Paraguay: Un caso más de violencia fatal en el marco de la lucha por la tierra

Desde la Organización de Mujeres Campesinas e Indígenas Conamuri denunciamos un caso más de violencia contra las mujeres en el marco de la lucha por la tierra en Paraguay.

La víctima es María Esther Riveros, pobladora del distrito Francisco Caballero Álvarez-Puente Kyha (Canindeyú), quien el día sábado 10 de marzo sufrió tres impactos mortales de arma de fuego proferidos por dos sicarios en moto, frente a la improvisada casita perteneciente a su prima María Máxima Segovia, presidenta de la comisión sin tierra Mujeres del Paraguay San Juan Poty, y que se presume sería el blanco de las balas criminales.

Foto: Demoinfo

Repudiamos la violencia existente en la colonia San Juan de Puente Kyha cuyos pobladores están ocupando tierras disputadas a la suegra del intendente de Francisco Caballero Álvarez, acusada de llegar a la comunidad de San Juan con capangas que incendiaron las humildes chozas de los ocupantes apenas un día antes.

Manifestamos nuestra indignación ante este hecho y expresamos nuestra solidaridad con la lucha emprendida por las mujeres de esta comunidad y nos comprometemos a acompañarlas en su justo reclamo por tierras para la producción de alimentos y por justicia para María Esther Riveros, otra vida segada por la ambición.

Nuestra solidaridad también para María Máxima Segovia, quien por haber denunciado el atropello a las familias sin tierra hoy se encuentra expuesta a una situación de mucha vulnerabilidad y en riesgo de muerte.

Exigimos al Estado la actuación inmediata con una investigación idónea, y ante los responsables materiales y morales que actúe en consecuencia con todo el peso de la ley.

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Brasil: Fomos Milhares De Mulheres Nas Ruas Neste 8 De Março Contra A Violência, Por Direitos, Democracia E Soberania Alimentar

Para a maioria das mulheres no Brasil e no mundo o 08 de março, dia Internacional da Mulher, é tido como um dia de luta internacional. Além disto, é visto também como uma data que tem inspirado os movimentos feministas mundo afora a se mobilizar e organizar-se entorno da luta das mulheres. No momento atual, a partir do massacre dos direitos da classe trabalhadora pelo capital, o 08 de março ressignifica sua simbologia, já que a palavra de ordem das mulheres do campo popular é lutar, insistentemente, pela permanência dos direitos, soberania e pela democracia.

Ato no PI. Foto: MPA

Ato no PI. Foto: MPA

Como dizia José Marti, “nada causa mais horror à ordem que mulheres que sonham e lutam”. No Brasil, o dia de ontem, foi marcado por intensas lutas das mulheres de diversos movimentos populares. As mulheres ocuparam às ruas, praças, rodovias, órgãos e espaços públicos, assim como representações do capital financeiro como agências bancárias do setor privado, Parque Gráfico do Jornal O Globo no Rio de janeiro e filiadas Globo nos Estados, tudo isto por entender que a emissora está entre os principais atores do golpe, operando, ativamente, na política para manter seus lucros e o monopólio da comunicação.

Com o tema Camponesas em Luta: Contra a Violência, por Direitos, Democracia e Soberania alimentar!”, milhares de mulheres camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) construíram ações em todo país como parte da Jornada de Lutas do 08 de Março. Como traz Leila Santana da DN/Coletivo de Gênero Nacional do MPA, “a presença das camponesas nas lutas unitárias trouxe a força, a mística e a simbologia do enfrentamento feminino camponês contra as forças conservadoras do golpe presentes na atual política brasileira e teve um papel crucial, que é o de reafirmar o projeto popular para o Brasil que queremos e a centralidade da democracia neste processo”.

No Rio de Janeiro, 800 mulheres de diversos movimentos populares ocuparam o parque gráfico do jornal impresso O Globo no Rio de Janeiro, que pertence ao grupo Globo Comunicação em defesa da Democracia. O objetivo da ação, iniciada às 5h30 da manhã, foi denunciar a atuação decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira. As manifestantes destacam a articulação da Globo no processo do golpe, desde o impedimento da presidenta Dilma em 2016 até perseguição ao presidente Lula, para inviabiliza-lo como candidato em uma eleição democrática, e, a intervenção militar no Rio de Janeiro.

“Viemos dar este aviso à Globo porque ela é a maior atriz que promove o golpe no país. Por isso as mulheres do campo popular vieram dar um primeiro recado a esse grande alvo das lutadoras neste 08 de março”, explica Josineide da DN do MPA que ainda completa, “a Globo é contra o povo e promove a intervenção para dar golpe nas eleições deste ano”.

Ato em SC. Foto: Divulgação

Ato em SC. Foto: Divulgação

Em Santa Catarina as mulheres do campo e da cidade realizaram atos em Curitibanos no dia 6 e 8 de março, Lages e São Miguel do Oeste, no dia 8 de março denunciando os dados estrondosos da violência nos municípios do interior. “117 200 denúncias no meio urbano e 174 denúncias do campo, dados de 2017 referente as ocorrências recebidas pela delegacia da mulher em São Miguel do Oeste”, relata Alcione do MPA. Assim como, realizaram uma série de denúncias em frente à loja Havan, responsável por sonegar impostos e dever R$ 168 milhões ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No Pará as mulheres do MPA trancaram por 5 horas a BR que liga Belém a Brasília, realizaram audiência com INCRA, marcha pelas principais ruas da cidade de Ulianópolis, onde na Delegacia Civil fizeram uma denúncia coletiva sobre a violência contra as mulheres e contra os assentamentos.

Ato no PA. Foto: MPA

Ato no PA. Foto: MPA

Na Paraíba a MPA participou da IX Macha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia realizado pelo Polo da Borborema. O ato aconteceu na cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça e denunciou o golpe que acontece no país e a retirada dos direitos das mulheres, além da luta por igualdade e contra a violência sofrida diariamente pelas mulheres Paraibanas.

Em Rondônia, com o lema “Mulheres por Democracia, Soberania e Autonomia” as mulheres da Via Campesina (MAB, MST, MPA e CPT) trancaram a rodovia no Belmonte, região portuária de Porto Velho, por onde passam todos os dias a gasolina e gás que abastece a capital e ao redor. Cerca de 500 mulheres trancaram a estrada para denunciar as altas tarifas que a população vem pagando em decorrência do golpe, e da entrega do país. Após mais de 4 horas de trancamento, e uma fila imensa de caminhões parados a marcha seguiu rumo a avenida 7 de Setembro, onde formaram a Marca Unitária das Mulheres Rondonienses contra o retrocesso de direitos, organizado pela Frente Brasil Popular.

Ato em RO. Foto: MPA

Ato em RO. Foto: MPA

No Pernambuco na região do Araripe, as mulheres do Fórum de Mulheres do Araripe realizam um ato público em defesa dos direitos das mulheres, pela democracia, contra a reforma da previdência e contra o fechamento das escolas do campo. As manifestantes também denunciaram o aumento da violência contra mulher e exigem a implantação de uma delegacia especializada. O ato saiu de frente à Rádio Voluntários da Pátria, em Ouricuri (PE) e seguiu em caminhada pelas principais ruas da cidade.

Em Salvador – Bahia, as mulheres reuniram sindicatos, movimentos do campo, da cidade, de bairros e o movimento negro em um lindo ato. “Com a bandeira da democracia e contra o golpe, aos poucos a mulherada foi chegando e o ato cresceu bastante” relatam as mulheres do campo popular e os diversos movimentos de mulheres do campo e da cidade, revelando a grandeza e a diversidade das mulheres em luta.

Ato no ES. Foto: MPA

Ato no ES. Foto: MPA

Em Colatina- ES, mais de 500 mulheres do MPA, MAB, MST, pescadoras e sindicatos ainda bem cedinho trancaram a BR 259 e realizam atos de denuncia na prefeitura do município, nas agências da Caixa Econômica Federal e Bradesco e na agência do INSS. Denunciando a crescente violência contra as mulheres e comunidade LGBTs, denunciam os crimes ambientais da Samarco e da Vale, e, a retirada de direitos da Classe Trabalhadora.

Em Teresina – PI, as mulheres do MPA, MAB, MST, FETAG, SINESP e Levante Popular da Juventude iniciaram as atividades ainda na terça-feira, 6, com ocupação de órgão público e audiências no dia 7/03. No dia 8/03 somaram-se ao grupo que já estava em ação, as mulheres da Frente Brasil Popular, Movimento Negro e partidos que marcharam pelas principais ruas da cidade até a Praça da Liberdade, denunciando a retirada de direitos da Classe Trabalhadora, o aumento da violência conta as mulheres e comunidade LGBTs, bem como, Capital Financeiro, o monopólio dos veículos de comunicação e seu papel no golpe.

Ato no RS. Foto: MPA

Ato no RS. Foto: MPA

No Rio Grande do Sul, mais de 600 mulheres do MPA, MST, MAB, MTD e Levante Popular da Juventude iniciaram a jornada de lutas no dia 6, no Assentamento Capela em Nova Santa Rita com uma Plenário com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff. No segundo dia de atividade as mulheres realizaram uma análise da conjuntura e um estudo sobre as Mulheres na Revolução Russa, pela parte da tarde ocuparam a CONAB exigindo a liberação imediata do orçamento, de cestas básicas para as famílias acampadas, compra direta e realizaram uma audiência com os responsáveis pelo órgão. No terceiro dia da Jornada, 8 de março, as mulheres do campo e da cidade realizam protesto no TRF-4, em Porto Alegre, contra a criminalização dos movimentos sociais, a seletividade da justiça brasileira e o auxílio-moradia dos juízes.

Ato em SE. Foto: MPA

Ato em SE. Foto: MPA

Com o lema “Mulheres com Rebeldia, por direitos e Democracia!” em Aracaju – SE, mulheres da Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, MOTU, MST, MPA e MCP, realizaram intervenção na porta do poder judiciário, denunciando a omissão da justiça que mata mulheres todos dias, somam-se 15 casos de feminicídio entre os anos de 2016 a 2018 somente no Estado. Na ocasião a Brigada de Juventude do Grupo de teatro Raízes Nordestinas usou da peça “As Margaridas” para denunciar a violência contra as mulheres e comunidade LGBTs durante o ato.

Em Brasília -DF, cerca de 200 mulheres ocuparam a Superintendência Regional do INCRA, denunciando a violência contra as mulheres, o agronegócio e o avanço do governo Temer sobre os direitos da Classe Trabalhadora. O Grupo de Teatro Político do FAMA (Fórum Alternativo Mundial da Água) se somou na ocupação que teve como lema: “Quem não se movimenta não sente as correntes que as prendem”.

Ato em Brasília. Foto: Divulgação

Ato em Brasília. Foto: Divulgação

Em São Paulo a palavra de ordem que marcou do início ao fim o #8Mfala essencialmente sobre direitos, sintetizada assim: “Pela vida das mulheres!”. Na ocasião milhares de mulheres fortaleceram a resistência feminista e o recado final foi dado: seguiremos em marcha até que todas sejamos livres! Todos os dias serão 8 de março.

A diversidade dos atos e o alcance das ações realizadas de Norte a Sul do Brasil, mostram mais uma vez a força das mulheres do campo, das florestas, das águas e da cidade. Tornam-se a resistência e a vanguarda, neste momento de acirramento da luta de classes, denunciando este projeto posto que não as contempla, não as quer vivas, não as querem em processo permanente de luta. O desafio é grande e, por isso, as mulheres estão em luta como sujeitas na construção do processo, assumindo o comando até que todas sejam efetivamente livres.

“Mulheres contra a violência, mulheres contra o capital, mulheres contra o machismo e o capitalismo neoliberal”

 

Por Adilvane Spezia | Jornalista – MPA e Rede Soberania

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Radio columna de Alicia Amarilla de CONAMURI Paraguay – Elegimos Poder Popular

Radio Mundo Real

Con motivo del Día Internacional de la Mujer, la referente campesina Alicia Amarilla, de la Coordinadora Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas de Paraguay, reflexiona sobre la movilización mundial de mujeres y en especial de los desafíos del feminismo campesino y popular en su país. Descargar audio

Para este 8M, se prevén varias acciones en la capital de Paraguay, con una concentración precisamente en la “Plaza de las Mujeres” de Asunción y desde allí traslado y mlovilización frente a instituciones públicas referidas a la situación de la mujer.

En formato de una radio columna (6 minutos), Alicia reflexiona asimismo sobre la cercana coyuntura electoral en Paraguay, donde tendrán lugar elecciones presidenciales y legislativas este 22 de abril próximo.

Conamuri integra la Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-VC).

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Brasil: Exames apontam que atingidos pela Samarco estão contaminados por níquel e arsênio

Amostras coletadas no município de Barra Longa (MG) indicam contaminação no sangue de população atingida

A pequena Sofya tinha apenas 10 meses de vida quando a barragem da Samarco se rompeu em Mariana (MG) e atingiu Barra Longa (MG), em novembro de 2015. Desde então, Sofia vem sofrendo com alergias, manchas na pele, dificuldades respiratórias e dores nas pernas. A situação piorou a partir de julho de 2016, conforme atesta o registro de entradas e saídas em postos de saúde e hospitais, as receitas médicas e as datas de reclamação na Samarco. O principal motivo seria o fato da Prefeitura Municipal de Barra Longa, por meio de uma empreiteira contratada, ter utilizado rejeitos de minério para o calçamento de ruas, incluindo a Santa Terezinha, local onde mora Sofya e sua família.

Os sintomas de Sofya estão presentes em várias outras famílias ao longo da área atingida em Mariana e Barra Longa. O principal sintoma é alergia e coceira na pele. Ao longo da bacia do Rio Doce, as dores de barriga e a queda de cabelo são os principais sintomas.

Nesse contexto, houve um estudo em Barra Longa que comprova a contaminação por metais da população atingida. Foram realizados exames de sangue no primeiro semestre de 2017, para quantificação total de metais, em algumas pessoas da cidade. Os resultados mostram que todos os que se submeteram ao exame estão com níveis acima do considerado normal de Níquel no sangue. Alguns também apresentaram níveis elevados de Arsênio.

Sofya, que agora já tem 3 anos, também fez esses exames e o resultado mostrou baixo nível de Zinco (concentração de 1302ug/L, quando a referência é entre 3.518 a 12.294) e alta quantidade de Níquel (concentração de 12,78 ug/l, quando a referência é entre 0,12 e 2,9) em seu sangue.

Outro atingido, que preferiu não se identificar, também apresentou resultado alarmante. É a presença no sangue de maior quantidade de arsênio do que o indicado normal- 3,7 ug/L para uma referência entre 0,1 e 3,2.

De acordo com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), “a família de Sofia e muitas outras não vão aceitar mais essa violação de direitos. Saúde é um direito que a Samarco precisa garantir, tratar e indenizar. O Estado também precisa atuar para garantir esse direito”.

As famílias querem saber quem arcará com os tratamentos. Além disso, exigem informações sobre possíveis contaminações ocasiados pelos rejeitos da Samarco na água, nos alimentos, no leite e no ar e sobre os possíveis riscos de continuarem expostas à lama.

Os atingidos cobram respostas dos governos, Ministério Público e empresas responsáveis (Samarco, Vale e BHP Billiton) para resolver mais essa violação de direito provocada pelo crime do rompimento da barragem de Fundão.

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Paraguay: OLT: Movilización indefinida de familias campesinas buscará respuesta por parte del Indert

La Organización de Lucha por la Tierra informó a través de nota de prensa que pobladores y pobladoras del asentamiento Nueva Esperanza, ubicado en el distrito de Mauricio José Troche –departamento de Guairá– se movilizarán el lunes 12 de marzo frente a la sede central del Instituto de Desarrollo Rural y de la Tierra (Indert) en Asunción, hasta tanto el ente público dé respuesta a los varios pedidos ante sus representantes en fecha 26 de septiembre del año 2017.

Una serie de reivindicaciones históricas movilizó el año pasado a asentamientos de ocho departamentos del país con presencia de la OLT, que se instalaron frente a la oficina estatal que debe velar por la Reforma Agraria, el Indert. Hasta el día de hoy el titular de la institución, Justo Cárdenas, no ha cumplido los compromisos asumidos, a tal punto de que los asentamientos involucrados no saben con certeza ni siquiera la situación en que se encuentra el proceso de recuperación de tierras que les afecta.

En un comunicado emitido esta tarde por la organización campesina de alcance nacional, se lee: “El Indert, de tener una función constitucional de democratización del acceso a la tierra, hoy se ha convertido en una agencia inmobiliaria, con una política clara de defensa de los grandes latifundios y sin ninguna propuesta de recuperación de las tierras malhabidas para entregar a los sin tierras, ni garantiza la tranquilidad de los asentados en un territorio campesino”.

Los pobladores y pobladoras del asentamiento Nueva Esperanza sostienen que la acción de exigibilidad tiene el objetivo de contar con documentos claros y con propuestas por parte del ente agrario para dar satisfacción a los puntos planteados, que necesitan ser resueltos por la institución.

Las propuestas planteadas por las familias campesinas de Nueva Esperanza

  1. Un informe pormenorizado sobre los antecedentes del asentamiento en cuestión.
  2. Copia impresa autenticada del expediente administrativo 2172/99 en la cual se documenta todo el proceso de adquisición del inmueble ocupado por el asentamiento.
  3. Un informe del presidente Justo Cárdenas, acerca de si existe o no algún juicio contra el Indert impulsado por los ex propietarios y/o herederos del inmueble ocupado por el asentamiento.
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La CLOC LVC en Chile reitera al Gobierno extreme sus esfuerzos por el diálogo para una salida soberana al Mar de Bolivia

En nuestra petición al Gobierno de Chile en el año 2015, señalamos la necesidad de abogar por construir un diálogo con el hermano Estado Plurinacional de Bolivia, y abundamos en los fundamentos para propiciar una relación de paz e integración entre los Pueblos Latinoamericanos, de Sudamérica y particularmente de buena vecindad entre Bolivia, Chile y Perú.

Las relaciones internacionales actuales nos exigen reforzar la voluntad pacífica de los Pueblos, después de casi una década de fuertes guerras fratricidas. Más aún la necesidad de reforzar la voluntad unitaria por preservar y mejorar las condiciones de desarrollo, ante los fuertes desafíos que nos generan las políticas neoliberales en desmedro de las condiciones materiales de nuestros pueblos.

Ante la próxima Ronda de los Alegatos en la Corte Internacional de Justicia de La Haya, manifestamos nuestra voluntad que éstos se desarrollen con la mayor normalidad y cordialidad, apoyados por los respectivos juristas internacionales con que cada país se ha asesorado y/o representado.

Esperamos que estos alegatos orales enriquezcan nuestro acervo cultural, reponiendo nuestras historias comunes desde los tiempos ancestrales, de los Siglos XIX y XX, y los presentes días.

Abogamos porque en esta Ronda se genere un acercamiento entre los Gobiernos de ambos países, se apronten a escuchar el veredicto del Tribunal Internacional y, especialmente, se escuche el clamor de nuestros pueblos, de generar condiciones de justicia histórica, fortaleciendo la paz, vecindad e integración de nuestras Naciones.

Globalicemos la Lucha por la Paz y la Integración de nuestros Pueblos.

Globalicemos la Esperanza.

 

Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo/Vía Campesina Chile.

Santiago, marzo de 2018

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Argentina: Las mujeres del Movimiento Nacional Campesino Indígena nos sumamos al Paro de Mujeres

Este 8 de marzo nos autoconvocamos para alzar la voz de lucha y poner el cuerpo ante todas las formas de violencia que vivimos por el sólo hecho de ser mujeres. Nos sumamos al grito global contra el capitalismo y el patriarcado.

Nos valoramos solidariamente y nos reconocemos mujeres emancipadoras de sueños, constructoras de nuevas sociedades, conjuntamente con toda la clase trabajadora del mundo.

Hoy las mujeres del Movimiento Nacional Campesina Indígena decimos basta de que las mujeres campesinas seamos consideradas como ayudantes y que no se valore el trabajo que realizamos día a día. Han sido las manos de las mujeres las cuales comenzaran a recolectar las semillas permitiendo su cuidado y su reproducción, conociendo el uso de las hierbas y las plantas medicinales que luego el capitalismo se las fue apropiando poniendo en primer lugar en la producción al hombre e invisibilizando a la mujer.

Hoy salimos a la calle por las mujeres que dieron su vida, en la lucha por la Tierra, la Soberanía Alimentaria y por una vida digna en el campo.

Es por eso que PARAMOS para denunciar todas las formas de violencia que nos afectan a las mujeres tanto psicológica, física,económica, institucional y simbólicamente.

*Porque menos de 2%de la tierra en Argentina esta a nombre de mujeres.

*Porque sin tierra propia las mujeres no tenemos autonomía económica y somos mas vulnerables a la violencia.

Paramos para seguir denunciando que el modelo del agronegocio es un modelo de inclusión y de opresión para las mujeres

*Porque el 70% de las jóvenes de entre 14 a 19 años quedan embarazadas o no tuvieron asesoramiento y acceso a métodos anticonceptivos en los centros de salud y hospitales.

*Paramos por las mas de 3 mil niñas, sadolecentes y mujeres adultas que están desaparecidas

*Paramos contra el odio a las disidencias sexuales e identitarias

Si nuestra vida no vale, produzcan y reproduzcan sin nosotras!!!!

SIN FEMINISMO NO HAY SOCIALISMO!!!!!

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8 de marzo – Dia Internacional de la Mujer Luchadora

Llamado de lucha al 08 de marzo de las mujeres del campo

Declaración de La Vía Campesina en el marco del 8 de Marzo- Día Internacional de las Mujeres Trabajadoras

Voz Campesina n° 60: Mujeres de América latina y el Caribe construyendo feminismo campesino y popular

Brasil: Fomos Milhares De Mulheres Nas Ruas Neste 8 De Março Contra A Violência, Por Direitos, Democracia E Soberania Alimentar

Radio columna de Alicia Amarilla de CONAMURI Paraguay – Elegimos Poder Popular

Uruguay: Conmemoración del 8 de marzo en Florida – video

Argentina: Las mujeres del Movimiento Nacional Campesino Indígena nos sumamos al Paro de Mujeres

Paraguay: Convocatoria de CONAMURI a movilización en Asunción

Brasil: Mujeres ocupan el diario O Globo en defensa de la democracia

Republica Dominicana: Decima al 8 de marzo – Dia internacional de la Mujer Luchadora

Brasil: Jornada de Luta das mulheres já mobiliza 6 mil trabalhadoras em nove estados

Venezuela: ¿Por qué paramos en Junt@s-CRBZ?

Brasil: As mulheres atingidas por barragens iniciam a luta de março nesta terça-feira

Brasil: Mulheres Sem Terra ocupam o INCRA em Santa Catarina

Chile: Pronunciamiento contra el TPP – Xawvn (reunión) de mujeres mapuche auto – convocadas

Brasil: «Mujeres, agua y energía no son mercancías», Nota a Mara Maranho del MAB hacia Día Internacional de la Mujer

Paraguay: Juicio popular a la justicia patriarcal se realiza en Asunción