Martes 12 de Marzo de 2013
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) convoca todas as organizações, entidades, pastorais, redes, ativistas e movimentos sociais a inserirem-se e nos ajudarem a realizar as mobilizações que marcarão o Dia internacional de lutas contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida, na jornada do 14 de março. Esta data foi definida em 1997, quando o Brasil sediou o 1º Encontro Internacional dos Atingidos por Barragens e, desde então, populações atingidas por barragens do mundo inteiro denunciam o modelo energético que, historicamente, tem causado graves consequências sociais, econômicas, culturais e ambientais.
As lutas do 14 de março neste ano acontecem em um momento que o mundo enfrenta mais uma crise do modo de produção capitalista. Essa crise, que teve grande impacto mundial a partir de 2008, continua e, em alguns lugares do mundo, se agrava. As empresas que tem sede em países ricos nunca receberam tanto lucro vindo de suas filiais nos países pobres. No caso do Brasil, no último ano, das 12 empresas que mais remeteram lucros para fora do país ou pagaram para seus acionistas, nove são do setor de energia.
Os donos do capital e os governos buscam amenizar os efeitos da crise e retomar as suas taxas de lucro e a apropriação do valor produzido pelo conjunto dos trabalhadores. Para isto, agem de várias formas, entre elas aumentar a exploração sobre os trabalhadores (negando e retirando os direitos historicamente conquistados), implantar novas tecnologias para aumentar a produção e buscar a apropriação da base natural vantajosa.
Nessa conjuntura, cada vez mais nosso compromisso é de nos organizarmos e de nos inserirmos nas lutas contra as transnacionais, pelos direitos dos trabalhadores, na defesa dos rios, da água e da vida. Portanto, essa luta não é apenas da população atingida pelos lagos, pois todo o povo é atingido pelas altas tarifas da energia, pela privatização da água e da energia, pelo dinheiro público investido em obras privadas.
As manifestações da semana do 14 de março serão realizadas para pedir a criação da Política Nacional de Direitos dos Atingidos por Barragens, para fortalecer a luta por um outro modelo energético e para avançar nas ações conjuntas entre os trabalhadores do campo e da cidade. Portanto, reforçamos a importância da unidade na luta entre os povos, fortalecendo o internacionalismo contra o projeto do capital que, mesmo em crise, se reorganiza para não perder sua função, que é exploração máxima dos trabalhadores e da natureza.
Além das lutas do 14 de março, estamos preparando o ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS, que será realizado em São Paulo, de 3 a 7 de junho deste ano, com a participação de 5 mil militantes. Nosso objetivo é discutir com a sociedade brasileira a luta pelos direitos dos atingidos e a necessidade de construir o projeto energético popular, cujo principal beneficiário deva ser a classe trabalhadora.
Por fim, reforçamos a convocação para que todos e todas participem de grandes jornadas de lutas no Brasil, na América Latina e no mundo neste 14 de março. Porém, nossas lutas deverão ir para além desta data, elas devem ser permanentes, contra as empresas transnacionais privatistas e rentistas, contra os altos preços das tarifas de energia, em defesa da água e da energia, com distribuição da riqueza e controle popular.
Trabalhadores do campo e da cidade a lutar por um projeto energético popular!
Água e energia não são mercadorias!
MOVIMENTO DOS ATINGIDOS POR BARRAGENS – MAB BRASIL
Estamos en Caracas, bajo el privilegio de compartir la mística colectiva de este pueblo, que a la vez que despide y llora a su Líder, a su comandante, ratifica su compromiso pa delante, afirma que seguirá en las calles, en lucha para garantizar las conquistas y avanzar en todo lo que falta.
En la madrugada de hoy, fueron baleados y golpeados dos compañeros del Campamento Sin Tierra India Juliana, ubicado en la compañía Ararupi, colindantes con las comunidades Ayalakue y Asamekue, del Distrito de Yuty, Departamento de Caazapá. Los mismos son Cipriano Flores (17 años) herido de bala en la boca y Asunción Acuña, fracturado en tres partes por los golpes recibidos. Ambos fueron trasladados al hospital de Encarnación, herídos con pronóstico grave.
VÍACAMPESINA TV es un espejo de nuestras vidas diarias, de nuestros sueños y de nuestras luchas. La Vía Campesina aprovechó la oportunidad de su 20 aniversario para lanzar una nueva página web, llena de voces, caras, personas y música. Reúne tanto material audio-visual y creaciones culturales de las mismas organizaciones campesinas, ya sean miembros de la Vía Campesina o no, como material producido por amigas y amigos, soliadas u ocasionalmente por los medios de comunicación convencionales.
Bajo las consignas: “¡Por la soberanía popular y de nuestros cuerpos!” y “¡Basta de violencia hacia la mujer!”, diversas organizaciones sociales se concentrarán el viernes 8 de marzo en la Plaza Uruguaya para conmemorar el día internacional de la mujer trabajadora.