Ecuador: Tierra, Matriz productiva, Acuerdo Comercial movilizan a las organizaciones

12 de agosto de 2014

eloy12ago14.jpgEn el Ecuador somos más de cuatrocientas mil familias de pequeños y medianos productores agropecuarios, incluidos los que formamos parte de la Coordinadora Nacional Campesina Eloy Alfaro, que como fruto de nuestro cotidiano trabajo, ponemos a diaria disposición de la población ecuatoriana toda clase de alimentos, especialmente arroz, papa, maíz, leche, granos, hortalizas, frutas y otros, que se cultivan y se obtienen en nuestras parcelas y con nuestro sudor.

Reconocemos los esfuerzos que el gobierno del compañero economista Rafael Correa Delgado, viene desarrollando a través del MAGAP por mejorar las condiciones de vida y de trabajo en el campo.

Pero también alertamos que ciertos, mandos medios NO están obedeciendo las ordenes hemanadas del compañero presidente; es por esto que el dia miércoles 13 de agosto de 2014, varias organizaciones de base de la Coordinadora Nacional Campesina “Eloy Alfaro, nos movilizaremos a Quito.

En efecto delegaciones de organizaciones de base de la Coordinadora Nacional Campesina “Eloy Alfaro” llegaran a Quito, para pedir de forma pacifica, al compañero Javier Ponce, Ministro de Agricultura, ordene a ciertos funcionarios, entreguen la tierra a las organizaciones campesinas; Asociacion Emprendedores El Porvenir, Asociación de Trabajadores hacienda “Las Mercedes”, Asociación de Indígenas Trabajadores Residentes en Quito y demás organizaciones que esta pendiente la entrega de tierra.

Al mismo tiempo, se empiece en el país un amplio proceso de debate sobre:

· El cambio de matriz productiva del gobierno versus la agroecología.

· El Decreto No. 016.

· El acuerdo Comercial Ecuador con al Union Europea.

· La ley de tierras entregada por inicativa popular normativa.

· Redistribuciom de tierras.

Siganos en Facebook: ruta por la tierra

REDACCION CNC-EA

Publicada en Sin categoría

O mais novo fantasma da Monsanto

12 de agosto de 2014

mons12ago14.jpgEstudo sugere: doença ainda inexplicada, que destrói rins e já matou milhares de agricultores, pode estar relacionada ao glifosato, herbicida-líder da transnacional

O herbicida Roundup, da Monsanto, foi vinculado à epidemia de uma misteriosa doença renal fatal que apareceu na América Central, no Sri Lanka e na Índia.

Há anos, os cientistas vêm tentando desvendar o mistério de uma epidemia de doença renal crônica que atingiu a América Central, a Índia e o Sri Lanka. A doença ocorre em agricultores pobres que realizam trabalho braçal pesado em climas quentes.

Em todas as ocasiões, os trabalhadores tinham sido expostos a herbicidas e metais pesados. A doença é conhecida como CKDu (Doença Renal Crônica de etiologia desconhecida). O «u» (de «unknown», desconhecido) diferencia essa enfermidade de outras doenças renais crônicas cuja causa é conhecida. Poucos profissionais médicos estão cientes da CKDu, apesar das terríveis perdas impostas à saúde dos agricultores pobres, de El Salvador até o sul da Ásia.

Catharina Wesseling, diretora regional do Programa Saúde, Trabalho e Ambiente (Saltra) na América Central, pioneiro nos estudos iniciais sobre o surto ainda não esclarecido na região, diz o seguinte: «Os nefrologistas e os profissionais da saúde pública dos países ricos não estão familiarizados com o problema ou duvidam inclusive que ele exista».

Wesseling está sendo diplomática. Na cúpula da saúde de 2011, na cidade do México, os EUA rechaçaram uma proposta dos países da América Central que teria listado a CKDu como uma das prioridades para as Américas.

mons12ago14_2.jpgDavid McQueen, um delegado norte-americano do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, que posteriormente se desligou dessa agência, explicou a posição de seu país. «A ideia era manter o foco nos fatores de risco chave que poderíamos controlar e nas grandes causas de morte: doença cardíaca, câncer e diabetes. E sentíamos que a posição que assumimos incluía a CKD».

Os norte-americanos estavam errados. Os delegados da América Central estavam certos. A CKDu é um novo tipo de doença. Essa afecção dos rins não resulta da diabetes, da hipertensão ou de outros fatores de risco relacionados com a dieta. Diferentemente do que acontece na doença renal ligada à diabetes ou à hipertensão, muitos dos danos da CKDu ocorrem nos túbulos renais, o que sugere uma etiologia tóxica.

Hoje, a CKDu é a segunda maior causa demortalidade entre os homens em El Salvador. Esse pequeno e densamente povoado país da América Central tem atualmente a maior taxa de mortalidadepor doença renal no mundo. Os vizinhos Honduras e Nicarágua também têm taxas extremamente altas de mortalidade por doença renal. Em El Salvador e Nicarágua, mais homens estão morrendo por CKDu do que por HIV/Aids, diabetes e leucemia juntas. Numa região rural da Nicarágua, tantos homens morreram que a comunidade é chamada «A Ilha das Viúvas».

Além da América Central, a Índia e o Sri Lanka foram duramente atingidos pela epidemia. No Sri Lanka, mais de 20 mil pessoas morreram por CKDu nas últimas duas décadas. No estado indiano de Andhra Pradesh, mais de 1.500 pessoas receberam tratamento para a doença desde 2007. Como a diálise e o transplante de rim são raros nessas regiões, a maioria dos que sofrem de CKDu irão morrer da doença renal.

Numa investigação digna do grande Sherlock Holmes, um cientista-detetive do Sri Lanka, dr. Channa Jayasumana, e seus dois colegas, dr. Sarath Gunatilake e dr. Priyantha Senanayake, lançaram uma hipótese unificadora que poderia explicar a origem da doença. Eles argumentaram que o agente agressor deve ter sido introduzido no Sri Lanka nos últimos trinta anos, uma vez que os primeiros casos apareceram em meados da década de 1990. Essa substância química também devia ser capaz de, em água dura, formar complexos estáveis com os metais e agir como um escudo, impedindo que esses metais sejam metabolizados no fígado. O composto também precisaria agir como um mensageiro, levando os metais até o rim.

Sabemos que as mudanças políticas no Sri Lanka no final dos anos 1970 levaram à introdução dos agroquímicos, principalmente no cultivo do arroz. Os pesquisadores procuraram os prováveis suspeitos. Tudo apontava para o glifosato, um herbicida amplamente utilizado no Sri Lanka. Estudos anteriores tinham mostrado que o glifosato liga-se aos metais e o complexo glifosato-metal pode durar por décadas no solo.

O glifosato não foi originalmente criado para ser usado como herbicida. Patenteado pela Stauffer Chemical Company em 1964, foi introduzido como um agente quelante, porque se liga aos metais com avidez. O glifosato foi usado primeiramente na remoção de depósitos minerais da tubulação das caldeiras e de outros sistemas de água quente.

É essa propriedade quelante que permite que o glifosato forme complexos com o arsênio, o cádmio e outros metais pesados encontrados nas águas subterrâneas e no solo na América Central, na Índia e no Sri Lanka. O complexo glifosato-metal pesado pode entrar no corpo humano de diversas maneiras: pode ser ingerido, inalado ou absorvido através da pele. O glifosato age como um cavalo de Troia, permitindo que o metal pesado a ele ligado evite a detecção pelo fígado, uma vez que ele ocupa os locais de ligação que o fígado normalmente obteria. O complexo glifosato-metal pesado chega aos túbulos renais, onde a alta acidez permite que o metal se separe do glifosato. O cádmio ou o arsênio causam então danos aos túbulos renais e a outras partes dos rins, o que ao final resulta em falência renal e, com frequência, em morte.

Por enquanto, a elegante teoria proposta pelo dr. Jayasumana e seus colegas pode apenas ser considerada geradora de hipóteses. Outros estudos científicos serão necessários para confirmar a hipótese de que a CKDu realmente se deve à toxicidade do glifosato-metal pesado para os túbulos renais. Até agora, esta parece ser a melhor explicação para a epidemia.

Outra explicação é a de que o estresse por calor pode ser a causa, ou a combinaçãoentre estresse por calor e toxicidade química. A Monsanto, claro, tem defendido o glifosato e contestado a afirmação de que ele tenha qualquer coisa a ver com a origem da CKDu.

Ainda que não exista uma prova conclusiva a respeito da causa exata da CKDu, tanto o Sri Lanka quanto El Salvador invocaram o princípio da precaução. El Salvador baniu o glifosato em setembro de 2013 e atualmente está procurando alternativas mais seguras. O Sri Lanka baniu o glifosato em março deste ano por causa de preocupações a respeito da CKDu.

O glifosato tem uma história interessante. Depois de seu uso inicial como agente descamador pela Stauffer Chemical, os cientistas da Monsanto descobriram suas qualidades herbicidas. A Monsanto patenteou o glifosato como herbicida na década de 1970 e tem usado a marca «Roundup» desde 1974. A empresa manteve os direitos exclusivos até o ano 2000, quando a patente expirou. Em 2005, os produtos com glifosato da Monsanto estavam registrados em mais de 130 países para uso em mais de cem tipos de cultivo. Em 2013, o glifosato era o herbicida com maior volume de vendas no mundo.

A popularidade o glifosato se deve, em parte, à percepção de que é extremamente seguro. O site da Monsanto afirma:

O glifosato se liga fortemente à maioria dos tipos de solo e por isso não permanece disponível para absorção pelas raízes das plantas próximas. Funciona pela perturbação de uma enzima vegetal envolvida na produção de aminoácidos que são essenciais para o crescimento da planta. A enzima, EPSP sintase, não está presente em pessoas ou animais, representando baixo risco para a saúde humana nos casos em que o glifosato é usado de acordo com as instruções do rótulo.

Por causa da reputação do glifosato em termos de segurança e de efetividade, John Franz, que descobriu a sua utilidade como um herbicida, recebeu a Medalha Nacional de Tecnologia em 1987. Franz também recebeu o Prêmio Carothers da Sociedade Americana de Química em 1989, e a Medalha Perkins da Seção Americana da Sociedade da Indústria Química em 1990. Em 2007, foi aceito no Hall da Fama dos Inventores dos EUA pelo seu trabalho com o herbicida. O Roundup foi nomeado um dos «Dez Produtos que Mudaram a Cara da Agricultura» pela revista Farm Chemicals, em 1994.

Nem todo mundo concorda com essa percepção a respeito da segurança do glifosato. A primeira cultura de Organismo Geneticamente Modificado (OGM) resistente ao Roundup (soja) foi lançada pela Monsanto em 1996. Nesse mesmo ano, começaram a aparecer as primeiras ervas daninhas resistentes ao glifosato. Os fazendeiros responderam usando herbicidas cada vez mais tóxicos para lidar com as novas superpragas que haviam desenvolvido resistência ao glifosato.

Além da preocupação a respeito da emergência das superpragas, um estudo com ratos demonstrou que baixos níveis de glifosato induzem perturbações hormonal-dependentes graves nas mamas, no fígado e nos rins. Recentemente, dois grupos de ativistas, Moms Across America (Mães em toda a América) e Thinking Moms Revolution(Revolução das Mães Pensantes), pediram à Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) para pedir um recall do Roundup, citando um grande número de impactos adversos sobre a saúde das crianças, incluindo déficit de crescimento, síndrome do intestino solto, autismo e alergias alimentares.

O glifosato não é um produto comum. Além de ser um dos herbicidas mais usados no mundo, é também o pilar central do templo da Monsanto. A maior parte das sementes da empresa, incluindo soja, milho, canola, alfafa, algodão, beterraba e sorgo, são resistentes ao glifosato. Em 2009, os produtos da linha Roundup (glifosato), incluindo as sementes geneticamente modificadas, representavam cerca de metade da receita anual da Monsanto. Essa dependência em relação aos produtos com glifosato torna a Monsanto extremamente vulnerável à pesquisa que questiona a segurança do herbicida.

As sementes resistentes ao glifosato são desenhadas para permitir que o agricultor sature os seus campos com o herbicida para matar todas as ervas daninhas. A safra resistente ao glifosato pode então ser colhida. Mas se a combinação do glifosato com os metais pesados encontrados na água subterrânea ou no solo destroi os rins do agricultor no processo, o castelo de cartas desmorona. É isso que pode estar acontecendo agora.

Um confronto sério está tomando corpo em El Salvador. O governo norte-americano tempressionado El Salvador para que compre sementes geneticamente modificadas da Monsanto ao invés de sementes nativas dos seus próprios produtores. Os EUA têmameaçado não liberar quase US$ 300 milhões em empréstimos caso El Salvador não compre as sementes da Monsanto. As sementes geneticamente modificadas são mais caras e não foram adaptadas para o clima ou para o solo salvadorenho.

A única «vantagem» das sementes OGM da Monsanto é a sua resistência ao glifosato. Agora que ele se mostrou uma possível, e talvez provável, causa de CKDu, essa «vantagem» já não existe.

Qual a mensagem dos EUA para El Salvador, exatamente? Talvez a hipótese mais favorável seja a de que os EUA não têm ciência de que o glifosato pode ser a causa da epidemia de doença renal fatal em El Salvador e que o governo sinceramente acredita que as sementes OGM vão proporcionar um rendimento melhor. Se for assim, uma mistura de ignorância e arrogância está no coração desse tropeço na política externa norte-americana. Uma explicação menos amigável poderia sugerir que o governo coloca os lucros da Monsanto acima das preocupações acerca da economia, do meio ambiente e da saúde dos salvadorenhos. Essa visão poderia sugerir que uma mistura trágica de ganância, descaso e insensibilidade para com os salvadorenhos está por trás da política americana.

Infelizmente, existem evidências que corroboram a segunda visão. Os EUA parecemapoiar incondicionalmente a Monsanto, ignorando qualquer questionamento a respeito da segurança dos seus produtos. Telegramas divulgados pelo WikiLeaks mostram que diplomatas norte-americanos ao redor do mundo estão promovendo as culturas OGM como um impertativo estratégico governamental e comercial. Os telegramas também revelam instruções no sentido de punir quaisquer países estrangeiros que tentem banir as culturas OGM.

Qualquer que seja a explicação, pressionar El Salvador, ou qualquer país, para que compre sementes OGM da Monsanto é um erro trágico. Não é uma política externa digna dos EUA. Vamos mudar isso. Vamos basear nossa política externa, assim como a doméstica, nos direitos humanos, na vanguarda ambiental, na saúde e na equidade.

Pós-escrito: Depois que vários artigos a respeito da questão das sementes apareceram na mídia, o The New York Times informou que os EUA reverteram sua posição e devem parar de pressionar El Salvador para que compre as sementes da Monsanto. Até agora, os empréstimos ainda não foram liberados.

Publicada en Sin categoría

Voz Campesina Nº 29: Programa especial grabado en tierras de Farabundo Martí y de otros luchadores Salvadoreños.

11 de Agosto de 2014

Descargar MP3

{audio}http://www.radiomundoreal.fm/get.php?file=IMG/mp3/voz_campesina_no_29.mp3&type=audio/mpeg{/audio}

elsalvadorRescatamos el proceso de 4 días #rumbo al VI Congreso Continental.

del 25 al 29 de Julio se reunieron en EL Salvador los delegados y delegadas de las distintas regiones que componen la CLOC-LVC para trabajar en sobre ejes del VI Congreso, para evaluar y proyectar planes de trabajo de los distintos colectivos de trabajo: Reforma Agraria, Derechos Humanos, Migrantes, Pueblos Originarios, Agricultura sustentable y las diversas campañas que se vienen trabajando a nivel continental.

Guatemala: Declaracion Politica IV CongresoNacional de Pueblos, Comunidades y Organizaciones

11 de Agosto de 20014

guatemala4CONGREEn la ciudad de Guatemala, 756 personas, 389mujeres y 337 hombres de comunidades del norte, oriente, occidente, sur y centro del país, de los pueblos Kaqchikel, Tzutuhil, Mam, Ixil, Kiché, Q’anjob’al, Akateco, Qeqchí, Chuj, Tectiteco, Sipakapense, Poq’omchí, Uspanteco, Chortí, Achí, Pocomam, Xinka, Garífuna y mestizo, de más de 180 organizaciones campesinas y rurales, de pueblos, de mujeres y feministas, organizaciones no gubernamentales, juventudes y niñez, nos auto convocamos a participar en el IV Congreso Nacional de Pueblos, Comunidades y Organizaciones del 7 al 9de agosto de 2014, con la consigna «Desde nuestras raíces, sembramos las semillas para una nueva sociedad, Florecerás Guatemala» y con el objetivo de hacer confluir nuestros caminos en la búsqueda del Buen vivir para la madre naturaleza, los pueblos, las mujeres y hombres que les constituyen, clausuramos nuestro Congreso en el marco del Día Internacional de los Pueblos Originarios, saludando su reivindicación y lucha histórica por la defensa de la vida y la construcción de un mundo más justo y equitativo.

Marcado por una participación mayoritaria de mujeres, una delegación de niñas y niños y una presencia de jóvenes y artistas, realizando el esfuerzo para garantizar la convivencia amistosa sancionando el acoso sexual hacia las mujeres, y generando espacios para la expresión cultural y artística de los pueblos, se vivió en fraternidad y complicidad la construcción de sueños y caminos conjuntos.

Rindiendo homenaje a las luchas históricas de los pueblos originarios que desde su herencia milenaria de sabiduría y relación de profundo respeto a la naturaleza, han resistido para evitar el daño causado por el modelo que sólo ve ganancia en donde lo que hay es vida. Recuperando la herencia, sabiduría y ternura de nuestras y nuestros héroes y mártires rebeldes y revolucionarios que nombraron las injusticias y lucharon para erradicarlas; siguiendo los pasos de las mujeres insurrectas que desde sus cuerpos e ideas irreverentes sembraron las semillas del pensamiento y la acción para el renacer de su existencia; nos congregamos por la imperiosa necesidad de defender la vida en plenitud.

Este modelo patriarcal, colonialista, capitalista-neoliberal con una estrategia extractivista, que se apropia de la energía, el trabajo y los cuerpos de los pueblos -mujeres y hombres-, dura ya más de cinco siglos, provocando solo empobrecimiento y desolación en el país, a lo cual se suma el elevado grado de violencia contra las mujeres e inseguridad ciudadana. La exclusión, racismo, discriminación, segregación cultural, política y económica del conjunto de la población, no hace más que agudizarse. Esto significa que no tenemos educación, salud, empleo digno, vivienda, entre otros elementos del bienestar humano. Las comunidades rurales de Guatemala soportamos en nuestra vida diaria las consecuencias de una alianza entre el Estado militar/policial y el mercado finquero y trasnacional, es decir, acaparamiento de tierras y reorganización económica productiva para conseguir más trabajo por menos salarios; el 88% de la población gana menos del salario mínimo.

El Estado protege, eso sí: a los capitales nacionales y trasnacionales de monocultivos como palma africana, hule, caña de azúcar, industria de minerales, hidrocarburos, hidroeléctricas y al capital prestamista, legal o ilegal, poniendo al servicio de ellos al ejército nacional y permitiendo a través del capital transnacional la importación del sicariato internacional, a lo que se suma a la existencia de ejércitos privados nombrados «empresas de seguridad privada», que reviven la historia de contrainsurgencia, represión, las prácticas de violación y violencia sexual contra las mujeres y la persecución social con la modalidad de criminalización y judicialización, implicando que más de un centenar de mujeres y hombres estén detenidos, otras y otros con órdenes de captura pendientes en su contra y en procesos judiciales para limitar su derecho a la expresión en la lucha que impulsan por la defensa de los territorios y la vida.

La defensa de los múltiples territorios: cuerpos, tierra, naturaleza, memoria e historia y la promoción de una reforma agraria integral, están ahora entretejidas como nunca antes en la historia de Guatemala. No se pueden defender los territorios si no se transforman las relaciones de poder de dominio cotidianas, se detiene el acaparamiento de tierras y la violencia que la acompaña. Es legal y legítima nuestra aspiración al ejercicio del poder y al ejercicio de la autonomía de nuestros pueblos; es decir, nuestro derecho al ejercicio de formas de vida, cultura y relación con la naturaleza desde nuestra propia cosmovisión e intereses.

Este Congreso ha permitido escuchar las múltiples voces, quienes desde las identidades políticas que les hacen construir conocimientos y propuestas, han decidido poner sus energías en la construcción de una fuerza social que articule los múltiples sueños en las resistencias y construcciones colectivas.

De allí derivamos, que el esfuerzo conjunto se dirige hacia el replanteamiento de las relaciones que existen entre las personas y la naturaleza, entre mujeres y hombres, entre los pueblos que cohabitamos en el territorio y entre personas adultas y niñez. Coincidimos plenamente en la necesidad de repensarnos en términos personales, evidenciando los saldos que el sexismo, el racismo y el clasismo han dejado en nuestros cuerpos y nuestras formas de vivir y de relacionarnos con quiénes nos rodean.

Este ejercicio nos permite decretar que las relaciones deben estar basadas en el bien común, en el reconocimiento de la corresponsabilidad del cuidado de la vida entre hombres y mujeres y en la necesidad de que las nuevas formas de convivencia armónica desestructuren las relaciones de poder de dominio basadas en la propiedad privada. Estas relaciones deben potenciar la libertad, la autonomía, los placeres, la determinación de los pueblos, los cuerpos y los territorios para una vida digna y en armonía, lo que implica desestructurar la violencia contra la naturaleza, las mujeres y los pueblos.

Nos encaminamos conjuntamente al impulso de una Economía para la Vida, que parte del reconocer que las personas somos parte integral de la naturaleza y que las prácticas de dominio sobre ella nos están dejando saldos de muerte. De tal cuenta el reconocimiento y la necesidad de recuperar los conocimientos, sistemas de producción, la ciencia, la pedagogía y el arte de los pueblos originarios, nutren nuestros sueños que ven al pasado para pensar el futuro, constituyéndose en fuente de inspiración para crear las bases de esta propuesta.

Algunas de las guías para la construcción de esta Economía para la vida son la apuesta por la propiedad colectiva; el restablecimiento de la naturaleza después de la contaminación realizada; resaltamos el papel de los pueblos originarios en el impulso y mantenimiento del equilibrio entre las personas, la naturaleza y el cosmos; el reconocimiento a los aportes que las mujeres han hecho al sostenimiento de la vida; la necesaria redistribución entre mujeres y hombres, de las tareas de cuidado en las casas y las comunidades; la producción agroecológica, la recuperación de semillas originarias, la siembra y uso de plantas medicinales; el reconocimiento del papel de las diversas autoridades comunitarias como las comadronas, guías espirituales y el papel de ancianas y ancianos, son algunos de los elementos que constituyen nuestros sueños.

Para ello, se requiere de una nueva forma de organización social y política, a partir de reconocer que las leyes e instituciones actuales no nos sirven para el cuidado de la vida. Por ello requerimos construir esos espacios necesarios para garantizar la construcción de autonomías personales y colectivas. Es necesario resignificar el papel de las familias y constituir nuevas formas para la participación.

La necesidad ineludible de construir una «Nueva organización social y política» que garantice el bien común de las mayorías, sigue siendo uno de los retos mayores en esta coyuntura, al cual decididamente estaremos haciendo frente. Hoy asumimos el desafío de fortalecer nuestros pueblos, comunidades y movimientos, para hacer más sólidas nuestras articulaciones en la búsqueda de la instalación del Buen Vivir como forma de relacionamiento en todos los rincones del país.

Por eso hemos definido el impulso de diversas rutas de acción, que contemplan la resistencia, defensa, lucha, recuperación y mantenimiento de los territorios; la construcción de poder social y popular; el impulso de la economía desde los pueblos; la reconstitución de los pueblos; los desmontajes y desaprendizajes personales y colectivos para la descolonización, despatriarcalización y desmercantilización del pensamiento y del ser. Por último vemos como necesaria la sanación como herramienta política para generar la fortaleza para continuar la lucha.

Este Congreso marca un hito, nos brinda una base indicativa de rutas, es el inicio de otro camino que abre retos para ampliar las concepciones de alianzas con otras y otros, dándoles nuevos contenidos y construyendo perspectivas más abarcadoras, para identificar rutas nuevas, vernos y movernos desde otros lugares, recuperar la necesidad profunda de hacer una fuerza que posibilite los cambios en nuestros territorios.

Por ello hacemos desde ya el llamado a todas las comunidades, pueblos, autoridades ancestrales y organizaciones diversas, artistas, intelectuales, con una filosofía de lucha reivindicativa de las causas sociales, para que se sumen a este sueño de construir una nueva sociedad.

Por el florecimiento de Guatemala

Desde nuestras raíces sembramos las semillas de una nueva sociedad

Publicada en Sin categoría

Guatemala: IV Congreso Nacional de pueblos, comunidades y organizaciones

8 de agosto de 2014

guate8ago14.jpgDesde nuestras raíces sembramos las semillas para una nueva sociedad ¡Florecerá Guatemala! es la consigna que convocó a niños, niñas, jóvenes, hombres y mujeres de diferentes regiones de Guatemala, para participar en el IV Congreso Nacional de Pueblos, Comunidades y Organizaciones.

726 delegadas y delegados (389 mujeres y 337 hombres) de diferentes edades se han convocado con el objetivo de construir consenso del nuevo paradigma para los pueblos, a través de una plataforma de vida, compuesto por los pueblos, movimientos sociales indígenas, campesino, mujeres, juventudes, sindicales y niñez.

El actual contexto que vive el país plantea retos importantes a las comunidades, pueblos y organizaciones por ello es necesario reflexionar de forma colectiva y replantear estrategias y posturas, por ello el IV Congreso es un espacio destinado a continuar con la discusión de las ideas y así consolidar los pensamientos; el IV Congreso debe trazar el camino de la alianza: feminista, campesina, de pueblos, comunidades y organizaciones.

La nueva sociedad que se propone es una propuesta organizada en tres ámbitos: relaciones entre las personas y con la naturaleza, el de la economía para la vida y en la forma en que la sociedad pueda organizarse y gobernarse.

Asimismo se discute las diferentes rutas o caminos a seguir, entre ellas: ruta de la resistencia, defensa, lucha y recuperación de los territorios, ruta de la construcción del poder popular, ruta de la economía desde los pueblos, ruta de la reconstitución de los pueblos.

“Vamos a ser libres cuando transformemos el Estado racista, patriarcal, discriminatorio y excluyente, vamos a ser libres cuando construyamos lo propio y lo nuestro, vamos a ser libres cuando construyamos la nueva organización que reconozca a los pueblos en su diversidad” … “…donde las mujeres y hombres de todas las edades podamos capacitarnos desarrollarnos …”, “… vamos a ser libres porque nosotras y nosotros estamos en la lucha, vamos a ser libres y por eso estamos aquí porque necesitamos juntar los pensamientos y palabras…”, indicó Sandra Morán de la Comisión política del IV Congreso.

Además señaló que juntar las ideas, juntar los sueños delinear la nueva sociedad que se sueña que se quiere dejar a las nuevas generaciones y que después del IV Congreso las mujeres tengan la participación en todos lados y que se escuche su voz, se respete su cuerpo. “Que después del IV Congreso nos respetemos, que no haya más racismo en contra de nosotros y nosotras queremos que juntemos las fuerzas y las palabras y que juntas y juntos digamos ¡Florecerás Guatemala!, expresó Morán.

Los niños y las niñas también forman parte de la construcción de los sueños y expresan sus ideas por el país que se quiere Angélica Damaris Pascual representante de la niñez proveniente de la Costa Sur dijo que ella participa y está organizada porque quiere que ya no exista violencia, e hizo un llamado a que mas niños y niñas participen, agregó que uno de los problemas que enfrenta la niñez en la actualidad es la violencia y la falta de respeto a sus derechos.

Por su parte Eduardo José Méndez quien también forma parte de la delegación de la niñez dijo que es importante que los adultos respeten los derechos que las y los niños tienen, agregó la importancia dijo que es importante la participan nos organizamos para que seamos un buen futuro para Guatemala, también expresó que las demandas de la niñez es que sean escuchados por las personas adultas, que entre sus sueños es que ya no exista violencia y secuestro dirigida hacia niñas y niños. Llamó a la niñez a no tener temor de participar y expresar sus ideas y pensamientos.

Daniel Pascual parte de la comisión política del IV Congreso contextualizó la lucha permanente que realizan comunidades, pueblos y organizaciones y su lucha por la tierra, “Hay razones de esa rebeldía permanente para luchar por la madre tierra”, indicó.

Indicó que las causas de opresión y de mantener el poder en el país es producto de la concentración de la tierra que está en manos de doce familias, que históricamente ha utilizado mano de obra barata con un modelo extractivista de monocultivos producto de la famosa revolución liberal que es uno de los segundos momentos de despojo y concentración de la tierra y sometimiento de los pueblos.

Hizo énfasis en la ofensiva que están lanzando empresas cañeras y palmeras para la producción de agro combustibles, a solicitud de países europeos y de Norteamérica, señaló que han vuelto a invadir la tierra utilizando todos los mecanismos de despojo, en complicidad con el actual gobierno que habla del desarrollo de las dos puertas y con ello que las empresas privadas sigan explotando las minas hidroeléctricas palmeras y cañeras.

Denunció toda política de desarrollo rural que es la llamada segunda puerta por el gobierno la cual catalogó como la forma más hipócrita de decir que se está apoyando al campo; cuando llegan las bolsas de fertilizantes y el extensionismo agrícola lo que hacen es insertar un post neoliberalismo donde mientras las empresa saquean los territorios ellos entregan las bolsas de fertilizantes y arrendamiento hablando de territorios priorizados para invertir e impulsar la política de desarrollo rural, a lo que llamó una acción hipócrita de parte de las autoridades que están al frente de la cartera de agricultura y del gabinete de desarrollo rural.

“La tierra no es de nosotros, son de las futuras generaciones si nosotros no sabemos defenderla qué tierra se le va a trasladar a las futuras generaciones”, refirió Pascual.

El IV Congreso de Pueblos, Comunidades y Organizaciones se desarrolla en las instalaciones del Instituto Indígena Santiago y PRODESSA Mixco Guatemala, el mismo finaliza mañana 9 de agosto con la lectura del manifiesto político.

Publicada en Sin categoría

Honduras:Oro de Agricultura Campesina “Por una Honduras sin Hambre”

7 de Agosto de 2014

foro hondurasMiles de campesinos y campesinas articulados en La Vía Campesina Honduras y en la Alianza Campesina se trasladaron este 07 de Agosto del 2014 hasta la capital de la república para exigir el respeto a sus derechos, la aprobación de una nueva propuesta de Ley de Reforma Agraria Integral con Equidad de Género para la Soberanía Alimentaria y el Desarrollo Social, el derecho al acceso a la tierra, el cese a la persecución, así como también analizar y debatir sobre la crisis agraria y alimentaria que atraviesa el agro hondureño.

El movimiento campesino hondureño, representado por la Alianza Campesina, la Vía Campesina, la Articulación Campesina, (ARCAH), la Asociación Nacional de Campesinos Hondureños,( ANACH), Asociación Para el Desarrollo Campesino del Progreso (ADCP), el Consejo de Desarrollo Integral de la Mujer Campesina (CODIMCA), la Central Nacional de Trabajadores del Campo (CNTC), el Movimiento Campesino de San Manuel, Cortés (MOCSAM), el Movimiento Unificado de Campesinos del Aguán ( MUCA), el Frente Nacional de las Juventudes Campesinas, Indígenas y Afrohondureños (FRENAJUC), el Movimiento Auténtico Reivindicador de Campesinos del Aguán (MARCA), la Empresa Asociativa Campesina Recuperando lo Nuestro (ECARLON), la Asociación Campesina Nacional (ACAN-UTC/COCOCH), la Confederación de Mujeres Campesinas (CHMC) y los productores independientes; en el marco de este foro de agricultura campesina, «por una Honduras sin hambre» debatieron durante el foro la crítica situación que atraviesa el agro hondureño donde 8 de cada diez familias no poseen tierra para trabajar o poseen predios menores de cinco hectáreas, la pobreza supera el 70% en los hogares del área rural y de ellos un 40% vive en extrema pobreza.
La crisis alimentaria, sin precedentes en la historia del país, afecta actualmente a 64 municipios de varios departamentos del país y a más de 76 mil pequeños productores, que tiene como raíz y origen el desastre climático, el sistema alimentario deformado y el abandono de la intervención estatal en la pequeña economía campesina; que prioriza el apoyo a los monocultivos y a la agro exportación.
En consecuencia con lo anterior, La Vía Campesina y La Alianza Campesina exigen lo siguiente:

PRIMERO: Exigen la aprobación inmediata de la propuesta que la Alianza Campesina Hondureña, representada por las diferentes organizaciones campesinas mencionadas anteriormente, que se introdujo el pasado 9 de abril de 2014 en el Congreso Nacional, la propuesta de Ley de Reforma Agraria Integral, con Equidad de Género, para la Soberanía Alimentaria y el Desarrollo Rural, que tiene el propósito de elevar los niveles de producción, modernizar el agro a través de la participación de hombres, mujeres y jóvenes; asegurando un modelo de economía campesina basado en la justicia social, la integralidad del territorio y el manejo sostenible de los recursos naturales.

SEGUNDO: La Vía Campesina y La Alianza Campesina proponen al Gobierno de la República, que para superar la crisis alimentaria a corto plazo se instale, de manera urgente, la COMISIÓN PERMANENTE AGRÍCOLA, como un puente para acercar a los distintos actores del agro hondureño y que tendría las funciones de planificación y monitoreo de la producción de granos básicos; que deberá estar integrada específicamente por el gobierno y el movimiento campesino.

TERCERO: El primer resultado de la instalación de ésta COMISIÓN PERMANENTE AGRÍCOLA será la elaboración del PLAN DE EMERGENCIA NACIONAL para la siembra de granos básicos, de postrera, y de esta forma reactivar la producción inmediata y rehabilitar la economía campesina, que de manera deficitaria tenemos en maíz, frijol, arroz y verduras.
CUARTO: Con el propósito de financiar las actividades de la COMISIÓN PERMANENTE AGRÍCOLA y de la ejecutoria del PLAN DE EMERGENCIA NACIONAL para la siembra de granos básicos, de postrera, solicitan a la Comisión de Agricultura y al Congreso Nacional el aprovisionamiento del 10 por ciento del Presupuesto Nacional de Ingresos y Egresos, para atender los requerimientos en asistencia técnica, investigación agrícola, micro sistemas apropiados de riego, comercialización, transporte y otras demandas importantes.

CONCLUSIONES del FORO: AGRICULTURA CAMPESINA

REALIZADO EN SALÓN DE CONFERENCIAS PLAZA COLPROSUMAH

7 DE AGOSTO DE 2014

I.- INTRODUCCIÓN

En el marco de este foro, que La Vía Campesina lo ejecuta con la Alianza Campesina tiene la intencionalidad de profundizar el debate sobre la crisis agraria y alimentaria que atraviesa el agro hondureño; buscando visibilizar, además, que el 9 de abril de este año 2014 se entregó al Congreso Nacional la propuesta de Ley de Reforma Agraria Integral, con Equidad de Género, para la Soberanía Alimentaria y el Desarrollo Rural.
Dicha propuesta, en efecto, se encuentra en las curules del Hemiciclo Legislativo, sin ningún trámite más que la incidencia que podamos ejercer para el logro de tan apreciado propósito, a través de nuestras movilizaciones e incidencia en la aprobación de ésta política pública, en la cual no se criminalice la lucha social del movimiento campesino hondureño.

II.- CONCLUSIONES

Después de escuchar las sendas intervenciones del Director Ejecutivo de CESPAD, Gustavo Irías, respecto a la Crisis Agraria, Alimentaria y la Pequeña Agricultura Campesina; los Elementos más Destacados de la nueva normativa que la Alianza Campesina ha propuesto al congreso Nacional, que don Ramón Navarro, Presidente, de la ANACH, presentó a éste plenario; el vídeo de la Pequeña Agricultura Campesina compartido por don Éver Guillén, representante de WE EFFECT en HONDURAS y sobre las inquietudes, comentarios e interrogantes presentados por los distintos sectores público, privado y social; es, indubitable, arribar a las conclusiones siguientes:

PRIMERA: La actual sequía y hambruna por la que padecen 64 municipios de los departamentos de Choluteca, la parte sur del Paraíso, la parte sur y central de Francisco Morazán, Valle, La Paz y parte de los departamentos de Intibucá, Lempira, Comayagua y el Sur de Copán y que afecta a 76,712 familias de pequeños productores y pequeñas productoras; no es un fenómeno pasajero, sino que responde a un modelo estructural de injusticia y exclusiones, que tiene como génesis el desastre o cambio climático, el sistema alimentario deformado y el abandono y en muchos casos el bloqueo de la intervención estatal a la pequeña economía campesina. En efecto, como política de Estado se ha abandonado a la pequeña agricultura y se ha priorizado el apoyo a los monocultivos y a la agro exportación.

SEGUNDA: Tal como lo han expresado, la Ley de Desarrollo y Modernización del Sector Agrícola ha sido la causa y el génesis del acaparamiento de tierras, a partir de la década del 90 a favor de los grandes latifundistas y empresas trasnacionales; profundizando los niveles de pobreza y la desigualdad en el campo. Asimismo, esta Ley de DMSA ha sido el génesis de los actuales conflictos agrarios, la injusticia rural y la conflictividad social, que se observa en el campo hondureño.

TERCERA: Indubitablemente, hay un crecimiento desmedido de la pobreza y de la crisis alimentaria, tanto en las zonas rurales como urbano marginales, en efecto, el 70% de la población rural es pobre, que equivale a un poco más de tres millones de campesinos, campesinas e indígenas; sin embargo, estas familias a pesar de su pobreza, no poseen tierras o disponen de menos de 5 manzanas, generan el 76% de la producción agrícola del país; en contraste con el 1% de los grandes productores que acaparan la tercera parte de las mejores tierras cultivables.

CUARTA: Frente a los problemas estructurales, las salidas también deben ser estructurales, lo que implica una estrategia nacional contra el hambre es fundamental, que implicaría la reorganización del Estado, especialmente de todo el sector público agrícola y un cambio en la política pública en términos de aprobar una nueva normativa de Reforma Agraria Integral, con Equidad de Género, para la Soberanía Alimentaria y el Desarrollo Rural; incluyendo, además, la protección de los recursos naturales, la reactivación del mercado interno y la desmilitarización para solucionar democráticamente los conflictos agrarios y de los territorios.

QUINTA: Resultan, sobradamente interesantes los apuntes compartidos por don Ramón Navarro, presidente de la Asociación de Campesinos Hondureños, ANACH, quien rescata, en primer término, el viejo sueño de un proyecto unitario del campesinado de Honduras, a través de la ALIANZA CAMPESINA y el respaldo de la PLATAFORMA AGRARIA y de la ALIANZA PARA LA SOBERANÍA ALIMENTARIA Y LA REFORMA AGRARIA, A-SARA; han presentado una propuesta, aunque larga en su denominación está pagando una deuda histórica con las mujeres y los jóvenes, por lo que dicha iniciativa presentada el 9 de abril en el hemiciclo legislativo se ha bautizado como PROPUESTA DE LEY DE REFORMA AGRARIA INTEGRAL, CON EQUIDAD DE GÉNERO, PARA LA SOBERANÍA ALIMENTARIA Y EL DESARROLLO RURAL.

SEXTA: Si, bien, la propuesta en sus fundamentos de exposición hace un recuento de la historia agraria hondureña, en sus conceptos legales llama la atención como la última ley, el decreto 170 fue manoseado de manera sistemática para truncar los propósitos y las intencionalidades de aquella normativa; a tal punto, que, se aprobó en diciembre del 74 para aplicarse en enero del 75 y 5 meses después en junio del 75 se aplicó el decreto 320 y así sucesivamente hasta llegar al principio de la muerte anunciada de aquella Ley con el decreto de marzo del 92 que conlleva la contra reforma, que viene amachinada como dice Don Ramón con la tristemente célebre Ley de Modernización y Desarrollo del Sector Agrícola, que su significado no es otra cosa, que el principio de la escalada de los Tratados de Libre Comercio, que busca como última finalidad la DESCAMPESINIZACIÓN DE LA AGRICULTURA para eliminar la presión sobre la tierra y sobre todos los recursos naturales, que son explotados inmisericordemente por los grandes terratenientes y trasnacionales hasta provocar el desastre climático por el que transita nuestro país.

SÉPTIMA: De manera específica, en ninguna cláusula o artículo de esta propuesta presentada en el Congreso Nacional, en abril del 2014 se habla de confiscación, como lo han publicado los analistas del patio, sino de expropiación de bienes y que se hará mediante la indemnización justipreciada, (art. 349 Constitución); por eso, nos llama la atención los predios afectables que serán los que no cumplen con la función social tanto de tierras nacionales, fiscales y ejidales y las tierras de dominio privado que estén ociosas, incultas o que afecten el ambiente o que estén ilegalmente en poder de particulares e incluso las tierras incautadas por la Oficina Administradora de Bienes Incautados, OABI. Hay una prohibición expresa del arrendamiento, concesiones y toda forma indirecta de aprovechamiento de las tierras, que se mantiene como una herencia de las formas coloniales de aprovechamiento en forma indirecta del recurso tierra.

OCTAVA: Se redefine el latifundio y el minifundio, estableciéndose nuevos techos que había suprimido la Ley de Modernización Agrícola por lo que en tierras de vocación agrícola, con riego, se podrán poseer hasta 100 hectáreas; sin riego, hasta 200 hectáreas y 250 ha. Para las de vocación ganadera. También hay una redefinición del minifundio, que la Ley de Modernización Agrícola lo había consagrado a la pobreza extrema facilitando la política de LETRINIZACIÓN AGRARIA cuando se titulaban predios hasta menos de 1 manzana de tierra.

NOVENA: Las prioridades de afectación son también interesantes, de manera inmediata aquellas situadas con buena infraestructura productiva, social y económica y la segunda prioridad aquellas que no dispongan de infraestructura. El orden de las prioridades para la entrega inmediata de las tierras son las mujeres, jefes de hogar, con familia a su cargo. Se plantea la figura del patrimonio familiar y se prohíbe en forma terminante la venta o la enajenación, cuya contravención es nula y supone sanción administrativa, civil o penal. El nombramiento del director y subdirector es a propuesta de 5 candidatos provenientes del sector campesino, ampliando a una representante propietaria y suplenta a las organizaciones de mujeres campesinas.

DÉCIMA: Nos ha resultado, sumamente interesante, el vídeo compartido por WE EFFECT en este plenario: LA AGRICULTURA FAMILIAR CAMPESINA, ALIMENTANDO EL MUNDO, ENFRIANDO EL PLANETA; con lo cual se demuestra la importancia de la pequeña agricultura campesina en términos de la alimentación, generación de empleo, bío diversidad y el desarrollo de las economías locales.

ONCEAVA: Indudablemente, la inversión pública en la agricultura familiar campesina ha sido muy reducida o casi inexistente lo que ha contribuido al crecimiento de la pobreza, a las crisis alimentarias y al deterioro de los medios de vida rurales. Es importante visibilizar el tema de la agricultura familiar campesina, porque juega un papel clave en el combate a la pobreza y a la inequidad en el campo. Tal como se ha demostrado en este plenario, un lempira invertido en la agricultura tiene más impacto en la reducción de la pobreza, que si se invirtiera en otros sectores.

DOCEAVA: Finalmente, la incidencia para cambiar la política pública de la Ley de Modernización y el Desarrollo del Sector Agrícola por una Reforma Agraria Integral, con Equidad de Género, para la Soberanía Alimentaria y el Desarrollo Rural requiere contar con un movimiento campesino unificado, graníticamente unido, que posea una agenda común para trabajar unitariamente dentro de la diversidad, donde nadie debe quedarse afuera: mineros, pescadores, pueblos indígenas, afrohondureños, etcétera y que además busca cambiar la institucionalidad existente y darle coherencia a todo el sector público agrícola, a través de un Plan Nacional de Reforma Agraria y Soberanía Alimentaria.

Publicada en Sin categoría

Guatemala: Asamblea Nacional de Mujeres, rumbo al IV Congreso Nacional de pueblos, comunidades y organizaciones

7 de Agosto de 2014

guatemalamSandra Morán del Sector de Mujeres catalogó como un día importante este 6 de agosto porque mujeres de cinco regiones del país se convocaron para participar de la Asamblea Nacional de Mujeres previo al IV Congreso Nacional de Pueblos Comunidades y Organizaciones; con el fin de ponerse de acuerdo sobre los aspectos de cómo se quiere una nueva sociedad en Guatemala para mujeres hombres niñez y cuidado de la naturaleza en tres los ámbitos: 1. Cómo acabar con la relación de discriminación y exclusión, cómo se quiere la relación respetuosa entre hombres y mujeres y la naturaleza y 2. Qué economía queremos tener para el cuidado y promoción de la vida y 3. Cómo nos queremos organizar desde las comunidades pueblos y organizaciones.

Morán señaló que se discute desde las miradas de las mujeres las propuestas que se llevarán al IV Congreso Nacional, y de cómo se seguirá la articulación de mujeres a nivel de todo el país, señaló que dicha articulación y acumulación de fuerzas contribuirá al esfuerzo que las mujeres vienen haciendo a través de la historia y después de los acuerdos de paz como un sujeto activo para cambios a nivel de todo el país, señaló.

Asimismo dijo que el IV Congreso Nacional de Pueblos, Comunidades y Organizaciones, es fundamental porque se ha reconocido una mayor alianza con otras organizaciones no indígenas y campesinas construida desde hace dos años a partir de la Marcha Indígena Campesina y Popular realizada en el año 2012. «En el IV Congreso distintas organizaciones de otros movimientos sociales se convergen y se suman a la alianza y accionan en el marco del IV Congreso», señaló Morán

La representante de las mujeres señaló como fundamental para las mujeres construir desde su cuarto propio, es decir desde su propio espacio «por ello la Asamblea Nacional de Mujeres es el propio cuarto para que se pueda aportar desde nuestra mirada no solo la mirada de determinadas mujeres sino la mirada desde la diversidad», explicó Morán, quie agregó que previo al celebrarse el IV Congreso Nacional se llevó a cabo nueve encuentros locales regionales en todo el país para luego celebrar la Asamblea Nacional que permitirá llevar la propuesta de las mujeres al IV Congreso.

La acción política que se busca es que desde las mujeres se tenga reuniones permanentes y consolidar la articulación por la defensa de los territorios. «Las mujeres seguimos en resistencia para recuperar nuestro cuerpo que también es nuestro territorio, los territorios en defensa y recuperación son: cuerpo, tierra, naturaleza, la memoria la historia» señaló Sandra Morán representante del Sector de Mujeres.

Publicada en Sin categoría

Paraguay: Entregan una carta al Congreso para posicionarse ante la emisión de los bonos “soberanos”

1

 En la mañana de este miércoles, 6 de agosto, varias organizaciones sociales y políticas se concentraron para acompañar la entrega ante mesa de entrada del Poder Legislativo de una carta dirigida al titular del Congreso, el senador Blas Llano, con el objeto de manifestar explícito posicionamiento ante la emisión de los bonos «soberanos» emitidos por el gobierno de Horacio Cartes.

Eladio Flecha, dirigente de la Federación Nacional Campesina y del Partido Paraguay Pyahurã, expresó que desde la huelga general del 26 de marzo pasado y la marcha campesina, se están consolidando las fuerzas populares para frenar la política entreguista de Horacio Cartes. «Primero por la Ley de Alianza Público-Privada y ahora por la emisión de los famosos bonos que ellos [el gobierno] llaman ‘soberanos’, que ¡nada tienen de soberanos! Esto solo sirve para endeudar a toda una generación».

Por su parte, Magui Balbuena, de Conamuri y del Movimiento Kuña Pyrenda, dijo que esta acción forma parte de las movilizaciones que tendrán lugar a mediados de agosto en diferentes departamentos del país para repudiar al gobierno antipopular de Horacio Cartes. «Lastimosamente [este] no es un gobierno del pueblo paraguayo, sino de los empresarios, de la clase que maneja nuestro país y está vendiendo todo en complicidad con el Parlamento que aprueba leyes en contra de nuestra soberanía nacional», denunció la dirigenta campesina.

La carta entregada hoy por los y las referentes de esta concentración expresa, en parte:

El gobierno de Cartes continúa su proyecto de entrega del Paraguay al capital extranjero, con total complicidad de una mayoría parlamentaria, bajo la batuta del pacto azulgrana entre las cúpulas colorada y liberal.

No le importa impulsar el desarrollo de las y los siete millones de paraguayas y paraguayos. Muy por el contrario, con la emisión de los cínicamente denominados «bonos soberanos», apuesta al saqueo del país para servir los intereses del sistema financiero internacional dirigido y orientado por el Citibank, el Bank of American y el JP Morgan, todos norteamericanos.

Los otros beneficiados serán algunas pocas familias paraguayas vinculadas al primer anillo cartista y otras tantas (muy pocas) ligadas a los directorios de algunos bancos denominados locales.

La Federación Nacional Campesina, la Conamuri, el Frente Recoleta, la Connats, el Partido Paraguay Pyahurã, el Frente Patriótico Popular, el Frente Guasu, el Movimiento 15 de Junio, el Movimiento Kuña Pyrenda y la Corriente Sindical Clasista, preparan una gran movilización en todo el país para el 13, 14 y 15 de agosto bajo el lema: «Contra las privatizaciones y la violencia del Estado; por tierra y trabajo».

Publicada en Sin categoría

Venezuela: Paramilitares atentan contra líder campesino en el estado Zulia

7 de Agosto de 2014

Frente-Nacional-Campesino-Ezequiel-ZamoraLa madrugada de este miércoles el coordinador regional de la Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora (CRBZ) Edwin Troconis sufrió un atentado hasta los momentos las primeras informaciones revelan que obedece a una acción paramilitar.

Edwin Trononis desde hace un mes viene recibiendo constantes amenazas de muerte por parte de ciertos sectores vinculados a la oligarquía terrateniente al Sur del Lago del Edo Zulia. Este caso podría estar vinculado a una ola de atentados y acciones violentas ejecutadas por paramilitares quienes operan en la región zuliana sobre todo al Sur del Lago donde la situación contra los campesinos, comuneros e indígenas se ha tornado difícil esto por la presencia de grupos de exterminio vinculados con autoridades locales y grupos de poder económicos como la familia Parra Virla, connotados terratenientes quienes ejecutan acciones opresoras contra los trabajadores de la tierra.

Según Trononis los hechos se produjeron la madrugada de este miércoles cuando sujetos desconocidos procedieron a intentar quemar su residencia rociando gasolina a la vez que incineraban su vehículo esto quizás con el propósito de amedrentarlo por las acciones de defensa que mantiene en la lucha campesina y el lograr impulsar la producción de la tierra a manos de los campesinos. Desde hace más de un año los campesinos y campesinas del municipio Colón vienen denunciado múltiples amenazas y acciones paramilitares que generan un verdadero terror entre los habitantes del mencionado municipio.
La violencia se incrementó hace más de un año.
Una de estas acciones registradas fue en julio del año pasado cuando los integrantes de la CRBZ denunciaron la presencia de grupos paramilitares en el Fundo «Las Lomas Caño Blanco», dando parte en su oportunidad a los efectivos del Destacamento Fronterizo Nro 32 de la Guardia Nacional Bolivariana quienes procedieron a ejecutar una acción inmediata logrando la captura de sujetos quienes portabas armas de guerra.
Otra de las acciones denunciadas por los campesinos del municipio Colón del Edo Zulia es que desde hace casi dos meses las situación de terrorismo contra este sector se ha incrementado debido a la complicidad de ciertos funcionarios locales quienes al parecer mantienen vínculos con los latifundistas y grupos de exterminio para intentar desalojos utilizando como único recurso el miedo y la violencia.
De igual manera, los campesinos y campesinas ha expresado que la Defensoría del Pueblo y La Fiscalía General de la República están al tanto de lo que acontece en el municipio Colón del Zulia, ya que en numerosas oportunidades han acudidos a las dependencias regionales para hacer las denuncias correspondientes y solicitar protección ante los atropellos que padecen casi a diario.

 

Publicada en Sin categoría