Brasil: Denuncia: O Golpe Atinge As Sementes Crioulas

A Via Campesina, que aglutina 15 organizações do campo, denuncia por meio de Nota o Golpe que atinge as Sementes Crioulas no Brasil. O Documento divulgado nesta quinta-feira, 26 de julho, denuncia a ilegalidade do parecer jurídico assinado pelo Procurador da CONAB, advogado Ricardo Augusto de Oliveira, o qual proíbe e impede que sementes crioulas sejam utilizadas no Programa de Aquisição de Alimentos, Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

Para o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), movimento que integra a Via Campesina, “o parecer jurídico irá afetar não só os camponeses e camponesas, mas também, de forma direta a construção da Soberania Alimentar e Nacional, assim como a reprodução, multiplicação e comercialização das Sementes Crioulas, o que irá aumentar ainda mais a Fome no país”.

Confira nota na integra:

O Golpe Atinge as Sementes Crioulas

As sementes crioulas são a base da segurança alimentar das famílias pobres do campo e o ponto de partida para a produção de alimentos saudáveis. Eram utilizadas normalmente no Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Sementes – desde o início deste Programa.

Porém, um parecer pseudojurídico de um procurador da CONAB está extinguindo esta possibilidade.

O parecer jurídico, inconsistente e ilegal, é assinado pelo Procurador da CONAB, advogado Ricardo Augusto de Oliveira, proíbe e impede que sementes crioulas sejam utilizadas no Programa de Aquisição de Alimentos, Programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

O Programa é executado em conjunto pelo MDSA e CONAB desde o ano de 2004.

Com isto, muitas toneladas de sementes produzidas se transformarão em grão para consumo e milhares de famílias pobres do campo, entre elas indígenas e quilombolas, ficarão sem sementes para produzir sua subsistência. Mais um rosto da fome se expressando no campo: impedir de plantar o que comer.

Os argumentos jurídicos do procurador são improcedentes e falsos, como parece estar se tornando moda entre os juristas alinhados ao golpe perpetrado no Brasil em 2016.

Argumenta o dito jurista que as sementes crioulas precisam registro no RENASEM (Registro Nacional de Sementes e Mudas). Ora, mas a Lei de Sementes dispensa este Registro para as Sementes/Cultivares de Variedades Crioulas, como se pode ver:

Diz a LEI No 10.711, DE 5 DE AGOSTO DE 2003, conhecida com Lei das Sementes, em seu Art. 2o , inciso XVI:
“Para os efeitos desta Lei, entende-se por:

XVI – cultivar local, tradicional ou crioula: variedade desenvolvida, adaptada ou produzida por agricultores familiares, assentados da reforma agrária ou indígenas, com características fenotípicas bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades e que, a critério do Mapa, considerados também os descritores socioculturais e ambientais, não se caracterizem como substancialmente semelhantes às cultivares comerciais;”
E, na mesma Lei, no artigo 8º:

Art. 8o As pessoas físicas e jurídicas que exerçam as atividades de produção, beneficiamento, embalagem, armazenamento, análise, comércio, importação e exportação de sementes e mudas ficam obrigadas à inscrição no Renasem.”

Porém, em seu§ 3o assim se expressa a Lei:

“§ 3oFicam isentos da inscrição no Renasemos agricultores familiares, os assentados da reforma agrária e os indígenas que multipliquem sementes ou mudas para distribuição, troca ou comercialização entre si.”

Conclusão meridianamente clara: não pode o Estado e nenhum de seus agentes exigir o que a Lei dispensa. Como gostam de dizer, não estão acima da Lei.

Agarra-se, porém, o Procurador Dr. Ricardo também em outro item: a CONAB entra no processo entre os agricultores familiares produtores de sementes e os agricultores familiares beneficiados pelo PAA Sementes como “COMERCIALIZADORA,” o que seria vetado pela Lei das Sementes.

Outro equívoco abissal do Procurador. A CONAB participa do programa como MEDIADORA e EXECUTORA de Programa Social visando cumprir preceito Constitucional de ERRADICAR A POBREZA EXTREMA.

Apega-se o tal Procurador no fato de que a CONAB “emite nota”, o que convalidaria “comercialização”, ato ilegal em seu parecer.

Ora, o fato de “emitir nota” não caracteriza, em si,“ato comercial”, mas apenas uma formalidade necessária aos procedimentos legais como transporte, remuneração da entidade fornecedora, quantificação, entre outros.

O Ato Originário, programa ministerial PAA visando minimizar situações de carência, não é comercial, sequer empresarial e a participação da CONAB, em si, não tem o condão de mudar o ato originário, a não ser na aparência e na mera formalidade, formalidade esta, em parte mínima do processo. O procedimento mediador viabiliza o processo todo, fazendo com que a Semente Crioula saia das unidades de produção de agricultores familiares e chegue até os beneficiários finais do Programa Social, agricultores familiares em situação de vulnerabilidade social e alimentar.

Ressalte-se: a CONAB é remunerada para executar este Programa e o salário de seus servidores são pagos pelo Governo, razão porque a CONAB em si, não usufrui de nenhum lucro ou dividendo direto das sementes, o que descaracteriza qualquer veleidade de “ato comercial” e reafirma o caráter meramente MEDIADOR de sua ação.

Consta ainda entre os objetivos da CONAB em seus Estatutos, aparentemente, esquecidos pelo Procurador Dr. Ricardo:

“Suprir carências alimentares em áreas desassistidas ou não suficientemente atendidas pela iniciativa privada;

“Participar dos programas sociais do Governo Federal que guardem conformidade com as suas competências;”

Porém, o objetivo real é extinguir o PAA – Sementes e os argumentos de aparência legal são apenas o meio. Este Governo serve aos grandes proprietários rurais e às multinacionais das sementes que querem extinguir o controle popular da biodiversidade agrícola.

E assim, com aparência de legalidade, O GOLPE ATINGIU AS SEMENTES CRIOULAS E QUEM AS PRODUZ E UTILIZA.

Um dos efeitos imediatos, é o aumento da fome entre as famílias camponesas, indígenas e quilombolas.

O outro, tão grave quanto este, é a diminuição da oferta de alimentos saudáveis a toda a sociedade brasileira.

Via Campesina – Brasil, 26 de julho de 2018.

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Brasil: “Queremos que todos lxs niñxs puedan ser felices y libres”, afirma Manifiesto de las Niñas y Niños Sin Tierra

Reafirmando a disposición de lxs niñxs por la lucha y la construcción del proyecto de Reforma Agraria Popular, 1.200 niñxs venidos de los más diversos campamentos y asentamientos de todo Brasil, lanzaron el Manifiesto de las Niñas y Niños Sin Tierra durante el Encuentro Nacional, que tuvo lugar en Brasilia hasta  hoy día 26.

“Hicimos este Manifiesto de las Niñas y Niños Sin Tierra, para junto con lxs demás niñxs, luchar por nuestros derechos y crecer en un mundo sin desigualdad social y ser felices”, destaca un fragmento del Manifiesto presentado por niñxs Sin Tierra durante la mañana de este martes (24).

Reuniendo a los coordinadores y coordinadoras Sin Tierra de todos los estados presentes en el Encuentro, lxs niñxs reafirmaron la lucha por la alimentación saludable, por los derechos de la niñez y contra todo tipo de prejuicio e irrespeto a las personas.

A continuación el Manifiesto completo:

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MANIFIESTO DE LAS NIÑAS Y NIÑOS SIN TIERRA

¿Quiénes son ustedes? ¡Los Sin Tierra otra vez!

¿Qué traen? ¡La victoria y nada más!

¿Esa ola pega? ¡Esa ola ya pegó!

Para anunciar: que los Sin Tierra ya llegaron!

Nosotrxs, Niñas y Niños Sin Tierra, realizamos nuestro 1º Encuentro Nacional en Brasilia, del 23 al 26 de julio de 2018. ¡Estamos muy felices!

Desde 1994 hacemos todos los años en nuestros estados la Jornada Nacional de Niños Sin Tierra. Hace algún tiempo, preparamos el Encuentro, conversamos con muchas niñas y niños sobre cómo es la vida en nuestros asentamientos y campamentos. Jugamos, gritamos, cantamos, estudiamos y también luchamos. Por eso, vinimos a este Encuentro gritando: “¡Sin Tierrita en Movimiento: jugar, sonreír, luchar por la Reforma Agraria Popular!”.

El Encuentro es un espacio para que conozcamos a muchos niños y niñas Sin Tierra y niños de otros movimientos populares del campo y de la ciudad de Brasil y de otros países. Ya conocemos la historia de lucha de niñas y niños de Palestina, Siria, Haití, Cuba y Venezuela. Queremos que todos los niños y las niñas de Brasil y del mundo puedan ser felices y libres, volar cometas, jugar a la pelota, a la ronda y estudiar.

Hicimos ese Manifiesto de los Niños y Niñas Sin Tierra para, junto con los demás niños, luchar por nuestros derechos y crecer en un mundo sin desigualdad social y ser felices.

 

¡SOMOS “SIN TIERRITA”!

Soy Sin Tierra del MST,

Me despierto todos los días para luchar, ¡usted va a ver!

¡Somos Niñxs Sin Tierra del MST! Somos hijos e hijas de las familias Sin Tierra, vivimos en los campamentos y asentamientos de Reforma Agraria. Junto con nuestros padres ocupamos tierra para tener alimentos, casa para vivir, un lugar para jugar y ser felices.

Ayudamos a nuestra familia con los trabajos de la granja y a cuidar de los animales. Nos gusta comer los alimentos que sembramos. Queremos alimentación saludable en las escuelas del campo, con refrigerios de calidad. ¡Nos gusta vivir y dormir en la granja!

Participamos de las actividades, luchas y reuniones y estudiamos en el campo.

¡Ser Sin Tierra es muy chévere! Jugamos en el Centro Infantil, nos bañamos en el rio, volamos cometas, saltamos la cuerda, jugamos al escondite, a pillarse, a la pelota, y hasta canicas. Nos gusta la naturaleza, mirar el cielo, jugar con las nubes, sentir el viento. Nos gusta aprender como germina una semilla en la tierra, como crece una plantita, como la tierra puede ser linda y darnos alimentos deliciosos.

Por todo eso, organizamos nuestro 1° Encuentro Nacional para decir que tenemos derecho a vivir bien. Y vamos a luchar por nuestros derechos, junto con nuestros padres, con el MST y con otros niños de Brasil y del mundo.

¡LUCHAMOS PARA SER FELICES!

Ser niño es ser feliz

Para ser feliz tienes que jugar,

para jugar tienes que sonreír,

  ¡para sonreír tienes que luchar!

Luchamos por la tierra y por la Reforma Agraria Popular, que es dividir la tierra, para que las familias puedan tener educación, salud y cultivar alimentos saludables. En nuestros asentamientos y campamentos ya tenemos producción de alimentos orgánicos, agroecológicos y tenemos hasta agrofloresta, con muchas cosas bonitas para ver y para comer. Producimos diversos alimentos sabrosos y sin veneno: banana, frijol, yuca, sandía, arroz, caña de azúcar, legumbres, etc.

Estamos aprendiendo a preservar el medio ambiente, a cuidar mejor de la basura y vamos a cuidar las plantas, los bosques y nuestros asentamientos y campamentos.

Aún no hicieron la Reforma Agraria como se necesita, pero ¡nosotros vamos a ayudar a lograr eso!

Es necesario mejorar nuestras condiciones de vida en el campo y también en la ciudad. ¡Queremos que los niños de la ciudad también coman comida sin veneno!

Luchamos por nuestros derechos, que no se cumplen: nuestras carreteras son malas y con huecos; el transporte escolar casi siempre se daña y entra mucho polvo; muchas escuelas se están cerrando y otras quedan lejos de nuestras casas; falta material y tenemos pocos libros para leer.

Se necesita mejorar las condiciones de las escuelas en el campo. Queremos que se construyan canchas deportivas, cafeterías y parques infantiles, que el patio de las escuelas sea grande para poder jugar. La alimentación en las escuelas debe mejorar, con más productos de la reforma agraria y de la agricultura campesina familiar.

Queremos que nuestras escuelas sean bonitas y agradables, que tengan huerta, clases de español, biblioteca, música, danza, teatro, dibujo, pintura, que sean seguras y buenas para estudiar. Queremos ver películas y hacer paseos para conocer otros lugares, otras artes, otras personas. Luchamos para garantizar una educación que haga parte de la vida del campo, nos respete como niñas y niños y respete a las poblaciones del campo y de la ciudad.

Luchamos contra los prejuicios, el irrespeto a las personas y por la igualdad de derechos.

Con nuestros padres y con el Movimiento, luchamos por escuela; vivienda digna; cooperativas; acceso a luz, agua buena y entubada; puestos de salud que también tengan tratamientos naturales; transporte escolar. Queremos todo eso para que todo el mundo tenga una vida digna.

Luchamos por tierra, escuela, salud y educación, ¡derechos a los que no renunciamos!

¡SIN TIERRITA EN MOVIMIENTO: JUGAR, SONREÍR, LUCHAR POR UNA REFORMA AGRARIA POPULAR!

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Brasil: MPA Realiza Seminário Nacional Sobre Estratégia Camponesa

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) reúne em Caruaru camponeses de 17 Estados e do Distrito Federal, trabalhadores urbanos, amigos e parceiros de luta em Seminário Nacional sobre “Estratégia Camponesa: para enfrentar o Golpe e o Agronegócio”, que homenageia o companheiro e líder camponês do Movimento assassinado brutalmente no último dia 02 de junho, “Katison de Souza”.

O Seminário que iniciou na noite desta segunda-feira, 23 de julho com um Ato Político e apresentação da Peça “O Segredo do Poço Redondo” pela juventude camponesa do Grupo Teatral do MPA, Raízes Nordestinas, se estende até a sexta-feira, 27 de julho. Entre os objetivos do evento está reunir camponeses, camponesas e trabalhadores urbanos, assim como refletir sob a conjuntura política de nosso país e a questão Campesinato, como destaca Josi Costa, jovem camponês e integrante da coordenação nacional do MPA:

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

– “Ao longo dos 5 dias o Seminário busca analisar o caráter estratégico da luta camponesa não só para vencermos o golpe, mas para constituir um projeto popular em nosso país, queremos que este seminário aponte as principais formas de luta e enfrentamento do Movimento não só para 2018, mas para os próximos períodos que virão”.

Os mais de 120 participantes na manhã desta terça-feira, 24, foi o momento de analisar a conjuntura, que neste momento contou com a contribuição de Ricardo Gebrim da Consulta Popular, João Pedro Stédile do MST, Arthur  Ragusa “Bob” da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Aldrin Pérez-Marin do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC)) e Bruno Pilon pelo MPA.

Gebrin destacou que enfrentamos a conjuntura mais difícil de nossas vidas, como toda encruzilhada decisiva, o papel da Vanguarda é fundamental, erros neste momento podem custar caro, mais caro do que em outros momentos. “Estamos vivendo uma derrota de natureza estratégica, onde o centro estratégico do inimigo é destruir nossa natureza estratégica política e organizativa, onde os líderes já não são mais presos por fazerem ou conduzirem manifestações, mas por acusações de corrupção e improbidade admirativa”, desta Gebrim. Ele ainda como as experiências revolucionárias podem nos ajudar a não cometer os mesmos erros.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Stédile, destacou que a crise no Brasil é parte de uma crise mundial e o que está em crise é o projeto do capitalismo, ele ainda aborda alguns desafios permanentes da Classe Trabalhadora:

– “1º Retomar o trabalho de base: dialogar e ouvir a base e como chegar na periferia e na juventude; 2º Construir nossos meios de comunicação; 3º Fazer formação política, esse é o melhor momento; 4º Construir um projeto popular para o Brasil; 5º Fazer luta de massa, pois é ela que enfrenta e derrotará o inimigo”.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Bob por sua vez destaca a importância da Aliança Camponesa e Operária e da Plataforma Camponesa e Operária por Energia neste momento da conjuntura. “ O pré-sal e a disputa de todo sistema petroquímico é um dos pilares do Golpe, pois o Petróleo é um elemento estratégico na geopolítica nacional tanto industrial quanto na “química fina” de fertilizantes e medicamentos por exemplo”, aponta. O representante dos petroleiros ainda aponta que em 2013, a Petrobrás podia atender 90% da demanda nacional, com o desmonte promovido por Pedro Parente, então presidente da empresa, esse número caiu para 76% em 2017.

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Foto: Adilvane Spezia | MPA

Aldrin, que falou em nome dos pesquisadores populares do Instituto, apontou o perfil da crise do capitalismo com perfil ambiental e como o golpe no Brasil é muito semelhante ao golpe nicaraguense. “Na Nicarágua, hoje, vive uma grande conspiração das massas, o mesmo que o Brasil vive, que o Paraguai viveu com o golpe de 48 horas. Os Estados Unidos têm usado da Centro América como campo de experimento bélico por meio de pequenos projetos e a violação de direitos humanos, como em o recente massacre de Masaya, local simbólico porque é um dos locais onde nasce a Revolução Popular Nicaraguense”.

Bruno, como representante do MPA, destacou que o golpe que o Brasil atravessa está longe de ser o fim de um processo de desestruturação das lutas populares, é um meio e precisamos estar preparados para isso. Ele aponta algumas saídas estratégicas:

Foto: Adilvane Zpezia | MPA

Foto: Adilvane Zpezia | MPA

-“A formação e mobilização conjunta e constante é uma das saídas; A unidade de classe; Precisamos aproveitar ao máximo dos nossos recursos, usar bem o que temos, não desperdiçar nenhum recurso seja ele humano, social, cultural, econômico ou de militância; E, a luta é o nosso espaço de luta e reprodução do Campesinato”, finaliza Bruno.

Por Comunicação MPA

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Brasil: Trabajadores rurales hacen jornada de luchas por tierra, Reforma Agraria y Lula Libre 

El MST aprovecha el Día del Trabajador Rural (25 de julio) para recordar la cifra de más de 150.000 familias aún acampadas en espera de tierra.

El Día del Trabajador Rural existe desde 1964. Hoy se celebra el 25 de julio y también es un momento de luchas en defensa del trabajo y de los derechos de aquellos y aquellas que alimentan a la nación. Por eso, el MST está en una jornada de luchas, exigiendo tierras, políticas de Reforma Agraria y la libertad de Lula, como parte del necesario restablecimiento de la democracia.

La mañana de este miércoles (25), decenas de familias abrieron los peajes en las carreteras del estado de Espírito Santo, en el sudeste del país y aprovechan para dialogar sobre la situación de la Reforma Agraria con los conductores que pasan. En el estado de Pará, al norte del país, también esta mañana, cerca de 150 manifestantes bloquearon la carretera BR 010, en el municipio de Irituia, a 151km de la capital, Belém.

Desde el último fin de semana, se realizaron además ocupaciones de haciendas improductivas y marchas en diálogo con la población sobre los temas defendidos por las familias Sin Tierra. La hacienda Cruzeiro, que compone un complejo con más de 9 mil hectáreas de propiedad del senador golpista Agripino Maia (Partido Demócratas), fue ocupada por las familias Sin Tierra en el estado de Rio Grande do Norte el viernes (20).

La madrugada de este martes (24), 150 familias reocuparon las haciendas que pertenecen a la familia de los golpistas, senador Zé Maranhão (Partido del Movimiento Democrático Brasileño) y diputado federal Benjamin Maranhão (Partido Solidaridad). Las haciendas Volta y Carnaúba están localizadas en el municipio de Tacima, en el estado de Paraíba, al nordeste del país y no cumplen su función social. El MST reivindica las tres mil hectáreas de tierra improductiva.

Las dos haciendas ya habían sido ocupadas durante la Jornada de Luchas de Abril, sin embargo, sufrieron restitución de la tenencia y las familias que luchaban por un pedazo de suelo fueron desalojadas.

“Estamos en lucha en defensa de la adquisición de tierras para que se asienten las más de 150.000 familias hoy acampando bajo lonas negras”, declara Antonio Pereira, de la dirección nacional del MST.

“Además de la defensa de la Reforma Agraria, con políticas de desarrollo para las familias asentadas, entendemos que sólo con el retorno de la democracia nuestras demandas pueden ser conquistadas. Por eso decimos: no hay elecciones limpias sin Lula candidato. ¡Exigimos su libertad!”, dice Pereira.

Cerca de 200 familias ocuparon, el sábado (22) en Ribeirão Preto, estado de São Paulo, la hacienda Santa Lydia, al borde de la carretera Mario Donegá. Hace años la Sociedad Agrícola Santa Lydia tiene decenas de procesos por deudas que sobrepasan los US$ 27 millones (100 millones de reales) a la Hacienda Pública Federal y del Estado.

Las sedes del Instituto Nacional de Colonización y Reforma Agraria (INCRA) también fueron ocupadas en las capitales Fortaleza (estado de Ceará) y João Pessoa (estado de Paraíba). En las dos oportunidades los trabajadores realizaron marchas masivas por las principales vías de las ciudades, “recibiendo la solidaridad y el interés de la sociedad todo el tiempo”, evalúa Eva Vilma, presente en la movilización en Paraíba.

“La marcha es una herramienta de visibilidad, nuestro pueblo desafía su propio cuerpo, caminan kilómetros en fila, mostrando nuestros símbolos, nuestras consignas, dando visibilidad a nuestro Movimiento y mostrando que estamos en lucha”, afirma la militante.

En Fortaleza la marcha también fue una herramienta de protesta emprendida por los trabajadores rurales organizados en el MST. Más de 1.000 familias recorrieron las calles de la ciudad el lunes último (23) y se concentraron frente al edificio de la Justicia Federal para denunciar el Estado de excepción inaugurado con el golpe de 2016 y sostenido por la justicia y los medios.

Participaron en la marcha en Fortaleza junto con el MST, el Frente Brasil Popular, Levante Popular de la Juventud, Consulta Popular, Central Única de los Trabajadores (CUT) y Movimiento de Afectados por Represas (MAB por sus siglas en portugués).

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Brasil: Trabajadores rurales hacen jornada de luchas por tierra, Reforma Agraria y Lula Libre 

El MST aprovecha el Día del Trabajador Rural (25 de julio) para recordar la cifra de más de 150.000 familias aún acampadas en espera de tierra.

El Día del Trabajador Rural existe desde 1964. Hoy se celebra el 25 de julio y también es un momento de luchas en defensa del trabajo y de los derechos de aquellos y aquellas que alimentan a la nación. Por eso, el MST está en una jornada de luchas, exigiendo tierras, políticas de Reforma Agraria y la libertad de Lula, como parte del necesario restablecimiento de la democracia.

La mañana de este miércoles (25), decenas de familias abrieron los peajes en las carreteras del estado de Espírito Santo, en el sudeste del país y aprovechan para dialogar sobre la situación de la Reforma Agraria con los conductores que pasan. En el estado de Pará, al norte del país, también esta mañana, cerca de 150 manifestantes bloquearon la carretera BR 010, en el municipio de Irituia, a 151km de la capital, Belém.

Desde el último fin de semana, se realizaron además ocupaciones de haciendas improductivas y marchas en diálogo con la población sobre los temas defendidos por las familias Sin Tierra. La hacienda Cruzeiro, que compone un complejo con más de 9 mil hectáreas de propiedad del senador golpista Agripino Maia (Partido Demócratas), fue ocupada por las familias Sin Tierra en el estado de Rio Grande do Norte el viernes (20).

La madrugada de este martes (24), 150 familias reocuparon las haciendas que pertenecen a la familia de los golpistas, senador Zé Maranhão (Partido del Movimiento Democrático Brasileño) y diputado federal Benjamin Maranhão (Partido Solidaridad). Las haciendas Volta y Carnaúba están localizadas en el municipio de Tacima, en el estado de Paraíba, al nordeste del país y no cumplen su función social. El MST reivindica las tres mil hectáreas de tierra improductiva.

Las dos haciendas ya habían sido ocupadas durante la Jornada de Luchas de Abril, sin embargo, sufrieron restitución de la tenencia y las familias que luchaban por un pedazo de suelo fueron desalojadas.

“Estamos en lucha en defensa de la adquisición de tierras para que se asienten las más de 150.000 familias hoy acampando bajo lonas negras”, declara Antonio Pereira, de la dirección nacional del MST.

“Además de la defensa de la Reforma Agraria, con políticas de desarrollo para las familias asentadas, entendemos que sólo con el retorno de la democracia nuestras demandas pueden ser conquistadas. Por eso decimos: no hay elecciones limpias sin Lula candidato. ¡Exigimos su libertad!”, dice Pereira.

Cerca de 200 familias ocuparon, el sábado (22) en Ribeirão Preto, estado de São Paulo, la hacienda Santa Lydia, al borde de la carretera Mario Donegá. Hace años la Sociedad Agrícola Santa Lydia tiene decenas de procesos por deudas que sobrepasan los US$ 27 millones (100 millones de reales) a la Hacienda Pública Federal y del Estado.

Las sedes del Instituto Nacional de Colonización y Reforma Agraria (INCRA) también fueron ocupadas en las capitales Fortaleza (estado de Ceará) y João Pessoa (estado de Paraíba). En las dos oportunidades los trabajadores realizaron marchas masivas por las principales vías de las ciudades, “recibiendo la solidaridad y el interés de la sociedad todo el tiempo”, evalúa Eva Vilma, presente en la movilización en Paraíba.

“La marcha es una herramienta de visibilidad, nuestro pueblo desafía su propio cuerpo, caminan kilómetros en fila, mostrando nuestros símbolos, nuestras consignas, dando visibilidad a nuestro Movimiento y mostrando que estamos en lucha”, afirma la militante.

En Fortaleza la marcha también fue una herramienta de protesta emprendida por los trabajadores rurales organizados en el MST. Más de 1.000 familias recorrieron las calles de la ciudad el lunes último (23) y se concentraron frente al edificio de la Justicia Federal para denunciar el Estado de excepción inaugurado con el golpe de 2016 y sostenido por la justicia y los medios.

Participaron en la marcha en Fortaleza junto con el MST, el Frente Brasil Popular, Levante Popular de la Juventud, Consulta Popular, Central Única de los Trabajadores (CUT) y Movimiento de Afectados por Represas (MAB por sus siglas en portugués).

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Brasil: MST realiza el 1º Encuentro Nacional de los Niños Sin Tierra

El MST reunirá a más de mil niños y niñas de campamentos y asentamientos de la Reforma Agraria en Brasilia (DF). El 1º Encuentro Nacional de los Niños Sin Tierra será del 23 a 26 de julio, en el Parque de la Ciudad Sarah Kubitschek. Con el lema «Sem Terrinha em Movimento: Brincar, Sorrir, Lutar por Reforma Agrária Popular!» , el encuentro tendrá carácter político, pedagógico y lúdico-cultural.

Los niños y niñas de edades entre 8 y 12 años, saldrán de 24 estados de Brasil para debatir sus derechos y el Estatuto de los Niños, Niñas y Adolecentes  ( Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA) así como la lucha por escuelas del campo, por alimentación saludable y Reforma Agraria Popular.

«La familia de los niños y niñas Sin Tierra luchan para tener acceso a la tierra, la educación, la salud, es decir, condiciones dignas de vida. Por lo tanto, los niños y niñas participan en la lucha, pues acompañan a la familia, siendo esa una condición dada a la clase trabajadora «, explicó la Dirigente del Sector de Educación, Márcia Ramos.
En la programación habrá actividades culturales, educativas, talleres de arte y cultura, entre otras.

Toda construcción del encuentro fue pensada y está sucediendo de forma colectiva, a partir de las demandas de los propios niños y niñas que participaron de talleres anteriores, debates en las escuelas del MST, escuelitas infantiles ( ciranda) y encuentros estaduales preparatorios. Durante el evento, ellas participarán en la coordinación general y de equipos, como la comunicación y la animación de las actividades.

«Nosotros partimos del principio de que los niños son sujetos de derecho, pueden y deben opinar sobre su realidad y participar en las decisiones. Como ellos participan en este proceso desde temprano,  trabajamos juntos para que entiendan la propia realidad y puedan lidiar con ella. En este sentido, a lo largo de las tres décadas de lucha, el MST construyó su propia pedagogía, que busca la emancipación humana, de los niños y de los adultos. «, Explica Márcia.

Evento: 1º Encuentro Nacional de los Niños Sin Tierra. 
Fecha: 23 al 26 de julio de 2018
Lugar: Parque de la Ciudad Sarah Kubitschek, Brasilia
Site: http://www.mst.org.br/sem-terrinha

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El salvador, entre luchas sociales y decisiones políticas para el 2019 – nota de analisis

A que se enfrenta el pueblo salvadoreño

Por: Jorge Martínez

Compañeras y compañeros, una vez más llegamos a las oleadas políticas. Esta vez, el pueblo salvadoreño, con su cielo azul que tiene como sombrero, se prepara para dar una batalla una vez más, que con tan alta como es su dignidad busca en el tiempo sembrar sus raíces para ver las tierras florecer por los que fueron cayendo para ver la alegría y no el sufrimiento, quienes en su lucha diaria buscan un mejor sol que brille y les ilumine para enfrentar un nuevo destino al que se enfrentaran las familias salvadoreñas que en un quinquenio donde las esperanzas y la libertad les acompañe o como también podría traerles un retroceso a los tiempos oscuros de miserias, pobrezas, destrucciones, privatizaciones y sobre todo esclavitud y discriminación. Todo esto se verá desarrollar en los nuevos comicios que se está por recibir, en esta ocasión para competir y elegir el poder ejecutivo; las presidenciales.

Valiente como solo él es, y trabajador que cada mañana emprende su camino para ver el campo vestirse de verde se entrega con su alma al trabajo y su vida quien también espera cada día que sean menos pesados. Sus días empezaron a contar y con ello sus fuerzas inclaudicables que día a día piden justicias en sus calles viendo florecer los colores de las banderas quienes tomaron la decisión de no permitir mas explotación, pobreza; no más corrupción. Las luchas emprendidas son las que pondrán en juego el destino y el futuro de todas las personas con esas marchas lentas, pero más fuertes que nunca van a cambiar el rumbo, la vida y destino de las familias salvadoreñas.

El próximo mes de febrero de 2019, el pueblo debe elegir a su máxima representación del poder ejecutivo para que dirija a la nación. Ya que en este 2018 el país sufrió una disminución de votantes y con ello los partidos políticos se han visto disminuidos en sus votos. Tienen también el deber de presentar sus mejores propuestas al pueblo, pero eso no ha sido posible debido a que las acciones que se han desarrollado se han visto muy acaloradas para decidir sus candidatos, tomando en cuenta que sus candidatos o aspirantes se han visto envueltos en ciertas tramas que no son de intereses del gran capital.

Los medios de comunicación con sus pautas capitalista y sus políticas de desinformación más que de información, han jugado un papel clave en estas contiendas, por ende, jugaran un rol muy fuerte en estas nuevas donde se elige a un máximo dirigente; el Presidente de la Republica.

Imposible para el pensamiento humano normal, pero muy cierto para las personas críticas, los medios de comunicación juegan un papel importante en la vida política, quitan y ponen gobiernos, crean crisis y guerras, acciones que solo con análisis profundos se logran ver como los casos que ya hemos visto en Nicaragua.

Ya todo está listo, la Asamblea Legislativa ha aprobado durante su Sesión Plenaria Ordinaria el dictamen de la Comisión de Hacienda y Especial del Presupuesto que contiene el monto para los comicios electorales del 2019, el cual, dicho presupuesto acordado con el Tribunal Supremo Electoral TSE es de $27.5 millones de dólares, contemplando también una reserva de $9.5 millones de dólares donde se prevé una segunda vuelta. Con presupuesto aprobado las y los candidatos también salen a la luz para competir y presentan sus fórmulas.

Y es así que por el partido ARENA, su fundador un anticomunista, dictador de leyes imperiales y dueño del sufrimiento de toda la población salvadoreña ha optado por elegir a un empresario, dueño de una cadena de supermercados, idóneo para seguir con las políticas capitalistas y títere de las mega-corporaciones, que como ya sabemos son quienes dictan las leyes del mercado nacional e internacional.

Por la contienda del FMLN, se ha formado una fórmula que ya se contaba con el candidato electo Hugo Martínez, quien reseña en cargos como canciller de la república y que ahora se postula como candidato presidencial por el partido rojo. Su compañera de fórmula en este proceso es Karina Sosa, una diputada quien suplanto en algunas ocasiones el trabajo que al ex-canciller. Con esto vemos que el camino por recorrer no es nada fácil debido a los resultados de las elecciones pasadas.

En este espacio, si los votos emitidos logran más del cincuenta porciento de la población general, el FMLN no solo estaría ganando su tercera contienda presidencial, sino que también estaría marcando una historia que es en llevar dentro de su fórmula a una como compañera mujer, quedando como una incognita a muchas personas pero de muy admiración para otras.

Una figura que fue resaltante, joven aun con poca trayectoria política, que aspiraba con su movimiento recientemente creado Nuevas ideas (NI), Nayib Bukele sin lograr inscribirse en el Tribunal Supremo Electoral TSE impuso sus caprichos que le llevo a realizar visitas en algunas instituciones en busca de alianzas como la representante de la Procuraduría para la Defensa de los DDHH (PDDH de El Salvador) Raquel de Guevara y otro de sus aliados con el que se reunió fue el secretario General de la Organización de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro quienes brindaron su apoyo retando ambas partes al TSE para que dieran su permiso a tal acción solicitada y exponiendo que debe ser «el pueblo soberano el que decida quién debe ser su Presidente», considerando como un ataque político al impedir su participación en las elecciones presidenciales de 2019. Caso que ha llevado a duras críticas al joven pero que también deja en ver los objetivos que este tiene, el cual es la desestabilización del país y que por ahora lo ha logrado como un precandidato del partido CD (Cambio Democrático), partido de derecha.

Entre luchas sociales y populares, el pulgarcito de América se encuentra envuelto en muchas luchas, donde los medios de comunicación mantienen «informada¨ a la población acciones electorales que se vienen y meten a discusión la decisión de las personas por sus candidatos favoritos; mientras que por otra parte están desarrollando las estrategias para fortalecer el sistema económico capitalista del gran capital y las mega-corporaciones que ha sido por años la bandera de lucha de la CLOC – LA VIA CAMPESINA y que siguen vigente su lucha ante estas políticas donde el pueblo no se rinde, siguiendo en las calles ante el ataque por la privatización del vital líquido.

Estas luchas sociales donde se tornan debido a la nueva estrategia del partido ARENA para intentar privatizar el agua potable en El Salvador, buscan a través de la empresa privada, FUSADES y la Asociación Salvadoreña de Industriales (ASI), quienes tengan el control de los cobros que realiza la Administración Nacional de Acueductos y Alcantarillados (ANDA) quien hace días atrás sufrió un ataque a sus cañerías dejando a más de un millón de personas de la zona capitalina y sus alrededores sin agua. Estrategias que siempre han tenido, pero en esta ocasión fueron fallidas pero que da continuidad a una segunda amenaza llegando hasta la Comisión de Economía de la Asamblea Legislativa, donde insiste en su plan de privatizar, cuando en la Comisión de Medio Ambiente se ha parado la intención de privatización del agua, donde el partido de derecha presenta una nueva iniciativa en la Comisión de Economía”, con el fin de buscar crear caos para poder ganar la batalla privatizadora que han traído por años, iniciativa que busca a través de una comisión integrada por la empresa privada, FUSADES y la Asociación Salvadoreña de Industriales sean quienes definan las tarifas que estaría cobrando la ANDA dejando un resultado totalmente nefasto, donde los mismos consumidores como la industria serían los que estarían definiendo cuánto cobrar por el servicio que reciben dejando claro el interés que tiene el partido ARENA en apropiarse de un bien público que es meramente mercantilista, empresarial. Todo un negocio sin importar el sufrir del pueblo ante la falta del vital líquido siempre y cuando ellos tengan sus ganancias a través del apropiarse del derecho humano al agua.

Ahora las apuestas de los movimientos sociales y populares en El Salvador y especialmente la participación de la juventud estudiantil, están obligados a apostar por un gobierno trabajador que defiende sus derechos y crear las estrategias ante intentos de golpes a la economía salvadoreña y a los bolsillos de las personas trabajadoras. Los movimientos sociales campesinos y campesinas de la CLOC – LA VIA CAMPESINA en El Salvador, en su lucha por los derechos del campesinado debe comprometer sus acciones al desarrollo del campo que en este gobierno se ha visto fortalecido como lo han sido los paquetes a los productores y productoras, la niñez y juventud estudiantil que han dejado un camino por continuar recorriendo y que se debe fortalecer en conjunto con las políticas sociales y con políticas partidarias que en alianza ha permitido al pueblo salir adelante y de la que se espera no romper y continuar fortaleciendo como un trabajo primordial que se debe realizar con el nuevo candidato presidencial por el partido del frente al llegar a la silla presidencial del que se apuesta lograr un desarrollo más humano entre las clases trabajadoras, luchadoras y las políticas, sin dejar de lado la formación de cuadros políticos en temas de comunicación e incidencia, y muy importante la gestión de fondos dentro de los mismas incidencias.

La batalla con los medios comerciales de «información» no termina. Las guerras continúan y ahora son ataques psicológicos como lo pudimos ver en Nicaragua igual que otros países de la región y el continente. Y en este proceso no solo juegan el rol los partidos políticos de doblegar su contrincante, sino que también los medios de comunicación y las redes sociales.

He aquí donde también podemos ver que además la nueva generación no es solo simpatizante, sino que también un ser pensante de cambios y revoluciones dejando ver que el papel y el trabajo de los movimientos y los partidos políticos deben ir mas allá de las realidades actuales. Esto nos deja ver también que algunos sectores de la derecha como de la izquierda poco o nada saben de sus realidades nacionales, regionales o Latinoamericanas que desconocen hasta de sus luchas históricas que siempre han tenido como es el alcanzar la unidad.

Ahora cuando el proceso verdaderamente revolucionario comienza a tener un avance hay personas que se apoderan de estas oportunidades y se crean ciertos movimientos que no van en dirección de fortalecer estas luchas revolucionarias sino más bien en contribuir a las separaciones de fuerzas y es ahí donde los gobiernos revolucionarios en la región o más bien progresistas se ven caer.

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Cuba: Diego Montón de Cloc-Vía Campesina analiza resultados del encuentro entre organizaciones sociales y el Foro de Sao Paulo

por Radio Mundo Real

Más de 600 delegados y delegadas de diversos países latinoamericanos se reunieron en la capital cubana con motivo del XXIV Encuentro del Foro de Sao Paulo, donde se propiciaron espacios de encuentro de los partidos de izquierda con movimientos sociales, campesinos, por la vivienda urbana, de mujeres y ambientalistas además de estudiantes y otros. Escuchar audio

En audio adjunto el integrante de la Secretaría operativa de la Coordinadora Latinoamericana e Organizaciones del Campo (CLOC Vía Campesina), el argentino Diego Montón habla de la rearticulación de luchas populares que mostró dicho encuentro celebrado del 16 al 18 de julio.

“El diálogo fue fructífero e interesante. Desde los movimientos se plantearon todas las agendas de luchas para permitirnos construir procesos conjuntamente”, dice Diego.
Otro de los avances fue en cuanto a compartir espacios de formación política, señala el dirigente argentino en una columna radial para RMR

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Nicaragua: Mano a Mano con Edgardo García, referente de Vía Campesina Centroamérica

por Radio Mundo Real

En vísperas de un nuevo aniversario del triunfo de la Revolución Popular Sandinista y al cumplirse ya tres meses de los desmanes callejeros, torturas en centros religiosos y violencia generalizada contra lugares históricos del país llevados adelante por grupos de desestabilización y con complicidad de la conferencia de obispos católico, RMR dialogó con el fundador de la Asociación de Trabajadores del Campo (ATC), Edgardo García. Descargar audio

“Estamos ganando la paz. El sandinismo ya no se repliega y ha retomado las calles”, dijo García a RMR en un nuevo capítulo de la serie de entrevistas sobre temas de actualidad latinoamericana, Mano a Mano.

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Cuba: Resolución Final del Diálogo entre el Foro de Sao Pablo y las redes y plataformas de lucha del movimiento social y popular latinoamericano y caribeño

1. Delegados y delegadas de partidos y fuerzas políticas del Foro de Sao Paulo y representantes de redes sectoriales, temáticas y plataformas de lucha del movimiento social y popular latinoamericano y caribeño, herederos de las luchas por la soberanía y la independencia de nuestro continente, nos hemos reunido en La Habana, Cuba, el día 16 de julio de 2018, en ocasión del XXIV Encuentro del Foro de Sao Pablo.

2. Saludamos el éxito de la sesión de Diálogo que contó con la participación activa de la Secretaria Ejecutiva del Foro de Sao Paulo, del Partido Comunista de Cuba en su condición de partido anfitrión, de una nutrida representación de fuerzas político partidistas miembros del Foro y de doce de las principales redes y plataformas de lucha del movimiento social y popular latinoamericano y caribeño

3. Patentizamos la receptividad y acogida que el Foro de Sao Paulo, su Secretaría Ejecutiva y el Grupo de Trabajo han concedido a este espacio de diálogo e intercambio como oportunidad inédita para favorecer el acercamiento, el reconocimiento y la coordinación entre los partidos de la izquierda política y el movimiento social y popular de la región en favor de la construcción de la necesaria unidad para la acción.

4. Confirmamos que Nuestra América atraviesa y enfrenta una multifacética ofensiva contrarrevolucionaria puesta en marcha por las élites mundiales del capitalismo y las oligarquías locales, que ha provocado costosos reveses al curso de los procesos progresistas y emancipatorios, así como a los proyectos soberanos y solidarios de integración continental.

5. Concordamos en que resulta imprescindible detener esta ofensiva reaccionaria, revertir sus impactos y reconstruir un proyecto de justicia con el empeño común de la militancia política de izquierda y las más diversas expresiones de resistencia de los pueblos con el desafío de renovar las ideas emancipatorias, incrementar la capacidad movilizativa en función de luchas estratégicas y construir una plataforma común uniendo todos los sectores para elevar la movilización popular.

6. Seguimos con especial atención las presentaciones formuladas por cada una de las redes y plataformas del movimiento social y popular acerca de los objetivos de lucha alrededor de los cuales se articulan, sus posicionamientos frente a la grave coyuntura política regional y las respectivas disímiles realidades nacionales, sus visiones acerca de las carencias y desafíos en la coordinación con las fuerzas políticas, y sus agendas de lucha.

7. Reconocemos la importancia de cada expresión de lucha popular: por la soberanía, la democracia y la integración de los pueblos, contra la privatización de la energía y el agua, por una transición hacia un nuevo modelo energético, por reforma agraria y producción agroecológica, por soberanía alimentaria y biodiversidad, contra el patriarcado y la violencia hacia las mujeres, contra la judicialización de la política y criminalización de la protesta social, contra el neoliberalismo, el libre comercio y el poder corporativo, contra el mecanismo de la deuda que somete a nuestros pueblos, contra la discriminación racial y a favor de las reparaciones a los afrodescendientes. Identificamos la lucha que más nos unifica, la lucha contra el imperialismo en cualquiera de sus expresiones, al cual debernos oponernos con frentes de pueblos y gobiernos en acción articulada.

8. Constatamos que el diálogo ha servido a la comprensión de la necesidad de avanzar en materializar la coordinación entre las fuerzas político-partidistas y los movimientos sociales y populares en la construcción de alianzas estratégicas para trascender la contraofensiva reaccionaria oligárquico imperialista.

9. Coincidimos enfáticamente en el valor estratégico de la unidad en un clima de respeto a la diversidad y pluralidad, así como de la autonomía recíproca entre las fuerzas político-partidistas y los movimientos sociales y populares, con sus identidades y formas de actuación, según sus propias posibilidades y condiciones, en correspondencia con sus objetivos y agendas de lucha.

10. Afirmamos el compromiso de trabajar por proyectos de justicia desde el principio de los aprendizajes y la solidaridad mutuas en esfuerzos emancipatorios anticapitalistas y antimperialistas que nos permitan preservar los procesos y espacios progresistas conquistados y avanzar en materia de justicia social, soberanía e integración.

11. Reconocemos que es necesario un mayor grado de articulación y coordinación, en aras de reivindicar como propias las mejores experiencias de lucha y resistencia, el optimismo frente a temporales reveses y la confianza en la victoria.

12. Reconocemos la importancia de la formación política para reflexionar sobre los acumulados, los desafíos y los signos del contexto para impulsar estrategias de lucha. Trabajar la formación de las bases de nuestros movimientos y organizaciones. La formación no puede ser privilegio de dirigentes ni de estructuras regionales de nuestras redes y organizaciones.

13. Identificamos una gran coincidencia de visiones entre nuestros espacios y la diversidad de herramientas y vías con que contamos para desarrollar acciones conjuntas en cumplimiento de nuestros objetivos y agendas de lucha, al tiempo que constatamos la existencia de significativas potencialidades en materia de formación política y estrategias comunicacionales.

14. Necesitamos que nuestras articulaciones participen e incidan en los procesos políticos nacionales contribuyendo a la disputa del poder popular en cada país, que nuestros procesos se fortalezcan mutuamente, que la unidad salga del discurso a los hechos y prácticas concretas. Solo juntos construiremos fortaleza para acciones comunes, solo con unidad lograremos la integración que nos permita acumular fuerzas y vencer.

15. Debemos seguir avanzando en un diálogo político sobre diversos temas centrales para la construcción de acciones unitarias entre movimientos partidistas y movimientos populares y sociales con el fin de fortalecer la resistencia y los caminos hacia la victoria.

16. Nos aproximamos a algunos momentos y espacios en materia de acciones y movilizaciones contempladas en nuestras agendas, respecto a las cuales expresamos nuestro apoyo y voluntad de articulación.

Acuerdos:

1. Considerar para una agenda de trabajo y lucha común los siguientes eventos y movilizaciones:
• Día de movilización continental con el reclamo “Libertad para Lula Ahora” (15 de agosto 2018)
• Ratificar la solidaridad militante en la defensa a la Revolución Bolivariana y a todos los procesos populares amenazados por la ofensiva contrarrevolucionaria que enfrenta la región. Impulsar articuladamente nuestras luchas por la democracia, la soberanía y la integración regional.
• Tribunal Antimperialista. Haití. (27-29 de julio 2018). 
• VIII Foro Social Mundial de las Migraciones. México. (2-4 de noviembre de 2018).
• Jornada de Movilización contra el G-20. Argentina. (25 de noviembre – 5 de diciembre de 2018)
• XIII Encuentro sobre Paradigmas Emancipatorios. Cuba. (22-25 enero 2019)
• XXV Encuentro del Foro de Sao Pablo. (2019)
• VIII Asamblea de los Pueblos del Caribe, Trinidad y Tobago, 2019
• Varias voces propusieron, como una posibilidad, que Cuba pueda ser sede en 2019 de un encuentro hemisférico abierto a la participación masiva de todas las fuerzas progresistas —partidistas, sociales y populares— identificadas con la batalla por la unidad, la integración y la definitiva emancipación de Nuestra América.

2. Estimular a escala nacional la realización de diálogos e intercambios entre los movimientos sociales y las fuerzas políticas para construir unidad desde y con las bases.

3. Coordinar de inmediato con el Grupo de Trabajo de Comunicación del Foro de Sao Paulo para articular la metodología, los contenidos, herramientas y perfiles comunicacionales de las redes y plataformas del movimiento social y popular con las propias del Foro de Sao Paulo.

4. Dejar instalados en los programas de los futuros Encuentros del Foro de Sao Pablo el espacio de “Diálogo entre el Foro de Sao Pablo y las redes y plataformas del movimiento social y popular latinoamericano y caribeño”.

La Habana, 16 de julio de 2018.

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