V Congresso da Coordenadora Latino-americana de Organizações do CampoQuito, Equador, 8 ao 16 de outubro de 2010Pronunciamentos, linhas de ação e campanhas

 Pronunciamentos

Repudiamos a concentração e o monopólio de terras em todas suas formas. Continuaremos lutando por uma Reforma Agrária integral e por uma agricultura camponesa, dos povos originários e afrodescendentes que alimente à humanidade e proteja à Mãe Terra.

Denunciamos e rejeitamos ao agronegócio e às grandes corporações que ocupam, destroem e ameaçam de forma permanente nossos povos e comunidades, nossos territórios, nossas formas de vida e culturas. Reiteramos que as transnacionais são nosso principal inimigo.

Continuaremos denunciando as práticas criminais que hoje se praticam contra os povos originários, camponeses e afrodescendentes, e contra os movimentos sociais, como a criminalização da mobilização, a guerra aberta e encoberta, o paramilitarismo, a falsa luta contra o narcotráfico e a delinqüência, as fumigações de agrotóxicos e venenos, os deslocamentos forçados, etc. Rejeitamos com força os processos de militarização e a instalação de bases militares norte-americanos. Queremos um continente livre de todas estas marcas.

O Congresso acolhe a Declaração da IV Assembléia de Mulheres do Campo e enfatiza que as mulheres seguem sendo vítimas de violência institucional, trabalhista e doméstica. Os feminicidios são a forma mais profunda e grave da violação aos direitos humanos na América Latina, com sistemáticos seqüestros, violações e assassinatos. Lutaremos contra todo tipo de violência para com as mulheres.

Nos comprometemos a construir organizações e um continente em que mulheres e homens desfrutem relações de eqüidade, respeito e mútuo apoio. Declaramos que sem feminismo não há socialismo.

Exigimos o respeito ao exercício pleno de todos os direitos humanos das e dos migrantes, com especial ênfase nos direitos trabalhistas, sindicais e de previdência social.

Ratificamos as definições do documento da mesa  17 sobre Agricultura e Soberania Alimentar da Conferência de Cochabamba sobre Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra. Assumimos e apoiamos a proposta de Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra para que esta seja adotada pelas Nações Unidas.

Continuaremos lutando contra as tecnologias que põem em risco a vida no planeta, tais como os transgênicos, a geoengenharia, as tecnologias terminator e o biochar*. Reafirmamos o dito pela Via Camponesa quanto a que a agricultura camponesa e dos povos originários e afrodescendentes pode alimentar a humanidade, esfriar o planeta e cuidar a Mãe Terra.

Rejeitamos o Programa de Redução de Emissões por Desflorestamento e Degradação de Florestas (REDD), o comércio de bônus de carbono ou pagamento por serviços ambientais, que significam o despojo das florestas e territórios dos povos. Nossos territórios não são privatizáveis.

Reiteramos e repuganamos os tratados de livre comércio e outras formas de proteção aos grandes capitais que violam nossa soberania e a autonomia dos povos.

Denunciamos os meios de comunicação de  massa  como ferramentas a serviço do capitalismo que através de uma guerra ideológica buscam controlar a nossos povos  constituindo-se em uma verdadeira ditadura midiática.

Rejeitamos o bloqueio imposto a Cuba por mais de 50 anos pelo governo dos Estados Unidos exigindo a imediata suspensão.

Reafirmamos nosso compromisso com o ALBA dos Povos e nossa participação nesta aliança.

Reconhecemos ao Sumak Kawsay, o viver bem,  como um princípio de convivência, luta e organização.

 

Linhas de ação e campanha.

Voltamos a nossos países e organizações com os seguintes compromissos e acordos:

Ratificamos em todo seu conteúdo o Plano de Ação elaborado pela V Conferência da Via Camponesa em Maputo, Moçambique no ano 2009.

Reiteramos que a luta pela Reforma Agrária Integral e a Soberania Alimentar são parte fundamental de nossas ações. Entendemos a luta pela terra articulada à defesa de territórios autônomos, camponeses e de povos originários e afrodescendentes. Realizaremos o dia 17 de abril de 2011, dia internacional da luta camponesa, com a rejeição da concentração e acumulação e pela recuperação da terra e os territórios.

Continuaremos impulsionando e aprofundando a Campanha Mundial por uma Reforma Agrária Integral, fortalecendo nossas alianças e acompanhando as lutas locais. Rejeitamos os Princípios para o Investimento Responsável em Agricultura (IRA), promovidos pelo Banco Mundial com o fim de conter a crítica ampla à nova onda de acumulação de terras.

Seguiremos trabalhando pelo reconhecimento nas Nações Unidas da Carta dos Direitos Camponeses proposta pela Via Camponesa, assim como também pela sua ampla difusão e conhecimento pela sociedade.

Ratificamos o dia 16 de outubro como dia internacional de luta contra as transnacionais propondo uma luta comum, massiva e permanente, contra estas empresas. Nos propomos a realizar tribunais éticos e políticos contra as empresas transnacionais que operam em diversos países do continente.Colocaremos em prática a campanha contra a violência para as mulheres com a participação de mulheres e homens.

Colocaremos em marcha uma campanha continental contra os agrotóxicos que enfatize a contaminação dos alimentos e as ameaças à saúde de toda a população, tendo o dia 3 de dezembro como data para a realização de ações.

Organizaremos uma campanha continental de reconhecimento do campesinato, reconhecendo seus múltiplos valores, e recuperando as culturas campesinas.

Continuaremos com novas energias a Campanha Mundial de Sementes apoiando sua reativação com os seguintes eixos:

·         Recuperar as sementes ancestrais, multiplicá-las e protegê-las comunitariamente, com o controle nas mãos dos camponeses e camponesas.

·         Lutar pelo livre trânsito das sementes.

·         Combater as leis que as privatizam.

Nos comprometemos a fortalecer o espaço em construção dos Movimentos Sociais do ALBA, que tem prevista sua primeira Assembléia em Foz de Iguaçu,  Brasil, em março de 2011, como uma fase preparatória de convergências nacionais.

Convocaremos no marco do VI Congresso da CLOC à primeira Assembléia Continental de Organizações de Povos Originários e Afrodescendientes.

Nos somaremos à realização do Referendo Global sobre Justiça Climática segundo definido na Cúpula dos Povos de Cochabamba,  Bolívia.

Fazemos um chamado a uma ampla mobilização em torno de Cancún, seja somando-nos às atividades que a Via Camponesa organizará ali ou organizando um dos milhares de Cancún’s que estão sendo preparandos para o dia 7 de dezembro de 2010.

Organizaremos um Encontro Latino-americano de Organizações da CLOC/Via Camponesa em torno da problemática dos e das assalariadas agrícolas, para fortalecer este eixo de trabalho na organização.Concretizaremos alianças com outras organizações tais como sindicatos, grupos de consumidores, trabalhadores urbanos, centros de apoio a refugiados e migrantes, meios de comunicação alternativos e todas aquelas organizações com as quais possamos fortalecer nossas lutas.

Assumimos a formação política e a educação como um dos eixos centrais de nosso acionar, propondo-nos uma formação integral a partir das necessidades humanas: políticas, afetivas, sexuais, espirituais, culturais, místicas, etc. Nos propomos a dar elementos às comunidades para exigir uma educação de qualidade como um direitos humano para todas as pessoas.

Entendemos a tarefa de comunicação como um componente fundamental na construção e desenvolvimento de nossas organizações. Impulsionaremos a criação de nossos próprios meios de comunicação, que compartilharão das linhas políticas, princípios, definições e objetivos adotados pela CLOC no V Congresso. Reconhecemos e agradecemos os valiosos aportes da Minga Informativa de Movimentos Sociais que nos acompanhou desde a formação da CLOC/VC.

Fortaleceremos a Comissão de Direitos Humanos da CLOC/VC, para acompanhar os casos de violações de direitos humanos em nossos países para difundí-los e  denunciá-los ante os organismos internacionais de direitos humanos, incluída a Organização das Nações Unidas.

Exigimos a derrogação de todas as leis antiterroristas e o fim da criminalização dos movimentos sociais.Impulsionaremos uma Campanha Internacional pela Liberação dos presos políticos em todo o continente até alcançar a liberação de todos e todas.

Continuaremos avançando na organização do Seminário Internacional sobre políticas públicas para a Soberania Alimentar  emanadas desde as necessidades e o olhar camponês.

 

Contra o saque do capital e do império, a América luta!

Pela terra e a soberania de nossos povos, a América luta!

 

Publicada en Sin categoría

Solidaridade com os povos e suas lutas!

A partir do 11 de setembro de 2001, com a queda das torres gêmeas, os EUA deram um golpe planetário e o poder norte-americano se transformou no Estado mundial para a submissão. Se impõe assim no planeta uma estratégia de repressão violenta que ocupa diversos mecanismos como a guerra aberta, a luta contra o tráfico de drogas, o terrorismo e a delinqüência, o paramilitarismo e a ajuda humanitária em casos de desastre. Desta maneira, se criminalizam os movimentos e as lutas sociais.

Com este fim se expandiram as bases militares de Estados Unidos e se reforçam as operações conjuntas entre os Estados Unidos, a OTAN, as polícias  e forças armadas de nossos países. Ao mesmo tempo, vemos em nosso continente o ressurgimento dos tumultos golpistas, que tiveram sucesso em Honduras por causa do forte apoio de Estados Unidos, mas que as mobilizações populares derrotaram na Bolívia, na Venezuela e no Equador. As organizações da CLOC se manterão mobilizadas e em alerta para impedir novos tumultos.

A migração em massa é sempre forçada e é utilizada pelos grandes capitais para contar com exércitos industriais de reserva. A migração campo cidade se deve à escassez e concentração de terras, as ações militares e paramilitares, a perda de bens produtivos, as más condições de vida e a crise climática. O resultado da migração é a formação de cordões de pobreza nas cidades, que leva  a muitas pessoas a viver na miséria e a mendigar para alimentar a seus filhos e filhas. As e os migrantes transnacionais não têm os mesmos direitos que os trabalhadores locais, não têm direito à proteção da saúde nem a educação, e seus filhos e filhas ficam sem nacionalidade.

Em geral no continente latino-americano, os Direitos Humanos dos camponeses e camponesas, povos originários e afrodescendentes foram violados de maneira sistemática e permanente pelo poder dominante ligado ao capital nacional e trasnacional, como uma herança histórica desde o descobrimento. Atualmente é uma estratégia do capitalismo para desarticular e destruir as lutas populares e apropriar-se dos bens naturais, para garantir o saque através da mineração ao ar livre, as represas, a exploração em massa dos mares, os deslocamentos forçados dos povos originários, as monoculturas transgênicos e o controle da alimentação. As violações aos Direitos Humanos se transformaram em uma política de Estado de muitos países, inclusive com  disposições constitucionais. Os feminicidios são a forma mais profunda e grave da violação aos Direitos Humanos na América Latina, com sistemáticos seqüestros, violações e assassinatos de mulheres.

Na Colômbia, no Peru, em Honduras, no Chile, na República Dominicana, no Haiti, no México, no Panamá são permanentemente e sistematicamente violados os Direitos Humanos dos camponeses e camponesas, dos povos originários e afrodescedentes. É recorrente o assassinato e o desaparecimento de sindicalistas e líderes sociais e o deslocamento forçado de centenas de milhares de camponeses e camponesas.

Vivemos e sofremos a capacidade de destruição e devastação do capitalismo. No entanto, a força de nossas lutas, as formas de unidade que vamos construindo, a valorização de nossas contribuições, de nossas visões e culturas, o ressurgimento da vida que vemos em nossas vitórias, nos levam a assegurar que nossas lutas e afazeres nos permitirão ir desmontando o capitalismo e construir um campo e um mundo que garantam a dignidade e o bom viver para todos e todas.

Desta forma,

Nos solidarizamos com o valente povo do Haiti, que se mobilizou massivamente contra a ocupação militar, o saqueio e a imposição de sementes transgênicas, apesar das tremendas dificuldades após o terremoto.

Nos solidarizamos com o povo colombiano, que sofre e resiste sem render-se as agressões sistemáticas e criminais do Estado e o paramilitarismo, demandamos e exigimos uma solução política e negociada do conflito social e armado.

Reiteramos nossa permanente solidariedade com a Revolução Cubana e o povo cubano que resistiu meio século de bloqueio dos Estados Unidos e exigimos a liberação dos cinco revolucionários cubanos mantidos como prisioneiros do império.

Nos solidarizamos com a luta do povo Mapuche do Chile, que  depois que quase três meses de greve de fome alcançaram sentar e negociar com o Estado chileno e ampliar os setores sociais decididos a lutar até alcançar a revogação de uma lei antiterrorista ilegítima. Nos solidarizamos com a resistência popular em Honduras que apesar da continuidade do golpismo alcançou um apoio majoritário para alcançar uma Assembléia Constituinte. Nos solidarizamos e respaldamos as lutas dos povos afetados pelas barragens, as hidroelétricas que estiveram presentes no seu III Encontro Internacional no México de 1 a 7 de outubro deste ano. Afirmamos nosso compromisso com a luta contra as represas, mineradoras e contra a privatização da energia e da água, como o coloca a declaração do Encontro. Afirmamos que a água e a energia não são uma mercadoria. Água e energia devem estar ao serviço da soberania e sob o controle dos povos.

Nos solidarizamos com os povos e nações amazônicos afetados pelos projetos  de hidrocarburos no  Parque Nacional Yasuní.

Realizamos o triunfo das lutas sociais na Bolívia, na Venezuela e no Equador, que começaram profundos processos de transformação nacional e tem possibilitado Constituições Nacionais revolucionárias. Cumprimentamos às organizações do Equador que se mobilizaram decididamente e derrotaram uma tentativa de golpe neste país.

Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!

Contra o saqueio do capital e do império,  América luta!

Pela terra e a soberania de nossos povos,  América luta!

 

 

Nos solidarizamos con los pueblos y naciones amazónicos afectados por los proyectos hidrocarburíferos en el Parque Nacional Yasuní.

 

Celebramos el triunfo de las luchas sociales en Bolivia, Venezuela y Ecuador, que han comenzado profundos procesos de transformación nacional y posibilitado Constituciones Nacionales revolucionarias. Saludamos a las organizaciones del Ecuador que se movilizaron decididamente y derrotaron un intento de golpe en este país.

 

¡Globalicemos la lucha, globalicemos la esperanza!

Contra el saqueo del capital y del imperio, ¡América lucha!

Por la tierra y la soberanía de nuestros pueblos, ¡América lucha!

 

 

 

 

Publicada en Sin categoría

IV Assembleia da Articulação de Mulheres do Campo da CLOC – Vía Campesina

Ao ritmo das lutas históricas dos povos e movimentos sociais, a América Latina iniciou um caminho de mudanças sem precedentes, de desenvolvimento do pensamento crítico, reforçando o projeto socialista, a construção do Bom Viver / Viver Bem, cristalizado em processos de transição que estão comprometidos com a descolonização e por profundas transformações, que levem a sociedades de igualdade, justiça e soberania, bem como a harmonia entre os seres humanos e a natureza. Para as mulheres rurais de nossa América, reunidas na metade do mundo, o reconhecimento dos direitos da Pachamama (Mãe Terra) e de nossos deveres para com ela, a afirmação da diversidade da economia como produtiva, a prioridade da reprodução da vida e não do capital, é uma realização significativa das reivindicações históricas das campesinas rurais, indígenas e afrodescendentes. Mas, enquanto estamos satisfeitos com esta evolução, que resultam de nossas lutas e resistências, reafirmamos nossa determinação de continuar lutando para que a proposta feminista continue ajudando a definir as mudanças socialistas que desejamos, para aqueles que lutaram incessantemente até que as forças combinadas do capitalismo e do patriarcado sejam parte do passado.

Da mesma forma, nós nos comprometemos a continuar a luta pela soberania alimentar, por nossas formas de vida, pela agricultura camponesa e por modos de distribuição de reciprocidade, que são desenvolvidos em harmonia com a natureza, dentro da qual temos implantado o exercício criativo da agricultura, a hibridização de semente, a pordução de alimentos que atendam a toda a humanidade, e outros conhecimentos, através dos quais se alimentou o mundo. Nós rejeitamos as visões capitalistas que predominam na agricultura, que privatizaram a terra e a água e que impõem a dinâmica das empresas que destroem a vida rural.

Nós nos opomos a transnacionalização da produção de alimentos e à lógica da acumulação de ganhos do capital, que continuam a servir como objetivo a humanidade e nossas vidas, para as subordinar aos seus interesses.

Queremos passar de uma visão de distribuição regida pelo «livre comércio» para uma de complementaridade, reciprocidade e cooperação, como as nossas organizações têm vindo a propor em seus países, mas também no processo de integração regional, como da ALBA e da Unasul, que é um eixo-chave para o encaminhamento de nossas aspirações socialistas e anti-patriarcais. A América Latina que queremos construir é uma que se construa de um relacionamento harmonioso e de interdependência entre os seres humanos, constituídos como iguais, que orientem sua ação tendo em conta a sustentabilidade da vida. A América Latina a que aspiramos é uma compilação de convivência e solidariedade entre povos e culturas diversas, descolonizada, sem machismo ou racismo. Queremos uma América Latina comunicada, que reconheça e se reconheça na diversidade de formas de expressão e comunicação de nossos povos, com  meios de comunicação nos quais se expressem as iniciativas dos nossos movimentos sociais e das propostas políticas de mudança. Rejeitamos o ataque da ideologia capitalista e machista  imposta pela mídia corporativa, que se tornou porta-voz dos interesses do capital e da direita.Queremos uma região e um mundo livre de todas as formas de violência, seja machista, patriarcal, capitalista ou imperialista.

A América Latina e o Caribe que nós queremos é um território pacífico, desmilitarizado, sem bases militares estrangeiras, livre de práticas imperialistas de controle, sem criminalização ou perseguição política de organizações, do protesto e da pobreza.

Rejeitamos e condenamos as ameaças imperialistas e tentativas de golpe contra os processos de mudança, como na República Bolivariana da Venezuela, no Estado da Bolívia, Equador, e como foi imposta em Honduras. Rejeitamos qualquer tentativa de interferência e ingerência em nossos países e nas decisões de nossos povos, tal como se expressa no bloqueio imposto a Cuba há mais de 50 anos, pelo governo dos Estados Unidos. Nós, mulheres rurais de 19 países, levantamos nossas vozes em uníssono em defesa da Mãe Terra como um todo e por uma reforma agrária integral, que garanta o acesso das mulheres à terra. Nós levantamos nossas vozes em defesa da soberania alimentar, produção e distribuição baseadas em economias solidárias e comunitárias, e não nos esquemas desleais e predatórios do capitalismo.

Vamos estar atentas até que nossa América Latina e o mundo sejam livres da opressão do capital e do patriarcado.   Sem feminismo não há socialismo Contra o saqueio do capital e do império, América luta! Pela terra e a soberania de nossos povos, América luta! Mulheres do Campo lutando pela soberania popular,pela justiça, a vida e a igualdade!

 

Publicada en Sin categoría

Declaração da III Assembleia Latinoamericana

Quito – Equador, 8 e 9 de Outubro de 2010

Nos dias 8 e 9 de outubro de 2010 na cidade de Quito – Equador, onde comemoramos o aniversário da morte do comandante Che Guevara, e o Dia Internacional da Juventude Rural, nos reunimos 172 delegados e delegadas de 52 organizações de 17 países membros de toda a América Latina, membros da CLOC VC, convidados e representantes da Ásia e da Europa, totalizando cerca de 250 participantes para trocar diferentes experiências de lutas dos jovens rurais, indígenas e de ascendência africana em cada um dos nossos países, que nos permitiu construir propostas e medidas específicas para o fortalecimento da articulação da juventude em nível continental.

Vivemos em uma época de crise global, onde existem três projetos diferentes de caráter político, social e econômico em disputa. Um deles é o projeto imperialista que se caracteriza pela presença das multinacionais, a criminalização da pobreza e das lutas sociais, a promoção do agronegócio. Outra é a Unasul, que opera sob o discurso da conciliação de classes com ações concretas de integração e desenvolvimento continental, mas não faz o confronto direto ao imperialismo. Finalmente, há o projeto da ALBA, que se manifesta como uma estratégia de construção e fortalecimento do poder do povo, sob os princípios da integração regional dos povos.

Por esta razão, denunciamos:

• A crise alimentar, econômica, social, gerada pelo capitalismo

• A pilhagem e a privatização dos recursos naturais dos nossos povo

 A invasão territorial do modelo capitalista, através da implementação de sistemas diferentes de concepção e cosmovisão de nossos povos, com instrumentos como algumas agências de cooperação que servem ao império.

• O uso dos meios de comunicação como um instrumento de dominação que restringe a liberdade de pensamento.

• A imposição sobre a cultura imposta aos jovens através da mídia, que promove um modelo de vida baseado no consumismo, individualismo, machismo e outros vícios do sistema capitalista

• O agronegócio como um resultado da aliança entre as multinacionais, os latifundiários e as instituições financeiras, com os mega projetos de infra-estrutura, como a IIRSA e outros projetos da mesma natureza, que foram feitos pelos estados para impor a sua proposta de fusão da terra, produção de monocultura para exportação e de normalização de alimentos.

• Implementação de políticas e programas de assistência na América Latina que não resolvem os problemas, ocultando as políticas neoliberais e gerando fragmentação, conformidade, criação de dependência das comunidades.

• A adequação das leis promovidas pelos governos ao serviço de corporações multinacionais e os interesses do capital.

• O aumento da concentração da propriedade da terra, que está ficando em poucas mãos.

• A produção de alimentos, que são basicamente para exportação e que andam de mãos dadas com o desenvolvimento de monoculturas e o uso de sementes transgênicas que envolvem o uso pesado de agrotóxicos.

• As ações repressivas dos estados capitalistas através da militarização do povo, sob a suposta proteção da segurança nacional contra o terrorismo, o tráfico de drogas e outros slogans, que justificam a imposição das bases militares e o ingresso obrigatório dos jovens no serviço militar, assim como o  controle dos povos e territórios.

• A violação e manipulação dos Direitos Humanos pelo capitalismo, mediante estados servis que não zelam pelo desenvolvimento integral da população em geral. Neste contexto, destacamos a falta de acesso à saúde, educação e terra.

• As empresas privadas não permitem o desenvolvimento local de pequenos e médios produtores, uma vez que têm vindo a promover o consumismo que faz nossas culturas e identidades desaparecem.

• Violência sobre a liberdade de expressão através dos diversos processos de criminalização dos protestos e da pobreza. Também condenamos todas as formas de discriminação contra as classes sociais, gênero, credos, entre outros.

• A ação das empresas transnacionais de mineração, hidrelétricas e do agronegócio, que saqueiam nossos recursos naturais.

•Os tratados de livre comércio como uma forma de submissão dos nossos países ao imperialismo.

Diante desses problemas, os jovens rurais, indígenas, urbanos, internacionalistas, afro descendentes e combativos; participantes do Congresso da CLOC / VC declaramos:

• Continuar a defender a vida, justiça e soberania de nossos povos.

• Continuar em pé na luta por mudanças em nossa sociedade que devem passar pela reforma agrária integral, construção da soberania alimentar e do poder popular, a partir de processos que gerem uma consciência coletiva entre nossos povos.

• Assumimos como militantes, sujeitos transformadores da realidade, que vivemos com a necessidade de nos formar para ser parte da construção de uma sociedade justa e igualitária.

• Incentivar a rebeldia e a indignação desta sociedade que nos oprime e impede canalizar os processos de luta e transformação.

• Defender os valores e princípios que nos identificam como jovens na luta contra o imperialismo, como a solidariedade, a autonomia, a integração, a construção da unidade e a diversidade, a pluralidade, o comprometimento, o respeito e a dedicação como mais importantes.• O respeito pela Mãe Terra e seus recursos naturais, de modo a manter a produção de alimentos saudáveis.• Promover a agroecologia e as formas de produção dos camponeses e dos povos indígenas e afro descendentes como alternativas para a crise alimentar e os preços elevados no mercado mundial.• A terra e território são os direitos coletivos e não existe soberania sem a organização popular• Fortalecer o desempenho da CLOC VC desde nossas organizações de base.• Enquanto jovens vemos a ALBA como um projeto estratégico para desenvolver uma ligação entre as áreas rural e urbana pelo que devemos massificar a compreensão e as ações deste projeto.

Por tudo isto resolvemos:

• Avançar nos processos de formação ideológicas, políticas e tecnológica, sendo os sujeitos protagonistas dos mesmos, as mulheres, jovens e crianças, bem como buscar e chegar a acordos de formação em nível latinoamericano, que se complementem nas formas e métodos, tendo em conta a pluralidade do continente no caminho certo para formar nossos próprios técnicos e formadores.• Construir, melhorar e reforçar os mecanismos de comunicação internos das nossas organizações e externos com outras organizações, que nos permita gerar canais de comunicação mais objetivos, democráticos e participativos, a fim de desenvolver uma agenda de ação comum.• Para a realização desses acordos, formamos durante a Assembleia uma coordenação continental para articular os jovens da CLOC / VC, composta por duas organizações representantes de cada sub-região, que devem garantir e potencializar os processos de articulação dos jovens a nível regional e continental, no intuito de elaborar uma agenda de ação conjunta.

Diante do exposto, a III Assembleia Continental da Juventude da VC/CLOC dizemos:

• Pelo retorno imediato dos 5 heróis cubanos prisioneiros na prisão dos EUA por mais de 12 anos, e contra o bloqueio econômico que persiste a mais de 50 anos com a república irmã de Cuba.

• Contra a contínua perseguição e assédio contra os / as dirigentes e militantes dos movimentos sociais de nossos povos, como no caso da Colômbia com Piedad Córdoba, Honduras, Haiti, Guatemala e todos os povos que lutam.

• Da mesma forma, rejeitamos o golpe em Honduras e a tentativa de golpe no Equador e a todos os governos que tentam se impor pela força, bem como a instalação de bases militares dos EUA na Colômbia e em todos os países do continente que promovam estes processos de dominação• Finalmente, oferecemos nossa solidariedade a todos os povos que lutam por um modelo de sociedade justo e soberano. 

JOVENS RURAIS, INDIGENAS, URBANOS, INTERNACIONALISTAS, COMBATIVOS PELA VIDA A JUSTIÇA E A SOBERANIA DE NOSSOS  POVOS GLOBALIZEMOS A LUTA, GLOBALIZEMOS A ESPERANÇA!

Publicada en Sin categoría

Trem da Vale faz mais uma vítima em assentamento no Pará

 Joaquim Madeira, de 74 anos, foi morto na manhã desta sexta-feira (29/10) na Ferrovia de Ferro Carajás, sob concessão da Vale, na altura do assentamento Palmares, do MST, atropelado pelo tem da mineradora. O idoso já havia perdido o filho, Juari Madeira, na mesma circunstância e local há oito anos.

Neste momento, os assentados interditam a ferrovia em protesto contra mais uma morte no corredor de Carajás, que corta municípios dos estados do Pará e Maranhão, sendo o principal meio de escoamento do minério extraído da Serra dos Carajás, no Pará.Segundo a organização Justiça nos Trilhos, a Vale é responsável por uma série de atropelamentos ferroviários.

Em 2007 foram contabilizados 23 mortos, em 2008, foram registradas nove mortes e nada menos do que 2860 acidentes.Essa é a segunda vez que a ferrovia é interditada pelos moradores do assentamento. A primeira ocorreu em 2007 por aproximadamente um mês para pressionar a Vale a cumprir seus deveres sociais perante a comunidade.

Publicada en Sin categoría

Ecuador: “Fue el pueblo quien defendió la democracia”»

Luis_Andrango«Creo que está claro que el intento de golpe en Ecuador no está aislado de la estrategia continental de Washington de la desestabilización de los procesos de cambio».

Tras el golpe de Estado en Honduras muchas voces apuntaban a que el próximo objetivo sería Ecuador. De hecho, a mediados del 2009, el presidente ecuatoriano Rafael Correa declaraba: “Después de Zelaya, el próximo soy yo”. Era pues, la “crónica de una muerte anunciada”, pero cuyo intento de magnicidio ha fracasado gracias al heroísmo del pueblo ecuatoriano, que salió a defender la democracia y a su presidente.

A pesar de que los sectores más rancios de los medios de comunicación y la política  se empeñen en negar que hubo un intento de golpe de Estado (obviando “detalles” como el hecho de que el presidente Correa logró escaparse al Hospital Metropolitano y el coche en el que fue trasladado recibió 4 disparos de bala), la cuestión central desde ahora en Ecuador es cómo organizar las fuerzas populares para evitar los siguientes envites.   Para ello hay que extraer lecciones, para Ecuador y para toda la región, sobre los últimos hechos acaecidos, los sectores sociales participantes y la forma de orquestación del intento de golpe.

Sabemos que no será el último. Si para algo ha servido lo ocurrido es para poner de manifiesto quiénes son los representantes del hegemonismo en Ecuador (tales como algunas organizaciones indígenas, respetables políticos y medios) y cómo actúan.   Para ello hemos entrevistado a Luis Andrango, Presidente de la Confederación Nacional de Organizaciones Campesinas, Indígenas y Negras del Ecuador (Fenocin), para que relate en primera persona los acontecimientos previos al intento de golpe de Estado y la situación actual en el país.       

 Chispas.- En primer lugar, ya que usted vivió en primera persona los hechos, quisiera que explicara a los lectores qué ocurrió durante ese día.

Luis Andrango.- El 20 de septiembre, esa mañana inició una sublevación policial, promovida por grupos cercanos a la Asamblea Nacional y que habían manifestado su inconformidad con la Ley de Servicios Públicos, la cual eliminaba algunos de los bonos y apoyos económicos que tenía el grupo policial. Se producen algunos acontecimientos que hacen ver que no sólo se trata de una sublevación del sector policiaco, sino que estaba en marcha una intentona de golpe de Estado.   Simultáneamente a la sublevación policial, un grupo reducido de militares cierran el aeropuerto internacional de Quito. A la misma hora las instituciones públicas del Estado pierden las comunicaciones telefónicas y de Internet quedando completamente aisladas las estancias estatales. También empiezan a aparecer distintos líderes de la oposición por los me­dios de comunicación, ha­ciendo un llamamiento al pueblo para que apoye la sublevación. Incluso algunos plantean ya la salida del presidente del país. Todo esto nos indica claramente que hay un intento de golpe de Estado.   La respuesta inmediata de la sociedad y las organizaciones como la nuestra, incluso a pesar de algunas diferencias que se habían tenido con el gobierno de Correa, firmemente salimos a movilizarnos para respaldar el proceso democrático y constitucional de cambios que vive el pueblo ecuatoriano. Muchas organizaciones y la ciudadanía deciden que lo que hay que hacer es salir a tomar la Plaza de la Independencia, donde se encuentra la casa presidencial y que simbólicamente representa el poder. Es así como fue el pueblo quien defendió la democracia.  

 Ch.- ¿En ese momento la gente que ha salido a la calle se entera que el presidente está retenido?

L. A.- Nos llega la información de que el presidente se encuentra retenido en el hospital y una parte de la movilización se desplaza hacia allá, siendo recibidos con gases lacrimógenos y golpes por los efectivos policiales, quienes se encuentran atrincherados en los alrededores del hospital.   A las cuatro y media de la tarde, para nosotros un poco tarde, las fuerzas armadas hacen un comunicado donde expresan el respaldo al gobierno democráticamente electo. Esto supone un alivio y tranquilidad para el pueblo, ya que en los últimos procesos de cambios presidenciales hechos en el Ecuador la última palabra la han tenido las fuerzas armadas.   Ya en la noche se suceden los acontecimientos por todos conocidos, donde un dispositivo militar, consigue evacuar al presidente del hospital donde estaba retenido.   Sin embargo, inmediatamente la oposición desmiente que haya habido un intento de golpe de Estado y se empieza a generar información confusa sobre los acontecimientos.  

 Ch.- Tras estos hechos tan graves ¿cuál es el ambiente que se “respira” actualmente en el país?

L. A.- Todavía hay una sensación de peligro, se mantiene el estado de excepción, y desde las organizaciones se están promoviendo más marchas de respaldo al proceso constitucional y democrático. Somos conscientes de la profunda fragilidad que tienen estos gobiernos de izquierdas y progresistas, por  los acontecimientos pasados y recientes vividos en el Continente. Por ejemplo, el golpe de estado en Honduras, los intentos golpistas en Bolivia, Venezuela y ahora en Ecuador. Todo esto no son casos aislados, sino que se engloban en una “estrategia” para el continente con el objetivo de detener los procesos de cambio.   Las organizaciones hemos creído fundamental la conformación de un movimiento de masas, que nos mantengamos alerta a todos estos procesos de desestabilización. Hemos convocado a un congreso a unos 200 delegados y delegadas de 21 países del Continente latinoamericano del 8 a 12 de Octubre, aquí en Quito.  

 Ch.- Varios medios independientes han informado que algunas de las organizaciones que participaron en el intento del golpe de Estado en su país, están financiadas por fondos de la USAD norteamericana. Algo similar, se denuncia en Bolivia, donde muchas organizaciones separatistas son financiadas también por estos fondos.

  L. A.- La presencia de organismos internacionales ha supuesto una permanente intromisión, que ha provocado en diferentes países y momentos, procesos de desestabilización en el Continente. Desde hace 20 años estas instituciones señalaron al movimiento indígena como uno de los actores políticos fundamentales en el proceso democrático ecuatoriano y, desde entonces, se desarrolló una estrategia clara de infiltración. En algunas organizaciones esta financiación e intervención ha avanzado hasta el punto de mantener posiciones muy radicalizadas contra el gobierno, que incluso se confunden completamente con las posiciones de la oposición y la derecha.   Sin embrago, la mayoría de organizaciones populares se mantienen firmes en sus posiciones progresistas, de cambio, de transformación; es un grupo pequeño y muy identificado el que se detecta como infiltrado.  

Ch.- Igual o más grave es la infiltración que se ha puesto de manifiesto en las fuerzas armadas ecuatorianas, particularmente en la policía. Tal vez hace falta una depuración profunda de estas instituciones.

L. A.- Algunos de los elementos de las fuerzas armadas y la policía, provienen de la formación de la Escuela de las Américas, que se creó justamente para estos procesos de intervención, dominación y explotación del Continente americano. Esto no está al margen de los procesos militares y policiales de desestabilización. Nuestra consigna está clara “el pueblo salva al pueblo”, lo que ha ocurrido nos indica la fragilidad de los procesos democráticos que se están dando en Latinoamérica.   Una de las cuestiones más preocupantes para las organizaciones es que en este momento de conflictividad el gobierno ha tenido muy poca capacidad de estrategia para enfrentar una desestabilización de esta magnitud. No puedo imaginarme lo que hubiese pasado si el pueblo organizado sólo con la conciencia, no hubieses sido respaldado por las fuerzas armadas, al enfrentarnos a un grupo policial armado para la represión hubiésemos corrido mucho peligro, incluso hubiese sido necesario un sacrificio de vidas. Por eso creo que resta también un proceso de reflexión para estos gobiernos progresistas sobre su necesidad de afianzar su relación con los movimientos sociales, de armar las propuestas y consignas de los movimientos sociales, e impulsar verdaderas trasformaciones sociales que vayan cambiando la correlación de fuerzas de la sociedad ecuatoriana, en nuestro caso.   Otra de mis preocupaciones es que los que salimos a la calle la mayoría fueron de las organizaciones sociales, esa famosa ciudadanía que apoya a Correa no se la vio traducida en la movilización en las calles.  

 Ch.- Antes mencionabas la “estrategia” continental de desestabilización. Desde el inicio del gobierno Obama esta estrategia se ha intensificado, cuyo ejemplo más claro es el caso del golpe de Estado en Honduras.

L. A.- Creo que esa reflexión es importante después de golpe en Honduras, que lastimosamente avanzó. Justo tras este golpe, se manifestó públicamente el presidente de Cuba, Fidel Castro, sobre la información que tenía de que el próximo país sería Ecuador. En ese sentido creo que está claro que el intento de golpe en Ecuador no está aislado de la estrategia continental de Washington de la desestabilización de los procesos de cambio. Frente a esto hace falta fortalecer los procesos de articulación entre países de la región como el ALBA, UNASUR, los espacios de integración de los movimientos sociales bajo la consigna de “el ALBA de los movimientos sociales”.   Creo que otro reto clave, como se puede concluir tras los acontecimientos en mi país, es todo un montaje de aparato mediático que enfrente a estos poderes fácticos que muestran una realidad a veces ajena a lo que está pasando en concreto. Hay un reto histórico entre los países de constituir una red de comunicación, que inmediatamente pueda informar la realidad y que no se genere una especie de “pantalla” sobre algo que no está sucediendo, o que trata de ocultar lo que realmente ocurre en nuestros países.   Por otra parte, hay que señalar que sí fue rápida la reacción de los gobiernos aliados para dar al pueblo ecuatoriano su respaldo firme, sin embargo, la opinión pública continental tiene muchas dudas sobre el golpe, que está claramente vinculada a un resultado de un proceso mediático, que no necesariamente representa lo que ocurrió en el Ecuador.  

Ch.- ¿Quieres añadir algo más?

L. A.- En el caso Ecuatoriano referirme a que los aprendizajes que tenemos que extraer las organizaciones es que tenemos que estar aleta e incluir estas posibilidades de desestabilización y cómo vamos a reaccionar.   Siento todavía en el ambiente que esto todavía no ha terminado. Creo que los sectores que están tras el intento de golpe sólo midieron el nivel de fuerzas, de respaldo que iba a sostener el proceso de cambio. Nos preocupa la similitud con el proceso chileno, ya que previo a la caída de Pinochet, hubo un intento que le permitió a los grupos de oposición medir las fuerzas de apoyo y, en el segundo intento, terminó en el trágico desenlace. Nuestra preocupación es cómo lograr sostener un  proceso sistemático para estar alerta a cualquier proceso en el Continente, no sólo en Ecuador, que intente desestabilizar los procesos democráticos.    

 Datos y claves del golpe  

– Algunos informes señalan que la USAD, fundación de Departamento de Estado norteamericano, bajo el gobierno de Barack Obama está financiando a los golpistas hondureños desde que derrocaron al presidente Zelaya.  

 – En Ecuador esta misma “fundación”, está financiando, entre otras, a organizaciones indígenas como la CONAIE y Pachakutik (ésta última apoyó públicamente el intento de golpe de Estado).   – La actual dictadura hondureña ha vuelto a privatizar la educación, la sanidad o el agua. Han puesto fin a la reforma agraria, devuelto las tierras a los latifundistas. Han ampliado la base militar de los EEUU, está firmando el Tratados de Libre Co­mercio y se ha salido del ALBA.  

– Los medios masivos de comunicación en Ecuador ya estaban pidiendo la amnistía para los golpistas, justificando su actuación.  

 – Analistas resaltan que en Ecuador el ejército tardó demasiado tiempo en decidir rescatar al presidente Correa. Según estos analistas, si el pueblo no hubiera reaccionado tan rápida y decididamente, el ejército no hubiera apoyado a Correa.

Por Andrea Santos y Domingo. La Verdad Digital de España.

Publicada en Sin categoría

Audiencia pública sobre la Ley del Maíz será esta mañana

Audiencia pública sobre la Ley del Maíz será esta mañana En el marco de la Campaña por el rescate y la defensa de las semillas autóctonas y criollas, y con el respaldo de las demás instituciones y organizaciones inmersas en la Campaña Paraguay Libre de Maíz Transgénico, la Coordinadora Nacional de Organizaciones de Mujeres Trabajadoras Rurales e Indígenas (CONAMURI), lleva a cabo esta mañana una audiencia pública para discutir ampliamente sobre la Ley de Protección de las Variedades Locales del Maíz, cuyo proyecto está en estudio desde 2008 en el Parlamento Nacional. 

El objetivo de la audiencia es compartir, discutir, confrontar ideas, pensar con parlamentarios, parlamentarias; expertos y expertas en el asunto; autoridades del MAG, SEAM, SENAVE, MSP, Mujeres; ONGs, organizaciones fraternas, campesinas, indígenas y populares, la ciudadanía en general, sobre la importancia de esta ley para garantizar la protección del maíz, base importante de nuestra alimentación y de nuestra forma de ser campesina e indígena. A su vez se pretende, a través del diálogo, extraer insumos que servirán de argumento para los legisladores y legisladoras en el momento de tomar decisiones respecto del tema.

El programa contempla que a partir de las 9 de la mañana del día de hoy, 29 de octubre, el Presidente del Congreso, Senador Óscar González Daher y una representante de la CONAMURI ofrecerán las palabras de apertura. Seguidamente se dará lugar al panel sobre la Ley del Maíz, que estará a cargo de la Dra. Silvia González, de CEIDRA, haciendo la presentación del proyecto de Ley del Maíz. Así también, en representación de las organizaciones campesinas, Ricarda Romero, de la MCNOC, dará testimonio sobre los alcances materiales, los impactos socioambientales que el cultivo de maíz transgénico podría tener en el territorio nacional, haciendo una mirada empírica de la realidad. Guillermo Ortega, de BASE IS, disertará sobre el maíz en el marco de la soberanía y la seguridad alimentaria. La Ing. Agr. Liz Rojas, de SENAVE, tratará sobre la contaminación floral del maíz y, finalmente, Alicia Amarilla, de CONAMURI, presentará una ponencia sobre el maíz y las mujeres campesinas e indígenas.Al finalizar el panel de exposición, se dará curso al debate, recogiéndose impresiones, preguntas, dudas, complementos y aportes de la concurrencia.        

 A esta actividad está invitada toda la ciudadanía en general. Los organizadores consideran que el problema del maíz, y demás cultivos transgénicos, no interesa sólo a las comunidades campesinas e indígenas que habitan el campo y que sufren los efectos de la contaminación genética, de las aguas y del suelo, además de los efectos sociales como la migración forzosa, el desarraigo y el desempleo, sino que también compete a las personas que viven en las ciudades, porque allí es donde se recoge el producto de la tierra una vez acabado el proceso de producción, y es en las ciudades donde se debe tomar más consciencia sobre lo que una familia está llevando a su mesa.

Publicada en Sin categoría

Las propuestas de Cochabamba van a Cancún

Las propuestas de la Conferencia Mundial de los Pueblos sobre Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra se mantienen y amplían en el texto de negociación de cambio climático que acaba de salir de la última ronda de negociaciones realizada en Tianjin, China.   A lo largo de todo el proceso en Tianjin hubo varios intentos por sustituir el texto de negociación, donde se encuentran las posiciones de todos los países, por un texto que se limitara a recoger los principales elementos de consenso para Cancún.

En algunos grupos como el de «Diferentes aproximaciones para acciones de mitigación» se presento una propuesta que solo contenía la opción pro-mercados. Después de un largo debate, en el que se hizo prevalecer el derecho de todos los países a que sus posiciones se consignen en el texto de negociación hasta que haya consenso, se acordó un nuevo texto que incluye como opciones las posiciones de Cochabamba contrarias al mercado de carbono y se añadió que en las acciones de mitigación es necesario hacer prevalecer los derechos de la naturaleza.

Así mismo, en el grupo de «visión compartida» se introdujo la propuesta de considerar los impactos de las guerras en la emisión de gases de efecto invernadero. Igualmente se gano apoyo de delegaciones para la critica a los mecanismos de mercado vinculados a los bosques y la necesidad de una visión más integral sobre los bosques.

En la última plenaria hubo una intensa discusión porque aparecieron textos de algunos «facilitadores de grupos» que no habían sido previamente discutidos. Ha quedado claro que todo el texto de Negociación que salió de Bonn sigue como base de negociación para Cancún más lo avanzado en Tianjin.

En el texto de negociación que va a Cancún figuran, entre otras, las siguientes propuestas de Cochabamba:

• Limitar el incremento de la temperatura a 1 C.• Reducción de emisiones en más de un 50 % para el 2017• Derechos de la madre tierra• Pleno respeto a los derechos humanos y a los derechos de los pueblos indígenas y migrantes climáticos • Constitución de un Tribunal Internacional de Justicia Climática• No creación de nuevos mercados de carbono • 6 % del PIB de los países desarrollados para financiar las acciones de Cambio Climático en los países en vías de desarrollo• Levantamiento de las barreras de propiedad intelectual para facilitar la transferencia de tecnología • No mercantilización de los bosques

En Tianjin, hubo avances en el marco institucional a nivel de financiamiento, transferencia de tecnología y adaptación, sin embargo en el tema principal, que es el de las reducciones de emisiones bajo el protocolo de Kioto, no hubo ningún avance en las ofertas de los países desarrollados que llevan a un incremento de 3 a 4 C en la temperatura.

La situación para Cancún es extremadamente preocupante. Existe el peligro real de que a último momento se quiera imponer un texto que no fue negociado ni acordado por las partes. Así mismo, existe el riesgo de que los temas sustantivos que hacen a la reducción de emisiones y la vigencia del Protocolo de Kioto se posterguen hasta Sudáfrica o más.

De otra parte, existe una gran presión de países desarrollados para que se dé luz verde a nuevos mecanismos de mercado de carbono, en particular en relación a los bosques. En este contexto la única forma de avanzar hacia un resultado satisfactorio es  fortalecer la organización y movilización de los movimientos sociales, ambientalistas, pueblos indígenas, mujeres, intelectuales, artistas, jóvenes y el pueblo en su conjunto detrás de las banderas del «Acuerdo de los Pueblos» de Cochabamba.

(COMUNICADO DEL MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES DEL ESTADO PLURINACIONAL DE BOLIVIA)

Publicada en Sin categoría

Vendiendo el Aire

La jornada, México, 11 de septiembre 2010. Avanza uno de los más increíbles ataques a los bienes comunes del planeta y la humanidad: la privatización del aire. La principal herramienta para ello es un mecanismo llamado cínicamente REDD (reducción de emisiones por deforestación y/o degradación evitada de bosques), que está entre los puntos clave que promueve el gobierno mexicano en las negociaciones internacionales sobre el clima.La propuesta de los programas REDD es que como la deforestación es un factor importante de la crisis climática, hay que compensar económicamente a quienes ya no lo hagan.

Por ello se llama deforestación «evitada»: primero hay que deforestar para luego vender el dejar de hacerlo. Un típico escenario «ganar-ganar», como dicen los empresarios y sus ONG amigas. Ganan los talamontes al deforestar y ganan por dejar de hacerlo. Quienes más se benefician de estos programas son los que más bosque y selva hayan destruido. Y que podrán seguir haciéndolo, ya que REDD acepta que dejando apenas 10 por ciento del área original se cuente como «deforestación evitada».Al programa original se le agregaron versiones llamadas REDD, que incluyen pagos por «acrecentar los inventarios de carbono» y pagos por «conservación» y «manejo sustentable del bosque». En el primer caso se trata de, además de deforestar, establecer en su lugar monocultivos de árboles, otra fuente de lucro adicional, con fuertes impactos ambientales y sobre las comunidades.Lo más perverso de este mecanismo es lo que llaman «conservación y manejo sustentable», porque apunta directamente a despojar a las comunidades indígenas y campesinas de sus derechos y territorios.

La propuesta de REDD es que «como se paga», lo que se haga con el bosque y su capacidad de absorción de dióxido de carbono debe ser «verificable», es decir, definido por agentes externos a las comunidades. Para éstas y los ejidos significa pagar caro a «expertos» para que les digan qué pueden o no hacer en sus propios bosques y territorios, y firmar «voluntariamente» (o engañados por instituciones gubernamentales y ONG que gestionan estos programas) la alienación de su manejo autónomo del territorio, para poder cobrar unos pesos por la supuesta capacidad de absorción de sus bosques. Esa capacidad la compran empresas altamente contaminantes y grandes emisores de gases de efecto invernadero, para seguir contaminando con la justificación (no probada científicamente, pero muy lucrativa) de que en otra parte del mundo habrá un bosque que absorberá sus emisiones.

A su vez, esto entra en un mercado secundario de créditos de carbono donde la misma empresa puede revender a otros por un precio mayor, recuperar toda su inversión y además ganar dinero extra. El mayor volumen monetario de los mercados de carbono es la especulación secundaria, es decir, la venta y reventa de, literalmente, puro aire.Este tipo de mercantilización y especulación ya existía antes de REDD, con el pago y comercio de servicios ambientales. Con REDD, se trata de consolidar globalmente una nueva forma de «derechos de propiedad».

No la propiedad directa del bosque, sino la de «derechos de emisión» de éstos, para comerciarlos en un mercado altamente especulativo.Así, las empresas más criminales del planeta, además de devastar enormes zonas con sus actividades, calentar el planeta y maquillarse de verde con esta compra de «créditos de carbono», reclamarán la propiedad de facto de los bosques, porque aunque las comunidades sigan teniendo sus títulos de propiedad, no podrán tocarlos ni decidir nada sobre ellos.Un ejemplo reciente: el 7 de septiembre, la Red Indígena Ambiental y Amigos de la Tierra Internacional denunciaron que el proyecto REDD más grande hasta el momento, 100 mil hectáreas en Rimba Raya, Borneo, es financiado por la Shell, Gazprom y la Fundación Clinton.

En realidad no es «financiación», sino inversión, ya que Shell y Gazprom seguirán lucrando con sus actividades contaminantes (que producen más calentamiento global) y además ganarán millones de dólares con la venta de esos créditos de carbono en el mercado secundario. Reuters estimó que en ese proyecto se podrían captar más de 750 millones de dólares en 30 años.Tom Goldtooth, de la Red Indígena Ambiental, declaró: «Shell ya cometió genocidio del pueblo Ogoni, en Nigeria, y ecocidio de la cuenca del Níger. REDD hace posible que ésta y otras empresas sigan con la extracción de combustibles fósiles mientras continúan destruyendo el clima y a los pueblos indígenas. La mayoría de los bosques del mundo están en territorios nativos.

 Los proyectos tipo REDD han resultado en despojos de tierras, violaciones de derechos humanos, amenazas a la sobrevivencia de nuestras culturas, militarización, engaños y servidumbre.»En México, los que promueven este lucrativo negocio de las trasnacionales junto al gobierno, antes gestionaban contratos de biopiratería, luego metieron a comunidades a la venta de servicios ambientales y ahora, consecuentemente, promueven REDD.Por todo esto, la Vía Campesina, en su convocatoria a movilizarse frente a las negociaciones sobre el clima, que se realizarán en diciembre en Cancún, llama a denunciar y oponerse a los programas REDD y a los mercados de carbono, una demanda que también expresó claramente la Cumbre Mundial de los Pueblos sobre Cambio Climático, en Cochabamba.

Silvia Ribeiro * Investigadora del Grupo ETC

Publicada en Sin categoría

Un Cancún. muchos cancunes

Si en septiembre de 2003 organizaciones rurales de todo el mundo, ante la reunión ministerial de la OMC en Cancún gritaban «Fuera la OMC de la agricultura», ahora claman «Campesinos y campesinas enfriamos el planeta». Si hace siete años lograron en buena medida descarrilar la cumbre librecambista, ahora lo que pretenden es encarrilar la 16 Conferencia de las Partes (COP16) de la Convención Marco de las Naciones Unidas para el Cambio Climático, a celebrarse en ese puerto del Caribe mexicano del 29 de noviembre al 10 de diciembre próximos.

 Encarrilarla dentro de los marcos de los derechos de los pueblos y de la madre tierra y no del capitalismo, que cada vez más revela su carácter devastador de la naturaleza, de las comunidades, de los saberes, del espíritu de las personas. Hace dos semanas las organizaciones de la Vía Campesina, región Norteamérica, se reunieron en El Paso, Texas. Ahí delinearon un claro programa de movilizaciones rumbo a la COP16 de Cancún. El objetivo de sus acciones es múltiple:Se proponen desmantelar las falsas soluciones al cambio climático propuestas por el gran capital y los gobiernos a él subordinados.

Denunciar el mercado en que se han convertido las negociaciones climáticas: subasta de pagos para seguir contaminando, especulación con los bonos de carbono, venta de falsas soluciones por empresas como Monsanto.Buscan difundir ampliamente los cinco factores por los que la agricultura industrial contribuye al cambio climático: el transporte mundial de alimentos a largas distancias; la imposición de los medios industriales de producción agropecuaria; la mecanización a ultranza; los agroquímicos, la geoingeniería. Consecuentemente, la destrucción de la biodiversidad y capacidad para captar carbono y la conversión de tierra y bosques en zonas no agrícolas. Así, la actividad agrícola se transforma de productora a consumidora de energía.

Al mismo tiempo, la Vía Campesina se propone plantear a la opinión pública global un ofrecimiento muy claro: si se apoya a la agricultura campesina, ésta puede ser uno de los factores decisivos para enfriar el planeta. La agricultura campesina, además de contribuir positivamente al equilibrio de carbono, proporciona 2 mil 800 millones de puestos de trabajo en el mundo, a la vez que va construyendo soluciones a la crisis alimentaria actual. La investigación científica demuestra que los pueblos campesinos e indígenas pueden reducir las emisiones globales actuales al 75 por ciento, gracias a su producción diversificada a pequeña escala, la expansión de los mercados locales y el manejo integral del suelo, el bosque y el agua.

El referente de las movilizaciones de la Vía Campesina es la Confererencia Mundial sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra, celebrada en Cochabamba, Bolivia, en abril pasado. En ella, 35 mil representantes de organizaciones rurales de todo el mundo construyeron el Acuerdo de los Pueblos. Sus pilares son el respeto a los derechos de los pueblos campesinos e indígenas, y los derechos de la madre tierra, así como la soberanía alimentaria. Su colaboración, las miles de soluciones al cambio climático, a la pobreza y a la desnutrición con base en modelos de producción y consumo alternativos al capitalista, basados en la justicia, la solidaridad, el fortalecimiento de las comunidades y el cuidado del medio ambiente.

 Por todo esto proponen que la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático adopte las demandas de este Acuerdo de los Pueblos y no el Entendimiento de Copenhague, mediocre documento de compromiso, de muy débil exigencia.Para exponer a la opinión pública global sus críticas y sus propuestas es que la Vía Campesina ha organizado este ciclo de movilizaciones. Comenzará con caravanas de toda Norteamérica que partirán del centro y el occidente de México hasta Cancún. En este puerto, junto con muy diversas organizaciones efectuará el foro alternativo global Por la vida, la justicia ambiental y social, en los mismos días del encuentro oficial.Pero la discusión de este tema, que compromete el presente y el futuro cercano de la humanidad y toda la comunidad de los seres vivos, no puede circunscribirse a Cancún, ni a las solas organizaciones campesinas e indígenas.

Es necesario que, ante las informaciones oficiales y oficialistas sobre la conferencia, las organizaciones que buscan otro mundo posible desplieguen un intenso esfuerzo de comunicación y de diálogo, para que la ciudadanía de todo el planeta vaya entendiendo lo que está en juego y las alternativas que se proponen. Para lograrlo, es necesario organizar miles de Cancunes, como señala la Vía Campesina. Abrir foros paralelos de información y discusión en las más localidades posibles. Converger el 7 de diciembre con acciones de protesta en rechazo a las falsas soluciones, que lucran con el calentamiento global y la destrucción de especies vivientes. Promover por todos lados encuentros y articulaciones de personas y de comunidades para generar, desde abajo, la conciencia que detenga el cambio climático y haga posible una nueva Tierra.Parafraseando aquel viejo comercial, la Vía Campesina nos convoca a que, si no podemos ir a Cancún, cuando menos hagamos nuestro Cancún hasta en la azotea.

 

Fuente: http://www.jornada.unam.mx/2010/09/17/index.php?section=politica&article=022a1pol

Publicada en Sin categoría