Camponesas lutam contra agronegócio e a violência contra a mulher

Imprensa, MST

Somando-se à luta feminista durante este 8 de março, as mulheres da Via Campesina se mobilizam por todo o país para denunciar os malefícios do agronegócio contra a vida e o trabalho das camponesas. Atos, protestos e atividades de formação e estudos já acontecem desde este fim de semana em todas as regiões do País.

A Jornada de Luta contra o Agronegócio e contra a Violência: por Reforma Agrária e Soberania Alimentar pretende resgatar o 8 de março como o Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras e questionar o modelo de desenvolvimento imposto pelas empresas transnacionais, pelos bancos, pelo governo e pelo Estado para o campo brasileiro. Neste ano são comemorados os 100 anos do 8 de março.  “Defendemos alternativas viáveis como a agroecologia, a agricultura camponesa cooperada, a produção de alimentos saudáveis. A Reforma Agrária continua sendo uma medida democratizante e importante para a implantação destas propostas”, afirma Marina dos Santos, coordenadora nacional do MST.

Em São Paulo, a Via Campesina participa da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. De 8 a 18 de março, mobilizações nacionais simultâneas de diferentes tipos, formas, cores e ritmos marcarão o centenário da Declaração do Dia Internacional das Mulheres.

No Paraná, cerca de 1.000 camponesas ocupam a Usina Central do Paraná desde as seis horas da manhã na cidade de Porecatu (norte do Paraná). O ato denuncia a monocultura da cana e o trabalho escravo.

No Ceará, mais de 400 mulheres estão em frente à indústria química Nufarm, no Novo Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. Elas fazem protesto contra a fábrica, oitava maior produtora de agrotóxicos do mundo.

Em Pernambuco, cerca de 180 mulheres reocuparam, pela quinta vez, a Fazenda Uberaba, no município de Bonito, brejo pernambucano. As manifestantes montaram acampamento ontem (7/3) junto com suas famílias. Em 2004, homens armados perseguiram militantes do MST acampados próximos à fazenda. Um dos homens foi identificado como filho da proprietária da área que mantinha pistoleiros fortemente armados.

Na Paraíba, na manhã de hoje, cerca de 400 mulheres da Via Campesina marcham pelas ruas do município de Sousa, sertão da Paraíba. Elas denunciam o Grupo Santana e o grande nível de agrotóxicos que vêm usando em suas lavouras, alem da concentração de terras na região.
No Rio de Janeiro, hoje pela manhã, trabalhadoras da Via campesina e do Comitê de Erradicação do Trabalho Escravo marcham na BR-101, rumo à Usina Capim, em Ururaí, Campos dos Goytacazes.  As mulheres da Via Campesina Brasil aproveitam o Dia Internacional da Mulher para denunciar o trabalho escravo. Em 2009, o estado do Rio de Janeiro liderou os índices de resgate de trabalhadores em situação análoga ao escravo. Foram 715 trabalhadores resgatados pelo Ministério Público do Trabalho, num total de 4.283 em todo o Brasil.
No Rio Grande do Sul, trabalhadoras da Via Campesina, do MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), da Intersindical e do Levante da Juventude estão mobilizadas desde o dia 3/3. As manifestantes promoveram palestras e ocuparam a Delegacia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Porto Alegre. Elas ainda se somaram aos estudantes e trabalhadores urbanos no dia 4/3 para uma vigília na reitoria da UFRGS em protesto contra a votação do projeto do Parque Tecnológico.

Em Tocantins, mais de 800 mulheres da região Amazônica e demais movimentos populares do Estado do Tocantins farão uma caminhada em comemoração aos 100 anos de instituição do dia 8 de março. O protesto será em defesa da vida, pelos direitos humanos e pela soberania alimentar.

Já as mulheres do Mato Grosso promovem uma campanha de doação de sangue em frente aos correios e a Igreja Matriz, em Várzea Grande.  As mato-grossenses estão reunidas no Encontro Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Mato Grosso que será marcado por debates sobre a atual conjuntura, os impactos sociais, ambientais e econômicos do agronegócio e o papel da mulher na transformação da sociedade.

 
A Jornada
O atual modelo econômico não tem condições de gerar desenvolvimento e melhores condições de vida para a população, garantindo os direitos sociais e a Reforma Agrária. Segundo o Censo Agropecuário de 2006, a agricultura familiar é a responsável por 85% da produção de todos os alimentos. E é nela que trabalham 85% das pessoas do campo.

Além disso, poucas empresas no mundo controlam a produção de alimentos, desde a semente até a venda para o consumo. Em 2005, as dez maiores produtoras de semente controlavam cerca de 50% do mercado mundial. Com isto, as relações de trabalho, os direitos trabalhistas e previdenciários das mulheres e homens são violados constantemente.

 
A questão agrária continua sem solução: existem no Brasil 90 mil famílias acampadas e mais de quatro milhões de famílias sem-terra no País. A parcela de mulheres beneficiárias pela Reforma Agrária é baixa (12,6% em 1996; 13% em 2002 e 13,6% em 2003). Na Colômbia, esse índice chega a 45%. Segundo a FAO, somente 1% das propriedades rurais em todo o mundo estão em nome de mulheres.

Lanzan campaña: «Fin de la Violencia hacia las mujeres del campo y la ciudad»

En conferencia de prensa mujeres de la CLOC Vía Campesina en Guatemala lanzaron de forma oficial la campaña “Por el fin de la violencia hacia las mujeres del campo y la ciudad”.

El objetivo de la campaña es abordar diferentes temáticas que afectan cotidianamente la vida de las mujeres de diferentes edades, además contempla diferentes acciones para denunciar desde todos los espacios el modelo neoliberal de producción agrícola basado en los monocultivos, la agricultura de exportación y el abuso de productos químicos, que ha acabado con la vida de las familias que habitan en el área rural.

Las representantes de las mesa de Mujeres de la CLOC Vía Campesina indicaron que la campaña consistirá en diferentes estrategias para involucrar a hombres y mujeres de diferentes edades para accionar y provocar cambios en las distintas políticas de gobierno y que los cambios sean más allá de un simple discurso.

Julieta Wirsing delegada de la mesa indicó que cientos de mujeres de diferentes edades de la ciudad y del campo, continúan siendo víctimas de las desigualdades, violencia discriminación y racismo enraizado  por el mismo sistema.

Además, refirió que continúan su lucha en contra de las políticas neoliberales implementadas por quienes gobiernan el país en complicidad con los grandes empresarios y terratenientes.

Denunciaron que hasta el momento no existen políticas públicas para atender las demandas de las mujeres al contrario únicamente se han dado apertura a instituciones de gobierno que no han cumplido con sus compromisos facultativos para atender las demandas y propuestas desde las mujeres, así mismo indicaron que miles de mujeres del campo no tienen acceso a los servicios básicos, como salud, educación y justicia y mucho menos acceso a tierra para cultivar.

Asimismo denunciaron que las luchas y demandas de las mujeres organizadas han sido criminalizadas por el gobierno, señalaron la muerte de la compañera Evelinda Ramírez Reyes originaria de Chiquirines Ocós San Marcos, sucedido en el mes de enero cuando denunciaba los abusos cometidos por parte de Unión FENOSA al realizar cobros excesivos por servicios de energía eléctrica.

Las mujeres integrantes de la mesa de Mujeres de la CLOC Vía Campesina en Guatemala demandan acceso a la tierra, a los medios de producción, asimismo exigen al gobierno central se asigne presupuesto para que la política de ley de desarrollo Rural Integral sea implementada  y que el gobierno de la república apruebe de urgencia nacional la Ley de desarrollo rural integral planteada por la Alianza para el Desarrollo Rural Integral.

La Vía Campesina en Guatemala:

Integrada por: Coordinadora Nacional de Viudas de Guatemala (CONAVIGUA-MOJOMAYAS)

Coordinadora Nacional de Organizaciones Campesinas (CNOC)

Coordinadora Nacional Indígena y Campesina  (CONIC)

Comité de Unidad Campesina  (CUC)

 

32 ave “A” 14-46 zonas 07 Ciudad de Plata II

Tel. (502)  24381424 (502) 57855073

viacampesinaguatemala@gmail.com

www.cloc-viacampesina.org

Paraguay: solidaridad y defensa de la Madre Tierra

Con motivo de la conmemoración del 8 de marzo “Día Internacional de la Mujer”, invitan a participar de una serie de actividades para expresar, entre otros temas, la solidaridad con las mujeres de Haití y Chile que sufren las consecuencias del terremoto y plantear la necesidad de encarar acciones urgentes en defensa de la Madre Tierra. La actividad se desarrollará desde las 8 horas en la Plaza Italia de Asunción (Ygatimí entre 15 de agosto y 14 de mayo).
 
La jornada está organizada por la Coordinadora Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas (CONAMURI), la Marcha Mundial de Mujeres, la Campaña 16 Días de Activismo contra la Violencia hacia las Mujeres – capítulo Paraguay, y la Coordinación de Mujeres del Paraguay (CMP).
 
El programa se inicia con una marcha denominada “Mujeres Solidarias en Defensa de la Madre Tierra” y partirá desde la plaza Italia hasta el Panteón Nacional de los Héroes donde se realizará un acto de recordación.
 
Posteriormente se trasladarán hasta la Sala Bicameral del Congreso Nacional donde a las 9 horas se prevé la realización de la Audiencia Pública sobre el Proyecto de Ley de Protección y Defensa de las Variedades Locales de Maíz. Esta actividad tiene como objetivo lograr compromisos de los/las parlamentarios/as para el estudio y aprobación del Proyecto de Ley.
 
Durante la tarde, a partir de las 17 horas en la Plaza Italia se desarrollará un Foro Abierto de Mujeres para abordar temas como la participación y protagonismo de las mujeres en el proceso de cambio y la violencia hacia las mujeres indígenas y campesinas como un tema pendiente. El Foro será transmitido por Radio ViVa 90.1 FM y las radios comunitarias integrantes de la Mesa Nacional de Medios Comunitarios.
 
Luego del Foro se brindará un homenaje a las mujeres victimas del terremoto en Haití y Chile y a aquellas que están contribuyendo a la reconstrucción de sus comunidades luego de la devastación que el sismo ha dejado en estos países. Prosigue la conmemoración con un ritual de “Perdón a la Madre Tierra” para señalar el daño que se sigue produciendo al planeta, lo que trae consigo el cambio climático que afecta muy fuertemente la vida de las mujeres.
 
Teatro: Guapas
 
La jornada del 8 de marzo se cierra con Guapas, una obra teatral con texto y dirección de Hugo Luis Robles, a cargo del grupo ansia Teatro. Muestra la historia de mujeres paraguayas, de diferentes estratos sociales, edades y necesidades, y la relación que tienen con su trabajo. Trata temas como el subempleo, el trabajo no convencional, el doméstico, la realidad de los vendedores ambulantes, entre otros.
 
Habrá también una recordación al 15º aniversario de la adopción de la Declaración de Beijing y la Plataforma de Acción, resultados de la Cuarta Conferencia Mundial sobre la Mujer celebrada en Beijing en 1995. En esta conferencia, se logró acordar varios puntos para eliminar la discriminación contra las mujeres, erradicar la pobreza y adoptar medidas para que las mujeres ocupen puestos estratégicos.
 
 
PROGRAMA
8 de Marzo, Día Internacional de la Mujer
 
7:30 Concentración en la Plaza Italia de Asunción
 
8:00 Marcha: Mujeres solidarias en defensa de la madre tierra
Partida desde la plaza Italia hasta el Panteón Nacional de los Héroes
 
9:00 Audiencia Pública sobre el Proyecto de Ley de Protección y Defensa
de las Variedades Locales de Maíz.
Sala Bicameral del Congreso Nacional
 
17:00 Plaza Italia. Foro Abierto de Mujeres sobre los temas: 1) Participación y
protagonismo de las mujeres en el proceso de cambio y, 2) La violencia
hacia las mujeres indígenas y campesinas, un tema pendiente.
Transmite: Radio ViVa 90.1 FM y emisoras integrantes de la Mesa
Nacional de Medios Comunitarios.
 
19:00 Homenaje a las mujeres de Haití y Chile.
Ritual de Perdón a la Madre Tierra
Lectura del Pronunciamiento / recordación 15º Aniversario de la
Conferencia Mundial de las Mujeres, Beijing 1995.
 
19:30 Obra teatral Guapas de Hugo Robles.

O manifesto das gaúchas

O Brasil é campeão mundial do uso de agrotóxicos, que são venenos muito perigosos usados na agricultura que provocam muitas doenças para produtoras/es e consumidoras/es e grandes impactos ambientais. Além disso, a maior parte dos produtos industriais que comemos é fabricada com soja transgênica que também causa muito mal à nossa saúde.
Mulheres do campo e da cidade unidas na luta contra o agronegócio e pela soberania alimentar

Neste mês em que se comemoram os 100 anos do 8 de março como dia internacional de luta das mulheres, nós trabalhadoras do campo e da cidade do Rio Grande do Sul estamos novamente nas ruas. Este ano nossa mobilização tem como principal objetivo denunciar para a sociedade que a maior parte da comida que chega a mesa da população brasileira não é alimento, é veneno.

O Brasil é campeão mundial do uso de agrotóxicos, que são venenos muito perigosos usados na agricultura que provocam muitas doenças para produtoras/es e consumidoras/es e grandes impactos ambientais. Além disso, a maior parte dos produtos industriais que comemos é fabricada com soja transgênica que também causa muito mal à nossa saúde.

E quem come esta comida envenenada? Somos nós, pobres. São as mulheres e homens trabalhadores que recebem baixos salários ou estão desempregados e escolhem os alimentos pelo preço não pela qualidade. São as pessoas sem terra, sem teto, que se alimentam graças às cestas básicas. Os ricos têm opção de comer produtos orgânicos, cultivados sem venenos.

Os agrotóxicos e os transgênicos não servem para matar a fome do povo, e sim para matar a fome de lucro das empresas do agronegócio, a maioria delas multinacionais. Esses produtos envenenam as terras, as águas e principalmente as pessoas.

Leite materno só é fonte de vida quando as mães comem alimentos saudáveis

Nesta mobilização estamos amamentando esqueletos para denunciar a população em geral, e principalmente às mulheres, que quando comemos comida envenenada e damos o peito aos nossos filhos ao invés de alimentarmos a vida transmitimos a morte.

As doenças causadas por agrotóxicos são transmitidas de geração para geração, e um dos modos de transmissão é através do leite materno. No entanto, o mesmo governo que faz campanhas para incentivar as mulheres a amamentar, financia o agronegócio que produz a comida envenenada para o povo pobre, contaminando o leite da maioria das mães brasileiras.

A gente não quer só comida

Nós mulheres que passamos boa parte de nossas vidas envolvidas no cultivo e/ou no preparo da comida para garantir saúde à nossa família estamos nas ruas para gritar em alto e bom som que gente não quer só comida, a gente quer alimento saudável, a gente quer soberania alimentar!
Para o agronegócio o lucro está acima da vida. O agronegócio faz mal a saúde do povo e do meio ambiente! E os governos estadual e federal que financiam o agronegócio estão usando o dinheiro público para bancar o envenenamento da população pobre, a contaminação de nossas terras e águas.

Estamos em luta contra

Contra o agronegócio, um modelo de produção agrícola que se sustenta na superexploração do trabalho das pessoas, na contaminação dos alimentos, na destruição de nossas riquezas naturais. Lutamos contra o uso de recursos públicos para financiar a contaminação do povo e do meio ambiente; Estamos em luta contra todas as formas de violência contra mulheres, incluindo a imposição de um padrão alimentar que não respeita os costumes alimentares e causa muitos males à saúde.

Estamos em luta por

Soberania Alimentar – com reforma agrária, com geração de emprego e vida digna para as populações camponesas, com agricultura ecológica que respeita a diversidade de biomas e de hábitos alimentares. Os governos se dizem preocupados com a segurança alimentar, querem que as pessoas tenham várias refeições por dia. Mas tão importante quanto a quantidade da comida é a qualidade do que comemos. Por isso não basta segurança alimentar, precisamos construir a Soberania Alimentar.

Mulheres da Via Campesina, do MTD, da Intersindical e do coletivo de mulheres da UFRGS.

Porto Alegre, março de 2010.

Situación, condición y posición de las mujeres cafetaleras organizadas de Honduras

Comunicación Vía Campesina en Honduras

 

 

Mujeres cafetaleras organizadas, con el apoyo de organismos cooperantes de Holanda, realizaron un  estudio, para hacer un diagnostico de Género en organizaciones de productores y productoras de café de honduras, inicialmente  el estudio pretendía hacer en los países de la región Centroamericana, pero hubieron muchos obstáculos y al final no se logró socializar un metodología de estudio regional.

 

 
En el caso de Guatemala solo se logró establecer la situación de las mujeres productoras de café a manera de aproximación, no así en Nicaragua que el estudio aún no ha  sido concluido y en El Salvador no se pudo concretar.
 
El estudio fue presentado este 4 de Febrero en Tegucigalpa y participaron mujeres y hombres de diversas organizaciones sociales así como representantes de las organizaciones cafetaleras hondureñas.
 
Los objetivos  básicos de este estudio según su  propia autora son:
 
-Brindar información sobre la situación y condición socioeconómica de la mujer cafetalera Organizada.
 
-Revisar el marco legal y de políticas actuales sobre género particularmente en el sector café y las organizaciones que representan al sector productor.
 
-Recomendar líneas estratégicas y de acción que promuevan la incorporación del enfoque de género en los diferentes niveles organizativos del sector.
 
Con los hallazgos encontrados se pretende generar un debate sobre cómo impulsar la integración de la perspectiva de género al interior de las organizaciones que representan a las y los productores.
 
Según Tatiana Lara, productora, dirigenta cafetalera y  autora del estudio dijo «es importante que las organizaciones asuman una perspectiva de género amplia, es decir que se establezcan mecanismos y sistemas de planificación, monitoreo y evaluación que examinen las condiciones de hombres y mujeres en cuanto al acceso a los bienes y servicios para subrayar las diferencias y luego hacer lo necesario para disminuir las desigualdades entre hombres y mujeres».
 
Este diagnostico o estudio se inició en el 2008, se divide en seis partes, primero una breve historia, luego se exponen las razones del por qué de este análisis de género en el sector cafetalero, después un breve marco conceptual y metodológico, se continúa con el planteamiento de los resultados y por último  las conclusiones y recomendaciones
 
La palabra género según la exponente no solo se refiere a la mujer, sino a las relaciones desiguales entre hombres y mujeres-
 
En el caso del café se estima que un 60% de las mujeres participan en las labores en la cadena de producción, pero este trabajo no se valoriza ni se compensa de manera igualitaria.
 
En Honduras el  café es el principal rubro agrícola de exportación y tiene una gran impacto social y económico e ahí otra razón de por qué este estudio.
 
El estudio en honduras se centró especialmente en el departamento de La Paz, donde  se encuentra la mayor cantidad de mujeres cafetaleras organizadas, después de este estudio la meta es iniciar trabajos para implementar eficientemente las políticas cafetaleras. «Luego con este diagnóstico se pretende visibilizar donde estamos las mujeres y que estamos haciendo», explico Tatiana.
 
Las estadísticas muestran que de 100% productores de café, el 16% son mujeres, sin embargo no están registradas como tales.
 
Datos estadísticos muestran que el rubro del café genera unos 594 millones de dólares anuales y aporta un 43% al producto interno bruto agrícola y representa el 23% del total de las exportaciones del país, este se siembra en 15 de los 18 departamentos, en 213 de los 298 municipios del país por tanto honduras es un país cafetalero, aunque la política agrícola desconoce esto.
 
Son más de 100 mil familias en el área rural que dependen directamente del café, generando más de un millón de empleos directos e indirectos por lo que es un sector vital para la economía del país.
 
Mirtha Kennedy representante del centro de Estudios de la Mujer Hondureña dijo “creo que mas allá de las razones de eficiencia las mujeres somos seres humanos y no necesitamos más requisitos para que seamos incorporadas, estamos trabajando hombro a hombro con los hombres produciendo y aportando a la economía de este país y no tenemos que justificar más por qué debe haber un enfoque de género.
 
«Cuando hablamos de género primero hay que problematizar qué ha pasado con las políticas de género, las unidades de género, las políticas transversales de género de las que hace años venimos hablando. Es necesario que las organizaciones cúpulas tengan políticas transversales de género. Esto significa  cambiar cultura institucional, crear nuevos reglamentos, crear prácticas institucionales diferentes y otras  medidas más.
 
«Creo que hay avances ya por parte de nosotras las mujeres, estamos pelando por nuestros derechos, pero hay sectores donde hay un poco más de atraso como es el caso del sector café que es uno de los sectores más importantes y uno de los más feminizados”.
 
Edith Villanueva productora de café y miembra directiva de una de las organizaciones cafetaleras más fuertes del departamento de La Paz expresa “para nosotras es bueno saber que la membrecía de mujeres ha aumentado en la producción de café, también cada día son más las mujeres dueñas de su finca; esto nos da sentido de pertenencia a nosotras, el ser dueña de nuestra propia parcela nos aumenta las obligaciones; pero nos satisface  nuestro ego, pero hace falta que nos dejen participar en los espacios de toma de decisión. Creemos que se deben fortalecer las capacidades de las mujeres mediante  educación, pero no solo que nos enseñen a leer y escribir, sino a adquirir otros conocimientos para aumentar nuestras capacidades”.
 
Por su parte el representante del Instituto Hondureño del Café (IHCAFE) Dagoberto Suazo dijo «son unos 80 mil productores y productoras de café, pero miles de ellos y ellas están invizibilizados, este problema no es solo de las mujeres sino de hombres también, el productor y la productora de café viven en la pobreza; sin embargo el intermediario o exportador viven en la riqueza esto debemos superarlo. Es por ello que considero muy importante que se desarrollen este tipo de estudios para buscar alternativas al problema», concluyó.

Se aproxima el V Congreso de las Organizaciones del Campo

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Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo, CLOC

«Levántate América, madre de tantas raíces, continente de la esperanza, tierra del futuro, tierra de Martí, tierra de Zapata, tierra de Mama Tingo, tierra de Mariátegui, tierra de Sandino, tierra de Bolívar, tierra de Bartolina Sisa, y de tantos héroes y heroínas, de las luchas del los pueblos campesinos, indígenas y afrodescendientes a quienes rendimos desde aquí nuestro homenaje”.

Ecuador, tierra de Dolores Cacuango,  de Tránsito Amaguaña, Mardoqueo León,  pueblo heredero y continuador de las luchas por las  transformaciones sociales, se prepara para recibir a mil delegadas y delegados de las diversas organizaciones campesinas a nivel continental  para este octubre próximo en el marco del V Congreso de la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo, CLOC. El V Congreso de la CLOC se realizará del 8 al 16 de Octubre en Quito, en las instalaciones de la Universidad Central del Ecuador. En este espacio se realizará también la IV Asamblea de Mujeres del Campo y la III Asamblea de la Juventud.

Cabe señalar,  que este  V Congreso es el resultado de un proceso de lucha, evaluación y formación continental de un año de preparación que iniciamos en abril de 2009 en la Habana, Cuba y que fue fortaleciéndose  aun más en la reunión a nivel continental e internacional con la Vía Campesina mantenida en el mes de Octubre de 2009 en Quito. Este espacio es un desafío para retomar la articulación de la lucha continental. Es una ocasión para llegar a definiciones políticas y orgánicas,  será un lugar  de fortalecimiento de alianzas estratégicas; de integración de nuevas organizaciones nacionales y sub regionales.

Hoy por hoy, nuestro continente pasa por un nuevo período histórico de cambios que todavía no están muy claros, lo podríamos definir como una etapa de crisis, compleja y muy difícil para toda la clase trabajadora en América Latina. Y es en este escenario  donde planteamos  la necesidad de pararnos y reflexionar sobre lo que está pasando, con el fin de  para tener mayor  claridad acerca de qué camino seguir, comprender con profundidad cómo se está moviendo el tablero de la lucha de clases en nuestro continente y  en el mundo. Existe una hegemonía del capital, controlado por los bancos y por las grandes empresas transnacionales que buscan instalarse en el continente y seguir saqueando y explotando nuestras  riquezas naturales, la energía, la telefonía, los minerales, el agua, la tierra, etc. Ellos, las transnacionales,  ya no precisan instalar una fábrica con el nombre en inglés y explotarnos con bajos salarios,  los métodos de explotación del capital ahora son mucho más sofisticados. Empresas transnacionales como Monsanto, Bunge, Cargill  son las mismas en todo el mundo, explotando y expulsando comunidades enteras de sus tierras, campesinos, indígenas y afrodescendientes.

Son parte de esa alianza del capital que impulsa ese modelo de producción llamado agronegocio, en donde predomina el industria agrícola mediante el  uso intensivo de máquinas, producción de granos para la exportación, utilización de venenos y agrotóxicos, trabajo esclavo y sobreexplotación de los trabajadores y las trabajadoras. Quieren un campo sin campesinos, este modelo de agricultura industrial perversa es además  el principal responsable de la destrucción del medio ambiente y de la crisis climática que estamos viviendo, pues solo genera desigualdades sociales y económicas.

Esta es la  atmósfera en que estamos viviendo, que es de enfrentamiento permanentes entre dos proyectos en disputa: por un lado el proyecto del capital, insaciable en su ansia de acumular riquezas y explotar al pueblo, y por otro lado, el proyecto popular en construcción que se sostiene en otra base de desarrollo social, económico, cultural y de soberanía de los pueblos.

Es en estas condiciones   adversas  en el que estamos preparando nuestro V Congreso. En cada país, las organizaciones miembros de la CLOC/VC deben crear una comisión del Congreso que garantice colectivamente todas las diligencias necesarias para la preparación del congreso. Cada región también debe organizar encuentros de preparación. Como pueden ver, este es un proceso colectivo, de reflexión, estudio, luchas, formación, movilización que deberá caracterizar todo el proceso de preparación. Vamos a revisar nuestro reglamento, nuestra estructura de funcionamiento, y preparar nuestro plan de acción para el próximo período. El momento político exige que nos fortalezcamos como CLOC/VC, ya que como sabemos, los enemigos de los pueblos son comunes en cualquier parte del mundo  por lo tanto es necesario que las salidas también que sean comunes. Por eso la consigna de La Vía Campesina es: Globalicemos la Lucha, Globalicemos la Esperanza!

En este proceso de preparación del V Congreso, necesitamos avanzar en la concientización del pueblo, en la organización popular y hacer grandes movilizaciones conjuntas y unitarias en todos los países agudizando las contradicciones de clase. Esperamos que todas las organizaciones y que nuestra militancia haga de ese proceso una gran escuela de formación, con mucha mística y que refleje esa gran minga de construcción colectiva. Con este espiritu, e señalando nuestra estrategia presente y futura de lucha, definimos colectivamente el lema de nuestro V Congreso:

V Congreso de la CLOC
Contra el saqueo del capital y del imperio
Por la  tierra y la soberanía de nuestros pueblos
América Lucha

Nuestros Objetivos para este V Congreso son:

•    Propiciar la integración regional latinoamericana
•    Fomentar el internacionalismo y recuperar la mística al interior de la CLOC sobre este tema
•    Fortalecer la campaña por la No violencia en contra las mujeres
•     Fomentar la articulación campo-ciudad y el establecimiento de  alianzas con otros sectores, promoviendo la participación de nuevas organizaciones nacionales. Articular intelectuales orgánicos en temas específicos
•    Potencializar la  participación de la juventud en las organizaciones locales y nacionales
•    Ampliar la CLOC con nuevas organizaciones nacionales.

Entre Nuestras Líneas Estratégicas están:
•    Rechazo a la criminalización de las luchas sociales en algunos países
•    Resistencia a la militarización de nuestro continente y rechazo a la instalación de bases militares en nuestros territorios
•    Contribución a la configuración de otros modelos de desarrollo como parte de una propuesta regional, alternativos al modelo hegemónico, tomando elementos de propuestas como el SUMAK KAUSAY de la cosmovisión indígena
•    Defensa y promoción de la pequeña agricultura campesina, contribuciones a la conformación de modelos agrícolas alternativos
•    Apoyo a los procesos de integración de nuestros pueblos en las distintas regiones y países
•    Formulación de respuestas al cambio climático, identificación de los responsables.
•    Defensa de la biodiversidad, especialmente de la agrobiodiversidad campesina, garantizando el libre flujo de las semillas
•    Impulso a procesos permanentes de formación política de las bases
•    Ampliación de la campaña por la No violencia  en contra de las mujeres
•    Combate permanente a los Agronegocios y a los modelos de producción y consumo que fomentan
•    Establecimiento de sistemas de comunicación eficiente
•    Generar condiciones para la participación de la Juventud

Información:
Contacto continental:
Natalia Paulino
clocviacampesina@gmail.com
Tel. (593) 083164467
Contacto en Ecuador:
Viviana Rojas
clocomunicacion@gmail.com
Tel. (593) 080824079

V Congreso de la CLOC

Nuestro V Congreso se efectuará del 8 al 16 de Octubre en  Quito, Ecuador,  en el marco del mismo se realizará la IV Asamblea de Mujeres del Campo y la III Asamblea de la Juventud.

Este V Congreso es el resultado de un proceso de lucha, evaluación y formación continental de un año de preparación que iniciamos en abril de 2009 en la Habana, Cuba y que fue fortaleciéndose  aun más en la reunión a nivel continental e internacional con la Vía Campesina mantenida en el mes de Octubre de 2009 en Quito, Ecuador.

Este espacio es desafío para retomar la articulación de la lucha continental. Es un área para definiciones políticas y orgánicas, nuestro desafío masivo  es que  podamos movilizar a  1 000 delegados/as; pues será un lugar  de fortalecimiento de alianzas estratégicas; de integración de nuevas organizaciones nacionales y sub regionales; de fortalecimiento de las organizaciones desde la base y a nivel nacional.

 

 

Nuestra Consigna es:

CONTRA EL SAQUEO DEL CAPITAL Y DEL IMPERIO; POR LA TIERRA Y LA SOBERANIA DE NUESTROS PUEBLOS, AMÉRICA LUCHA!

Objetivos del V Congreso:

·       Propiciar la integración regional latinoamericana

·       Fomentar el internacionalismo y recuperar la mística al interior de la CLOC sobre este tema

·       Fortalecer la campaña por la No violencia en contra las mujeres

·        Fomentar la articulación campo-ciudad y el establecimiento de  alianzas con otros sectores, promoviendo la participación de nuevas organizaciones nacionales. Articular intelectuales orgánicos en temas específicos

·       Potencializar la  participación de la juventud en las organizaciones locales y nacionales

·       Ampliar la CLOC con nuevas organizaciones nacionales.

Nuestros Principios:

·       Carácter anticapitalista, antineoliberal y antiimperialista

·       Solidaridad  permanente con Cuba

·       Apoyo a la movilización y lucha de masas, entendiendo a la movilización como un proceso participativo, autónomo, formativo y permanente

·       Soporte al fomento de la participación de organizaciones nacionales

·       Compromiso permanente con la construcción del socialismo en América y el mundo

Nuestras Líneas Estratégicas:

·       Rechazo a la criminalización de las luchas sociales en algunos países

·       Resistencia a la militarización de nuestro continente y rechazo a la instalación de bases militares en nuestros territorios

·       Contribución a la configuración de otros modelos de desarrollo como parte de una propuesta regional, alternativos al modelo hegemónico, tomando elementos de propuestas como el SUMAK KAUSAY de la cosmovisión indígena

·       Defensa y promoción de la pequeña agricultura campesina, contribuciones a la conformación de modelos agrícolas alternativos

·       Apoyo a los procesos de integración de nuestros pueblos en las distintas regiones y países

·       Formulación de respuestas al cambio climático, identificación de los responsables.

·       Defensa de la biodiversidad, especialmente de la agrobiodiversidad campesina, garantizando el libre flujo de las semillas

·       Impulso a procesos permanentes de formación política de las bases

·       Ampliación de la campaña por la No violencia  en contra de las mujeres

·       Combate permanente a los Agronegocios y a los modelos de producción y consumo que fomentan

·       Establecimiento de sistemas de comunicación eficiente

·       Generar condiciones para la participación de la Juventud

De nuestros Congresos

·       El I Congreso se realizó en Perú en 1994  y su consigna fue “Unidos en las defensas de la vida, la tierra, el trabajo y la producción.

·       El II Congreso fue en Brasil y la consigna fue “Unidos contra el Neoliberalismo, por la Tierra, la Vida y Producción

·       El  III Congreso fue en México en 2001 y la consigna fue “Soberanía Alimentaria por un futuro sin hambre. Fuera la OMC de la agricultura”

·       El IV Congreso fue en el 2005 en Guatemala y su consigna fue “Una década de lucha, unidos contra el saqueo imperialista. Rendirnos ¡Jamás! Por la vida, la tierra, los territorios y la soberanía de nuestros pueblos”.

Convocatoria: Jornadas de Resistencia Continental contra el ALCA (2002-07-31)

2002-07-31
27 de octubre al 1º de noviembre 2002, Quito, Ecuador

Convocatoria: Jornadas de Resistencia Continental contra el ALCA

Las redes y campañas continentales, las organizaciones sociales de nuestros países comprometidas en la Campaña continental de lucha contra el ALCA hacemos una llamado para sumarse a las Jornadas de resistencia y de lucha contra el ALCA que se desarrollarán en la ciudad de Quito, en Ecuador, desde el 27 de octubre al 1ro de noviembre de este año.

En el momento en que los Ministros de comercio de 34 países de América (con excepción de Cuba) se reunirán en Quito para continuar, a espaldas de los pueblos, avanzando las negociaciones de la llamada Área de Libre Comercio para las Américas (ALCA), las organizaciones sociales y los Pueblos de nuestro continente nos reuniremos en Ecuador, para manifestar nuestro rechazo total a este modelo de integración que nuestros gobiernos sumisos y comprometidos con el neoliberalismo pretenden imponer en cada uno de nuestros países.

Bajo el falso discurso de que el ALCA traerá progreso y bienestar para nuestros pueblos, nuestros gobiernos se han comprometido en un proceso de negociación de un proyecto de integración que consolidará la hegemonía de los Estados Unidos a través de un dominio político, económico y militar. Este proyecto de integración que va desde Alaska a Tierra del Fuego, pretenden ponerlo en vigencia a partir del 2005.

Como fue demostrado en la Segunda Cumbre de los Pueblos en Quebec y en las masivas movilizaciones en Porto Alegre, ratificamos que la lucha contra el ALCA debe continuar en todos los frentes porque:

El ALCA significará para nuestros pueblos más exclusión social, más desempleo, más pobreza, más endeudamiento, incluso el fin de las mínimas conquistas sociales que los trabajadores han conquistados a través de luchas sociales.

El ALCA también pretende una mayor militarización y control de los recursos naturales del continente a través de la imposición del Plan Colombia, de la Iniciativa Regional Andina y del Plan Puebla Panamá.

EL ALCA fortalecerá el dominio de las grandes economías sobre las más pequeñas. Los Estados Unidos y El Canadá representan ellos solos casi el 80% del PIB del Continente, los 33 países restantes se reparten el 20 % del PIB del continente. En este contexto sabemos que un modelo como el ALCA cuyo principal objetivo es permitir las masivas inversiones de las transnacionales, solo debilitará aún más nuestras economías, atentando contra la soberanía de los países del continente e impidiendo todo modelo de desarrollo basado en la diversidad, en la multiculturalidad, en la equilidad y en la justicia social.

Por esta razones, por el derecho a la soberanía, por el derecho de nuestros pueblos a un desarrollo justo, democrático, protector del medio ambiente, por la justicia, por la vida, contra el neoliberalismo, contra la deuda, por el fin del militarismo y del dominio de los Estados Unidos sobre nuestro continente, todos y todas estaremos unidos y presentes en Quito para PARAR el ALCA. Para que los Ministros de Comercio y sus socios escuchen nuestra voz de rechazo total a este nuevo modelo de dominación imperial con el cual los Estados Unidos pretenden consolidar su dominio en todo el continente.

Las jornadas de Quito serán jornadas de lucha y resistencia, serán también jornadas de educación popular, de reflexión, de análisis, de manifestaciones culturales y artísticas que representan la riqueza multicultural y multisectorial de nuestras luchas. Seremos miles, provenientes de nuestros 35 países para hacer oír nuestras voces, para decir alto y fuerte:

¡Sí a la vida! ¡No al ALCA! ¡Otra América es posible!

Quito, 27 de mayo de 2002

 

 

 

II Encuentro Campesino Mesoamericano (2002-07-31)

2002-07-31
Declaración Campesina de Nicaragua – Managua, 15 de julio de 2002

II Encuentro Campesino Mesoamericano

Las organizaciones participantes en el II Encuentro Campesino Mesoamericano, realizado en Managua, Nicaragua el 14 y 15 de Julio del 2002, en cumplimiento de los acuerdos del I Encuentro que tuvo lugar en Tapachula el pasado mes de Mayo del 2002, discutieron y aprobaron una plataforma común y un plan de acción, como sustento y compromiso de una amplia convergencia de trabajadores rurales que se llamara Encuentro Campesino Mesoamericano.

Las organizaciones participantes en las reuniones de Tapachula y Managua nos comprometemos a sostener y desarrollar los principios y alternativas de la Plataforma Campesina Mesoamericana, y a cumplir con el plan de acción acordado, como vía para estrechar y fortalecer los lazos que ya unen a las organizaciones campesinas de la región.

El ECM , que se origina en una propuesta surgida en el encuentro de Xelajú Guatemala, forma parte del amplio movimiento articulado entorno a los Foros Sociales Mesoamericano, y en su seno asume la tarea de trabajar por la estructuración económica, social y política de los campesinos de la región, para seguir marchando con otros grupos y sectores por el camino que conduce a una Mesoamérica libre justa y solidaria.

La Plataforma tiene como objetivo avanzar en la conquista se identidad campesina regional mesoamericano que permite unificar banderas de lucha y desarrollar acciones de solidaridad para fortalecer su incidencia en la definición de políticas públicas.

PLATAFORMA CAMPESINA MESOAMERICNA

Reforma Agraria y defensa de la tierra.

La Reforma Agraria y la lucha por la tierra es un problema pendiente de resolverse y es una demanda vigente en la lucha campesina mesoamericana.

Por tanto el Encuentro se pronuncia por un enfoque de reforma agraria integral que incluye no solo los derechos de acceso a la tierra y el agua, sino la dotación de los recursos necesarios para producir y vivir de ella: buenas tierras, créditos, asistencia técnica y mercados.

La tierra y el agua son un bien social y un derecho patrimonial de los pueblos, respetando los saberes tradicionales, la protección de la biodiversidad y el medio ambiente, incorporando los derechos agrarios de la mujer y la familia campesina, a través de títulos familiares mancomunados.

Reivindicamos el control y uso comunitario de sus territorios .

Demandamos el establecimiento de un marco jurídico que garantice los derechos de las comunidades sobre el control de sus territorios, así como el acceso y uso de la tierra para fines productivos y sus respectivas seguridad jurídica.

Promovemos el establecimiento y un código agrario que incluya el concepto de reforma agraria integral.

El acceso a la tierra, debe ser considerada bajo un concepto amplio de territorio, no solo «La tierra para quien la trabaja» sino como un espacio social, cultural y político; por ellos las comunidades rurales e indígenas luchan por los derechos espaciales sobre sus territorios y no sólo por la tierra

Sin acceso ala tierra no hay soberanía ni seguridad alimentaría. El derecho a la tierra es parte de los Derechos humanos. No a las malas tierras con buenos precios producto de la especulación .

Condenamos el proceso de mercantilización del las tierras promovidos por los organismos financieros y la internacionales de la tierra por permitir la especulación, la concentración y vulnera la propiedad colectiva.

Soberanía Alimentaria

Entendemos por soberanía alimentaría el derecho de los pueblos a definir su propias políticas y estrategias sustentables de producción, distribución y consumo de alimentos que garanticen el derecho a la alimentación para toda la población, con base en la pequeña y mediana producción, respetando sus propias culturas y la diversidad de los modos campesinos, pesqueros e indígenas de producción agropecuaria, de comercialización y de gestión de los espacios rurales, en los cuales la mujer desempeña un papel fundamental.

La producción de alimentos se manipula como un arma política y económica de parte de los países que tienen su seguridad alimentaría basada en la gran producción industrial contra los países que sufrimos inseguridad alimentaría y cuya producción descansa en la pequeña y mediana producción. A través de los tratados de libre comercio y programas de ayuda alimentaría, o imposiciones como la ley PL 480 se impulsan la guerra a la autosuficiencia alimentaría, con el objetivo de provocar dependencia y doblegación, destruyendo las culturas y los sistemas de producción campesina.

Por eso rechazamos también la introducción y el uso de organismos modificados genéticamente incluyendo las tecnologías Terminador para hacer semillas estériles, por sus impactos ambientales y en la salud, porque promueven mayor dependencia con las empresas multinacionales y erosionan los recursos genéticos -semillas y biodiversidad- base de las economías campesinas.

Como movimientos campesinos de Meso América denunciamos y condenamos enérgicamente la contaminación con transgénicos de los maíces criollos que se comprobó en México y que puede estar presente en otros países de la región, debido a las importaciones y a la «ayuda alimentaría» de maíz transgénico de Estados Unidos.

Hacemos responsables a los gobiernos de la región y a las empresas transnacionales y exigimos para totalmente las importaciones de granos básicos que tienen un fuerte impacto social, económico y cultural sobre los campesinos y debilita el sujeto clave de la soberanía alimentaría que son los pequeños y medianos productores.

Seguiremos trabajando en fortalecer redes solidarias para detectar y contener la contaminación con transgénicos y para fomentar y fortalecer la producción campesina de semillas y la creación y fortalecimiento de bancos solidarios de semillas para poder reabastecernos en casos de contaminación.

Proponemos impulsar alianzas con consumidores para fortalecer los mercados internos y la cultura alimenticia. También hacer alianzas con técnicos que apoyen y promuevan sistemas de producción alternativos a los paquetes tecnológicos de las empresas, y que apoyen el movimiento de filtro mejoradores empíricos de semillas criollas.

Apoyamos la demanda internacional para que el derecho a la alimentación sea considerado como un derecho humano.

Agua

El agua como base indispensable de todas las formas de vida, en las últimas décadas ha sido depredada, contaminada y distribuida injustamente. Ante la catastrófica escasez mundial del recurso que se avecina en los próximos años, (tragedia que ya ha comenzado en algunas regiones del planeta) , los grandes capitales transnacionales -principales responsables directos o indirectos de la contaminación, depredación y mala distribución del agua hoy están iniciando su privatización.

Ante esto, el Encuentro Campesino Mesoamericano:

– Rechaza tajantemente todos los procesos de privatización / expropiación de este bien común.

– Exige información oficial clara sobre la situación crítica del recurso dentro de México y Centroamérica.

– Propone la realización de diagnósticos populares sobre la actual situación de contaminación, depredación tecnológica y mala distribución social del agua

– Propone la planificación y el manejo democrático, colectivo y autogestivo del recurso

– En función de su próxima escasez se propone que, dentro del uso equitativo, se le de prioridad siempre al consumo humano, vigilando que dentro de los usos productivos del agua no quepa la contaminación ni la depredación del recurso.

Economía Solidaria y Popular

La economía popular es el modo en que los productores por cuenta propia y los consumidores pobres nos organizamos para sobrevivir en el mundo deshumanizado del capital.

En la economía popular lo que cuenta no es la ganancia sino la producción de bienes para la satisfacción de necesidad.

Acorralada y agredida por las políticas neoliberales y la competencia desleal de los monopolios y de los productores agrícolas subsidiados de los países centrales, la economía popular y campesina resiste y en su resistencia prefigura el orden justo y solidarios por el que luchamos.

Los campesinos parcelarios o asociativos, que son el núcleo de la economía popular, padecen una guerra de exterminio implementada por las trasnacionales y los gobiernos imperiales, pues doblegada la mediana y pequeña agricultura que produce alimentos, los países y los pueblos estarán a merced del capital.

Defender la economía popular es defender el presente y el futuro de nuestros países, pues en una región estragada donde hasta la burguesía es torpe y mezquina, atenerse a la otra economía, a la economía empresarial es apostar a la exclusión y al desempleo, y en el mejor de los casos a una explotación asalariadas propia del régimen fabril y las plantaciones semi esclavistas del siglo XIX.

Mientras que la lógica del capital es rapaz y depredadora, la economía popular campesina, es en principio amable con el medio ambiente y con los trabajadores. Una producción estable de naturaleza pero también socialmente justiciera.

Rechazamos que la economía campesina no es competitiva, quizás los pequeños y medianos productores no tiene los rendimientos físicos y económicos de los grandes son mucho mas eficientes que los empresarios en la generación de empleo e ingresos; en la producción de comida y seguridad alimentaría; en la preservación y reproducción conservación de los recursos naturales y la biodiversidad.

Derechos de los pueblos indios

Durante mas de cinco siglos los pueblos originarios del continente americano fueron oprimidos y humillados casi hasta su extinción hoy los indios de meso América, el corazón étnico de Meso América, el corazón étnico del continente, se han puesto en pie y reclaman todos sus derechos: políticos, socioeconómicos y culturales.

El alzamiento Zapatista de Chiapas México ha puesto en primer plano la urgente necesidad de reconocer los derechos autonómicos de los pueblos autóctonos. Lo que significa reconocer su territorio con sus normas políticas y jurídicas, sus saberes y practicas productivas, su lengua y su cultura.

En la ultima década los herederos de la civilización maya los indios de meso América, han puesto el ejemplo en la lucha por la tierra, por las libertades, y por la dignidad; los indios son un componente inseparable de la lucha campesina.

Recursos Naturales y Biodiversidad.

El concepto de desarrollo sustentable no tiene el mismo significado para las comunidades campesinas e indígenas, que para las corporaciones transnacionales globalizadas y los gobiernos de la región: para nosotros se trata de un aprovechamiento sostenible de los recursos naturales hoy y en el futuro; un aprovechamiento económicamente viable, socialmente aceptable y ecológicamente sustentable.

Rechazamos el establecimiento de patentes por que privatizan el derecho de las comunidades rurales y campesinas mesoamericanas a la conservación y usufructo de los recursos genéticos y la biodiversidad.

Luchamos por el rescato de los saberes tradicionales porque son patrimonio de las comunidades y de la humanidad y nunca deberán privatizarse a favor de corporaciones que trafican con ellos.

No al establecimiento de patente privadas sobre los recursos genéticos y la biodiversidad.

Defenderemos la enorme diversidad biológica y cultural mesoamericana, que es el mayor patrimonio de nuestra región y de nuestros pueblos.

Asumimos el compromiso de promover la cultura y la conciencia ambiental, buscando superar practicas anti ecológicas que se aplican en la producción campesinas.

Rechazamos todo intento de privatización, venta y exportación de el agua.

Migración y derechos del trabajo

El tema de la migración es y será polémico, tanto por sus orígenes el impacto que tiene en los países expulsores y receptores, pero principalmente por los actores principales de este fenómeno, los migrantes mismos. Desde luego, la migración no puede ser ubicadas como una situación aislada de las dinámicas económicas y sociales de los países, sin embargo, las políticas publicas instrumentadas para controlarlo han sido históricamente inadecuados.

Demandamos a México que debe evitar ser instrumento de las políticas norteamericanas de contención de la migración, al aplicar medidas policíacas frente a la migración centroamericana hacia Estados Unidos; México no debe ser el que haga el trabajo sucio por cuenta de los países vecinos del norte.

Debemos dejar claro que los flujos migratorios van a disminuir y a desaparecer su carácter conflictivo solo cuando exista condiciones de vida digna y expectativas de progreso de los países y regiones que hoy expulsan poblaciones.

Derechos sindicales y laborales

Los asalariados del campo mesoamericanos son el sector mas pobre y desamparados de nuestra muy pobre y desamparada población. En el caso de los jornaleros agrícolas, sobre todo cuando son migrantes y se emplean por temporadas, no solo se respetan sus derechos laborales y carecen de seguridad social, tampoco se respetan sus derechos humanos.

Se trata a demás, de un sector escasamente organizado salvo en el caso de las empresas bananeras de históricas tradición sindical.

Es indispensable entonces definir la agenda laboral rural y entre otras cosas establecer una red laboral en el agro mesoamericano, que permita defender los derechos del trabajo migratorio por encima de las fronteras nacionales.

Derecho de la Juventud Rural

Necesitamos trabajar decididamente en la promoción de un movimiento juvenil del campo, por ser una inversión estratégica para formar a los relevos generacionales y darle así vitalidad y fuerza a nuestro proceso mesoamericano, así como para ampliar este movimiento campesino con la integración de un sector clave.

Tratados de Libre Comercio y Plan Puebla Panamá

Manifestamos nuestro rechazo rotundo al los tratados de libre comercio establecidos en la región que no cuentan con el respaldo de la población en su conjunto y por que benefician exclusivamente los intereses de las grandes trasnacionales que operan en la región asociadas a los grandes capitales criollos.

Así mismo rechazamos el Acuerdo de Libre Comercio de las Américas ALCA.

Desconocemos cualquier resolución emitida por la OMC y acuerdos de libre comercio relacionados con la Agricultura.

Nos proponemos el establecimiento de políticas económicas de protección a la producción de alimentos y materias primas, particularmente el otorgamiento de subsidios bajo control social.

Fortaleceremos nuestra capacidad para obligar a los gobiernos a cerrar fronteras a la importación de alimentos trasgénicos y con domping.

Lucharemos por frenar el establecimiento de tratados comerciales bilaterales por que facilita la imposición del ALCA.

Ante el Plan Puebla Panamá

Rechazo total y rotundo a la imposición del Plan Puebla Panamá por ser un programa de gobierno al servicio de las trasnacionales, sin ser sancionados por los congresos y parlamentos nacionales.

Rechazamos el establecimiento de corredores biológicos por ser un componente fundamental del Plan Puebla Panamá.

Condenamos cualquier participación de las organizaciones de la sociedad civil que se dicen representar al pueblo intermediar, promover e instar la participación parcial o total dentro de los procesos de implementación del Plan Puebla Panamá, por considerar a este plan un atentado contra el sistema de vida de nuestras poblaciones.

 

 

 

Plan de Acción (2002-07-31)

2002-07-31
Encuentro Mesoamericano – Managua 14 y 15 de julio 2002

Plan de Acción

Iniciar acciones para:

1- Reconocimiento público del Encuentro Campesino Mesoamericano como Coordinadora Regional.

2- Establecer una comisión operativa que dé enlace, seguimiento y monitoreo de los acuerdos, tareas y con mandato de articular planes de acción conjunta con:

– Redes Indígenas. – Instancias de alianzas y solidaridad. – Redes laborales, jóvenes, mujeres, niños, ambientales y migrantes.

Identificados con la posición política e ideológica de rechazo total y rotundo al Plan Puebla Panamá, ALCA y OMC.

3- Divulgación y promoción de los encuentros campesinos mesoamericanos y su plataforma.

4- Articulación del proceso mesoamericano con las acciones continentales y mundiales.

5- Hacer presencia mesoamericana, para impedir la ejecución de la OMC, el ALCA y el PPP.

6- Promover acciones de movilización en torno a las fechas de las efemérides campesinas y defensa de la tierra.

7- Proponemos que el próximo Encuentro Mesoamericano se realice en la hermana república de Honduras, en la fecha que decidan las organizaciones Hondureñas.

8- Conformar una red Mesoamericana de Mujeres Rurales para luchar contra el ALCA, la OMC y el PPP.

9- Que el tema de género sea transversal en toda las actividades que impulsen las organizaciones en cada país.

10- Trabajar en un proyecto de Escuela Mesoamericana para la juventud rural con el fin de transferirle a las nuevas generaciones los principios y valores de la lucha popular.

11- Organizar un Encuentro Mesoamericano de jóvenes hombres y mujeres rurales e indígenas, para discutir nuestras particularidades y establecer un plan de acciones propia de estos sectores.

12- Que se cumplan los Convenios Internacionales, especificando el Convenio 169 de la OIT.

13- Hacer acciones para que se ratifique los convenios que tienen que ver con los pueblos indígenas en los países que aún no han sido ratificados.

14- Impulsar campañas Mesoamericanas en los temas de Soberanía Alimentaría, contra las semillas trasgénicas que entran de diversas formas a los países mesoamericanos.

15- Promover alianzas con los consumidores contra los productos alimenticios enlatados de origen dudoso que afectan la salud.

16- Intercambiar experiencias practicas de resistencia resaltando las articulaciones de la económica popular.