Brasil: Organizações sociais afirmam ao Banco Mundial que monocultivos de árvores não são florestas

Brasília, 21 de setembro – No Dia Internacional Contra o Monocultivo de Árvores, a Via Campesina e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais entregaram uma carta a representantes do Banco Mundial afirmando que é inconcebível que o Banco Mundial assuma que plantações de árvores são florestas e também que o projeto Plantar não pode ser considerado exemplar, sob nenhuma perspectiva. Esta intervenção aconteceu porque em uma consulta dessa instituição financeira com a sociedade civil, realizada no dia 25 de agosto, em Brasília, Pablo Fajnzylber, representante do Banco afirmou, dentre outras coisas, que “a sociedade brasileira hoje em dia já aceita que as plantações de árvores são florestas”.

Segundo Rosângela Piovezani, do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), isto não é verdade. “Nós somos totalmente contrários ao projeto Plantar e outros financiados pelo Banco Mundial que se expandem e destroem comunidades, causando êxodo rural, diminuição de espécies da fauna e da flora e que se opõem frontalmente com o cuidado pela terra, característico da agricultura familiar”, afirmou ela na reunião.

Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o Plantar ocupa uma área de 23.100 hectares de monocultura industrial de eucalipto em Minas Gerais e causa severos impactos socioambientais, econômicos e culturais, como o aumento da especulação fundiária, a paralisação da reforma agrária, o aumento do desemprego no campo, a redução da produção de alimentos e da disponibilidade de água, além do estímulo ao desmatamento. Por estes e outros motivos, há quase dez anos a sociedade civil brasileira e internacional têm denunciado o projeto Plantar como um modelo de desenvolvimento desumano que agrava a crise climática.

“Existe uma campanha internacional chamada ‘Banco Mundial Fora do Clima’. O fato de financiar projetos que pioram as condições climáticas do planeta, como este da Plantar, é um dos motivos de existência desta campanha. Se o Banco não muda os seus financiamentos, a tendência é que o enfrentamento a eles aumente”, declara Gabriel Strautman, da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais.

O gerente do Banco Mundial para o projeto Plantar, Garo Batmanian, afirmou na reunião que o Banco não considera que plantações de árvores sejam florestas e que esta foi uma fala infeliz do representante da instituição. Em relação ao fato de o Plantar ser considerado um projeto modelo, ele afirma que “trata-se de uma possível alternativa para diminuir o impacto do carvão vegetal que vem sendo produzido ilegalmente”. No que as organizações presentes responderam prontamente que, por todos os impactos que causa, trata-se de uma falsa solução.

Estiveram presentes na reunião, reesentantes do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, além do Banco Mundial. A carta também foi enviada aos ministérios de Meio Ambiente e de Relações Exteriores, à Secretaria de Direitos Humanos, ao Grupo Plantar e às comissões de Meio Ambiente e Relações Exteriores da Câmara e do Senado.


Mais informações:

Mayrá Lima – Via Campesina: (61) 9684-6534

Patrícia Bonilha – Rede Brasil sobre IFIs: (61) 8138-7739

____________

À Representação do Banco Mundial no Brasil

SCN Qd. 2 – Bl. A sls. 303/304,

Ed. Corporate Financial Center, 7º Andar

70.712-900 – Brasília – DF

Com cópia para:

Sr. Senador Sérgio Souza, Presidente da Comissão Mista Permanente sobre

Mudanças Climáticas – CMMC

Sr. Marcos Heil Costa, Coordenador Geral de Mudanças Globais de Clima do

Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação,

Sr. Eduardo Delgado Assad, Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade

Ambiental do Ministério de Meio Ambiente

Sr. Embaixador André Aranha Correa do Lago, Diretor do Departamento de Meio

Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriore

Sra. Maria do Rosário Nunes, Secretária de Direitos Humanos


Brasilia (DF), 21 de setembro de 201

Assunto: Plantações não são Florestas!

Prezado Senhor (a),

Escrevemos esta carta pelos seguintes motivos:

– Em 25 de agosto de 2011, a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais esteve presente na consulta organizada pelo Banco Mundial, em Brasília, para participar da consulta sobre a proposta de Estratégia de Parceria do Banco para o Brasil 2012-2015. Ao ser questionado sobre as atividades na temática do Clima, o representante do Banco Mundial afirmou que o projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Plantar é um projeto exemplar na visão do Banco e que a sociedade brasileira hoje em dia já aceita que as plantações de árvores são florestas.

Gostaríamos de lembrar este Banco que:

– Desde 2003 dezenas de organizações e movimentos sociais da sociedade civil brasileira têm questionado o projeto de MDL da empresa Plantar por não contribuir com o desenvolvimento sustentável no Brasil e tampouco ajudar em esfriar o planeta. Ao contrário, o incentivo à monocultura de árvores é uma atividade nefasta para a população local e o meio ambiente.

– Muitos problemas deste projeto são relacionados ao modelo adotado pela Plantar de realizar seus supostos ´reflorestamentos´ na forma de monoculturas de eucalipto. Comunidades vizinhas destas plantações, cerca de 7 milhões de hectares no Brasil, costumam chamá-las de ´desertos verdes´ ou ´florestas mortas´.

– No ano passado enviamos uma carta para a Comissão Executiva do MDL, novamente insistindo na reprovação do projeto da Plantar (veja anexo). Essa carta foi assinada por dezenas de organizações e movimentos.

A articulação de organizações contrárias ao projeto de MDL da Plantar enviou, no passado, diversas cartas para o Banco Mundial sobre o assunto. Portanto, é incabível que o Banco faça o tipo de afirmação acima citada, sobretudo no momento em que a sociedade brasileira enfrenta uma ameaça de retrocesso no Código Florestal, cuja nova proposta, entre outras coisas, prevê a permissão de plantação de monocultivos de eucalipto e pinus em encostas e nas reservas legais.

Por apoiar iniciativas como esta o Banco Mundial vem sofrendo pressão de movimentos sociais e da sociedade civil internacional para permanecer fora da gestão dos fundos climáticos. Se continuar a insistir no Plantar como projeto modelo, o Banco Mundial terá que enfrentar o aumento da oposição e da resistência dos movimentos sociais também aqui no Brasil.

Entregamos esta carta em um dia especial e importante: o Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Este dia foi criado no Brasil em 2004 justamente por comunidades impactadas pela monocultura de eucalipto no estado de Minas Gerais, estado do projeto da empresa Plantar. O objetivo deste dia é denunciar a prática desumana de promover as monoculturas e, sobretudo, dizer e denunciar claramente que: Plantações não são Florestas!

Atenciosamente,

Via Campesina Brasil e Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais

Anexo: Carta ao Conselho Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da UNFCCC – sobre o projeto da Plantar de 13/09/2010

 

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Movilización por los cinco presos cubanos

Jueves 22 de Septiembre de 2011

5El próximo 7 de octubre del 2011 el Héroe de la República de Cuba, René González, uno de los Cinco Hermanos cubanos luchadores antiterroristas presos en cárceles norteamericanas hace ya más de 13 años y luego de cumplir su condena deberá salir en libertad.

El gobierno de Estados Unidos pretende impedirle a René que regrese inmediatamente a su país para reunirse con sus familiares entre los que se incluye su esposa a la que no ve desde su encierro en 1998, por sucesivas negaciones de visa por parte de dicho gobierno.

En la sentencia impuesta a nuestro compatriota se le impuso además tres años de libertad supervisada por haber nacido en los Estados Unidos. Hace 7 meses su abogado presentó una moción solicitando se modificaran las condiciones de libertad condicional y que se le permitiera regresar a Cuba.

Con fecha 25 de marzo del 2011 la fiscal Carolina Heck Miller solicitó a la jueza Joan Lenard no aceptar la moción. La jueza el 16 de septiembre rechazó la petición de la Defensa alegando entre otras cuestiones que la corte de Miami necesita tiempo para evaluar la conducta de René una vez puesto en libertad.

Como elemento curioso la fiscal Heck Miller fue la misma que se negó a juzgar al mayor terrorista del hemisferio occidental Luis Posada Carriles, responsable de múltiples crímenes contra el pueblo de Cuba y otros pueblos de nuestra América, entre ellos el crimen de Barbados en el que murieron 73 personas inocentes al estallar un avión de Cubana en pleno vuelo, hecho que el próximo 6 de octubre se cumplen 35 años y que sus responsables aún siguen sin pagar por ello. ¿Dónde vive feliz y tranquilo este asesino? En los Estados Unidos.

Como condición especial adicional a la libertad supervisada de René se incluyó un requisito inaudito: Se le prohíbe al acusado acercarse a/o visitar lugares específicos donde se sabe que están o frecuentan individuos ó grupos terroristas. Con esta condición el propio gobierno de los Estados Unidos reconoce que en su territorio en particular en la Florida están individuos ó grupos terroristas, que inmoralidad sobre todo después de las declaraciones del expresidente Bush por los hechos del 11 de septiembre.

Obligado a cumplir estos 3 años de libertad supervisada en la Florida guarida de terroristas internacionales, es poner en riesgo su vida.

Por ello llamamos a todos y todas las Organizaciones Campesinas, Indígenas del mundo y a todas las personas de buena voluntad y amantes de la paz a sumarse a la movilización “de la voluntad mundial”convocada por El Comité Internacional por la Libertad de los Cinco antiterroristas encarcelados en Estados Unidos.

Pongamos fin a tanta maldad, injusticia y crueldad recordando la frase del Héroe Nacional de Cuba José Martí: Quien se levanta hoy con Cuba se levanta para todos los tiempos.

Hasta la Victoria Siempre

La Habana, 21 de septiembre del 2011.

Departamento de Relaciones Internacionales y Cooperación.

ANAP.

 

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Honduras: Asamblea Extraordinaria del Frente Félix Murillo y Emo Sadloo “Semillas de Libertad”

Martes 20 de Septiembre de 2011

038La Segunda Asamblea Extraordinaria denominada Félix Murillo y Emo Sadloo “Semillas de Libertad” del Frente Nacional de Resistencia Popular, se realizó este sábado 17 de Septiembre del 2011, en el Gimnasio del Instituto Central Vicente Cáceres, contó con la participación de delegados y delegadas de todos los departamentos del país y del departamento 19 y representantes de las organizaciones sociales y políticas que conforman el FNRP.

La Asamblea dio inicio a las 10:00 de la mañana recodando a las y los mártires de la resistencia dando aplausos mientras se mencionaban sus nombres , luego se procedió a la aprobación de la agenda cuyos puntos fueron : Actos Protocolarios , Lectura y aprobación de la declaración de Principios y Estatutos , acuerdos .

Dentro de los principios están. La Unidad de las fuerzas y respeto a las diversidades , la democracia Popular, La Construcción permanente de un Estado que responda a los intereses del pueblo, el pensamiento crítico y actualización doctrinaria permanente, rescate y desarrollo del medio ambiente, Laicismo y libertad de culto , Centroamericanismo y Latino americanismo , antiimperialismo y solidaridad internacional .

Luego se dio lectura a los estatutos que regirán El Frente Amplio de Resistencia Popular (FARP) que será inscrito ante el tribunal supremo electoral el próximo 3 de octubre previo a la recolección de 100 mil firmas el 24 y 25 de septiembre.

Se dio una amplia discusión, sobre los estatutos Las y los delegados hicieron sus propuestas respecto a los 124 artículos que contienen los estatutos del FARP, estas sugerencias serán incorporadas posteriormente por parte de una comisión de estilo y corrección nombrada ahí mismo en la asamblea por el comité ejecutivo para que incorpore las reformas planteadas.

Finalmente los acuerdos fueron:

1. se Aprueba la Declaración de Principios y estatutos.

2. Frente al asesinato, encarcelamiento y persecución de las y los miembros de la resistencia convocar a un paro cívico nacional.

3. Ante la imposibilidad de pagar una fianza absurda de 27 millones de lempiras por parte del compañero Henríquez Flores Lanza exigimos que cese la persecución política, el respeto a los Derechos Humanos.

4. Se autoriza realizar acciones a favor del padre Tamayo, Fausto Milla, y demás exiliados y perseguidos políticos.

5. El respaldo solidario a la lucha campesina del aguan.

6. Conformar una Comisión de Estilo que se encargue de revisar, corregir e implementar las reformas solicitadas a los Estatutos del Frente Amplio de Resistencia Popular (FARP).

7. La bandera del Frente Amplio de Resistencia Popular (FARP), es la que tiene forma rectangular el fondo rojo, en el centro de la bandera aparecen las siglas del farp en letra minúscula en color negro y a la derecha de ésta figura una estrella de cuatro vértices en color blanco.

 

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Solidaridad con Haití: regar semillas para un renacimiento

Entrevista con Sidevaldo Miranda, integrante de la brigada Dessalines del MST en Haití y uno de los coordinadores de la pasantía de 76 jóvenes haitianos por organizaciones del campo brasileño.

Miriela Fernández/ALBA-movimientos

En la Escuela Nacional Florestán Fernándes del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) culminó el intercambio que durante un año realizaron jóvenes haitianos con organizaciones del campo brasileño. Esta iniciativa, apoyada por Vía Campesina, amplió la labor de la brigada Dessalines, creada por el MST desde el 2008 para regar en tierra haitiana semillas de solidaridad.

Sidevaldo Miranda, participante en la coordinación de ambas experiencias, contó la historia y desafíos de este proceso, que se aleja de las recurrentes miradas asistenciales a Haití y alienta una integración más sólida entre los pueblos.

¿Cómo surge esta experiencia de solidaridad del MST con el pueblo haitiano?

“Desde sus inicios, el MST se planteó como estrategia la solidaridad internacional para reforzar la lucha de clases y, de esa forma, ayudar a otros pueblos. Siguiendo el ejemplo de Cuba, hoy contamos con brigadas en Bolivia, Paraguay, Mozambique, y desde hace cinco años en Venezuela. En el 2008, enviamos la primera brigada a Haití. La idea surgió en el contexto de la ocupación militar de Naciones Unidas del 2004, que estuvo coordinada por Brasil.

“El MST tiene como principio el rechazo a cualquier tipo de ocupación militar. En ese sentido, defendimos la iniciativa de llevar a Haití una brigada de solidaridad con los movimientos campesinos para apoyar en su formación, lo cual concretamos en el 2008, con un grupo de cuatro personas, encargadas de conocer esa realidad a lo largo de un año. A partir del diagnóstico, veríamos cómo integrar nuestras experiencias en Brasil con la de los movimientos campesinos haitianos. También fue una manera de decir no a la ocupación, de mostrar que lo que necesitaba el pueblo haitiano era la ayuda para construir más autonomía en el campo y mejorar la calidad de vida en las zonas rurales, y de la sociedad en general.”

¿Qué cambios hubo en la concepción de esa estrategia tras el terremoto del 10 de enero del 2010?

“Esa brigada que en el 2008 tuvo el propósito de entender la realidad del país y de los movimientos campesinos, que persiguió contribuir en la creación de un punto de unidad entre esas organizaciones, desde una más local hasta las de carácter nacional –un desafío del MST y de Vía Campesina- se amplía tras el terremoto. El 10 de abril del 2010, 30 personas más del MST llegaron a Haití para apoyar en áreas técnicas, en la instalación de cisternas, en la producción y almacenamiento de semillas, en la reforestación del país, en el desarrollo de la agroecología.


“Profundizamos el proceso formativo. Trabajamos sobre el valor simbólico de instalar una cisterna, que genera autosustentabilidad y más tiempo para la lucha, para la organización del movimiento. Haciendo una síntesis, podemos decir que algunas organizaciones haitianas fueron perdiendo autonomía debido a las ONGs. Los militantes no reciben nada para mantenerse en sus organizaciones y una ONG paga un salario y los coloca dentro de una oficina. Por eso, la brigada también trabaja en el sentido de crear condiciones para la producción, teniendo en cuenta que el 60% de la población del país es campesina y carece de apoyo económico, incluso del Estado, para esta actividad. La mayoría de los proyectos destinados a Haití son asistencialistas y tienen un efecto mediático, pues se concentran en Puerto Príncipe, en la ciudad, y no hay muchas perspectivas de avances para las áreas rurales.

“Desde el ALBA (Alternativa Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América), Venezuela, Cuba, Vía Campesina y el MST compartimos la idea de priorizar el campo, responsable del 40% de la producción de alimentos para la población. Pretendemos reforzar la producción de arroz, también en el Valle de Artibonite, pues fue destruida con importaciones de Estados Unidos. Vamos a hacer varios esfuerzos para conseguir recursos técnicos y ampliar y mejorar la producción propia del país”.

El terremoto atrajo también una remilitarización de la nación, ¿cómo ha influido ese contexto en el trabajo de la brigada, incluso ahora, cuando el gobierno brasileño maneja la posibilidad de retirar tropas de la llamada Misión de Naciones Unidas para la Estabilización de Haití?

“Primero, esas noticias las tomamos como una conquista. En Haití hay tropas solo para el control de la población, lo que le urge a la nación es infraestructura, escuelas, rutas de acceso a determinados lugares, construcción de viviendas, y una ocupación militar no resuelve estas demandas. Supuestamente los militares están allí para la seguridad, pero qué seguridad puede existir cuando el pueblo no tiene el mínimo de infraestructura.


“Con el terremoto murieron unas 300 000 personas. Un año después, el 10 de enero del 2011, solo habían sido retirados el 10% de los escombros de las calles de Puerto Príncipe, y además se extiende esa política asistencial. Los militares no hacen nada en Haití. La brigada llegó, como Cuba y Venezuela que enviaron profesionales: médicos, ingenieros, profesores, para contribuir con un cambio estructural porque las condiciones existentes oprimen, privilegian la competencia y la restricción de los derechos de la población.”

En ese sentido, ¿cómo se diseñó esta otra etapa del proceso de apoyo al país caribeño que consistió en el intercambio de jóvenes haitianos con movimientos campesinos en Brasil?

“Cuando nos reunirnos con el propósito de rediseñar la estrategia de solidaridad ante las consecuencias del sismo, como Vía Campesina-Brasil pensamos también en los recursos humanos y en su formación, y decidimos acoger aquí a una brigada haitiana. En septiembre del pasado año llegó ese grupo, integrado por 76 jóvenes de ocho organizaciones y en representación de todos los departamentos de Haití.

“Primero, pasaron por la Escuela Nacional Florestán Fernández y de ahí, se insertaron a nuestro movimiento y otros de Vía Campesina en varias regiones de Brasil. La idea fue que conocieran la historia de los movimientos campesinos, del MST, las luchas de base, los campamentos, las áreas cooperativas, las escuelas en zonas rurales. Después de esa convivencia, regresarían a la Florestán para intercambiar aprendizajes y las formas de seguir el trabajo en Haití.”


¿Cuáles han sido los principales resultados?

“Para el MST, es la primera experiencia de esa dimensión. Hubo muchas dificultades, pero fue muy rica. Resultó una concreción, un completamiento de nuestra labor en Haití. También aprendimos a interpretar mejor sus necesidades, y en ese sentido, buscar formas más eficaces de apoyo a los movimientos campesinos haitianos, que logren empoderarlos.

“En cuanto a los jóvenes haitianos, para ellos es una experiencia única. Estuvieron un año fuera de su país, conviviendo con otros movimientos, viendo sus luchas, y en lugares diferentes. Además adquirieron un nuevo idioma, y eso también es parte de la integración que queremos. De hecho, pasaron por la Escuela en dos ocasiones y en ambas acontecía el curso de teoría latinoamericana, lo que les permitió compartir con jóvenes de 22 países de la región que reciben esa formación.”

“Las organizaciones haitianas no tienen aún una línea de lucha conjunta. Son luchas locales, en cada región, algunas por el salario mínimo, contra la empresa Monsanto, pero no están unidas para cambiar la estructura del país, para transformar un modelo político de especulación de la pobreza, de la miseria. Por ejemplo, el 60% del presupuesto de la nación proviene de ayuda internacional.

“Para la brigada Dessalines esta situación es un desafío. Debemos contribuir con la integración de estos jóvenes a las organizaciones, aunque sabemos que no todos se van a incorporar. Pero quienes lo logren, ayudarán a sus movimientos, mucho más a partir de los aprendizajes del intercambio.”

Después de este largo proceso de apoyo al pueblo haitiano, ¿cómo resignifica el MST la solidaridad entre movimientos sociales?

“Para el MST la solidaridad tiene una dimensión práctica: compartir con un movimiento campesino lo mejor que tenemos en implementación de técnicas. Pero eso muchos lo hacen. La distinción está en mostrar el valor de esa infraestructura, de acciones como la reapertura de una escuela técnica para la formación de jóvenes, que luego podrán actuar en su organización, en un país donde estas instalaciones fueron cerradas por el Estado y donde más de la mitad de la población no sabe ni leer ni escribir.

“Sabemos que no vamos a lograr cambiar todo, son mínimos los recursos, pero llevar de Brasil la experiencia de producción de semillas naturales, oriundas de una región, que no sean importadas, es evitar más dependencia de las grandes multinacionales y conseguir que los movimientos produzcan de forma autónoma.

“Con respecto a la reforestación pensábamos que era un proceso simple y ha resultado lo más complejo. El 80% de la energía haitiana se basa en el carbón vegetal, hay muy poco gas de cocina. Por eso, incentivamos también a las organizaciones hacia la transformación de la estructura energética. Tampoco se va a lograr mejoría si no cambia la estructura agraria. Si la tierra sigue concentrada, en manos del terrateniente, el campesino que labora en una parcela y después tiene que salir, no tendrá preocupación, no trabajará en el cuidado de esta. De esa forma, las montañas seguirán quedando desnudas.

“Ante todas estas cuestiones, no resulta llegar con un proyecto técnico. Por eso, la brigada Dessalines trabaja con otra dimensión de la solidaridad que es el cambio de sentidos, para transformar estructuralmente el país, para fortalecer la lucha de los movimientos campesinos.”

 

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Después del domingo 11 de septiembre en Guatemala

Lunes 19 de Septiembre de 2011

El pasado 11 de septiembre se realizaron en Guatemala las elecciones generales, donde miles de guatemaltecos y guatemaltecas emitieron su sufragio para elegir a quien dirigirá el país durante los próximos cuatro años.

Después de que trece partidos políticos participaran en la contienda electoral el pasado 11 de septiembre se conoció que dos pasan a segunda vuelta, el presidenciable por el Partido Patriota General Otto Pérez Molina que según datos del Tribunal Supremo Electoral obtuvo 260,244 votos lo que corresponde a un 39.68% y el presidenciable Manuel Baldizón del partido Libertad Democrática Renovada LIDER con 122,020 que corresponde a un 18.60%.

También las y los guatemaltecos eligieron a diputados y alcaldes así como diputados al parlamento centroamericano, el descontento se hizo manifiesto según datos oficiales en 70 municipios del país.

A una semana de haberse realizado las elecciones en Guatemala el descontento continúa en diferentes comunidades dicho descontento es por el proceso anómalo que denuncian los propios comunitarios, los pobladores de Uspantan solicitan la renuncia al actual alcalde y reelecto por tercera ocasión por la Coalición UNE-GANA Víctor Figueroa, los habitantes de la región han denunciado que Figueroa intimidó y manipuló a la población en su mayoría a mujeres que si no votaban por él ya no recibirían los beneficios del programa “Mi Familia Progresa”, también señalaron que compró votos en la zona Reyna.

Las denuncias de compra de votos y voluntades también se ha hecho manifiesto en municipios de Alta Verapaz, señalan que en Cobán el alcalde reelecto Leonel Chacón del Partido Patriota condicionó a las familias tanto del casco urbano y rural al regalarles láminas a cambio del voto, en dicha comuna la Contraloría General de Cuentas detectó una anomalía de gasto de 14 millones de quetzales los cuales no han sido aclarados.

También existe descontento en la población del municipio de San Juan Chamelco porque el alcalde electo Erwin Orlando Tun no llenó los requisitos correspondientes para ser inscrito sin embargo el Tribunal Supremo Electoral los inscribió sin que éste cumpliera con los requisitos de ley. En el municipio de Chaal Alta Verapaz los pobladores denunciaron que el alcalde electo Gonzalo Pop giró cheques con valor de Q250.00 quetzales a cada persona a cambio de su voto durante la semana después de las elecciones han indicado los pobladores que quienes recibieron el cheque no lo pueden cambiar porque no existen fondos en el banco indicado.

Los uspantecos solicitan de forma pacífica la renuncia del actual alcalde y reelecto Víctor Figueroa, este lunes las diferentes comunidades se concentrarán frente al edificio de la municipalidad de Uspantan.

Magdalena Sarat de la Coordinadora Nacional de Viudas de Guatemala -CONAVIGUA- integrante de la CLOC Vía Campesina reiteró que el proceso de elección popular en el país fue difícil por el manipuleo de los propios partidos políticos, resaltó que la participación de las mujeres fue visible sin embargo dijo que fueron manipuladas y obligadas a acercarse a los centros de votación.

Sarat dijo que los partidos políticos se aprovechan de la pobreza y exclusión que viven las comunidades, y el resultado se refleja en las elecciones que existió manipulación también se refirió a la elección de mujeres a cargos públicos e indicó que se refleja una vez más que quienes quieren estar al frente son los hombres al señalar que para elegir a las y los diputados en su mayoría fueron hombres que encabezaron el listado nacional.

César Bol de la Coordinadora Nacional Indígena y Campesina -CONIC- de la Vía Campesina indicó: “los dos candidatos presidenciables que van a segunda vuelta hasta el momento no cuentan con un plan verídico para abordar la problemática agraria. “El Partido Patriota ha sido radical al mencionar que entrarán a la defensa de la propiedad privada, el no querer abordar la problemática agraria podría generar un atraso en el país, también su discurso ha sido promover trabajo en las fincas”, agregó Bol.

Bol señaló que los pueblos indígenas y campesinos son los más afectados por la misma necesidad se trasladan a las fincas también dijo que la juventud debe dejar su hogar y trasladarse a las fincas y hasta ahora no se ofrece desde el Estado un modelo de desarrollo integral, eso se hace visible los intereses del poder económico.

Magdalena Sarat dijo que hasta el momento no se puede decir que se participe o no se participe en la segunda vuelta pero hace un llamado a analizar cual será la postura de las diferentes comunidades para el 6 de noviembre.



 

 

 

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MAB apresenta denúncia contra Norte Energia ao Ministério Público Federal

Lunes 19 de Septiembre de 2011

Na tarde de ontem (15), o MAB apresentou uma carta-denúncia contra o consórcio Norte Energia, responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, ao Ministério Público Federal em Altamira.

Na carta, o Movimento expõe a maneira desrespeitosa como o consórcio tem tratado os atingidos, mudando as informações sobre os reassentamentos a cada reunião, negando o direito ao questionamento, restringindo a cobertura da imprensa e desconsiderando o conceito de atingido estabelecido por decreto pelo ex-presidente Lula.

Leia a seguir a íntegra do documento:

Carta Denúncia

Altamira, 15 de setembro de 2011

De: Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Para: Ministério Público Federal em Altamira

O Movimento dos Atingidos por Barragens vem por meio desta apresentar denúncia contra o Consórcio Norte Energia – Nesa, em virtude dos seguintes fatos:

1. O Movimento dos Atingidos por Barragens é uma organização nacional que há 20 anos vem atuando na luta contra esse modelo energético adotado pelo Brasil e pela defesa dos direitos dos atingidos. Nesse período o Brasil já produziu mais de 1 milhão de atingidos por esse modelo e 70% desse total não recebeu nenhum tipo de indenização;

2. Nossa atuação em Altamira se dá em função do processo de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e agimos como representantes dos atingidos tanto na relação com o Governo Federal, quanto com as Empresas Privadas;

3. No último mês de agosto e início do mês de setembro participamos de várias reuniões que a Nesa em conjunto com as empresas por ela contratadas realizaram com as Comunidades (setores) atingidas pelo empreendimento. Nossa participação se deu a convite das Comunidades e por sermos moradores de Altamira e como tal também atingidos por essa obra. As reuniões aconteceram na Escola José Edson Bulamarque de Miranda, no bairro Boa Esperança;

4. Nossa participação tem se dado no sentido da construção da luta dos atingidos na região. Com isso, buscar construir a informação mais clara com as famílias para que possam se posicionar diante do problema e questionar seus direitos;

5. Percebemos nessas reuniões que a Nesa nunca responde corretamente aos questionamentos das pessoas, principalmente no que diz respeito ao local onde serão construídos os Reassentamentos. Sempre que questionados dizem que estão avaliando áreas cadastradas e que quando tiverem adquiridas as mesmas vão comunicar às Comunidades. Além do mais, utilizam termos estritamente técnicos para responder as questões e que em função disso não são compreendidas pelas pessoas;

6. O que se nota nas reuniões é a duplicidade das informações pertinentes ao tamanho dos lotes e das casas que serão construídas pelo consórcio. As informações são sempre diferentes a cada reunião realizada, além do fato de que a cada reunião há um representante diferente que fala em nome da Nesa. Os tamanhos dos lotes ora são de 300 m2 ora são de 360 m2, nunca há uma definição concreta sobre isso. Sobre as casas, ora serão de tamanho padrão, outra de acordo com as necessidades das famílias; algumas vezes de 2 ou 3 quartos, outras de até 4 quatros;

7. Em reunião realizada no dia 31/08/11, ao ser questionado sobre a distância que deveriam ser construídos os reassentamentos, que segundo exigência do Ibama é de 2 km – informação essa que consta no PBA, o representante da Nesa, chamado Marcos, disse não saber dessa informação; o questionamento era se essa distância deveria respeitar o limite do lago ou de algum outro ponto;

8. Em outra reunião realizada no dia 02/09/11, quando questionado pelo representante do MAB, o Sr. Arlindo, representante da Nesa, alterou a voz e mandou que o mesmo calasse a boca, numa total falta de respeito e descompostura. Além disso, estão negando às lideranças das Comunidades o direito aos questionamentos ao não permitir que as mesmas façam uso do microfone, além do fato de que ao fazer os questionamentos as pessoas são identificadas por fotos – há um fotografo exclusivo nas reuniões para isso, sem que tenham autorizadas a captação de suas imagens;

9. Quando convidadas por alguém da Comunidade para fazer a cobertura das reuniões os meios de comunicação local dizem não poder fazer isso por não terem autorização da Nesa; isso para nós é uma clara negação da liberdade de imprensa e liberdade de expressão da comunidade;

10. A Nesa informou em ocasiões anteriores que está adotando o Decreto Presidencial 7342 de 26 de outubro de 2010, assinado pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que define um conceito oficial de atingidos e o cadastro socioeconômico para identificação, qualificação e registro público dessa população. O que define o decreto no sentido do conceito de atingido não tem sido obedecido pelo Consórcio. Informam que estão utilizando o cadastro sócio econômico, mas não admitem utilizar o conceito de atingido, que abrange muitas famílias a mais do que está sendo definido pelo consórcio. Entendemos que muitas famílias que vivem as margens do futuro lago, deverão necessariamente ser atendidas por políticas compensatórias da empresa, tendo em vista esse decreto, que é muito claro;

11. Quando questionada sobre o tempo hábil (segundo a empresa menos de 3 anos e meio) para construir acima de 5 mil casas para a população urbana a empresa diz que isso é possível, mas sabemos que essas construções nesse curto período sempre trazem problemas aos moradores como já aconteceu em Tucuruí e Rondônia;

12. Segundo uma liderança local, funcionários da empresa Carta têm se negado a fazer o cadastro de famílias que estão organizadas no MAB;

13. Segunda outra liderança, os funcionários da citada empresa têm se negado a voltar às residências em horários adequados, para fazer o cadastro de acordo com a disponibilidade das famílias;

14. Em uma determinada reunião na escola Bulamarque, o Sr. Arlindo, representante da Norte Energia, chamou as casas das famílias que serão atingidas pelo lago, de barracos de madeira e barracos de pau-a-pique. As pessoas têm se sentidas ofendidas com esse tipo de postura, visto que, para as famílias isso é uma forma de denegrir suas residências.

Diante dos fatos expostos entendemos que a postura da Nesa não se diferencia em nada das posturas de outras empresas que historicamente têm desrespeitado os direitos das famílias atingidas. Isso nos preocupa porque ao não informar corretamente as pessoas a empresa assume uma postura de negação desses direitos e um total desrespeito a essas famílias já atingidas por esse empreendimento.

Solicitamos que o Ministério Público Federal defina ações para rever esse processo nas comunidades e exija que a Nesa informe corretamente as famílias e respeite os direitos dessa população, num debate amplo e transparente com quem de fato está sendo atingido por esse empreendimento.

Sem mais para o momento. Ficamos no aguardo das ações cabíveis.

Água e Energia não são Mercadorias!

Água e Energia são para a Soberania!

 

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Periodismo que invisibiliza

Viernes 16 de Septiembre de 2011

Por Dario Aranda

El comportamiento de los grandes medios de comunicación y los periodistas frente a campesinos e indígenas

Medios de comunicación “independientes” y opositores, de un lado. “Militantes” y oficialistas, del otro. En ese maniqueísmo se ha transformado buena parte de los grandes medios de comunicación. Ambos denuncian, y silencian, según sus conveniencias económicas y políticas.

El proyecto de ley para regular la venta de tierras a extranjeros se suma a la lista de ejemplos que deja en evidencia a los grandes medios. El primer grupo publica editoriales y otorga espacios a quienes se oponen a regular la extranjerización porque, afirman, se estaría por “violar” la Constitución nacional. Desde la otra vereda se resalta el proyecto de ley como una gran cruzada nacional, casi presentada como si fuera la reforma agraria.

Es llamativo que, salvo excepciones, los periodistas de los grandes medios no consulten a un actor fundamental del territorio: campesinos y pueblos originarios.

Dirigencia política y formadores de opinión invisibilizan a los sectores populares de la Argentina rural. Influyen el desconocimiento o la discriminación de clase (o un poco de ambos). O, quizá, se los evita porque campesinos y pueblos originarios son quienes más claramente pueden dejar al descubierto que la extranjerización de tierras no es un problema central de Argentina, sino que el origen de sus pesares está en el modelo extractivo que es política de Estado, y donde agronegocios, megaminería, forestales y petroleras (sólo sus caras más famosas) cuentan con permanente apoyo mediático y gubernamental.

Pocos pueden oponerse a legislar sobre la venta de tierras a extranjeros. Mucho menos se opondrán quienes impulsan el actual modelo agropecuario, porque una ley de ese tipo no afecta ningún interés de los ganadores del modelo.

Regular la extranjerización de tierras no combate el corazón de la injusticia rural: la concentración de la tierra. Datos duros del INTA: el 2 por ciento de las explotaciones agropecuarias controla la mitad de la tierra del país. Mientras que el 57 por ciento de las chacras cuenta sólo con el 3 por ciento de la tierra.

Empresarios y gobiernos extranjeros no necesitan comprar tierras de Argentina para explotarlas según su necesidad.

El gobierno de Río Negro firmó en octubre de 2010 un acuerdo con China para sembrar 240 mil hectáreas. El gobierno de Chaco firmó un acuerdo en febrero último con un “fondo inversor” de Arabia Saudita para que explote 200 mil hectáreas del Impenetrable.

También son extranjeros, y no verán afectados sus intereses, empresas mineras, petroleras y forestales que controlan amplias extensiones de territorio nacional.

El principal problema de campesinos e indígenas no es la extranjerización, sino el modelo agropecuario. En 2001 se sembraron en Argentina 10 millones de hectáreas con soja. En 2010 se llegó al record de 19 millones de hectáreas, el 56 por ciento de la tierra cultivada.

El Movimiento Nacional Campesino Indígena (MNCI-Vía Campesina) estima un piso de 200 mil familias rurales expulsadas por el avance sojero. Las topadoras suelen estar al servicio de empresarios que –la gran mayoría de las veces– son argentinos.

El Plan Estratégico Agroalimentario (PEA) planifica la política agropecuaria para los próximos nueve años. Y logró lo que ninguna otra iniciativa kirchnerista había logrado: obtuvo el apoyo (o al menos la ausencia de críticas) de medios opositores y también de medios oficialistas.

El PEA impulsa aumentar la producción granaria un 60 por ciento en los próximos nueve años. Llama la atención que los periodistas que durante la 125 tanto cuestionaron la sojización ahora no hayan alertado sobre el aumento de desalojos, desmontes y del uso masivo de agrotóxicos que provocará lo pautado en el PEA. Una premisa básica del periodismo es no ocultar la realidad. Los “daños colaterales” de la “Argentina líder agroalimentaria” (eslogan del PEA) recaerá sobre los sectores populares del campo argentino. A pesar de ello, la gran mayoría de los periodistas de grandes medios publicitan el PEA como un hecho auspicioso y, como de costumbre, ignoran a campesinos y pueblos originarios.

Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/laventana/26-176732-2011-09-14.html

 

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O mundo do trabalho semi-escravo da Cutrale

Viernes 16 de Septiembre de 2011

Da Página do MST

mstAtraso nos recebimentos dos salários, um banheiro para mais de 20 pessoas nos alojamentos, buracos na terra coberto por lonas na colheita servindo como vasos sanitário, pressão para que os trabalhadores pessam demissão. Eis o mundo do trabalho na Cutrale.

Desde o final do mês de agosto deste ano, 32 trabalhadores vindos do estado do Maranhão, com a finalidade de trabalharem na colheita de laranja da empresa Cutrale, em Itatinga, São Paulo, viviam em condições precárias, segundo apurou a reportagem da TV Tem.

Além das péssimas condições de trabalho e dos alojamentos, os trabalhadores também reclamavam do alto preço das marmitas, que segundo eles, deveria ser R$1,25 por marmita oferecida, conforme o combinado prévio que tinham feito com a empresa. Ao chegarem, no entanto, se deparam com o valor de R$ 12,00 por dia.

Na visão do procurador da Justiça do Trabalho, Marcus Vinicius Gonçalves, os trabalhadores foram aliciados pela Cutrale. “Existe todo um procedimento para você trazer um trabalhador de outro estado (…) e a forma como isso está sendo feita é totalmente ilícita,” coloca o procurador.

Os dez trabalhadores que resolveram voltar para o estado de origem tiveram que pegar empréstimos bancários para pagarem as passagens de volta. Os que sobraram, somente conseguiram resolver suas situações após a intervenção de procuradores do Ministério Público do Trabalho.

A ida desses procuradores ao local, obrigou a empresa a se comprometer em rescindir o contrato de trabalho, pagar os benefícios que faltavam e os enviar novamente para o Maranhão.

Veja as reportagens feitas pela TV Tem:

 

Ministério do Trabalho encontra irregularidades em alojamentos de trabalhadores rurais

Cutrale prometeu enviar trabalhadores vindos do Maranhão de volta para estado de origem

 

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La Vía Campesina llama a la solidaridad con las familias reprimidas en el Bajo Aguán

Jueves 15 de Septiembre de 2011

aguanEn los últimos días, se ha incrementado el nivel de represión en Honduras en el área del Bajo Aguán. La Vía Campesin insta a la solidaridad y a solucionar definitivamente al conflicto,lo cual pasa por asegurar la tierra a las familias demandantes, así como dejar de promover la fuerza pública y paramilitar para reprimir a las familias y muy en especial a respetar la integridad física de las personas que luchan por la tierra. El 21 de agosto fueron asesinados dos líderes campesinos. La semana pasada el régimen político actual decidió lanzar la Operación Xatruch II, que consiste en el aumento de la presencia militar en la zona a 1000 efectivos militares. 39 personas campesinas han sido asesinadas entre enero de 2010 y agosto de 2011 (16 los últimos 5 meses).

La Vía Campesina insta a sus organiaciones y otros movimientos sociales a intensamente a expresar su solidaridad y a enviar cartas al Gobierno de Honduras para que pongan fin a este clima de zozobra y reconozca derecho que tienen miles de familias campesinas, que luchan por una Reforma Agraria Integral, a dedicarse a la producción de alimentos y salir de la pobrez

«El pueblo de Honduras, demanda vivir en paz y construir su futuro con un nuevo marco de institucionalidad, una nueva constituyente, al final un gobierno con justicia social», señala el movimiento campesino.

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13 años de una atroz injusticia

Jueves 15 de Septiembre de 2011

5La Coordinadora Latianoamericana de Organizaciones del Campo, CLOC-VC, expresa su solidaridad con los cinco presos cubanos que el pasado 12 de septiembre de 2011 cumplieron 13 años de presión. Gerardo Hernández Nordelo, sentenciado a dos cadenas perpetuas más quince años; de Ramón Labañino Salazar, sentenciado originalmente a una cadena perpetua más 18 años; Antonio Guerrero Rodríguez, originalmente una cadena perpetua más 10 años; Fernando González Llort, originalmente 19 años; René González Sehwerert, 15 años. Ellos son conocidos mundialmente como los “Cinco antiterroristas cubanos”, los cuales fueron arrestados en Miami y acusados calumniosamente de espionaje contra EEUU. para ser sometidos a un juicio turbio, y manejado desde fuera de los tribunales por el Gobierno de EEUU.

Estos héroes defensores de la ciudadanía cubana aún se encuentran en prisión, a pesar de que las más importantes organizaciones de derechos humanos del mundo, como Amnistía Internacional y el Comité de Derechos Humanos de la ONU han declarado que deben ser puestos en libertad; también lo han hecho diez Premios Nobeles, y cientos de respetables figuras de todo el mundo, entre los que se cuentan mandatarios, parlamentarios, escritores, alcaldes, dirigentes y otros.

Desde la CLOC-VC denunciamos esta injusticia cometida contra los Cinco y hacemos un llamado a la solidaridad para que nos sigamos movilizando en todo el mundo. En la memoria profunda de las luchas de los pueblos por la libertad, la solidaridad aparece permanentemente, como uno de los principales valores que sostienen y apuntalan la mística y el ideario popular. La solidaridad, en su esencia no tiene fronteras, por eso está íntimamente ligada al internacionalismo, a comprender que la justicia y la igualdad deben ser principios para todos los pueblos. El Che, cuando dejaba las conquistas en Cuba para comprometerse con el cuerpo y el alma en la liberación latinoamericana le escribía a sus hijas : “…y sobre todo, sean siempre capaces de sentir en lo más hondo cualquier injusticia cometida contra cualquiera en cualquier parte del mundo. Es la cualidad más linda de un revolucionario.”

 

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