Lunes 1 de Agosto de 2011
Mais de 1000 pessoas de Altamira e região protestaram contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte e pelo direito à moradia. O ato foi organizado pelos moradores das ocupações urbanas e pelos movimentos da frente de luta contra Belo Monte, entre eles o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), o Levante Popular da Juventude, a Consulta Popular e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Os manifestantes marcharam no centro da cidade em direção à sede da Caixa Econômica Federal de Altamira e depois para a sede da Eletronorte, onde encerraram o ato. Os atingidos pela barragem entregaram para o gerente do banco uma carta onde expuseram a situação por que passam na região. A carta também continha as reivindicações dos atingidos, entre elas, uma audiência com o Ministério das Cidades, a garantia da regularização da área ocupada pelas famílias na cidade, a construção de casas para as famílias nestas áreas e a garantia de moradia para todas as famílias sem teto e desempregadas de Altamira e região.
Belo Monte e a especulação imobiliária na região
Belo Monte afetará 11 municípios da região, cuja população é de aproximadamente 300 mil habitantes. Uma das primeiras e principais conseqüências da obra é o aumento abusivo nos preços dos aluguéis e venda de terrenos e casas na cidade e região, que duplicaram nos dois últimos meses.
Isso tem levado milhares de famílias a se organizarem e ocuparem terrenos vazios ao redor da cidade. “Estima-se que mais de 20 mil pessoas já chegaram a Altamira em busca de emprego na obra. Ou seja, o que se dizia sobre os impactos na vida de todas as pessoas já é realidade muito antes das obras iniciarem com maior intensidade”, afirmou Rogério Hohn, da coordenação do MAB.
As organizações populares denunciam que as famílias que chegam à Altamira, somadas às que já estavam na cidade vivendo nas periferias, não tendo outra opção e sabendo que a barragem não vai resolver os seus problemas, decidiram se organizar e lutar pelos seus direitos e contra a construção dessa obra por entenderem que esse tipo de “desenvolvimento” não trará os benefícios tão prometidos por quem defende a obra.
“Nas três áreas ocupadas são 1.180 famílias que precisam de moradia, além de outras centenas na cidade e na região. Ou seja, precisamos debater Belo Monte para que e para quem, pois não dá para ficar mais uma vez assistindo o progresso chegar para alguns, enquanto toda a região fica a mercê das promessas de vida de melhor. Esse tem sido a realidade em muitas outras obras de barragens em todo o país”, alerta Rogério.
O MAB é parceiro dos moradores na sua luta pelo direito à moradia e tem acompanhado constantemente as ocupações para ajudá-los na sua organização interna e por entender que lá se encontram centenas das áreas de impacto da obra e que serão forçados a abandonarem suas casas sem direito a indenização justa para reconstruírem suas vidas.
Ver fotos: http://www.flickr.com/photos/61181705@N07/5988259835/
Nos solidarizamos con el pueblo Jujeño, con los familiares de las víctimas, los heridos y reprimidos por la policía jujeña y los guardias paramilitares de la empresa Ledesma. Nuestro máximo repudio a la represión y violencia ejercida desde el Estado en coordinación con los empresarios contra un pueblo reclamando sus derechos básicos elementales.
Foto: Participantes del II Encuentro Continental participan de ceremonia Maya
En entrevista en el programa Voces de Mujeres de radio Universidad, Marta Julia Gabriel del equipo de trabajo del II Encuentro Continental de Formadoras y Formadores agroecológicos de la CLOC Vía Campesina, dio detalles de la realización de dicho encuentro que se desarrollará desde hoy 27 de julio al 3 de agosto en Chimaltenango Guatemala.

Em debate realizado após a exibição, o cineasta lembrou que o teatro Casa Grande nesta noite reiterou seu papel de resistência: enquanto na época da ditadura civil-militar reunia estudantes e militantes contra o inimigo fardado, “hoje o espaço serve para combater um inimigo invisível, que está diariamente em nossas mesas”. Letícia da Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), destacou o papel fundamental do filme para a divulgação e a conscientização de um perigo que a gente nem sabe que corre. “Estamos aqui inclusive na luta por democracia, já que só as transnacionais são ouvidas neste assunto”.