puede ser alto o más bajo dependiendo del tamaño del área. Los campesinos en Nhambita tienen un área promedio de una hectárea por familia.

“Un campesino que tenga 1 hectárea puede en un año firmar un contrato con el sistema de bordadura válido por 7 años y el año siguiente en la misma área, firmar un contrato de consociación por 7 años y el tercer año firmar un contrato de 7 años para el sistema de huerta, así este productor quedará unido al proyecto durante mucho tiempo”, explicó Antonio Serra, Director Nacional da Envirotrade en Mozambique.


Pero, no se engañe quien piense que con REDD+ y el plantío de árboles se volverá rico: “El negocio de carbono no es para volver rico a nadie (campesinos). El propio mercado muestra que tiene muchos costos. No va a convertir ricas a las comunidades. Las personas precisan tener otras formas de rendimiento”, dijo en una entrevista, Aristides Muhate, el gestor de Carbón de la Envirotrade.

Hace tres años que la Envirotrade dejó de emitir nuevos contratos, debido a problemas financieros.


Soberanía alimentaria en peligro

Es importante enfatizar que dedicarse a estos servicios podrá aumentar la inseguridad alimentaria de la comunidad o de las familias, si observamos el tiempo y la dimensión del área que el campesino precisa para plantar una cantidad de árboles que le posibilite ganar más dinero. Ello llevará al campesino a “cultivar carbono” en lugar de culturas alimenticias.

Por otro lado, “el enfoque de los valores económicos en la conservación de los bosques comunitarios, promovida por la Envirotrade, no convertirá a los valores culturales, espirituales y biológicos en valores menos importantes ya que las comunidades siempre supieron conservar los bosques durante generaciones y generaciones”, dice un estudio[ii] de Jovanka Spiric, que investigó los impactos socioeconómicos del esquema REDD implementado en Nhambita.

Existe un número considerable de campesinos que abandonaron la plantación y se dedican tiempo completo a cortafuego y patrulla de los bosques del área REDD+.

Gabriel Langa*, padre de 4 hijos y dos esposas, es jefe del grupo que se ocupa de cortafuego y patrulla en el bloque 2, un área de REDD+, “protegida” en la zona de Bué María, en Púngue. Antes cultivaba para alimentar a la familia.

“Ahora la actividad principal es el cortafuego. No tengo tiempo para ir a machamba”, dijo Langa.

Langa va a ganar 8845 Meticales (340 USD) por el cortafuego en área “conservada” y que serán compartirlos en el grupo (de 4 miembros) del cual él es jefe.


Los bosques nunca estuvieron en riesgo de desaparición…

Para la Envirotrade, la zona tapón del parque Nacional de Gorongosa[iii], donde se encuentra la comunidad de Nhambita, corría el riesgo de desaparecer debido a la tala masiva de árboles (para carbón) y a quemas descontroladas.

El comité de Gestión de los Recursos Naturales de la localidad de Púngue, que funciona a partir de Nhambita, en Gorongosa, establecido antes de la llegada de la Envirotrade, junto a los líderes comunitarios, desmiente esa teoría y afirma que siempre supo cuidar y conservar los bosques y la tierra en la localidad.

“La comunidad no tenía ningún problema y siempre supo gerenciar los recursos. El establecimiento del Comité de Gestión, en 2011, reforzó esa capacidad porque tuvimos un entrenamiento con ese fin”, dice Francisco Samajo, presidente del comité mencionado, quien agrega, “eso es lo que probablemente trajo la Envirotrade para aquí”.

Aristides Muhate, de la Envirotrade, reacciona: “A veces las personas quieren imponer su mérito por encima de todo. Todo el mundo sabe que hoy esta zona estaría autorizada para corte ilegal de madera. Él (el jefe del comité de gestión de los recursos) no tendría ni siquiera recursos (dinero) para hacer la patrulla que hace”.

La Envirotrade financia el comité de gestión de los recursos naturales para que ella, a su vez, pueda pagar a fiscales para patrullar los bosques y “defenderlos” contra miembros de la misma comunidad.

A pesar de que los campesinos afirmen tener ciertos beneficios a partir del proyecto de la Envirotrade (árboles frutales, un poco de dinero todos los años, un puesto sanitario, transporte en caso de enfermedad), parece no haber consenso para admitir que las comunidades eran muy pobres y que la gestión de sus bosques y tierras era deficiente.

Otro campesino de Nhambita, Raimundo Eduardo, afirmó que nunca se consideró pobre, porque, según su opinión “tengo machamba y siempre trabajé”.

Abandono del plantío de Árboles: no todos consideran a esta actividad divertida

Juvenal Francisco*, 31, campesino de Nhambita, abandonó el plantío de árboles en 2010 por considerar los servicios sin rendimiento.

“Parece que yo sólo trabajaba para ellos y no llegaba a ver beneficios para mí”, cuenta Francisco, quien por iniciativa propia se dirigió a la Envirotrade para manifestar su interés en abandonar la actividad.

Lo que desilusionó a Francisco y lo llevó a rescindir el contrato fue el hecho de que, a partir del cuarto año no le pagaron el valor anual estipulado en su contrato, por supuestamente, no haber podido cuidar debidamente las plantas como la Envirotrade determinó. Juvenal Francisco considera que hubo falta de satisfacción de una de las obligaciones que la Envirotrade se comprometió en cumplir, y que fue la de pagarles durante siete años.

“A partir del cuarto año no me pagaron más y nunca me explicaron por qué”, dijo.

Juvenal cuenta que había plantado más de 900 unidades de plantas madereras y de fruta, desde 2007. Ahora, dedica su tiempo a la producción, maíz, batata dulce, mapira y mandioca.

Este ha sido un gran conflicto entre la Envirotrade y muchos campesinos. Un elevado número de “contratados” sufre reducciones en su pago por no alcanzar los 85% de la taza de sobrevivencia determinada en el contrato. Nuestro equipo de reportaje también constató que en los últimos tres años se han verificado retrasos en los pagos de los servicios ambientales, debido a problemas financieros.

Campesinos no saben lo que están haciendo

Las comunidades de Nhambita desconocen el concepto REDD+ y a pesar de que algunos de ellos saben que plantan árboles y conservan los bosques “para vender carbono”, demuestran desconocer el concepto y sus mecanismos de manera profunda.

El Gestor Nacional de Carbono de los proyectos de la Envirotrade, el Ingeniero de bosques Aristides Muhate, justifica este hecho en los siguientes términos: “hay diferentes niveles de información. No tenemos por qué perder tiempo explicando esos conceptos complicados para los campesinos”. Aristides justifica su declaración basándose en los bajos niveles de escolarización que la mayoría de la población de Nhambita y alrededores posee. Esto puede considerarse una violación al derecho a la información previa y al consentimiento libre antes del comienzo de las actividades.

“Sabemos que el rendimiento de plantar árboles viene del carbono. En lo profundo, yo no sé más nada al respecto”, confesó Elias Manesa, de la comunidad de Mutabamba, quien expresó no comprender lo que es carbono.

El no proporcionar ninguna información sobre el negocio de carbono de la Envirotrade con los recursos de la comunidad, pone en evidencia los niveles de transparencia en el proceso. La débil o inexistente comprensión de los conceptos ligados a REDD+ y a los mercados de carbono por parte de los campesinos provoca que ellos pongan a disposición sus recursos y se vean implicados en un negocio sin saber sus implicaciones: permitir que contaminadores del norte continúen con las emisiones de carbono en la atmósfera, lo cual pone en peligro el bienestar de los campesinos si se tiene en cuenta que estas emisiones traerá impactos negativos en Mozambique, como la sequía y las inundaciones.

Una mujer campesina que no tiene contrato personal con la Envirotrade, pero que plantó y cuida los árboles porque su socio decidió hacerlos por ambos, también muestra desconocer la finalidad de la actividad.

“Sólo sé que mi marido recibe dinero (anualmente) por los árboles que plantamos. No tengo más detalles”, contó. De hecho, más de la mitad de los contratados son hombres. Pocas mujeres poseen tierras en Mozambique, a pesar de que sea el grupo que más esfuerzo realiza en la actividad de producción alimenticia y otros trabajos con la tierra.

Eminente conflicto social

Comienzan a presentarse señales de conflictos sociales relacionados a los pagos de los servicios ambientales (PSA) entre los miembros de la comunidad de Nhambita. En un futuro, la escena podrá agudizarse.

Campesinos que no están contemplados en los PSA manifiestan una especie de resentimiento por no recibir el dinero de la Envirotrade.

En otros proyectos REDD, en países como Indonesia, los pagos por servicios ambientales están provocando desigualdad debido a diferencias en la renta y ello tiende a provocar divisiones en la comunidad y a comprometer la unidad organizativa, social y cultural.

Por ejemplo, el periódico francés Le Monde Diplomatique[i] publicó recientemente un caso de expulsión de campesinos debido a la implementación de REDD en México.

Jossias Jairosse* está recién llegado a Nhambita y trabaja en la carpintería comunitaria en su localidad. Cuando se instaló en la comunidad, a Envirotrade había parado las contrataciones. Se siente resentido e inferior en relación a los otros vecinos, ya que tiene una renta anual que antes nunca tuvo posibilidad de tener.

Mozambique provoca la codicia de los “inversores” para REDD

Cerca de 15 millones de hectáreas (19% del territorio nacional) son pretendidos por una compañía de capital británico para REDD+[ii]. Los casos de usurpación de tierras relacionados a la Reducción de Emisiones por Desforestación y Degradación forestal podrán aumentar esta cifra si incluimos la producción de agro-combustibles y plantaciones de mono-culturas diversas, porque se pueden convertir también en REDD+, ya que esto incluí cultivos y suelos para bonos de carbono y no solamente florestas. Según el inventario forestal nacional de 2008, cerca de 70% del país (54.8 millones de hectáreas) está hoy cubierta por bosques y otras formaciones leñosas. Estas áreas corren el riesgo de ser usadas para el secuestro de carbono.

(Areas donde una empresa de capital inglés pretiende “invertir” en proyectos de REDD+ en Mozambique[i] )

Mozambique se encuentra en una posición de privilegio entre los países más “codiciados” para la implementación de los llamados proyectos de desarrollo, con inversión extranjera, en África. Por ejemplo, el Banco Mundial considera a Mozambique como un destino real para proyectos de REDD, el Mecanismo de Desarrollo Limpio[i] y Agricultura Industrial.

Empresas del norte han adquirido tierras en Mozambique para producción para exportación, agro-combustibles y ahora REDD+. Actualmente, hasta los llamados países emergentes, India y Brasil están adquiriendo tierras para agro-negocio y extracción mineral.

En la mayoría de estos casos, las comunidades locales, en particular campesinos y pueblos indígenas, se ven fuertemente afectados y muchos de sus derechos son violados. En el caso de REDD+, existe un eminente riesgo de que los campesinos sirvan como empleados de compañías que van a usar los recursos forestales y los suelos locales para recurrir internacionalmente a los créditos de carbono y maximizar sus lucros, sin necesariamente contribuir a eliminar la pobreza de las comunidades.

En Uganda (África), 22 mil campesinos fueron desalojados de sus tierras para dar lugar a u proyecto de compensación de carbono forestal, en 2011.


Proyecto Nhambita, un modelo para Rio+20 y Economía Verde

El proyecto de carbono de Nhambita va a servir de modelo en Rio+20, la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable y Economía Verde y figura en la página web de la Comisión de Desarrollo Sustentable de Rio+20.

Movimientos de la sociedad civil critican fuertemente Rio+20 por ser una cumbre que busca aprobar y legitimar la mercantilización de la naturaleza.

“Estamos esperando la Estrategia Nacional del REDD y los resultados de Rio+20 para expandir la implementación del REDD+ en otros lugares”, confirma Arístides Muhate, de la Envirotrade, que hemos entrevistado en el campamento de la empresa, el día 23 de Mayo último.

De hecho, más allá de Nhambita, la Envirotrade tiene otros dos proyectos con el mismo objetivo de venta carbono: uno en la región del Delta del Zambeze y el otro en el distrito de Maconia, en las Quirimbas, en la provincia de Cabo Delgado, en el norte de Mozambique. La Envirotrade está desarrollando activamente proyectos para otros dos proyectos de REDD+ a larga escala.

El proyecto de REDD+ de Nhambita podrá ser replicado en otras zonas de Mozambique. Figuras del gobierno de Mozambique e individualidades internacionales, incluido el antiguo presidente de Zambia, Kenneth Kaunda, visitaron el proyecto, y existe la posibilidad de que sea replicado fuera de Mozambique también como modelo para otros países africanos.

¿Cómo la idea de REDD es vendida…?

La idea de la Reducción de Emisiones por Desforestación y Degradación forestal consiste en que países desarrollados que quieran reducir emisiones deberán ser compensados financieramente por hacerlo. Gracias a la fotosíntesis, los árboles absorben dióxido de carbono y liberan oxigeno y por consiguiente sirven como esponjas para contaminación. La idea de REDD es “vendida” como una forma de conservar bosques, parar los cambios climáticos, proteger la biodiversidad, erradicar la pobreza y financiar a las comunidades.

Sin embargo, de acuerdo con las Naciones Unidas, REDD podrá causar “encerramiento de bosques, “pérdida de tierra”, “conflictos sobre recursos”, “concentración de poder por parte de las elites”, “nuevos riesgos para los pobres” y podrá “marginalizar los sin tierra” [ii] .

Muchos sectores de la sociedad civil advierten sobre el riesgo de que los proyectos de REDD se conviertan en masivas usurpaciones de tierra y que constituyan una forma de colonizar los bosques.

Marco legal del REDD+ en Mozambique

La elaboración de la estrategia Nacional del REDD a nivel Nacional tuvo su inicio en 2009. El Ministerio de Coordinación para Acción Ambiental ( MICOA) y el Ministerio de la Agricultura (MINAG) con el apoyo técnico de la Fundación Amazonas Sustentable y del Indufor (Brasil), realizaron algunas reuniones a nivel de la provincia de Maputo para explicar REDD+. Sin embargo, durante las reuniones la información divulgada estuvo básicamente al rededor de los beneficios y de las oportunidades que Mozambique podría obtener con la implementación del REDD+, creando expectativas en términos de rendimientos a nivel de los participantes. El lado negativo de REDD+ no fue mencionado.

“El proceso fue poco transparente, no hubo retorno de los procesos para los miembros de la sociedad civil que quisiesen acompañar el proceso. El acceso a la información fue también deficiente”, dijo Anabela Lemos de la Justicia Ambiental.

La estrategia nacional del REDD está aun en discusión en Mozambique. El proceso de su elaboración constituye objeto de crítica por parte de organizaciones de la sociedad civil, incluyendo a la Unión Nacional de Campesinos (UNAC) y a la Justicia Ambiental ( Amigos de la Tierra de Mozambique), por focalizar los mecanismos de desarrollo limpio y mercado de carbono, apuntar hacia proyectos de agro-combustibles y plantaciones de mono-culturas como proyectos posibles para REDD+ y por no incluir a la sociedad civil desde su inicio. Por ejemplo, las consultas comunitarias efectuadas muestran una débil representatividad. Las consultas a las comunidades y a los campesinos implicaron sólo a 889 personas, en un País con una población de más de 20 millones de mozambiqueños.

«La Estrategia Nacional del REDD está aún por ser discutida, pero el Gobierno (de Sofala) nos autorizó a hacer esto porque la idea es ver cómo será. Toda la experiencia va a ser tomada aquí (en Nhambita), es por ello que somos un laboratorio, un proyecto modelo», dijo Aristides Muhate, el “jefe” del carbono de la Envirotrade.

Recientemente, Charles Hall, de la Envirotrade expresó a la publicación inglesa The Observer[iii] que “el modelo de negocio de la Envirotrade precisa aún ser comprobado”. Según su opinión, “el hecho de que este poder pueda ser un negocio sustentable en base a la venta de las compensaciones de carbono, continúa siendo algo a tratarse”.

El movimiento internacional de campesinos, La Vía Campesina (de la cual los campesinos mozambiqueños forman parte), emitió recientemente un documento de posicionamiento en el cual reprueba, entre otros, los mecanismos REDD, el mercado de carbono y la economía verde, frente a la conferencia Rio+20.

“Repudiamos y denunciamos la economía verde como una nueva máscara para ocultar mayores niveles de ganancia de las corporaciones y del imperialismo alimenticio en el mundo como una forma brutal de lavar la cara al capitalismo, que sólo impone falsas soluciones, como el comercio de carbono, REDD (…) y todas las soluciones de mercado para la crisis ambiental”, dice parte del posicionamiento.

Augusto Mafigo, presidente de la Unión Nacional de Campesinos en Mozambique se muestra preocupado por el compromiso de los campesinos de Nhambita en los proyectos de carbono y REDD+. Mafigo está convencido que REDD+ podrá perjudicar a los campesinos.

“Como campesinos rechazamos REDD porque es claro que no es u mecanismo sustentable y corremos el riesgo de perder nuestros recursos y agravar la pobreza que ya nos asola”, dijo.


Via Campesina Africa News


* – nombres ficticios (para proteger las fuentes)

[i] http://www.envirotrade.co.uk/html/home.php

[ii] http://www.envirotrade.co.uk/documents/Jovanka_Spiric.pdf

[iii] http://www.gorongosa.net/

[iv] http://www.monde-diplomatique.fr/2011/12/VIGNA/47042

[v] http://www.iied.org/redd-mozambique-new-opportunity-for-land-grabbers

[i] http://http://es.wikipedia.org/wiki/Mecanismo_de_desarrollo_limpio

[ii] UN-REDD Framework Document, http://www.undp.org/mdtf/UN-REDD/docs/Annex-A-Framework-Docoment.pdf , p. 4-5 A Poverty Environment Partnership (PEP) Policy Brief, Based on the report “Making REDD Work for the Poor”, (Peskett et al, 2008) http://www.povertyenvironment.net/pep/ PEP includes UNDP, UNEP, IUCN, OCI, SIDA, ADB, DFID, WCMC For footnotes and complete textual citations of UN documents: See Earth Peoples http://www.earthpeoples.org/blog REDD Brochure

[iii] http://www.guardian.co.uk/media/2010/apr/11/bbc-envirotrade-robin-birley-mozambique

[i] http://www.iied.org/redd-mozambique-new-opportunity-for-land-grabber

[ii] http://pt.wikipedia.org/wiki/Mecanismo_de_Desenvolvimento_Limpo

[iii] UN-REDD Framework Document, http://www.undp.org/mdtf/UN-REDD/docs/Annex-A-Framework-Docoment.pdf , p. 4-5 A Poverty Environment Partnership (PEP) Policy Brief, Based on the report “Making REDD Work for the Poor”, (Peskett et al, 2008) http://www.povertyenvironment.net/pep/ PEP includes UNDP, UNEP, IUCN, OCI, SIDA, ADB, DFID, WCMC For footnotes and complete textual citations of UN documents: See Earth Peoples http://www.earthpeoples.org/blog REDD Brochure

[iv] http://www.guardian.co.uk/media/2010/apr/11/bbc-envirotrade-robin-birley-mozambique

[i] http://www.envirotrade.co.uk/html/projects_gorongosa.php

 

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La comunicación como derecho y bien común

Martes 19 de Junio de 2012

Río de Janeiro fue escenario del II Foro Mundial de Medios Libres, los días 16 y 17 de junio, en el marco de la Cumbre de los Pueblos Río+20. Luego de debatir aspectos como derechos de la comunicación, género, tecnologías y políticas públicas, en su sesión plenaria el Foro recogió las propuestas formuladas, que incluyen entre otras iniciar un proceso para elaborar una Carta de principios de los Medios Libres. A la vez, acordó encaminar varias de las propuestas a la Plenaria de la Cumbre sobre “Defensa de los Bienes Comunes contra la Mercantilización”.

En este marco, uno de los planteamientos es fortalecer la articulación entre movimientos sociales y medios libres, para enfrentar la hegemonía de los grandes medios en los debates ambientales y sociales.



Asimismo, se planteó la importancia de políticas públicas para impulsar la educación mediática en el sistema escolar. Al respecto, en los debates se resaltó la relevancia de un currículo educativo que no solo enseñe a leer y recibir los contenidos mediáticos con ojos críticos, sino que también forme una ciudadanía con capacidad de apropiarse de las herramientas y destrezas para ser productora de contenidos.

Considerando a la comunicación como un bien común, el Foro propone igualmente que los movimientos utilicen y se apropien de los medios libres para fortalecer la solidaridad entre los pueblos que están en lucha por los derechos y la libertad, a fin de romper la barrera mediática.

Plantea además luchar por nuevos marcos regulatorios que garanticen la libertad de expresión para todos/as y por la universalización de la banda ancha pública y de calidad.

Los intercambios abordaron también la diversidad de luchas en materia de derechos, teniendo presente la situación de represión y censura que aún se vive en muchas partes del mundo -particularmente en el Oriente Medio-, pero también los debates que se han abierto en otros países, especialmente en América Latina, sobre nuevos derechos y la necesidad de políticas para romper los monopolios y oligopolios de los medios. En este ámbito se resaltó la nueva legislación argentina que establece el reparto igualitario de las frecuencias de radio y televisión entre medios públicos, privados y sin fines de lucro. Y desde el país sede del Foro, Brasil, se informó de la campaña “Regula Dilma” que se lanzará el próximo 27 de agosto para exigir a la presidenta la elaboración un nuevo marco regulatorio de comunicación.

Con este espíritu, las propuestas para la Plenaria de Convergencia contemplan también denunciar el hecho que los medios corporativos mundiales inhiben y limitan la libertad de expresión; pero que también varios gobiernos la censuran. En tal sentido se puso a consideración la idea de organizar una gran campaña internacional por el derecho a la comunicación y la libertad de expresión para todos y todas.

ALAI

Convergencia de Comunicación de los Movimientos en la Cumbre

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Por la Vida de las mujeres no a la mercantilización de los bienes naturales

Martes 19 de Junio de 2012

102_4008_-_Gustavo_MarinhoUna masiva movilización se vivió este lunes en las diferentes calles de Río de Janeiro Brasil, con la participación de hombres y mujeres de diferentes países del mundo para decir que las mujeres están presentes en las luchas que se libran en contra de la mercantilización de la madre tierra y los bienes naturales que realizan gobiernos y empresas transnacionales en los diferentes países.

La situación que viven las mujeres a nivel mundial es similar discriminación, falta de acceso al uso y tenencia de la tierra por parte de las mujeres, María Inés de la Asociación Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas -ANAMURI- de Chile, dijo que en su país el gobierno habla de una gran obra en la isla de Chiloe eso significa destrucción en el área sur, a sus 61 años afirmó que continuará en pie de lucha por la defensa de las plantas, árboles, medicina natural a los que llamó: “sus hermanos menores”.



Rocío Salas de Organización Nacional de Mujeres Andinas y Amazónicas del Perú, indicó que la unificación de las mujeres en la lucha es por la defensa del territorio y el agua porque están siendo violentados los derechos al territorio por parte de las empresas extractivas que se han posesionado en los diferentes países, en Perú no respetan la Ley de Consulta previa libre e informada, por ello luchan por la modificación de algunos artículos que atentan contra la vida.

102_4033_-_Gustavo_Marinho_-_copiaLa unificación de la lucha hace sentir que la mujeres están presentes, señaló Salas quien dijo que entre otros derechos que se violan en su país están los derechos sexuales y reproductivos se ha incrementado el femicidio y los embarazos precoz también denunció los trabajos de minería que explotan a las mujeres.

Dijo que una de las luchas de las mujeres del Perú es que las mujeres tengan acceso al territorio es decir subsuelo, suelo y espacio y con una ley solo tienen derecho a la tierra lo demás es superficial porque aparentemente le pertenece al Estado, “pero nosotras rechazamos eso porque como comunidades indígenas y campesinas somos dueños del territorio”, indicó Salas.

En Bolivia las mujeres cuentan con una Ley que defiende los derechos de las mujeres, dijo Gaby Gutiérrez de Bartolina Sisa, también señaló que ahora velan porque se cumpla pero la lucha continúa en solidaridad con las mujeres del mundo en donde los gobiernos no respeta los derechos de las mujeres, su mensaje a las mujeres del mundo es continuar la lucha en conjunto como pueblos hermanos.

En República Dominicana las mujeres lucha por el derecho a la tierra como en varios países existe concentración de tierra en pocas manos, dijo Benita Cordero -CONAMUCA-, quien agregó que han tenido avances porque cuentan con un anteproyecto de ley de Reforma Agraria Sostenible que ya está en el Congreso y también siguen la lucha por la soberanía alimentaria.

Cordero dijo: “Los campesinos y campesinas no somos mercancía”, al señalar que la economía verde mata porque no es más que una excusa para seguir apropiándose de los territorios.

La movilización finalizó con una concentración en la plaza Carioca en donde Martha Cecilia Ventura de la CLOC Vía Campesina Centroamérica dijo que desde la cosmovisión es un día importante por la energía de las abuelas y abuelos, día en que hombres y mujeres ratifican sus derechos por eso se continúa en pie de lucha por la defensa de la madre tierra, la reforma agraria, soberanía alimentaria y Agroeocología e instó a articular la lucha a nivel del mundo.

 

 

 

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Mujeres abren jornada de movilizaciones durante la Cumbre de los Pueblos en Rio+20

Lunes 18 de Junio de 2012

RIO_8En la manifestación de este 18, las mujeres marcaron que es necesario construir igualdad y erradicar la violencia hacia las mujeres para superar el modelo capitalista, patriarcal, homofobico y racista, traducido hoy en la economia verde.

Bajo el slogan ¡Mujeres contra la mercantilización de nuestros cuerpos, nuestras vidas y la naturaleza!, más de 10 mil personas marcharon la mañana deste 18 de junio entre el Aterro del Flamengo y el Largo de la Carioca. La movilización fué organizada por la Marcha Mundial de las Mujeres (MMM), y mujeres de movimientos mixtos como la Via Campesina, la CUT, la Contag, la CAOI, la ANA y otras organizaciones y redes feministas e inauguró la jornada de movilizaciones en la Cumbre.

El día empezó muy temprano, a las 7 horas, cuando más de 2.000 mujeres de los movimientos sociales que están alojados en el Sambódromo del Rio de Janeiro salieron en marcha hasta el MAM – Museo de Arte Moderno, en el Aterro del Flamengo. En el camino, estimuladas por la Batucada Feminista de la MMM, ellas denunciaron a la economía verde, a las corporaciones transnacionales y a las instituciones multilaterales como el Banco Mundial y el FMI, responsables por la crisis mundial que vivenciamos hoy y por el incremento de la violencia y la pobreza entre las mujeres.

En el MAM, activistas de otros movimientos feministas de América Latina y del mundo que estaban en la inauguración de la carpa “Territorio Global de las Mujeres” se sumaron a las demás y partieron en dirección al Largo de la Carioca donde tuvo lugar el acto público final de la manifestación de denuncia del modelo capitalista, patriarcal, homofobico, racista y destruidor de la naturaleza.

“Tenemos que superar ese modelo, pero para eso tenemos que superar la división sexual del trabajo, que no reconoce nuestro trabajo como trabajo, que dice que tenemos que hacerlo por amor o por la culpa que cargamos. Estamos exigiendo el reconocimiento del trabajo de las mujeres, que la división sexual del trabajo deje de existir también en el trabajo productivo”, enfatizó Nalu Faria, de la MMM. La cuestión no es solamente de sustentabilidad ambiental y sí de construccion de otro modelo de producción y consumo que garantice condiciones de igualdad. “Para conseguir eso tenemos que estar libres de todas las formas de opresión, pensar no solo en harmonía con la naturaleza pero también en la harmonía entre humanos y humanas. Eso significa erradicar la violencia, que los hombres dejen de estar a servicio del capitalismo, dejen de nos golpear y acosar. Significa tener el libre ejercicio de nuestra sexualidad, el derecho al aborto. Por eso vamos seguir en lucha mientras no tuviermos construidos todas las transformaciones necesarias, fortalecer nuestra lucha contra el capitalismo verde y exigir que nuestras demandas sean reconocidas incluso por nuestros compañeros de lucha!”.

 

 

 

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Rumbo a los acuerdos políticos

Lunes 18 de Junio de 2012

La Cumbre de los Pueblos abre paso a los plenarios de convergencia.

RIO_7Este domingo pasado comenzaron a sesionar los plenarios de convergencia en la Cumbre de los Pueblos de Rio de Janeiro, Brasil, y hubo miles de personas participando de esos espacios. Son cinco en total situados en la zona llamada “Aterro do Flamengo”, con temas claves para la elaboración del documento final de la cumbre.

“Soberanía alimentaria”, “energía e industrias extractivas”, “defensa de los bienes comunes contra la mercantilización”, “derechos, por justicia social y ambiental”, “trabajo: por otra economía y nuevos paradigmas” son los cinco ejes temáticos.

Estos plenarios de convergencia se realizaron hoy durante todo el día y continuarán trabajando en la tarde de este lunes. La idea es profundizar el diálogo y los puntos de contacto entre temas y actores. Los movimientos y organizaciones sociales que han estado impulsando la Cumbre de los Pueblos destacan que esos plenarios se proponen generar acuerdos políticos, mensajes comunes que movilicen y respondan con fuerza popular a la ofensiva del capital por la «economía verde», tema principal de la conferencia de Naciones Unidas Rio+20.

Radio Mundo Real cubrió especialmente los plenarios de soberanía alimentaria y de defensa de los bienes comunes. Karin Nansen, de Amigos de la Tierra Internacional, Diego Montón, de La Vía Campesina, y Nalu Faria, de la coordinación de la Marcha Mundial de las Mujeres en Brasil, fueron los encargados de las exposiciones que dieron apertura al plenario sobre soberanía alimentaria.

Nansen, integrante de REDES – Amigos de la Tierra Uruguay, explicó en su testimonio que la economía verde “es un proyecto político, una agenda política para preparar el terreno para una nueva fase de acumulación del capital, de acumulación de nuestros territorios, de apropiación de la naturaleza, de reorganización de las relaciones sociales”. La activista señaló que numerosos actores buscan imponer la idea de que las diversas crisis (económica, alimentaria, energética, entre otras) responden a “una falla del mercado” por no haberle puesto precio a la naturaleza. “Una vez más nos quieren imponer el mercado como la respuesta a todos los problemas”, subrayó.

“Nosotros decimos NO”, enfatizó la representante de Amigos de la Tierra Internacional. “La naturaleza y los alimentos tienen un valor que no es el valor de mercado, es un valor que tiene que ver con nuestra cultura, nuestro sustento, nuestras relaciones, que no pasan por la acumulación de capital”, dijo.

En tanto, Diego Montón manifestó que en los países latinoamericanos las luchas están concentradas en las zonas rurales, contra los desalojos de campesinos, los agrotóxicos, la megaminería, las represas y el trabajo esclavo, entre otros asuntos. “Tenemos una gran cantidad de luchas. El desafío es que podamos articular, lograr unidad y organizar todas esas luchas para derrotar la verdadera causa de estos problemas, que es el capitalismo, la expresión del gobierno de los bancos”, dijo.

Para el representante del Movimiento Nacional Campesino Indígena de Argentina, la soberanía alimentaria “no será posible en el marco del capitalismo”, ni en el de la «economía verde», que es la “profundización de la estrategia del capital financiero”. “Está claro que la soberanía alimentaria va a poder ser en otro modelo social y económico”, aseguró Montón, que llamó a la unión de las luchas de trabajadores, campesinos, pueblos originarios y pescadores.

Por su parte, Nalu Faria evaluó que “para discutir la soberanía alimentaria y nuestras respuestas frente a las crisis, tenemos que considerar que ser hombre y ser mujer no es igual y no tienen los mismos problemas en ningún lugar del mundo, ni en los campos, ni en la ciudad, ni en los bosques”. “Es muy importante que tengamos eso en mente, porque si no lo tomamos en consideración no solamente no vamos a transformar totalmente este mundo, sino que tampoco vamos a conseguir enfrentar el capitalismo verde”, agregó.

Para la representante brasileña de la Marcha Mundial de las Mujeres los hombres y mujeres no son iguales “porque nuestra sociedad está estructurada en base a varias formas de opresión”, entre las que destacó a la opresión sobre las mujeres. “El capitalismo es el que más gana con esa opresión”, aseguró. Para Faria las alternativas pasan por “otro modelo de producción y consumo, de sociedad, de economía, (…) basado en el bienestar de todos y todas”, y no en las ganancias del capital. Para alcanzar ese nuevo modelo hay que, entre otras cosas, vivir en armonía con la naturaleza y “repensar la forma de dividir el trabajo entre hombres y mujeres”, afirmó la dirigente feminista.

Foto: Radio Mundo Real

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Pueblos denuncian violación de derechos sociales y ambientales

Lunes 18 de Junio de 2012

Ayer se abrieron las plenarias en la Cúpula de los Pueblos, primeros debates hacia una posición común de movimientos y organizaciones sociales.

RIO_6Durante el proceso preparatorio de la Cumbre de los Pueblos, que tiene lugar en Río de Janeiro, diversas organizaciones sociales insistieron en la necesidad de hacer de esta un momento de convergencia de las luchas frente a la crisis sistémica a nivel global. Con ese propósito se iniciaron este domingo las cinco plenarias en las que simultáneamente, surgen debates en torno a tres ejes fundamentales: causas estructurales; soluciones reales y nuevos paradigmas; agendas, campañas y movilizaciones. En la primera mesa, denominada Derechos y justicia social y ambiental, las intervenciones refirieron las relaciones de poder, la concentración del capital y la criminalización que coexisten com la extracción de los bienes comunes y otras problemáticas ecológicas.



Desde el Consejo Cívico de Organizaciones y Pueblos Indígenas de Honduras (COPINH) y la Articulación de Movimientos Sociales hacia el ALBA, Salvador Zúñiga denunció la difícil situación del país, a partir del golpe de Estado del 28 de junio del 2009, caracterizada por la imposición de un modelo exportador extractivista. El 90% del territorio nacional está amenazado, y ya el 31% ha sido concedido a la explotación minera, apuntó.

Dijo que este contexto es parte de una geoestrategia para el control de nuestros territorios, que trae consigo la violación de los derechos humanos y sociales, visible en el aumento de bases militares; operaciones en las comunidades, como los hechos violentos por parte de tropas estadounidenses que tuvieron lugar recientemente en zonas miskitas, y la represión a periodistas. Sólo este año fueron asesinados una docena de comunicadores, subrayó.

Asimismo, abordó la criminalizacion de la lucha de las mujeres, de los campesinos y campesinas que intentan recuperar las tierras em el Bajo Aguán, en San Manuel u otras regiones, y la que padecen los pueblos garífunas.

“Vivimos tiempos de persecución, tortura, exilio, dijo el dirigente social, quien mencionó la importancia de ampliar la solidaridad también en el campo comunicativo, pues la estrategia del capital es ocultar este tipo de noticias, y que prevalezca el silencio, concluyó.

Camille Chalmers, en representación de la organización haitiana PAPDA y la red Jubileo Sur, describió los modos en que actúan las transnacionales para mercantilizar la vida, y las relaciones de fuerza dentro de las actividades productivas: “La economía ya no es una actividad para satisfacer necesidades individuales y colectivas, sino que se ha transformado en acumulación de ganancias financieras. Esta lógica se fundamenta en la apropiación individual de la riqueza producida colectivamente.”

Luego expresó que el discurso mediático empresarial ha convertido el mercado en sujeto, lo cual es una estrategia para aumentar el consumo y convertir en mercancia nuestros bienes comunes naturales. Ejemplificó con la privatización de ríos en Haití, custodiada por las fuerzas militares con el objetivo de frenar cualquier movimiento en defensa de estos bienes. Una relación entre el empresariado y los cuerpos de represión que es esencial para el capitalismo, enfatizó.

En ese sentido, reflexionó sobre las alternativas ante la intrínseca propuesta de desbalance brutal del capital: Se dice que tenemos capacidad de nutrir a 12 millones de personas, de los 7 000 millones que habitan el planeta, pero 1000 millones padecen hambre. A esta situación se suma la crisis generada por los mercados bursátiles y la especulación financiera. Tenemos el desafío de encaminar nuestras propiasalternativas.

Eberto Díaz, de CLOC-Via Campesina insistió en que la economía verde pretende dar continuidad a este proceso histórico de desigualdad: Es una gran falacia. En la década del sesenta el discurso de la llamada revolución verde proclamaba la extinción de la pobreza y, sin embargo, nada ha cambiado.

Ante ese escenario, habló de la lucha por la reforma agraria integral, y la defensa de nuestros territorios, de salvar nuestra selva amazónica enColombia, Brasil, Venezuela, Perú, pues quieren convertirnos en grandes extensiones de materia prima para la industria. De igual forma, apuntó que el proyecto de agrocombustibles tiene como único propósito mover la economía capitalista y no está al servicio de los pueblos.

En el último congresso de la CLOC-Via Campesina en Quito, 2010, coincidimos en avanzar en la construcción del socialismo como alternativa. Esa es la nueva sociedad que queremos, dijo el campesino.

Por su parte, Dimildo Rodríguez, de la CONAC, denunció la criminalización de las quilombolas: Para nosotros, quilombolas, que formamos el movimiento negro enBrasil, la represión es muy visible. El 46% del 70% que es pobre en este país, pertenece a comunidades negras. Por ello, estamos en la lucha por el derecho a nuestra tierra y para transformar.

Entre los ejes mencionados para la construcción de propuestas conjuntas se resaltaron los derechos de mujeres, de los jóvenes, de los sectores ecuménicos de base, y la Campaña América Latina y el Caribe, una región de paz: fuera bases militares extranjeras, para encarar la militarización en la región.

Convergencia de Comunicación de los Movimientos Sociales – Alba Movimientos

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