O que está acontecendo no setor elétrico nacional?

27 de março de 2014

Por Leonardo Maggi*

Logo MAB 20 anosDiariamente tem sido tema e manchete dos principais jornais a chamada «crise energética». O próprio PSDB está chamando um «tarifaço» contra os futuros aumentos das tarifas de energia elétrica anunciados pelo governo. O discurso bem alinhado do «quarto poder» ainda propaga que a culpa é da falta de chuva (em Rondônia a culpa é da chuva) e apontam para o iminente risco de racionamento. As notícias tentam retomar no imaginário coletivo o mesmo sentimento de caos oriundo do racionamento de 2001.

No último dia 13 de março, o governo anunciou uma «ajuda» que soma R$ 21 bilhões às empresas de energia elétrica para o ano de 2014. Para cobrir este valor, R$ 13 bi sairão dos cofres do tesouro e R$ 8 bi serão captados pelas próprias empresas no mercado financeiro. A partir de 2015, tudo isso passará a ser cobrado nas contas de luz, através de futuros aumentos.

Outro tema muito freqüente nos meios de comunicação é referente aos preços de energia elétrica cobrados no chamado Mercado de Curto Prazo (contratos de energia a ser entregue em menos de seis meses), onde as geradoras (hidrelétricas) estão cobrando R$ 822,83 por cada mil kilowatts hora de energia. As empresas alegam que o preço é alto por culpa da falta de chuva (um problema natural) – ou seja, o setor elétrico está à mercê da lógica de oferta e procura de São Pedro – e pela necessidade de acionamento das térmicas.

A partir das tarifas que as geradoras vêm cobrando no chamado «Mercado de Curto Prazo», o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou um estudo que confirma a previsão de aumento nas contas de luz para o próximo ano, variando entre 18% e 31%.

Mas o que de fato está ocorrendo? A culpa realmente é da chuva, ou da falta dela?

No final do ano de 2012, a presidenta Dilma iniciou um processo de renovação, por mais 30 anos, das concessões de diversas hidrelétricas, a maioria de controle estatal, que teriam seus contratos vencidos entre 2012 e 2015. Em contrapartida, exigiu uma redução da tarifa – em vez de vender sua energia à R$100,00/1.000 kWh, como vinham fazendo em média até então, passariam a vender pelo valor de R$33,00. Isso representou uma redução de 20%, em média, das tarifas de energia elétrica.

Mas os governos de Minas Gerais, Paraná e São Paulo – todos sob o comando do PSDB – não aceitaram renovar as concessões de suas hidrelétricas e se colocaram contrários à redução das tarifas de energia elétrica. Isso porque a medida reduziria a taxa de lucro aos acionistas.

As empresas estaduais de energia, mesmo sendo denominadas como estatais, tem grande parte de seu capital privatizado. No caso da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), são 78% de controle privado, da Copel (Companhia Paranaense de Energia) 69% e da CESP (Companhia Energética de São Paulo) 64%.

São 36 usinas – 12 Hidrelétricas e 24 Pequenas Centrais Hidrelétricas – construídas há mais de 30 anos, já amortizadas (com o valor de investimento já recuperado), que poderiam estar oferecendo a energia mais barata do Brasil.
Ao todo, elas somam um potencial próximo a 10.000 MW (cerca de 10% do potencial hidrelétrico brasileiro), todas administrados por governos estaduais do PSDB. À medida que seus contratos de concessão vão se encerrando, estas serão devolvidas ao governo federal e em seguida leiloadas para serem repassadas a um novo concessionário.

Como seus contratos de venda de energia também estão vencendo, elas estão livres para comercializar sua energia livremente. Com isso, estão cobrando (vendendo) cerca de R$ 822,83/1.000 kWh, onde deveriam vender a R$ 33,00 (como as usinas controladas pela Eletrobrás).

Vejam um exemplo: a hidrelétrica Luiz Carlos Barreto, de Furnas, localizada no rio Grande, divisa entre MG e SP, aceitou a proposta de renovação do governo Federal e passou a vender energia a R$ 33,00/1.000 kWh, o que garante ainda uma taxa média de lucro. Entretanto, 30 quilômetros abaixo do mesmo rio, uma hidrelétrica (Jaguara) da CEMIG, que não aceitou reduzir o preço, está cobrando R$ 822,83 pela mesma quantidade de energia, um valor 25 vezes maior, o que gera lucros extraordinários.

Não é problema de seca e também não é o problema das usinas térmicas, é pura especulação com a hidroeletricidade. Tudo isso será repassado em futuros aumentos nas contas de luz da população brasileira.

Como estão conseguindo vender a R$ 822, estas empresas estão lucrando alto, somente em 2014 vão receber cerca de R$ 21 bilhões referente a esta parcela de energia. Além disso, estão funcionando a toda, e isso gera um esvaziamento dos lagos. Portanto, além de lucrar alto, estão criando as condições para forçar um grande aumento nas contas de luz e até possibilidade de racionamento, o que geraria grande desgaste político ao governo em ano eleitoral.

Enquanto isso, o governo está aceitando a chantagem. Há poucos dias, autorizou este repasse bilionário aos empresários do setor elétrico para, além de não perder a confiança do capital privado, transferir os aumentos das tarifas de energia elétrica da população brasileira para depois do período eleitoral.

Enquanto não enxergarmos a energia como algo estratégico, que necessita de controle estatal, com participação popular, ficaremos reféns e continuaremos pagando a conta.

*Engenheiro agrônomo, mestre em Geografia pela FCT Unesp e integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens

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Honduras: Matan a balazos a líderes campesinas en Pimienta, Cortés

27 de marzo de 2014

hond.jpgDos líderes campesinas fueron acribilladas de varios balazos propinados la mañana de este jueves en el municipio de Pimienta, Cortés a 25 kilómetros de San Pedro Sula.

Las mujeres han sido identificadas como Alma Yaneth Diaz Ortega (46) y Juverlinda Castellanos (48), ambas miembros del grupo campesino Bellavista.

Las autoridades policiales no han recabado más información que los guié hasta los responsables. El ataque a las dos lideresas ocurrió a eso de las 8:30 de la mañana.

Según versiones de testigos en el área, las dos mujeres habría perdido la vida por supuestos litigios de tierras.

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Paraguay: Comunicado de la MCNOC a la opinión pública nacional e internacional

27 de marzo de 2014

mncocpara.jpgLa Mesa Coordinadora Nacional de Organizaciones Campesinas- MCNOC- se dirige a la opinión pública nacional e internacional para manifestar cuanto sigue:

La MCNOC se movilizara en trece departamentos del país, y en la capital, para acompañar la jornada nacional de protesta y la huelga general, contra la política neoliberal entreguista del gobierno de Horacio Cartes, la derogación de la Alianza Público-Privada APP.

Así mismo, la derogación de la Ley de militarización, el cese de la persecución y criminalización de las luchas sociales, la reforma agraria integral, la recuperación de las tierras mal habidas e impuesto a la soja, la tarifa eléctrica popular, no a los tarifazos.

Al mismo tiempo, exigimos la libertad a los compañeros presos políticos con huelga de hambre de Curuguaty, la entrega de las tierras para los campesinos y por un modelo económico productivo y agroecológico que esté al servicio de la mayoría.

Los departamentos y lugares de concentración son Concepción (Horqueta, Azotey); San Pedro (Capiibary, Cruce Liberacion, Sta. Rosa del Aguaray, Lima, Cruce Guaika, Bº San Pedro); Guaira (Villarrica frente a la 2º división de Infantería); Caaguazú (Caaguazú, frente a villa Constitución, Campo 9, Simon Bolívar, Cnel. Oviedo); Caazapá (Caazapá, San Juan Nepomuceno); Itapúa (Pirapey km 45, Encarnacion, puente, Cnel. Bogado); Misiones (Cruce Sta. María); Paraguarí( Carapeguá, Asunción); Alto Paraná( Ciudad del Este, Villa San Francisco, Minga Pora, Nueva Fortuna, Iguazú km58, Juan E.Oleary); Canindeyú( Jasycañy, Yvypyta km35, Salto del Guaira, Cruce Carolina, Rotonda Curuguaty); Villa Hayes( Puente Remanso, Irala Fernández); Cordillera ( Asunción) y Capital( Asunción).

¡! Compatriotas, la patria nos llama!!

Asunción, 24 de marzo de 2014

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Paraguay: Comunicado Articulación Curuguaty situación actual huelga de hambre

27 de marzo de 2014

curugu.jpgDesde la Articulación por Curuguaty reiteramos nuestra comprensión, respeto y respaldo a la medida de huelga de hambre tomada por los presos políticos de Marina Kue: Felipe Benítez, Adalberto Castro, Néstor Castro, Arnaldo Quintana y Rubén Villalba, encarcelados en el penal de Tacumbú.

La decisión de realizar la huelga de hambre es una medida de presión debido a la falta de respuesta por parte de las autoridades ante el proceso y la detención ilegal. Como han declarado los huelguistas, es la única herramienta de que disponen para intentar detener la injusticia que sufren hace 1 año y 9 meses y poder conseguir la libertad a la que tienen derecho.

Es una reacción a un proceso judicial y mediático que les ha condenado de antemano, plagado de irregularidades en cuanto al debido procedimiento y que se ha llevado adelante contra todo criterio de justicia, legalidad y derechos humanos.

Felipe, Adalberto, Néstor, Arnaldo y Rubén se han visto obligados a tomar esta medida por la actuación del poder judicial en el caso que les involucra. Esta situación es responsabilidad de quienes mantienen privados de su libertad, en cárcel y prisión domiciliaria, a los presos y presas de Marina kue.

Son, entonces, inductores al suicidio, todos aquellos funcionarios de los distintos ámbitos del poder judicial que han negado justicia a los presos políticos de Marina Kue. Y suena a burla que hoy se acuerden del derecho a la vida de Rubén Villalba cuando los habeas corpus presentados por la defensa jurídica de los 5 huelguistas fueron denegados el día 25 de marzo.

La voluntad expresa de no recibir tratamiento es una decisión personal exclusiva de los presos políticos del caso Curuguaty,avalada por un protocolo internacional- no colisiona con el derecho de ellos a la vida. En este caso, al contrario, y hasta puede sonar paradójico, pero para acceder a la vida, o rozar aunque sea una vida verdadera que tiene que ver con la dignidad, ellos apelan a esta medida extrema y dolorosa.

Apoyamos, comprendemos y respetamos esas decisiones, cuentan con nuestro acompañamiento, además están respaldados en el derecho, como establece el Protocolo de Malta que establece que dar tratamiento contra su voluntad es delito y constituye malos tratos, crueles e inhumanos.

La Constitución Nacional en su artículo 5 se refiere a los Tratos Crueles, Inhumanos y Degradantes. El art. 7, el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos (1966) habla del tratamiento sin consentimiento «… en particular, nadie será sometido sin su libre consentimiento a experimentos médicos o científicos.»

La Declaración de Malta, en su principio, declara: «… La alimentación forzada contra un rechazo informado y voluntario es injustificable.»

La Comisión de Víctimas y Familiares de Marina Kue convoca hoy a las 18:00 hs. a una vigilia por la Libertad de los presos políticos, frente al Hospital Militar.

¡TIERRA Y LIBERTAD!

¡JUSTICIA PARA MARINA KUE¡ ¡JUSTICIA PARA PARAGUAY!

¡LIBERTAD A LOS PRESOS POR LUCHAR!

Articulación por Curuguaty (AxC)

Contactos de Prensa

Pelao Carvallo (0961) 102 544

Concepción Oviedo (0983) 704 571

Rogelio Ocampos (0985) 964 197

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Bolivia: Conclusiones taller informativo programas y proyectos productivos CSUTCB y CNMCIOB «BS»

26 de marzo de 2014

csutcb taller 6La Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) y la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígenas Originarias de Bolivia «Bartolina Sisa» en coordinación con el Ministerio de Desarrollo Rural y Tierras, llevaron delante de manera exitosa el primer Taller Informativo Sobre Programas y Proyectos Productivos, que se realizó en la sede de Federación de Campesinos en Cochabamba la pasada semana.

Con el objetivo de tener una información clara y conocer sobre los proyectos productivos y sobre los programas que se ejecutan en beneficio de las comunidades campesinos/as indígenas originarios del estado Plurinacional de Bolivia, dependientes del MDRyT.

«HACIA LA CUMBRE NACIONAL DE TIERRA Y TERRITORIO Y LEY AGRARIA FUNDAMENTAL»

Entre las conclusiones se destaca lo siguiente:

1.- El primer taller nacional informativo sobre programas y proyectos productivos fue muy exitoso e importante para los participantes
2.- Se conoció en detalle sobre los programas como INSA, INIAF, ACCESO PAR y otros
3.- A través de un plan de trabajo de talleres las dos organizaciones matrices tanto la CSUTCB y la CNMCIOB»BS» realizaran similares talleres de información sobre los programas y proyectos en coordinación con el MDRyT, en los nueve departamentos del país, en donde participarán también las gobernaciones y municipios.
4.- Se analizara en una reunión de alto nivel de ejecutivos, ministra y viceministros, temas importantes como; precio justo, asociaciones y otros concernientes al movimiento campesino indígena originario del estado plurinacional.
5.- Se anuncio la fecha y lugar de la realización de la Cumbre Nacional de Tierra y Territorio y Ley Agraria Fundamental para los días 23,24 y 25 de abril de 2014 en la ciudad de Santa Cruz.

En entrevista a los medios de comunicación el Ejecutivo Nacional de la CSUTCB, Damián Condori califico de Muy fructífero y positivo la realización del primer taller informativo sobre programas y proyectos productivos,
«hemos conocido el proceso de todos los programas y proyectos, los requisitos para acceder a las mismas, todavía tenemos pendiente el debate sobre asociaciones y otros temas que las realizaremos en una reunión de alto nivel y a partir de la fecha la coordinación con el ministerio, viceministros y directores será más estrecha, el tema tierras debatiremos en la cumbre nacional, sostuvo Damián Condori.

Por su parte la Ejecutiva Nacional de CNMCIOB»BS» Juanita Ancieta manifestó que fue importante informarse sobre los diferentes proyectos tanto hombres y mujeres quienes llegamos a los nueve departamentos.

«tenemos y es importante garantizar la soberanía alimentaria esta en las manos de campesinos y campesinas, ahora nos tocar bajar a cada departamento a debatir con nuestros dirigentes provinciales y comunidades campesinas, acoto Juanita Ancieta.

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Boletin Tierra Marzo 2014

26 de marzo de 2014

Boletín Tierra marzo 14 PDF

La última edición de nuestro Boletín Tierra Boletín Tierra, una herramienta histórica de la CLOC- VC para informar, intercambiar.

El Boletín Tierra es fruto del Colectivo Continental de Comunicación de la CLOC -VC 

En este número de Marzo:

– La CLOC Vía Campesina en el Año Internacional de la Agricultura Familiar.

– Encuentro Internacional de Semillas en Nicaragua.
– El MST a sus 30 años.
– Cumbre Agraria campesina, étnica y popular.
– Convocatoria IV Asamblea Continental de la Juventud de CLOC-VC
– Manifiesto Internacional de las Mujeres de la Vía Campesina
– Campañas de Solidaridad permanente

 

Nicaragua: La Asociación de Trabajadores del Campo-ATC en su XXXVI Aniversario

22 de Marzo de 2014

1970849 497901783665138 1137104810 nDeclara

Primero
Que frente a las adversidades que nos impone el modelo capitalista por su forma de producción y explotación de la fuerza laboral que levanta la producción que genera la riqueza y la estabilidad económica del país.

Segundo
Que como colectivo organizado somos conscientes de las grandes limitaciones propias de un país subdesarrollado, las condiciones de vida en el campo son las más difíciles y nuestra juventud se siente con pocas perspectivas de hacer su vida en el mundo rural a no ser que se mejoren las condiciones

Tercero
Que el desempleo no es solo la falta de una plaza de trabajo; es también generador de actividades peligrosas, de rutas de desestabilización social e institucional

Cuarto
Que ante el ingreso de muchos Nicaragüenses al trabajo irregular, la urgencia de renovación del cultivo de café por los ataques de la roya, la producción de arroz que viene alcanzado soberanía productiva y el tabaco, maní y la ganadería que han encontrado reconocimiento internacional por calidad.

Quinto
Que ante la necesidad de seguir produciendo alimentos en la que a los trabajadores y trabajadoras, se les respete sus derechos laborales y se les garanticen condiciones laborales dignas.

Sexto
Que los trabajadores necesitamos desarrollo, como los empresarios lo necesitan, en la que el gobierno debe ser facilitador para un desarrollo integral del agro, tomando en cuenta la tutela de los derechos de los trabajadores y la calificación laboral de los trabajadores y trabajadores.

Séptimo
La tragedia heredada de la producción verde contaminante de químicos y tóxicos que desecha a nosotros los trabajadores como platos descartable luego de pocos años de trabajo y que tiene en desgracia a miles de cancerosos hipertensos y enfermos renales

Octavo
Que en la nueva etapa de la revolución nicaragüense inspirada en principios Cristianos, socialistas y solidarios, en la que somos protagonistas de la restitución de derechos ciudadanos, compartiendo la responsabilidad en la lucha contra la pobreza y en cada una de las tareas marcadas en el Plan Nacional de desarrollo Humano.

Nueve
Saludamos el combate a la extrema pobreza y la desnutrición, el programa de alfabetización que se está complementado con el bachillerato técnico y el emprenderurismo a favor de la juventud trabajadora.

Por todo lo anteriormente señalado la ATC en este 36 aniversario declara:

1. Respaldamos la concertación productiva agroindustrial que de participación dé la ganancia de la industria y la exportación a la producción primaria o finquera para que las y los trabajadores podamos negociar con finqueros capitalizados que en este momento sin la concertación productiva se presentan en quiebra
2. Seguiremos fomentando el Diálogo Social bipartito y tripartito en la que se promueva la validación de oficios y la certificación de competencias laborales, así como el desarrollo de programas de capacitación técnicas en conjunto con el INATEC y los empresarios, con la negociación de Convenios bipartitos y tripartitos para mejorar las condiciones laborales de los trabajadores y trabajadoras en cumplimiento de la ley, que comprometa también a los inspectores del Ministerio del trabajo, una vez alcanzado ese cumplimiento buscaremos beneficios superiores a los ya establecidos en la legislación laboral.

3. Continuaremos promoviendo las Comisiones Mixtas de Higiene y Seguridad del Trabajo por empresa, para detener la contaminación de los agroquímicos y ejecutar planes preventivos y de urgencia ante los riesgos y accidente de trabajo con supervisión institucional y sindical. No estamos en plan de paralizar la agro exportación, pero necesitamos detener el envenamiento de los trabajadores con las Comisiones Mixtas y los planes preventivos.

4. Fomentaremos las relaciones de equidad e igualdad entre hombres y mujeres del sector agropecuario para consolidar la organización sindical, contribuyendo al proceso de erradicación de la violencia de género en el ámbito laboral.

5. Seguiremos fortaleciendo y ampliando la organización de trabajadores y trabajadoras del campo en todas las empresas y en los municipios, logrando cada día que los sindicatos sean protagonistas permanentes de su propio desarrollo, donde debe ser prioridad la organización sindical en aquellas empresas y fincas con más de 200 trabajadores como formas organizativas de incidencia laboral en la gestión y conquistas de derechos laborales que garanticen mejores condiciones para las y los trabajadores.

6. Continuaremos capacitando al liderazgo sindical y afiliados, que permita asumir tareas más complejas y con mayor productividad durante el proceso de desarrollo económico y científico del país en esta nueva etapa

7. .Seguiremos fortaleciendo la unidad intersindical con todas las centrales sindicales obreras, que comparten agenda común de cara a incidir en la toma de decisiones a nivel nacional en beneficio de las y los trabajadores..

8. Ampliaremos la participación de las distintas expresiones de la organización de los trabajadores del campo (asalariados, por cuenta propia, pequeños productores hombres y mujeres) con propuestas concretas en los diferentes espacios del sistema del poder ciudadano o gabinetes de Familia, la comunidad y la vida, para contribuir a superar las dificultades y aportar activamente al desarrollo de nuestra comunidad y país.

9. Fortaleceremos y ampliaremos los intercambios con las organizaciones sindicales y campesinas de todo el mundo mediante la CLOC, Vía Campesina Internacional, la Plataforma Sindical Común Centroamericana, el ESNA, etc. Poniendo en alto a Nicaragua y su proceso de desarrollo como nación libre en articulación con diversos países del mundo.

10. Aprovecharemos las reformas educativas con la formación técnica para el campo, la promoción sindical, la formación política en la escuela rural y la formación técnica relacionada con los territorios.

11. Continuaremos participando en distintos espacios de incidencias y de desarrollo tales como las mesas nacionales y departamentales laborales, Consejo Nacional del Salario mínimo, mesas de Higiene y Seguridad municipales y departamentales, Comisión Nacional de Plaguicidas, mesas de empleo juvenil y estructuras de desarrollo local

12. Aprovecharemos las practicas salariales y acuerdos de normas de producción basadas en la realidad de los rubros agroindustrial para formalizar estas negociaciones en convenio por empresas complementarios a la mesa del salario mínimo, de tal forma que los salarios se complementen entre el mínimo Salarial de las pequeñas empresas y la negociación de la escala salarial con las empresas de producción de escala.

13. Continuaremos fortaleciendo las alianzas entre los sindicatos de trabajadores con las cooperativas de distintos sectores y con los gremios de productores, para articular un comercio justo, estimulando las cooperativas de producción y consumo , en la lógica proyectada por Unapa y Fecampo, como expresiones organizativas de los productores que comparten valores, principios y estrategias con la ATC.

Estelí 22 de Marzo del 2014

VIVA EL 36 ANIVERSARIO DE LA ATC

CONCERTACIÓN PRODUCTIVA AGROPECUARIA CON LIBERTAD SINDICAL

PROMOCION Y CERTIFICACION LABORAL PARA LA RESTITUCION DE DERECHOS

GLOBALICEMOS LA LUCHA, GLOBALICEMOS LA ESPERANZA

 

Nicaragua: Inauguración de la feria de Semilla Criolla en el departamento de Estelí

22 de Marzo de 2014

1959967 525368780917233 42388708 nEn el departamento de Estelí, al norte de Nicaragua, se inauguró hoy la Feria de Semilla Criolla en conmemoración a los XXXVI años de lucha y de esperanza de la Asociación de Trabajadores del Campo (ATC) en conjunto con la CLOC y la Vía Campesina y la Fundacion Entre Mujeres FEM

Esta feria se realiza objetivo principal de rescatar, producir la semilla nativa y mantener el contacto directo de productor a consumidor, estuvo presidida por el Secretario General de la ATC Edgardo García quien expresó “Este encuentro es la muestra de las ideas y de los principios de la producción originaria para la vida sana, una muestra para el nuevo modelo, es la diferencia entre la producción industrial y la producción campesina, entra la producción de la exportación y la producción para el consumo”

El modelo de la producción sana ha motivado a las diferentes asociaciones hermanas a trabajar en conjunto por el rescate de nuestra identidad con las semillas nativas.
Por su parte la compañera Diana Martínez directora de la Fundación Entre Mujeres (FEM) enfatizó que: “con este intercambio de experiencia aporta a una seguridad sostenible, a un mundo rural ecológico, las semillas son el corazón, la vida el alimento para nuestro territorio, semillas que son el patrimonio de los pueblos y queremos una alimentación sana libre de transgénicos”.
Con el intercambio de experiencias de las diferentes Organizaciones en la feria se refuerza la lucha por el rescate de las semillas criollas, son acciones que hombres y mujeres del campo muestran como nuestro patrimonio cultural, es una lucha de largo alcance de nuestras hermanas y hermanos por mantener viva la seguridad y soberanía alimentaria.
A su vez el representante de la FAO en Nicaragua Fernando Soto dijo que: “Hemos estrechado alianzas con organizaciones de productores a nivel mundial y su tema fundamental con los países de América Latina y del mundo, es por el combate del hambre, rescate de la semilla criolla, de la semilla que usan los pequeños agricultores y nuestro principal objetivo es apoyar el sistema de la agricultura familiar, recuperar y fortalecer la producción campesina. En su intervención también felicito a la ATC, en su XXXVI Aniversario y reafirmó su compromiso por mantener la soberanía alimentaria de los pueblos”.
Y es este fortalecimiento por mantener el rescate de la semilla criolla, el que ha creado una unión entre países de los diferentes continentes, en esta feria están presentes mujeres campesinas de Guatemala como la compañera Martha Sefco de la Federación Nim Samaj quien es una productora artesanal que se encarga de la identificación de la cultura a través de la producción de artesanía elaborada por mujeres campesinas de Guatemala.

Esta Jornada de marzo, que dio apertura hoy con la feria de semilla criolla continuara el día de mañana 23 de marzo y el día 24 con el foro de 10013791 525369027583875 1760614974 nsemilla internacional en donde participaran diferentes delegaciones de la CLOC y La Vía Campesina, tales como Coordinadora Nacional de Oficiales en Retiro CNOR, Asociación Resistencia Nicaragüense Israel Galeano ARNIG, Fundación Entre Mujeres FEM y la Unión Nacional de pequeños Productores Asociados UNAPA, para realizar esta feria en donde las y los campesinos exponen sus productos elaborados y cultivados en sus comunidades.
Desde el marco del XXXVI Aniversario de la ATC se mantienen las mismas consignas y banderas de luchas que la han caracterizado durante todo este tiempo desde sus inicios hasta su desarrollo.

 

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Colombia: Detención masiva de líderes campesinos en Leiva – Nariño

21 de marzo de 2014

col.jpgDesde el suroccidente del país, las organizaciones sociales, populares y sindicales de Nariño, en el marco de la cierre de la Cumbre Agraria, Étnica y Popular, denunciamos la detención masiva que se presentó el día 17 de marzo de 2014 en contra de los diecisiete campesinos del Municipio de Leiva, quienes participaron en el marco del Paro Nacional Agrario y Popular realizado en el mes de agosto de2013, varios de los detenidos pertenecen a la Asociación de Trabajadores Campesinos de Nariño –ASTRACAN- Subdirectiva Leiva, filial de FENSUAGRO, organización que también ha enfrentado la persecución sistemática que se adelanta en contra del movimiento social organizado.

Sus integrantes han sido víctimas de constantes montajes judiciales que representan la continuidad de la estrategia de represión contra el proceso de exigibilidad adelantado por la Mesa de Interlocución y Acuerdo MIA en el ánimo de silenciar y encarcelar todas las voces que a gritos de esperanza, están convocando las transformaciones políticas que requiere el país.

Denunciamos la persecución, la falta de garantías políticas y los montajes judiciales de los que se sirve el Establecimiento Estatal para estigmatizar a los líderes campesinos, sabemos que en ellos están representados los habitantes del mundo rural a quienes se les ha negado sus derechos durante décadas y a quienes hoy el Régimen persigue ante el temor de que esas comunidades marginadas y excluidas de Colombia estén despertando, y ante el temor de que esos campesinos, afros e indígenas del país están construyendo unitariamente rutas de movilización, preparando el camino a una Asamblea Nacional Constituyente por una paz incluyente y anunciando volver al paro nacional agrario ante el incumplimiento del Gobierno Nacional.

Rechazamos enfáticamente la judicialización de todos y cada uno de los campesinos detenidos entre quienes se encuentra el reconocido líder campesino, ex candidato a la Cámara de representantes por Nariño por el partido Unión Patriótica, integrante del Movimiento Político y Social Marcha Patriótica LUIS EVER BOLAÑOS, quien en las urnas obtuvo la mayor votación en el municipio de Leiva a la cámara de representantes, municipio de Colombia en el que la UP fue respaldada mayoritariamente por los electores.

Los campesinos detenidos se suman a los más de 9500 Prisionerxs Políticos que existen en Colombia y su detención obedece a la estrategia de represión del Estado colombiano a la que se suman los falsos positivos judiciales de los compañeros Huber Ballesteros, líder agrario y sindical y Francisco Toloza, profesor universitario.

Esta detención tiene como propósito intentar frenar,a través del miedo, la persecución, el señalamiento y la criminalización de la protesta social, los avances de unidad que el movimiento social en su conjunto está consolidando en el escenario de la Cumbre Agraria, Campesina, Étnica y Popular desarrollada en la ciudad de Bogotá los días 15, 16 y 17 del presente. A ellos, habremos de recordarles las palabras del poeta Barba Jacob «contra la muerte, coros de alegría», porque nosotros aprendimos a nombrar LA LIBERTAD.

El llamado que hacemos al Movimiento Social y al pueblo colombiano en su conjunto, esrodear de solidaridad a los compañeros detenidos que están siendo judicializados por el Estado. Recordarles que la solidaridad de los pueblos es un hecho político y que los campesinos que hoy encarcelan nos dan una lección de dignidad irreductible y una firmeza admirable para no retroceder en la construcción de un país en paz, con democracia y justicia social, preparando el camino hacia una Asamblea Nacional Constituyente.

EN NOMBRE DE TODOS LOS ARBITRARIAMENTE DETENIDOS
YO TE NOMBRO LIBERTAD!!!

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